A ROTA DO MEL

Estamos numa das épocas com mais trabalho para os apicultores. E altura da cresta e colheita deste precioso alimento, o mel.MEL

Neste trabalho pretendemos dar a conhecer aos portugueses e  restantes leitores além fronteiras  o mel que se produz a nível nacional, incluindo as regiões autónomas. Pretendemos abordar uma associação de apicultores bem como um produtor de cada região. De acordo com a flora mais predominante na zona, assim se define as características do mel naquela região,  assim poderá encontrar um mel mais escuro ou claro,  mais ou menos denso, mais doce ou um ligeiro sabor amargo.

API

Nos próximos tempos irão decorrer varias Feiras de mel, que aqui vamos promover e divulgar, juntando estas Feiras à rota do mel que estamos a criar.

Ao contrário da tendência mundial, a apicultura é um sector que regista crescimento em Portugal.

Em 2015, a Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP) prevê um aumento de produção entre 10% e 12%, ou seja, quase o triplo da média dos últimos anos.

 

MelRei
Melreicoop

O preço pago ao produtor tem vindo a subir, na ordem dos 15% ao ano, devido à escassez do produto no mercado, o que tem incentivado os apicultores a aumentarem a sua actividade.

A estrutura de produção em Portugal também é muito competitiva, com um apicultor profissional a ter uma média de 350 colmeias, enquanto ao nível europeu, este número é de 150, salienta a FNAP.

jkln-2

Contudo «é necessário investir no sector, no sentido de o mel não ser vendido a granel, mas sim, depois de transformado, aumentando, desta forma, muito o seu valor e a rentabilidade dos produtores».

O valor do sector apícola em Portugal está calculado em 50 milhões de euros, de acordo com dados da FNAP.

Tem se registado um aumento do número de apicultores a nível nacional,pois por um lado, no âmbito dos programas de incentivo ao jovem agricultor e face ao aumento do desemprego em Portugal, a apicultura tem se revelado uma solução para quem quer regressar ao campo e não encontra outro forma de sustento.No entanto, fazendo jus aos apicultores mais experientes, dedicar se a apicultura não é um mar de rosas, pois por um lado requer paixão pelas abelhas, por outro, requer muito trabalho e dedicação . Um apicultor menos responsável pode causar prejuízo enormes, quer nas suas colmeias, quer nas de outros apicultores.

A tendência mundial é, por seu turno, de queda, com os EUA a perderam, nos últimos dez anos, mais de metade do número de colónias.

Em França, este número é de

Associação apicultores Beira Alta
Associação apicultores Beira Alta

40%, o que tem levado à elaboração de vários estudos científicos, que têm identificado os pesticidas da família dos neonicotinóides como responsáveis, existindo, mesmo, já, legislação europeia para restringir o seu uso.

A produção mundial de mel teve uma tendência crescente nos últimos 20 anos, apesar das flutuações, em regiões e países (industrializados e não-industrializados), atribuídas a um aumento no número de colméias e da produção por colônia. O consumo também aumentou durante os últimos anos, sendo atribuído ao aumento geral nos padrões de vida e também a um interesse maior em produtos naturais e saudáveis.

O mundo produz 1.200.000 toneladas de mel por ano. A Alemanha compra 50% do mel exportado no mundo e só produz 33.000 t/ano. A China é o principal exportador de mel para a Alemanha até 1987. No Japão, 60% do mel consumido se destina a usos na indústria e 40% constitui mel de mesa. O Japão tem-se transformado num dos maiores importadores de mel, principalmente devido à redução do número de apicultores, em decorrência da competição dos preços de importação e da diminuição de áreas melíferas. A Argentina, que produz cerca de 60.000t/ano, consome só 10.000 t/ano e possui uma área de apenas 2.776.700 Km2 (Munhoz, 1997).

Desde o início de 2002, decisões dos EUA e da Comunidade Européia suspenderam a importação de mel da China devido aos altos índices de resíduos de drogas veterinárias encontrados no mel oriundo daquele país. Concomitantemente, os EUA suspenderam também a importação de mel da Argentina, alegando distorções no preço do produto, o que estava promovendo uma concorrência desleal com os próprios produtores americanos.

Quando falamos em apicultura, temos a tendência de abordar o mel, no entanto,é  preciso ficar bem ciente que o mel é apenas o produto mais barato que se retira das colmeias .

Confesso  que perdi algumas horas a pensar por onde começar a Rota do mel. A lógica seria começar numa ponta do mapa de Portugal e por aí abaixo ou por ali acima. Também podia começar pelas ilhas, mas se começasse pelo norte,  tanto podia começar pelo Minho como por Trás os Montes … ao contrário também podia começar por Lagos ou Sagres como por Vila Real de Santo António. .. e durante algum tempo vivi este dilema enquanto ia armazenando as reportagens que eu tanto pedira aos amigos apicultores, a quem quero desde já Agradecer o esforço e colaboração,  pois sem eles, nada feito. De repente, lembrei me de um velho slogan que dizia no fundo que, se o mapa de Polrtugal  fosse um corpo humano, Viseu estaria situado exactamente no coração desse corpo… ora aí está encontrado o início. .. começar pelo coração. Então comecemos mesmo por aí

A rota do mel é  um projecto que já há algum tempo estava em mente. O ano passado, ao serviço da Gazeta Rural, elaborou se um edição onde comecei a abordar o mel numa perspectiva mais aprofundada, abordando várias regiões. Este trabalho, o contacto com os apicultores, permitiu me perceber um pouco melhor a apicultura, o trabalho em si do apicultor,  as suas dificuldades e os vários temas relacionados com apicultura. .. quase que aprendi a criar rainhas…

Este roteiro pretende abordar o mel e os derivados da colmeia por região,  pois em cada região há  um mel diferente dos outros, dado a flora mais predominante e é por esse motivo que faz todo o sentido criar, promover e publicar a rota do mel. Tentei, para esse efeito, contactar uma associação apícola e um apicultor de cada região,  dando assim a chamada volta a Portugal atrás das abelhas. Espero que gostem e também espero não defraudar as expectativas que criei em mim e nos próprios apicultores.

José Manuel Martins,  Roteiroseventos.

 

GABRIELA CASINHAS CRIOU UM PROJECTO PARA TODOS OS PEQUENOS E MÉDIOS PRODUTORES  PORTUGUESES

 

DigiGropyus,lda.jpg

DIGIGROPYUS TEM AO SEU DISPÔR TODOS OS ELEMENTOS QUE O PRODUTOR NECESSITA, QUE NA ÁREA DE RÓTULOS, QUER NO MARKETING

Gabriela  Casinhas cria o seu logótipo, os seus rótulos e tem uma panóplia de brindes para os clientes que cada produtor precisa

 

Apresentação da Empresa DigiGropyus,lda.jpg

 

Digigropyus desenvolve projectos de design, impressão digital, brindes publicitários e comércio de produtos relacionados com as artes. Foi fundada para satisfazer a necessidade das pequenas e médias empresas, de modo a poderem fazer a sua publicidade em pequena e média escala. Disponibiliza uma equipa com formação na área do Design Gráfico e artes finais.

 

O atelier Gabriela Casinhas nasceu em Setembro de 2013, no conselho da Amadora.

A designer  estudou na faculdade de Arquitectura e Artes de Lisboa, onde fez uma licenciatura e um mestrado em Design.

943928_174916949544574_2585748517572584963_n

Actualmente o espaço onde trabalha possuí várias vertentes que se complementam: design, impressão digital, estamparia e brindes publicitários. O atelier iniciou-se apenas com o desenvolvimento de projectos de design e artes plásticas. O departamento de criação engloba o design gráfico, design de produto e design de gestão. O design gráfico que desenvolve subdivide-se em diversas categorias, tais como: ilustração digital, arte final, comunicação visual, institucional, sinalização, impressos, editorial, paginação e composição. O design de produto foca a criação de embalagens, instrumentos, sinalização, móveis, jóias e outros objectos. Por fim, o design de gestão tem como finalidade o desenvolvimento de eventos e projectos empresariais e culturais.

A impressão digital complementa todo o design que é desenvolvido, é utilizada para a realização de cartões de visita, envelopes, autocolantes, rótulos, folhetos, convites para baptizados, cartas timbradas, entre outros. A estamparia é utilizada para personalizar têxteis para empresas e para clientes particulares. As colecções particulares são desenvolvidas em função de temas específicos. A nova vertente que vai ser explorada em 2016 foca a cultura e o turismo nacional, reproduzindo um pouco da história nacional em linhas modernas. O sector dos brindes publicitários é uma solução eficaz para a publicidade de cada empresa, proporcionando uma vasta expansão. O atelier apresenta várias soluções eficazes, duradouras e com utilidade, tais como: porta-chaves, ímans, crachás, fitas de pescoço, relógios, calendários, entre outras opções.

12662424_174916889544580_594134549011150780_n

A participação do atelier no exterior tem vindo a crescer, esteve presente em diversos eventos colectivos e individuais. Entre os mais diversos lugares, salientam-se museus, galerias de arte, associações de artistas, hotéis, hospitais, lugares turísticos e espaços culturais.

As primeiras exposições de ilustrações foram na vila de Sintra, local que serviu de ponto de partida para a sua carreira em 2011. Nos últimos anos vendeu cerca de 120 exemplares de ilustrações e lançou dezenas de logótipos para empresas nacionais.

A primeira entrevista foi em Abril de 2014 lançada no site artista.pt e no mesmo ano participa no livro State of Art – Artist`s Book – Volume II.

 

 

 

VISEU, A TERRA DE VIRIATO, QUE, SEGUNDO ME PARECE, ATÉ  ELE JA NA ALTURA GOSTARIA DE MEL

Viseu é  um dos maiores distritos do país a nível de área. Não contando com a Associação de Apicultores do Litoral Centro, cuja actividade ainda se estende um pouco à  área de Viseu, nomeadamente Mortágua, conta com 3 Associações da apicultores, a saber Associação de Apicultores da Beira Alta, A Associação Florestal e Apícola de Montemuro e Paiva e, finalmente, a Associação de Apicultores da Serra do Caramulo.

ASSOCIAÇÃO DE APICULTURA DA BEIRA ALTA*

Associação vai fazer alterações na sala melífera com vista a criar uma melaria licenciada.

À  conversa com Ana Carvalho, técnica desta associação, que nos conta  um pouco sobre o mel da Beira Alta

ROTEIROSEVENTOS  R.E. – Quantos associados possui neste momento a associação?

Ana Carvalho  A.C.- Neste momento a associação tem 350 sócios, tendo sidas registadas em Junho deste ano 12.000 colónias de abelhas.

 

R.E – Como está  a decorrer a campanha de colheita este ano?

A.C – A produção de mel deste ano foi mais reduzida, devido às condições climatéricas desajustadas face às necessidades. E devido ao fato de muitos apicultores ainda estarem a executar as extracções de mel, ainda não temos dados suficientes para afirmar um valor em concreto.

R.E. – Têm surgido novos projectos na região?

A.C.- Tem crescido o interesse pela apicultura, e são vários os projectos que têm surgido na região, sendo estes de jovem agricultor e também de pequenos investimentos de explorações apícolas já existentes.

R.E. – Quais as principais  características do mel produzido na região?

A.C. – Na nossa região o mel é predominantemente multifloral, havendo contudo em quantidades mais reduzidas alguns monoflorais nomeadamente de urze, tília, e castanheiro. Não podemos esquecer também da frequência com que o pólen de eucalipto que se encontra no nosso mel, que demonstra que apesar de normalmente não haver monoflorais de eucalipto por aqui, ele está presente na maioria.

R.E. – Quais os serviços que a associação oferece aos seus associados?

A.C. – A associação oferece inúmeros serviços nomeadamente: elaboração de registos apícolas, projectos de apicultura, assistência técnica diversa, sala de parcelário, candidaturas ao Pedido único e comercialização de material apícola. Dispomos ainda de uma sala melífera para extracção de mel, sendo que a mesma brevemente vai ser sujeita a alterações que visam o seu licenciamento como melaria, de modo a colmatar as necessidades dos nossos associados. Organizamos e disponibilizamos variados cursos no âmbito da actividade apícola durante o ano. PORTFOLIO-MEL-SERRA-PORTEL-13encostaBarroca (1)-1feira-penamacor-1abelha magica-1casa do apicultor-3melrei-1

HÉLDER EDGAR  CARDOSO PRODUZ MELMONTEDOURO EM CINFÃES

HÉLDER EDGAR, Zona Industrial. Pauves 910917359 Cinfães
HÉLDER EDGAR, Zona Industrial. Pauves 910917359 Cinfães

HÉLDER EDGAR é um jovem apicultor que decidiu apostas na apicultura. Com uma ligação ao mundo das abelhas desde miúdo e face às dificuldades da economia acentuadas pelo factor da interioridade, este jovem decidiu apostar nesta área como forma de se poder manter na sua terra. Assim submeteu um projecto no âmbito do Pro Der e Criou a marca MEL MONTEDOURO. O seu projecto prevê uma melaria situada na zona industrial de Pauves, Cinfães. O projecto prevê a instalação de 400 colmeias numa zona rica de floração pata a obtenção de um mel de excelente qualidade e livre de poluição.

Antes de iniciar a actividade, este apicultor teve o cuidado de ir para o terreno com alguns apicultores de renome para aperfeiçoar e enriquecer os seus conhecimentos sobre apicultura, pois, segundo o próprio, não são apenas os cursos e formações que melhoram um apicultor, dando ênfase à actividade de trabalho no terreno, acompanhando alguns experts da área.

Para já,  não conta comercializar outro produto derivado da colmeia, pois isso será uma etapa que tem que se ir construindo com os pés assentes na terra.

Hélder Edgar refere ainda que a apicultura requer muito trabalho e dedicação,  pois um apicultor desmazelo do,  ao que ele denomina de «abelheiros» ,  pode causar danos muito elevados num apicultor cuidadoso e aplicado.colmeias em Cinfães

Cinfães,  com toda a sua área rodeada pelas serras do Montemuro e Gralheira possui condições excelentes para a produção de mel, essencialmente à  base de urze e rosmaninho, onde também o castanheiro e o carvalho marcam presença.

 

 

 

 

NA FREGUESIA DE NESPEREIRA, CONCELHO DE CINFÃES, JORGE SOUSA TRANSFORMOU 4 COLMEIAS DE UM HOBBIE NUM PROJECTO QUE JÁ CONTA COM 28 COLMEIAS, PRODUZINDO UMA MÉDIA DE 500 KG DE MEL. O PRÓXIMO OBJECTIVO É ATINGIR A CENTENA

mel1.jpg

 

 

JORGE SOUSA FALA-NOS UM POUCO DO SEU MEL E DA EXPERIÊNCIA QUE ESTÁ A SENTIR NA SUA DEDICAÇÃO À APICULTURA!

ROTEIROSEVENTOS R.E. – Há quanto tempo iniciou a actividade e como surgiu a ideia?

JORGE SOUSA (J.S.) – A actividade foi iniciada a cerca de 3 anos. A ideia surgiu através do meu pai e irmão que nesse tempo tinham 4 colmeias por “desporto”, a partir daí juntei me a eles com ideia de algo mais a sério e felizmente aconteceu .mel

R.E. – Quantas colmeias possui neste momento e qual a média de produção, num ano médio de colheita?

J.S. – Neste momento tenho 28 colmeias com uma média de 15Kg a 20kg de mel por colmeia. Eu entendo que seja pouca quantidade, mas a minha ideia é aumentar sempre que possível, o meu primeiro objectivos é chegar as 100 colmeias , depois logo se vê.

 

R.E. – Além do mel, que outros produtos da colmeia produz / comercializa?

J.S. – Para agora só comercializo Mel, mas não descarto mais tarde comercializar outros produtos ligados a apicultura.

mel2.jpg

R.E. – Quais as características que destacaria no vosso mel e as principais floras da região?

J.S. – Aqui na Freguesia de NESPEREIRA concelho de CINFÃES onde eu tenho os meus 2 apiários, o Mel é multifloral, mas com mail frequência em eucalipto, sendo o mel com uma cor bonita.

mel3.jpg

 
R.E. – A apicultura, continua a ser um sector interessante para quem deseje regressar à terra e ter um forma de vida?

J.S. – Penso que sim, apesar de os primeiros anos não serem fáceis devido a preços elevados a nível de produtos para a apicultura e para quem não possuir alguma experiência ainda pior, sendo a minha opinião porque passei por esse problema, o que me obrigou a começar aos pouquinhos.

 

 

 

MEL MONTESINO,A MARCA DA  ESSÊNCIA DO MEL, VAI PRODUZIR O PÃO DE ABELHA

feira-penamacor-1

A apicultura é o parente pobre da agricultura, é  preciso trabalhar o sector cooperativo para nos unirmos e termos mais voz, conta nos Sandra Barbosa, uma mestrada que se apaixonou pelas abelhas e chegou a ter 400 colmeias.

Esta apicultora começou a ganhar gosto pela apicultura desde os sete anos de idade e partilhou um pouco da sua experiência connosco

ROTEIROSEVENTOS R.E. – Como vê a campanha de colheita deste ano?

SANDRA BARBOSA S.B. – A colheita deste ano fica um pouco aquém das expectativas, dada a ausência de chuva na zona dos apiários de rosmaninho onde já fizemos a cresta é um ano mau, ainda assim ligeiramente melhor que no ano passado. Na zona de montanha, mel  da terra fria é muito díspar ainda estamos a um mês da cresta, há alguma esperança que a  melada de carvalho venha a compor o cenário.

R.E. –  Há quantos anos se dedica à apicultura e quantas colmeias tem neste momento?

S.B. – O meu interesse pela apicultura começou aos 7 anos com o meu pai na aldeia de Parada de Gatim, Braga, mais tarde em 2001, quando acabei o curso na escola superior agrária de Bragança, comecei  por fazer estágio profissional no laboratório de análises físico-quimicas de mel onde integrei a equipa de alguns projectos de investigação em curso. Em 2002 já como docente na mesma escola, iniciei o mestrado em química dos produtos naturais e dos alimentos na Universidade de aveiro e desenvolvi a tese com a caracterização química do pólen apícola do parque natural de montesinho, nesta altura comecei a ter mais contacto com o mundo da apicultura na região transmontana e apaixonei-me… em 2005 candidatei-me a um projecto AGRO de jovem empresaria agrícola que foi aprovado e instalei as minhas primeiras colónias em 2006, cheguei a ter 400 colmeias, mas dada a alergia desenvolvida à apitoxina neste momento minhas só tenho 86. Comercializo mel pólen própolis de outros apicultores que desenvolvem um trabalho fantástico em campo e que confio plenamente nos profissionais que colaboram connosco.

R.E. – Que tipo de mel se produz na zona?

S.B. – Produzimos monofloral de rosmaninho, multifloral e um lote de montanha que tem urze, castanheiro e alguma melada de carvalho.

Sandra Barbosa
Sandra Barbosa

R.E. – Quais as principais dificuldades de um apicultor?

S.B. – A falta de apoio das entidades competentes, somos o parente pobre da agricultura, a falta de informação e a vontade de alguns pouco profissionais que, com medo da concorrência e falta de competência, tentam dividir para reinar, por isso falta espírito corporativo. Podíamos ter uma voz muito mais activa se nos juntássemos em prol de um objectivo comum, o Mel Português, independentemente de quem o produz, desde que produza bem.

R.E. – Em relação ao escoamento, como está o mercado? A exportação é  um objectivo ou já é uma realidade?

S.B. – Relativamente ao escoamento nunca foi problema, o mel sempre esteve vendido, quer no mercado nacional como internacional. Quem trabalha bem é reconhecido e pago a preço justo. Nos últimos anos o preço por Kg do mel a granel tem subido substancialmente, há quem diga que não é sustentável, mas enquanto que o pagarem a este preço há que aproveitar. Temos consciência que o mercado do mel é global e que o preço que nos pagam a nós depende da lei da oferta procura e da demanda dos outros países produtores.

R.E. – Além do mel, que outros produtos da colmeia produz ou comercializa?

S.B. – Além do mel produzimos e comercializamos pólen e própolis, mas temos outros produtos já em vista para iniciar produção em breve, como o pão de abelha e o veneno de abelha. São projectos na calha que futuramente se hão de concretizar, há semelhança do Protocolo própolis que começamos devagarinho em 2011 só aqui na região e hoje temos mais de 2500 redes distribuídas de norte a sul do pais.

 

APIRABACAL O NOVO MEL EM VALPAÇOS

Api-rabacal-1

Micael  Santos e a sua esposa Cristina começaram a apostar na apicultura há cerca de 3 anos e meteram mãos à obra. Neste momento conta já com 400 colmeias e o próximo passo destina se à  exportação.

ROTEIROSEVENTOS  R.E. – Como analisa a campanha e o interesse que se tem verificado nos últimos tempos pela apicultura?

MICAEL SANTOS  M.S. – Sem dúvida que a divulgação deste produto tem evoluído positivamente, este ano foi um dos que mais assisti a esta divulgação quer por meios televisivos quer por meios pessoais nas feiras de mel e até mesmo em pontos de venda pequenos tem – se divulgado bem este produto.

R.E – Há quantos anos se dedica à apicultura e quantas colmeias tem neste momento?

M.S. – Há 3 anos que a apicultura faz parte da minha vida, neste momento trabalho com 400 colmeias e alguns núcleos.

R.E. –  Que tipo de mel se produz na zona?

M.S. – Na minha zona produz – se várias qualidades de mel, como o rosmaninho, urze, castanheiro e carvalho, sendo o de rosmaninho mais relevante.

R.E. – Quais as principais dificuldades de um apicultor?

M.S. – As principais dificuldades de um apicultor na minha opinião sao: a utilização de pesticidas,o calor intenso, as doencas,pragas, escassez de alimentos no inverno e os fogos que foi uma das dificuldades que já enfrentei este ano.

R.E.  – Em relação ao escoamento, como está o mercado? A exportação e um objectivo ou já é uma realidade?

M.S. – O mercado dos produtos da apicultura tem conhecido nos últimos anos uma evolução significativa, quer na facilidade de acesso do consumidor a estes, quer na inovação e deversificacao de produto do apicultor. Actualmente,  para além do mel, existem bastantes outros produtos desde os mais derecionados para a indústria farmacêutica como por exemplo a apitocxina, aos direccionados para a saúde e beleza como o propolis e a geleia real. Esta dinâmica do sector exige do apicultor um maior conhecimento dos produtos e dos processos de produção, possibilitando  a inovação e criação de novos produtos derivados da apicultura, e consequentemente  um maior escoamento destes.

A exportação neste momento ainda é um objectivo a cumprir, apesar de ter familiares a divulgar o nosso mel no estrangeiro e assim aos poucos chegar a exportação desejada.

R.E. – Além do mel, que outros produtos da colmeia produz ou comercializa?

M.S. – Neste momento tenho total dedicação à colheita de mel e estou – me a preparar para recolher propolis e pólen, avaliando colónias e locais, uma vez que temos uma zona rica para a produção destes.

 

 

MONTALEGREMEL, EM MONTALEGRE HÁ 8 ANOS, INVESTIU MAIS DE 300 MIL EUROS EM INFRAESTRUTURAS, FACTORES DE PRODUÇÃO, ANIMAIS E FORMAÇÃO.EM BREVE TERÃO A SUA PRÓPRIA UNIDADE DE EXTRACÇÃO E EMBALAMENTO. ALÉM DO MEL, A MONTALEGREMEL DIPÕE DE TODA UMA VASTA GAMA DE MATERIAL E PRODUTOS PARA A APICULTURA, DESDE A CRIAÇÃO E SELECÇÃO DE RAÍNHAS ENXAMES. 

EM 2016, PAULA ANTUNES ESPERA PRODUZIR 1500 ENXAMES E CERCA DE 10 MIL RAÍNHAS:logo

«Além de sermos produtores de mel, geleia real, enxames de abelhas, rainhas, apitoxina e propolis possuímos uma área dedicada exclusivamente ao apicultor. Revendemos desde a colmeia, material para salas de extracção, bidões, frascos para mel, fatos, e que vai ate ao mais pequeno acessório para criação de rainhas. Isto é um sem número de artigos direccionados para o apicultor profissional ou amador», conta-nos Paula Antunes.

nossos produtos

 

ROTEIROSEVENTOS R.E. –  Há quanto tempo se dedica à apicultura? já havia tradição na família, ou como surgiu a ideia?
logoprodutos
viste-nos em https://www.facebook.com/montalegremel Outras informações ou aquisição de produtos faça-o através do tel: 925598696 ou e-mail: montalegremel@gmail.com.
PAULA ANTUNES P.A. – Dedicamo-nos à apicultura mais seriamente há uns 10 anos. Mas esta já era uma actividade de família com mais de 50 anos.
Este projecto, “MontalegreMel”,  foi iniciado a cerca de 8 anos. Inicialmente era um passatempo mas, com o desenvolver e com o aprofundar dos conhecimentos verificámos que poderia ser uma actividade a desenvolver, pois possuíamos o mais importante que é o gosto pela actividade e apiários numa zona privilegiada para o desenvolvimento da actividade. 
Nesse sentido e ao longo dos últimos anos temos vindo a desenvolver a actividade num sentido mais empresarial. Hoje já contamos com mais de 300mil euros investidos em infraestruturas, factores de produção, animais e formação. produtos

 

R.E. –  Como decorreu a campanha deste ano?

P.A. – A campanha deste ano correu dentro do nosso planeamento anual. Atualmente estamos muito focalizados na produção de enxames e na produção e selecção de rainhas, ao qual acrescentamos um bom ano de colheita de mel. Podemos assim dizer que a campanha de 2015 correu na perfeição. 
No que se refere aos investimentos levamos a cabo a construção de um pavilhao onde futuramente instalaremos a nossa unidade de extração e embalamento. Também neste campo decorreu tudo como o esperado e planeado. 

apiário neve

 

R.E. –  Qual a número de colmeias e média de produção (ano médio)?

 

P.A. – De momento possuímos 400 e poucas colónias dispersas por 19 apiários situados entre os 550mts e os 1200mts de altitude. Porém não lhe posso dizer qual o valor médio de produção de mel já que 90% da nossa exploração e dedicada a produção de enxames e rainhas. Para 2016 esperamos produzir 1500 enxames, e cerca de 10mil rainhas para venda aos apicultores.
Os nossos principais clientes, na compra dos enxames, são os novos apicultores. Na compra das rainhas são os novos e os apicultores já instalados que procuram as nossas rainhas pela excelente qualidade que apresentam. apiário de enxames abelhas

R.E. –  Quais as principais características do mel da vossa região (cor, sabor, flora)?

 

P.A. – O nosso mel faz parte da denominação de origem mel de Barroso que é um monofloral de urze. Existindo também, na região, a possibilidade de fazer mel de castanheiro ou melada de carvalho. 

apiário covo

R.E. –  Acha que a apicultura pode ser um modo de vida para quem gostasse de se enraizar no interior?

P.A. – Penso que sim. Porém nos primeiros anos os novos apicultores deparam-se com alguns problemas pois a estabilização de colónias e o seu aumento leva entre 2 a 3 anos de investimentos e muito trabalho e dedicação. Mas acredito que esta poderá vir a ser uma das actividades mais geradoras de riqueza de todo o interior.

rainhas
Criação de Raínhas

 

R.E. – Além do mel, que outros produtos da colmeia produz e comercializa?

produtos
P.A. – Além de sermos produtores de mel, geleia real, enxames de abelhas, rainhas, apitoxina e propolis possuímos uma área dedicada exclusivamente ao apicultor. Revendemos desde a colmeia, material para salas de extracção, bidões, frascos para mel, fatos, e que vai ate ao mais pequeno acessório para criação de rainhas. Isto é um sem número de artigos direccionados para o apicultor profissional ou amador. Existe ainda, na nossa empresa, uma área dedicada às ceras de abelha e a sua moldagem direccionada para o pequeno e médio apicultor. Isto é, fazemos a moldagem exclusivamente das ceras de cada apicultor, a fim de evitar contaminações vindas de outras explorações. 

 

 

VIANA DO CASTELO

Mel MONTE DA BARROCA nasce de um hobby e paixão pela apicultura
Pedro Pereira e Nuno Amaro são dois sócios que resolveram dedicar se à  apicultura como um hobby e é pela sua paixão que desenvolvem esta actividade.

Neste momento têm cerca de 50 colmeias e o próximo objectivo prende se com a produção e comercialização de pólen. Est ano, face à a algumas dificuldades criadas pelo clima, produziram 800 kg de mel, onde normalmente a sua produção costumava atingir um milhar.
À  conversa com Pedro Pereira, conta nos um pouco mais sobre o  Mel Monte da Barroca.

” Eu e o meu sócio temos sim, uma pequena sala de extração com capacidade para extrair o que produzimos,não temos uma grande melaria.

Somos dois jovens apicultores  que não fazemos  da apicultura o nosso meio de subsistência   mas sim um hobby   e uma paixão”.

encostaBarroca (1)-1

ROTEIROSEVENTOS  R.E.  – Quantas colmeias possui neste momento e qual a produção média?

Pedro Pereira P.P – Neste momento contamos com 50 colmeias e com uma enorme vontade de crescer gradualmente, pois crescemos com o que temos, sem qualquer tipo de ajuda financeira.

Este ano a produção até não foi má de todo, no inicio das florações tudo parecia que iria correr bem mas com os períodos de ausência de humidade não foi possível às abelhas retirarem todo o néctar existente.

Pensávamos que iriamos ter complicações com a vespa velutina mas até ao momento ainda não tem aparecido.

Em anos anteriores, a produção rondou os 1000 kg nestes últimos dois  tem ficado pelos 800 kg.

R.E.- Quais as  principais características do mel que produzem na zona?

P.P – Na nossa zona, Viana do Castelo fazemos a primeira cresta em meados do mês de Maio para extrair o mel de eucalipto e a segunda nos finais do mês de Julho, da qual extraímos mel multifloral sendo as flores predominantes a do carvalho e do castanheiro.

R.E. – Quais as principais dificuldades do apicultor?

P.P. – Para nós, talvez a maior dificuldade do apicultor “legal” é a falta de control que existe na fiscalização dos apicultores “ilegais” quer a nível de tratamento das abelhas ou a nível do embalamento, etc…

R.E. – Como encara o mercado de escoamento? A exportação é um objectivo?

P.P. – Em relação ao escoamento nós temos conseguido escoar tudo em frasco e não em grandes quantidades, quanto à exportação  será um objectivo a longo prazo, assim como produção / comercialização do  pólen.

MEL CASA DO BARQUEIRO TEM APIÁRIOS EM VIEIRA DO MINHO E EM PÓVOA DE LANHOSO. SURGIU DE UMA INICIATIVA DE TRÊS AMIGOS QUE DECIDIRAM APOSTAR NA APICULTURA

14642957_345496192463711_1186517973_n

À conversa com Martinho Dias, um dos 3 sócios do MEL CASA do BARQUEIRO, conhecemos um pouco mais deste projecto recente, mas já com  frutos dados e com alicerces para o próximo passo.

14572501_345496359130361_21005663_o

ROTEIROSEVENTOS R.E. –  Como surgiu a ideia de iniciar a atividade na apicultura? Já havia alguma experiência anterior?

MARTINHO DIAS M.D. – A ideia da prática da atividade na área apícola, surgiu da conversa entre três amigos, um dos quais já com uma experiência considerável na apicultura. De entre várias alternativas de investimento agrário, considerámos a apicultura uma atividade bastante produtiva e aliando ao facto de um dos colegas já possuir um conhecimento prático alargado, foi fundamental no momento da decisão. Posto isto, decidimos apresentar um pedido de apoio no âmbito do PRODER, na Ação 1.1.3 – “Instalação de Jovens Agricultores. Este projeto obteve a sua aprovação em Dezembro de 2014.

APIC

R.E. – Como foi a colheita deste ano?

M.D. – Uma vez que se trata de um atividade iniciada recentemente e dado que um dos nossos objetivos incide em fazer desdobramentos, considerámos a colheita deste ano relativamente baixa, comparativamente à produção média estimada.

mel

R.E. –  Quantas colmeias possui e qual a média de produção?

M.D. – Neste momento possuímos um total de 60 colmeias. Quanto à média de produção, para o ano civil de 2015 foi de aproximadamente 15 Kg por colmeia. Esta reduzida produção, é justificada pelo facto de estarmos a fazer desdobramentos (enxames) para posterior aumento do número de colmeias.

Fatos Ventilados

R.E. –  Além do mel, produzem outros produtos da colmeia?

M.D. – Atualmente o mel, é o único produto que produzimos. No entanto, futuramente pretendemos produzir outros tipos de produtos apícolas, tais como: cera, própolis, pólen.APICU

R.E. – Quais as características e floras do mel da região?

A nossa atividade apícola, encontra-se dispersa por 5 apiários geograficamente localizados nas Terras Altas do Minho. Cada um destes apiários, confronta-se com características edafo-climáticas e de flora diversificada. Quatro dos apiários encontram-se distribuídos nas regiões de Salamonde e Ruivães pertencentes ao concelho de “Vieira do Minho”. O quinto apiário encontra-se localizado no concelho de “Póvoa de Lanhoso”. Qualquer uma das regiões apresentadas, rege-se por flora apícola abundante, com predominância das Ericáceas, como é o exemplo da Urze, muito importante na flora melífera desta região. Este tipo de flora melífera regional confere ao nosso mel uma cor acentuadamente escura, o que o torna particularmente rico em alguns sais minerais, apresentando níveis de cristalização médios e regulares.

APICOLA DA MATA – LOUSADA

A Apícola da Mata é  uma empresa apícola de Licínio e Rosa Ramos, um casal de Lousada que decidiu apostar na apicultura. Formada em 2013, conta neste momento com 60 colmeias. Licínio Ramos dá conta da falta de uma associação ou entidade na região que apoie este sector, pois perto de Lousada não existe nenhuma associação.

Apicola Povoadamata Lousada 969335025
Apicola Povoadamata
Lousada
969335025

ROTEIROSEVENTOS  R.E. – Como vê a campanha de colheita deste ano?

LICINIO  RAMOS L. R. – A colheita deste ano de 2015 é inferior ao ano de 2014, este ano as  temperaturas têm sido muito elevadas contribuindo para uma redução do néctar, embora o mel colhido seja de boa qualidade .

R.E.  –  Há quantos anos se dedica à apicultura e quantas colmeias tem neste momento?

L.R. – A Apícola Povo da Mata é uma empresa fundada em 2013 e temos neste momento 60 colmeias.

R.E.  – Que tipo de mel se produz na zona? Multifloral,rosmaninho,urze carvalho castanheiro ou outros ?

L.R. – O mel produzido nesta zona de Lousada é essencialmente multifloral , dependendo dos locais onde se encontram os apiários poderá ter uma percentagem maior de eucalipto ou de urze.

R.E.  – Quais as principais dificuldades de um apicultor?

L.R. – As dificuldades encontram-se no âmbito da formação disponibilizada nesta região que é quase nula, falta de um organismo (associação ou outro) que defenda os apicultores, apoio direto aos apicultores por parte do ministério da agricultura.

R.E. – Em relação ao escoamento, como está o mercado? A exportação é  um objectivo ou já é uma realidade?

L.R. – Em relação ao escoamento, o mel por norma é sempre vendido essencialmente para revendedores portugueses ou espanhóis, o preço depende muito do número de toneladas que a produção oferece nesse ano.
A exportação existe mas essencialmente por parte dos revendedores, como afirmei, não existe quer a nível local, quer a nível regional ou nacional organização por parte dos apicultores de forma a exportarem diretamente e poderem eles mesmos obter maior rendimento dos produtos da colmeia.

IMG_0514

R.E. – Além do mel, que outros produtos da colmeia produz ou comercializa?

L.R. – Produzimos e comercializamos o pólen e a geleia real.

API CAMBRA o mel de Vale de Cambra

MIGUEL ALMEIDA é  um apicultor com 19 anos de experiência, mas apenas no ano passado iniciou esta actividade a tempo inteiro. Segundo nos conta, os apicultores não conseguem satisfazer a procura de mel, pois antes da colheita, já está todo vendido.

ROTEIROSEVENTOS  R.E  – Como está a decorrer a campanha de colheita de mel este ano?

MIGUEL ALMEIDA  M.A. –  A campanha deste ano está muito má devido ás condições climatéricas estarem muito instáveis, só para ter uma noção , em média deveríamos de ter cera de 30 kg de mel por colmeia e estamos com cerca de 12 kg é uma quebra muito grande e é um pouco por todo o pais .

Miguel Almeida, Apicambra
Miguel Almeida, Apicambra

R.E.  – Há quanto tempo decidiu abraçar a apicultura?

M.A. –  Já estou no mundo da apicultura á 19 anos  mas como profissional á um ano. (a tempo inteiro )

R.E. – Quais as principais características e floração do mel preodominante da sua região?

M.A. – Na minha zona  ( vale de cambra ) o mel é multifloral mas a maior percentagem é o eucalipto depois tem um pouco de urze castanheiro e silva .

R.E. – Quais as principais dificuldades sentidas pelo apicultor?

M.A. –  As dificuldades dos apicultores são muitas, e a mais grave é a falta de conhecimentos na detecção das doenças .doenças essas que são a varroa ,ascoferiose , nosema ,loque e etc. .

R.E. – Como analisa o mercado de escoamento? A exportação é  já uma realidade?

M.A –  Quanto ao escoamento do mel e não só, porque a colmeia também dá outros produtos tais como ceras, própolis geleia real e apitoxina ,nós apicultores não conseguimos dar resposta ao mercado ainda não temos produzido e já está vendido ,quanto á exportação isso fica já para as grandes industrias porque não temos capacidade para responder ás exigências impostas pelos importadores em relação a quantidades .

11169960_1642280585983367_5132733227284856077_n

R.E – Além do mel, que outros produtos da colmeia produz e comercializa?

M.A. –  Para além do mel também produzo ceras , ou melhor trabalho-as, as abelhas é que a fazem e eu faço a reciclagem tanto para o consumo das minhas colmeias com também o faço para outros apicultores ,apicultores esses um pouco espalhados pelo pais de norte a sul.

CASA DO APICULTURA EM ARGANIL Onde a qualidade é sinónimo de durabilidade
Já lá vão mais de 20 anos de existência para esta empresa de Abel Pereira. A casa do apicultor, além de outros produtos e serviços, tem pata oferecer aos seus clientes uma vasta de produtos ligados à apicultura.

A Casa do Apicultor refere na sua produção pormenores dignos de destaque:

Toda a madeira utilizada na nossa produção é de pinho seco certificado;As nossas colmeias são emalhetadas e banhadas em óleo de linhaça isento de produtos tóxicos;Estrados todos fabricados em madeira;Os Quadros de Ninho têm quatro arames e seis agrafos conferindo-lhe  maior resistência;Pranchetas com platex de 5mm;Os telhados são fabricados em chapa zincada e com isolamento térmico e acústico;

casa do apicultor-3

Estas são algumas das características que marcam a diferença nos nossos produtos.
Pela qualidade que oferece, esta casa é  uma referência no mundo dos apicultores, não deixe de a visitar.

Apisfilanis Unipessoal Lda

 APISFLANIS  EM SANTA MARIA DA FEIRA – APIÁRIOS TERRAS DA FEIRA COMERCIALIZA O MEL TERRAS DA FEIRA

Tlm: 964539291 apisfilanis@gmail.com www.facebook.com/apisfilanis
Tlm: 964539291
apisfilanis@gmail.com
http://www.facebook.com/apisfilanis

  A Apisfilanis é uma empresa familiar criada em 2014, que detém os “Apiários Terras da Feira” que agora começa a dar os primeiros passos nesta actividade milenar. Sempre foi nosso objectivo dar passos seguros na actividade, por essa razão o aumento do efectivo foi pensado para se realizar de forma gradual e natural com o aumento de experiência. A Apisfilanis comercializa o mel com a marca “Mel Terras da Feira” que no fundo identifica a origem geográfica de onde é produzido, concelho de Santa Maria da Feira.2015_08_20_000002651-2

À conversa com Vasco Oliveira, proprietário desta marca, recevela-nos um pouco mais do seu mel e da APISFLANIS

ROTEIROSEVENTOS R.E. –  Como foi a colheita deste ano?

VASCO OLIVEIRA V.O. – Dado a Apisfilanis ser uma empresa ainda relativamente recente (começou a laborar em 2014), a comparação face ao ano anterior não é fácil de efectuar. Mas em termos gerais a produção correspondeu ao que estávamos à espera para este início de operação atendendo ao efectivo.

R.E. –  Quantas colmeias possui neste momento e qual a média de produção?

V.O. – Em 2014 a Apisfilanis começou com apenas 5 colmeias como forma de estudo e aperfeiçoamento, para o ano de 2015 aumentamos para 14, em 2016 esperamos contar com um efectivo de cerca de 80 e em 2017 de 150.

R-E. – Além do mel, que outros produtos da colmeia comercializa/produz?

V.O. – Para além do mel, comercializamos também o Pólen. No próximo ano pretendemos começar com a comercialização do própolis e cera bem como de acessórios e material apícola.IMG_2460-1

R.E. –  A aposta no mel, continua a ser uma boa aposta face à falta deste produto na UE?

V.O. – Em nossa opinião o Mel, Pólen e Própolis tem um grande potencial devido à grande falta destes produtos na EU, não só para consumo mas também fabrico de produtos de beleza e cosméticos e produtos alimentares. Apesar da invasão que se verifica de méis originários da Asia, o mel Português continua a ter uma procura crescente uma vez que o mercado também procura qualidade, e falar no mel Português é falar em Mel de Qualidade.

R.E. – Quais as principais dificuldades de um apicultor?

Vasco Oliveira Tlm: 964539291 apisfilanis@gmail.com www.facebook.com/apisfilanis
Vasco Oliveira
Tlm: 964539291
apisfilanis@gmail.com
http://www.facebook.com/apisfilanis

V.O. – Neste momento um dos principais problemas que nos afecta no norte e que não tem solução nem forma de control à vista é mesmo a Vespa Velutina que tem feito grandes estragos nos apiários. Como em qualquer outro campo da agricultura temos uma elevada dependência das condições climatéricas o que muitas vez torna-se num problema.  

MEL SERRA DA MOEDA, NO FUNDÃO PRODUZ CERCA DE 4 TONELADAS DE MEL E PREPARA-SE PARA TRIPLICAR AS ACTUAIS 250 COLMEIAS

MOEDA1

 

 

A Serra da Moeda pertence ao seguimento da Serra da Gardunha perto da Serra do Candal e da Serra da Maunça. Na parte do concelho do Fundão, a Serra da Moeda pertence totalmente à localidade de Enxabarda pela sua encosta Norte e Nordeste, no entanto a linha do seu cume faz fronteira com o concelho de Castelo Branco.

MOEDA

O cume da Serra tem uma epifania sobre uma lenda pouco explorada relacionada com as invasões francesas e a morte de uma suposta “Princesa” – Existe uma reportagem no Jornal do Fundão relacionado com a mesma época / mesmo assunto.

O Mel é produzido pelo apicultor António Martins de Oliveira, que bem cedo, em tenra idade (7 anos, 1962) se iniciou nesta actividade, apanhando enxames para os familiares que detinham uma base de 300 cortiços. A profissionalização na actividade nasce em 1994 com a aquisição das primeiras caixas de madeira, depois de uma estadia como emigrante em França onde aliás nunca deixou de ter colmeias em terrenos comunitários.

Os produtos Mel Serra da Moeda mais valorizados pelos clientes são o Mel, o Extracto de própolis e o Pólen (em grão), no entanto são disponibilizados outros produtos apícolas, tais como, cera, batons de cieiro de mel e própolis, e sabonetes de mel, geleia real e própolis.

 

MOEDA2

Em início de 2009 iniciou-se o processo de conversão para Apicultura BIOLÓGICA (MPB – Modo de Produção Biológica), processo este concluído em 2011.

Com o início do processo de conversão para MPB surgiu a possibilidade de incluir as oliveiras no processo. Por consequência disponibilizamos desde 2011 azeite proveniente de olivais em MPB (não podendo ser considerado azeite biológico pela necessidade de existir um lagar certificado em agricultura biológico), no entanto o lagar utilizado na localidade de Açor é um lagar tradicional de prensas mecânicas e usa águas com aquecimento moderado, o que possibilita um azeite de elevada qualidade.

apanha da azeitona

Ainda em 2009, o filho, Cristóvão Oliveira, envolve-se mais na atividade, o que proporciona o primeiro aumento das colmeias, das 100 que existiam em média, a família passa a trabalhar com mais de 200 até hoje em dia.

Agora em 2016, a marca Mel Serra da Moeda, aguarda novo aumento para triplicar as colmeias através de um projecto agrícola como jovem agricultor e assim levar a apicultura para outro patamar.

 

recomendado_parceirooficial_aderes
Mel Serra da Moeda http://www.apibeiras.pt http://www.facebook.com/Meldamoeda

ROTEIROEVENTOS R.E. –  como decorreu a última colheita?

CRITÓVÃO OLIVEIRA (C.O.) – A última colheita (2015) ficou abaixo da média, não devido à qualquer baixa de produção de cada colmeia, mas sim devido à diminuição de colmeia sobreviventes ao Inverno prolongado e uma Primavera inconstante que nos levou a algumas perdas inesperadas. No entanto estas perdas foram colmatadas com uma boa enxameação e desdobramentos bem sucedidos, que também não propicia por si um aumento de colheita, aliás os desdobramentos também levam a diminuir a produção.

 

MOEDA3

R.E. –  Quantas colmeias possuem neste momento e qual a média de produção?

foto abelhas

C.O. – De momento estamos estabilizados nas 250 colmeias, mas estamos com um projecto submetido para triplicar o número de colmeias.

A nossa média de produção é de 4T anualmente, mas também disponibilizamos cerca de 50 enxames/desdobramentos anualmente o que nos faz baixas a produção de mel. Quanto ao Pólen, não é significativo, cerca de 100kg. Comercializamos a Própolis em extracto e em pomada, mas não são quantidades significativas.MelCastanhasFr

 

R.E. –  Quais as principais lacunas e dificuldades da apicultura em Portugal?
C.O. – A opinião geral no mundo apícola leva a referir quase sempre as mesmas lacunas e dificuldades , mas muitas vezes são ignoradas as lacunas e dificuldades inerentes ao mundo agrícola no geral. Sim, nós assumimos que as principais lacunas e dificuldades da apicultura em Portugal são semelhantes àquelas sentidas pelos agricultores no geral, com a agravante de que muitas das actividades desenvolvidas por colegas agricultores no seu dia-a-dia dificultam a nossa normal actividade, mesmo que seja indirectamente. A juntar ainda que o rendimento da apicultura advém não só do sucesso de sobrevivência de um conjunto de indivíduos (abelhas), mas também da meteorologia de cada ano, e que por vezes as consequências de um mau ano apícola reflecte-se a médio/longo prazo. Por todas estas razões e pelas razões já mencionadas por outros colegas apicultores, a principal lacuna da apicultura em Portugal é a mesma não ser reconhecida de uma forma diferente das outras actividades – Um bom exemplo existe na nossa Península…
ENARBADA
A REGIÃO
R.E. –  A apicultura em Portugal ainda é um sector convidativo para quem queira encontrar um modo de vida?
C.O. – Sim, mas sempre com uma noção exacta do que se vai fazer e mesmo produzir. Cada vez mais quem se aventura na apicultura deve decidir em que produto quer apostar em primeiro lugar. O modo do apicultor que tudo produz já lá vai…

EM PAMPILHOSA DA SERRA , LUIS MANUEL ANTUNES PPOSSUI CERCA DE 300 COLMEIAS, PRODUZINDO MEL DE VÁRIAS FLORAS, DE ONDE SE DESTACA O ROAMANINHO E A URZE NA PRIMAVERA E A QUEIRÓ NO OUTONO

 

13709672_1650075565319253_1759653680_o
melmonteportugal@gmail.com

 

A aposta na Apicultura é bastante viável. No entanto, tem que haver uma prévia mentalização das pessoas, de modo a que saibam no que se estão meter: ser apicultor, não é atirar com as abelhas para dentro da colmeia e esperar pelo Mel. Ser apicultor exige presença assídua no campo, conta-nos Luís Antunes

img-20160506-00060

ROTEIROSEVENTOS (R.E.)   – Como decorreu a campanha de cresta deste ano?

 

Luís Antunes (L.A.). – Não muito bem. O Outono passado não houve a tradicional Magoriça ou Queiró, devido à seca de 2015,o que levou a que as colmeias enfrentassem o Inverno à custa de alimentação artificial. Quando veio a primeira floração, choveu intensamente, até final de Abril, deixando apenas Maio e Junho para as abelhas trabalharem. Foi pouco tempo, logo pouca produção…

 

R.E. –  Qual o número de colmeias que possui neste momento?

L.A. –  Neste momento possuímos cerca de de 300.img-20161021-00189

 

R.E. –  Qual a principal flora da vossa região e quais as características principais do mel daí resultante?

L.A. – A principal flora é o Rosmaninho e a urze na Primavera e a Queiró ou Magoriça (Calluna vulgaris)  no Outono. O Mel de urze é escuro e de sabor forte. Possui qualidades desinfetantes, diuréticas e anti reumáticas.

 

R.E. –  Além do mel, que outros derivados da colmeia produzem?

L.A. – Além do Mel, produzimos Cera, Própolis e Pólen.

 img-20161021-00190

R.E. –  Quais as principais dificuldades do sector na região?

L.A. – A principal dificuldade é a amplitude térmica, que leva a que tenhamos meses como Julho, a atingir quase 40 graus, e Dezembro, Janeiro e Fevereiro com temperaturas muito baixas. Só as colónias fortes resistem, havendo todos os anos muitas baixas no efetivo. Além disso, deveria haver mais união entre todos os apicultores, e mais acompanhamento das entidades regionais.

 

R.E. – Na vossa opinião, a aposta na apicultura ainda pode ser uma alternativa para alguém que gostasse de voltar á terra e encontrar na atividade uma forma de vida?

L.A. – Com certeza que sim! Aproveitando os incentivos dos Quadros Comunitários existentes, a aposta na Apicultura é bastante viável. No entanto, tem que haver uma prévia mentalização das pessoas, de modo a que saibam no que se estão meter: ser apicultor, não é atirar com as abelhas para dentro da colmeia e esperar pelo Mel. Ser apicultor exige presença assídua no campo ou, por outras palavras, ‘dá muito trabalho’, e esta é a grande barreira à entrada de mais gente no Setor. Há muitas pessoas que se assustam com a palavra ‘trabalho’. Criar, manter e desenvolver uma atividade Apícola, exige um esforço constante, exige abdicar de muitas coisas, e isso não é para todos, muito menos para grande parte da nossa sociedade, cheia de vícios e de facilitismos. É muito mais fácil viver com os pais, viver do fundo de desemprego, ou de um rendimento social, do que levantar às 5 ou 6 da manhã, muitos sábados e muitos domingos, para ir para o campo. Mas só assim a Apicultura é viável…

HENRIQUE ABREU, EM TORRES NOVAS PRODUZ CERCA DE 8 TONELADAS DE MEL POR ANO NA SERRA D’ AIRE

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
CONTACTOS: henriquemsabreu@gmail.com  Facebook: facebook.com/henriqueabreuapicultura Telemóvel/Mobile: (+351)965655036

HENRIQUE ABREU É UM APICULTOR  NA ZONA DE TORRES NOVAS, ONDE O URZE E O ROSMANINHO SÃO AS FLORAS PREDOMINANTES PARA AS ABELHAS TRANSFORMAREM O NÉCTAR EM MEL.  A SERRA D’ AIRE, NA REGIÃO PROPORCIONA CONDIÇÕES, PELA FLORA E CONDIÇÕES CLIMATÉRICAS, UM TERRITÓRIO FAVORÁVEL PARA UM MEL MULTI FLORAL, MAS ESSENCIALMENTE À BASE DE URZE E ROSMANINHO,UM MEL MAIS ESCURO, COM SABOR FORTE E AROMA MARCANTE . ALÉM DO MEL, HENRIQUE PRODUZ PÓLEN E JÁ INICIOU A OFERTA DE NÚCLEOS PARA VENDA.

COLMEIAS

Henrique iniciou uma «aventura» há 30 anos atrás, quando capturou o primeiro enxame. Sem experiência no ramo, na altura, após sucessivas capturas de enxames com sucessos e percalços no meio deste trajecto, hoje possui mais de 250 colmeias, com uma produção média acima das 7 toneladas, numa aprendizagem constante.

HENRIQUE

ROTEIROSEVENTOS ( R.E.)  –  Como surgiu a ideia de iniciar a actividade na apicultura? Já havia alguma experiência anterior?e há quantos anos desenvolve esta actividade?

HENRIQUE ABREU (H.A.) –  A ideia de iniciar a actividade na apicultura surgiu após a captura do primeiro enxame. Não havia nenhuma experiência anterior e, a partir daí, acompanhando o seu crescimento, o seu desenvolvimento e também o de outros enxames, com sucessos e percalços pelo caminho, fui desenvolvendo um gosto maior por esta actividade que deixou de ser apenas um pequeno hobby. Já são 30 anos de aprendizagem constante.MEL

R.E. –  Como foi a colheita deste ano?

 
H.A. –  A colheita deste ano foi fraca, acompanhando a tendência de anos anteriores, e devido, sobretudo às alterações do clima.

R.E. – Quantas colmeias possui e qual a média de produção?

H.A. –  Neste momento o número de colmeias anda à volta dos 250, originando uma produção de, em média, 7 toneladas e meia.

SERRA D'AIRE
O HABITAT DAS COLMEIAS: SERRA D’AIRE

R.E. – Além do mel, produz outros produtos da colmeia?

H.A. –  Para além do mel,  da venda de núcleos e de algum material auxiliar, também faço a colheita e venda de pólen.

ENXAMES

R.E. – Quais as características e floras do mel da região?

H.A. –  As floras predominantes da região de Torres Novas são o rosmaninho e a urze.

 

 

 

 

 

 

 

 

IELLOW –  UMA FORMA DIFERENTE DE SABOREAR O MEL

TOMAR UMA BICA OU UM CHÁ E, EM VEZ DO «NORMAL E VULGAR» PACOTE DE AÇÚCAR, TER À SUA DISPOSIÇÃO UM PACOTE INDIVIDUAL DE MEL…. AGRADA-LHE A IDEIA? ENTÃO CONHEÇA A IELLOW!

 

iellow4.png

Em 2014, Maria Azóia deu azo a um desejo: trabalhar num projecto seu. assim, dado o seu gosto e ligação ao mundo agrícola, e uma vez que a sua família possui uma exploração apícola, esta empreendedora decidiu oferecer uma alternativa ao açúcar, mais saudável e que permitisse ser consumida em qualquer lado de forma simples, fácil e limpa… Eis o mel em embalagens semelhantes às doses individuais de açúcar. MARIA AZÓIA fala-nos um pouco do seu projecto IELLOW e do balanço que faz, decorridos quase dois anos do início:

 

QUER MEL? BASTA DOBRAR!

iellow5

ROTEIROSEVENTOS R.E. – Há quanto tempo surgiu a IELLOW e como surgiu a ideia de apostar na apicultura?

MARIA AZÓIA (M.A.) – O projecto começou a ser pensado em meados de 2013, começou a ganhar forma ao longo do ano de 2014 e a empresa viria a ser constituída em outubro de 2014.

Venho de uma família ligada à agricultura há várias gerações. Em 2013 viria a dar-se uma mudança  na minha profissional e pessoal que me levaria a querer trabalhar num projecto meu. A apicultura surgiu com alguma naturalidade, com o objectivo de poder ser um complemento à exploração da minha família e por outro lado que me permitisse trabalhar de forma autónoma. A apicultura é uma actividade com um impacto muito positivo. Poder cuidar, proteger e promover as abelhas é um privilégio.

11934971_838849596227671_2653581947697416343_n

 

R.E. – Que características salientaria no mel da vossa região?

M.A. – A nossa região é uma região fundamentalmente de bairro, mas toda a região do Ribatejo que hoje tem mel DOP tem diferentes zonas que acabam por conferir diferentes características ao mel. Temos méis multiflorais com texturas e aromas muito apreciados, e além disso temos igualmente méis monoflorais de excelente qualidade. É possível no Ribatejo obter méis por exemplo de rosmaninho ou mesmo de alecrim.

 

R.E. – Que balanço faz da vossa inovação, ao criar uma embalagem de mel semelhante a um pacote de açúcar? pode-nos falar um pouco mais dessa ideia e de como está a correr a aceitação?iellow7

 M.A. – Até agora o balanço é positivo, pese embora, como qualquer projecto as coisas levem o seu tempo a conquistar o seu lugar. A nossa missão é valorizar o mel enquanto alimento e enquanto principal produto da colmeia. Torna-se difícil concorrer com outros produtos no mercado que não preservam as características do mel natural e nacional. Mas estamos conscientes dessas dificuldades e acreditamos que vamos conquistar o nosso espaço.

O objectivo de criar um produto assim, foi efectivamente oferecer uma alternativa ao açúcar, mais saudável e que permitisse ser consumida em qualquer lado de forma simples, fácil e limpa. Esse objectivo penso que conseguimos atingir.iellow_logo

 

R.E. – Consegue produzir mel suficiente para satisfazer o mercado, ou tem que recorrer a outros apicultores?

M.A. –  Recorremos com muito gosto à Cooperativa dos Apicultores de Leiria que abrange a nossa zona. Desde o início que são nossos parceiros e contamos com eles no nosso projecto.

 

 

 

 

 

MELREICOOP DE NOVO OPERACIONAL APÓS ALGUNS ANOS DE INACTIVIDADE
“A APICULTURA,  EM CERTOS PERÍODOS DO ANO, OBRIGA A UM DISPÊNDIO DE TEMPO MUITO GRANDE E A UM ESFORÇO BASTANTE INTENSO”, afirma Bruno Cardoso.

 

CoopMelRei
CoopMelRei

Na região de Vila de Rei, onde todos os anos nesta altura se promovem os produtos da terra na Feira dos enchidos, queijo e mel, produz se um mel maioritariamente de urze, com as caracteristicas de mel de montanha, de sabor intenso, ligeiramente salgado e muito aromático.
À  conversa com o Roteiroseventos, Bruno Cardoso, presidente  da MelRei, conta-nos um pouco mais da actividade apícola na zona e da MelRei.

Roteiroseventos RE – Há quantos anos existe a MelRei e quantos associados tem neste momento?

Bruno Cardoso B.C – A MelRei – Cooperativa de Produtores de Mel do Concelho de Vila de Rei, CRL existe desde 1989, mas esteve inactiva até 2007, quando voltou a iniciar actividade por iniciativa de antigos Cooperantes. Neste momento conta com 115 Cooperantes.

R.E.- Que serviços e apoios presta a associação aos seus sócios?

B.C. – Os serviços prestados pela MelRei vão desde a venda de produtos apícolas para os seus Cooperantes e outros apicultores, mas também promove acções de formação e apoio técnico dentro das suas capacidades técnicas e financeiras.

R.E – Além do mel que outros produtos da colmeia produz e comercializa a Associação?

B.C. – Estamos a estudar a hipótese, com o apoio de alguns cooperantes, em apostar também na venda de pólen, pois o mercado também o procura muito, enquanto suplemento alimentar.

R.E. – Há novos projectos de apicultura a surgir na zona?

B.C –  A nível de projectos, contamos neste momento com dois novos cooperantes, instalados com apoios do ProDeR, um deles como Jovem Agricultor.

R.E – Na sua opinião, a apicultura pode ser um modo de vida e uma forma de atrair pessoas para o interior?

B.C. – A apicultura bem gerida, aproveitando todos os produtos que se obtêm dela e compatibilizando a mesma com outras actividades, nomeadamente o que chamamos “Uso Múltiplo da Floresta” é uma óptima forma de trazer população para o interior do País. Contudo, é importante que quem queira optar pela apicultura tenha as ideias bem claras sobre  se é aquilo que pretende fazer, pois em determinados períodos do ano, a actividade obriga a um dispêndio de tempo e a um esforço bastante intenso.

JOAO TOMÉ  VALE ROSMANINHO
“Rainhas novas criam núcleos mais fortes”, conta nos João Tomé
João Tomé licenciou se em engenharia florestal e terminou os estudos na Florida, EUA. Filho de apicultor, decidiu tentar modernizar um pouco à apicultura, tendo para esse efeito pesquisado bastante sobre novas técnicas de desenvolver api apicultura e centrou se bastante na criação de rainhas. Este ano, em apenas 2 meses, produziu mais de 3 mil rainhas.

vale rosmaninho

ROTEIROSEVENTOS  R.E – como surgiu a ideia de criar abelhas rainhas e há quanto tempo o faz?

JOAO TOMÉ  J.T.  – A apicultura foi herança familiar, pois o meu pai também é apicultor. Em 2006, após ter terminado os meus estudos (Eng. Agro-Florestal), e finalizado o projeto final, na Flórida, nos USA, comecei a ter mais tempo e decidi começar a dedicar-me mais ás abelhas, mas apenas como hobbie. A apicultura praticada, era assente numa apicultura tradicional, com base nos conselhos conservadores da família. Diga-mos que o aumento de efetivos e reposição de colónias perdidas era feito com base nos enxames apanhados nos nossos apiários. Este tipo de apicultura leva a que haja muita heterogeneidade nos apiários, ao nível do vigor e produção das colónias existentes, pois não conseguimos controlar a idade e proveniência das as abelhas, levando a que haja uma taxa elevada de rainhas velhas.
Em 2007, comecei a pesquisar e a informar-me melhor sobre novas técnicas e formas de praticar apicultura, levando a que o tema das rainhas ficasse em primeiro lugar em termos de prioridades, pois é fundamental possuir rainhas novas, umas vez que produzem colónias mais fortes e vigorosas que por sua vez produzem mais mel.
Em 2009, tive a oportunidade de ministrar um curso de criação de rainhas na APILEGRE, tendo sido o inicio de uma carreira, que continua em expansão. Desde 2009, já visitamos e trabalhamos em explorações de criação de rainhas, em Portugal, França, Espanha, e recentemente nos USA, onde visitamos e trabalhamos nas maiores explorações de criação de rainhas do Mundo.

R.E.- Na sua opinião, o que pode marcar a diferença nas rainhas que cria?

J.T. – As rainhas por nós produzidas, além de serem criadas com técnicas vanguardistas, assentes numa experiência de 7 anos e nos ensinamentos adquiridos em diversos países, são rainhas filhas de colónias selecionadas da nossa exploração. A nossa exploração, possui um efetivo produtivo de cerca de 800 colmeias, onde todos os anos selecionamos as melhores produtoras de mel e pólen, e dentro destas, selecionamos ainda as que possuem melhores características em termos de comportamento higiénico, de prolificidade e defensividade.
Além disto tudo, as nossas rainhas são fecundadas numa zona completamente saturada de colmeias, promovendo a tão importante diversidade genética e garantindo que as rainhas ficam bem fecundadas, ou melhor, se fecundam com o máximo de zangões para que possam garantir uma boa postura nos anos seguintes.
Criar rainhas ibéricas é diferente de criar rainhas de outras raças, é mais difícil, levando a que se tenham de usar técnicas diferentes, isto se quisermos garantir uma boa qualidade. Na nossa exploração, podemos afirmar que neste ano de 2015, atingimos o “climax” e possuímos as condições e ingredientes para produzir rainhas ibéricas de grande qualidade.

R.E. – Tendo Boas rainhas, que implicações acarreta na produção e qualidade do mel?

J.T. – Conforme já referi, é fundamental possuir rainhas novas, pois estas, ao serem mais prolificas, produzem colónias fortes e vigorosas, que se reflete em maiores produções de mel. Estas rainhas ao serem filhas de rainhas selecionadas, possuem boas características genéticas, aumentando a probabilidade de construírem colónias fortes e boas produtores de mel tal como a sua ascendente.

R.E – Quantas rainhas consegue produzir por ano e o preço médio de rainhas?

J.T. – A nossa exploração, continua em crescimento, contudo, em 2015 produzimos cerca de 3000 rainhas (em apenas dois meses), entre alvéolos reais, rainhas virgens e rainhas fecundadas.
Esta recente viagem aos USA, levou a que atingíssemos um novo patamar, e esperamos em 2016 duplicar a produção de rainhas, especialmente as fecundadas.
Os preços são variáveis consoante as quantidades compradas, mas assumimos um preço médio de 16 euros para as rainhas fecundadas, 5 euros para as rainhas virgens e 4,5 para os alvéolos reais.

R.E. – Tem algum conselho para  dar aos apicultores?

J.T. – Os conselhos podiam ser vários, pois a apicultura é um “Mundo”, contudo, apenas aconselho que pratiquem uma apicultura moderna, assente na experiência de apicultores de referência, especialmente apicultores que trabalhem com a mesma raça de abelha. Que leiam e estudem muito, e invistam em visitar apicultores profissionais, seja em Portugal ou noutros países, pois só assim podemos melhorar cada vez mais a nossa exploração e minimizar o risco de cometer erros que poderiam ter sido evitados.

R.E. – Como vê a apicultura em Portugal?

J.T – Vejo a apicultura em Portugal de duas formas. A positiva, que está assente nesta nova onda de jovens apicultores, jovens com qualificações académicas, jovens dinâmicos e proactivos… jovens que vão ser o futuro da apicultura portuguesa e os responsáveis por tornar Portugal nos próximos anos, numa referência Europeia, tanto ao nível da apicultura praticada, bem como da qualidade dos produtos apícolas.
E a negativa, que está assente na falta de organização que existe neste sector, pois é um sector que está esquecido e não tem ninguém que o defenda e lute pelo seu futuro. Em Portugal, apesar de haver grandes e bons apicultores, muitos refugiaram-se no seu “quintal”, uns por questões pessoais, outros porque desistiram de lutar e dar a cara, etc, etc… e tal como na politica, quem acaba por preencher essas lacunas, são indivíduos oportunistas, que apesar de pensarem que estão a fazer o seu melhor, acabam por não defender este sector com “unhas e dentes”. Além de verdadeiros apicultores que se unam e lutem por este sector, fazem falta “políticos apicultores”, que conheçam os nossos problemas, sejam sensíveis a eles e nos ajudem a tornar o sector mais forte e coeso.
Resumindo, vejo um futuro risonho e promissor para este sector em Portugal, sendo uma questão de tempo, para que nos organizemos e aprendamos a trabalhar em conjunto, pois só assim será possível criar um bom rumo para a apicultura Nacional.

FLOR DO ZÊZERE

Jorge Henriques é  um apicultor de Ferreira do Zêzere. Produz a marca Apiarios Flor do Zêzere, um mel à base de urze, escuro e de paladar forte.

11800484_834859866610030_267746648444932424_n

ROTEIROSEVENTOS R.E. – Como está a decorrer a campanha de colheita deste ano?

JORGE  HENRIQUES J.H.  – As colheitas de mel ainda estão a decorrer e as perspetivas vão no
sentido de um ano médio de produção.

R.E.  – Quais as principais características do mel produzido na vossa zona?

J.H.  – As características do mel da nossa zona são de mel escuro,
essencialmente à base de floração urze/queiró e com um paladar forte.

R.E.  – Quais as principais dificuldades do apicultor?

J.H. – É uma atividade difícil, que requer muita dedicação, muito empenho e
muito esforço físico. Só pode ser exercida por quem realmente gosta e só
assim poderá tirar alguns proventos.

R.E. – Como está  o mercado de escoamento? A exportação já  é  uma realidade?

J.H. – Relativamente a exportação, já existiram algumas situações pontuais,
sendo ainda um objetivo a alcançar.

R.E.  – Têm  surgido novos projectos na zona?

J.H.  – Segundo o que observo, tem surgido ultimamente alguns projectos.

ABELHASECOM

ABELHAS & COMPANHIA, EM PÓVOA DA ISENTA, PERTO DO VALE DE SANTARÉM SURGIU EM 2010 DA PAIXÃO PELA APICULTURA. ALÉM DO MEL E POLÉN, POSSUEM UMA LOJA DE VENDA ON LINE DE MATERIAL APÍCOLA,  DESTACAM-SE A CRIAÇÃO DE RAÍNHAS, A MOLDAGEM DE CÊRA E A CONSULTORIA APÍCOLA. EM BREVE IRÃO COMERCIALIZAR PRÓPOLIS, QUE JÁ PRODUZEM

ABELHASBANNER
Contactos Abelhas e Companhia , Póvoa da Isenta Ligue-nos agora: (+351) 243 093 314 / (+ 351) 917 207 871 geral@abelhasecompanhia.com

ROTEIROSEVENTOS R.E. –  Há quanto tempo existe a Abelhas e companhia e como surgiu?

 

 

ABELHAS E COMPANHIA A.&C.  A  Abelhas & Companhia existe desde 2010. Após terminar a licenciatura em Engenharia zootecnica, quis aproveitar a experiência que tinha e o gosto pela apicultura, tendo Portugal boas características para o desenvolvimento da actividade, e sendo  um sector pouco desenvolvido, achei por bem avançar.

frasco-polen-200g
FRASCO DE PÓLEN, VENDA ON LINE

 

R.E. –  Que serviços e produtos oferece a Abelhas e Companhia?

 

A.&C. –   Trabalhamos essencialmente na Produção de mel e polén, criação de rainhas, moldagem de cera, consultoria apícola, loja online de material apícola e polinização fruticola

03

 

 

R.E.  –  Quais as principais características do mel da vossa região?

 

A.&C. – Devido À inexistência de uma flora predominante, caracteriza-se por um mel multifloral.05

 

 

R.E. –  Além do mel, que outros derivados da colmeia produz e comercializa?

ABEL

 

A.&C. – Produzimos Polén. Estamos a recolher própolis mas ainda não comercializamos

 

R.E. –  Têm surgido novos projectos na região?

 

A.&C.  –  Têm surgido alguns.

 

 

 

MEL DA SERRA DE PORTEL PRODUZ CERCA DE 25 TONELADAS DE MEL POR ANO E JÁ EXPORTA PARA ALGUNS CLIENTES

Nos montados espalhados pela Serra de Portel, produz se mel de rosmaninho, muito característico na zona.

Mel Serra de Portel
Mel Serra de Portel

À  conversa com Pedro Malhadas, gerente do Mel Serra de Portel, garante nos que a colheita deste ano perspectiva – se  acima dos anos anteriores.

ROTEIROSEVENTOS R.E. – como vê a campanha de colheita deste ano?

PEDRO MALHADAS P.M. – Relativamente ao presente ano, notou-se uma melhoria na produção, face à média dos últimos anos.

R.E. – Quantas colmeias dispõe neste momento  e qual a produção média  em anos normais?

P.M. – O nosso efectivo cifra-se em cerca de 1250 corpos (colmeias e núcleos). A produção média ronda as 25 toneladas/ano.

R.E.-  Qual a floracao mais predominante e principais características do mel que se produz na zona?

P.M. – Os nossos apiários encontram-se dispersos pela Serra de Portel, em plena zona de Montado, sendo o mel produzido de rosmaninho, característico desta zona.

R.E. – Quais as principais dificuldades de um apicultor?

P.M. – Menciono algumas, tais como as doenças associadas às abelhas, os custos elevados do material, combustíveis e uma elevada dependência da condições climatéricas, nomeadamente na Primavera.

R.E. – Em relação ao escoamento, como está o mercado? A exportação é  um objectivo ou já é uma realidade?

P.M. – O nosso mel, dado ser um produto já reconhecido no mercado há várias décadas, devido à sua qualidade, apresenta um bom escoamento, sendo que já exportamos os nossos produtos para alguns clientes.

R.E. – Além do mel, que outros produtos da colmeia produz ou comercializa ?

P.M. – Comercializamos polén, mel com propólis e mel com favo.

API GANHAO, A PRODUZIR MEL HÁ MAIS DE 24 ANOS, EM 3 REGIÕES DISTINTAS
José  Ganhão, apicultor, começou com 2 colmeias  nestes momento ultrapassa as 300 distribuídas em três regiões distintas, revela nos que até hoje, nunca fiquei com mel por vender de um ano para o outro.

ApiGanhão
ApiGanhão

ROTEIROSEVENTOS  R.E. – Como antevê a campanha de colheita deste ano?

JOSÉ GANHAO J.G. –  A campanha este ano está a revelar se  como  um ano fraco de colheita, do conhecimento que tenho. No Algarve foi um pouco a baixo da media, no Alentejo a produção foi media mas com muito boa qualidade do mel de rosmaninho, nas Beiras interiores foi mesmo muito fraco, Trás-os-Montes fraco, na zona do Minho há graves problemas com a vespa asiática, na Beira Litoral não estou a par e na região de Lisboa foi fraco.
Existe maior quantidade de colmeias e isso tem provocado uma reducao da produção de mel e os apicultores tem procurado obter outros rendimento de produtos alternativos, os novos poucos conhecimento tem ainda.
Por isso a Campanha deste ano está bastante abaixo da media.

R.E. – Há quantos anos se dedica à apicultura e quantas colmeias tem neste momento?

J.G. – Tenho colmeias desde 91, por isso há  mais de 24 anos, tendo atingido o numero de colmeias de apicultor profissional em 2000, Os meus familiares tinham cortiços, comecei com 2 colmeias e até 2006 foi sempre subindo no numero de colmeias, com um comportamento de consolidação, pois não tive acesso a nenhuma ajuda ou acesso a subsídios  como acontece agora para os jovens apicultores. Nesta altura tenho cerca de 300 colmeias, 180 no Alentejo, 80 na Beira Interior e 60 aqui na região a Almada.

R.E. – Uma vez que possui colmeias em várias regiões,  que diferenças há em cada região?

J.G. – A qualidade do mel é diferente.
No Alentejo tenho um Mel de Excelência de rosmaninho, claro, suave, não cristalizado e a produção,  não sendo extraordinária, não é má.
Na Beira Interior o mel  de rosmaninho é de um castanho claro, muito agradável, já pode cristalizar e a produção está a cada vez mais baixa devido a quantidade de abelhas espanholas e de novos projectos.
Na região de Almada é um mel multiflora que já cristaliza a produção é maior mas o mel não é tão suave como os anteriores, sendo só possível ter algum mel de melhor qualidade em locais seleccionados, e aqui é possível desenvolver as colmeias antes do inicio da primavera,  o que dá para poder apoiar as duas regiões de produção.

R.E.- Quais os prémios do seu mel que destacaria ?

J.G. – Tenho tido vários prémios, dos quais destaco em:
2004 o meu mel foi eleito o melhor mel no congresso de apicultores que se realizou em Ponta Delgada realizado pela Federação Nacional de Apicultores de Portugal (FNAP).
2008 Eleito o melhor mel do Forum de Apicultora que se realizou em Sesimbra tambem organizado pela FNAP.
2014 Eleito o melhor mel de rosmaninho no Concurso de meles monoflorales no VII Congreso Apícola Hispánico,
com o patrocínio de Apinevada .

R.E. – Em relação ao escoamento, como está o mercado? A exportação é  um objectivo ou já é uma realidade?

J.G. – Tenho vendido a minha produção em feiras, mercados e para algumas lojas, nunca fiz exportação directa mas tenho mandado para clientes no estrangeiro e alguns levam também algumas quantidades para fora do pais. Até agora nunca fiquei com mel de um ano para o outro.

R.E. – Além do mel, que outros produtos da colmeia produz ou comercializa?

J.G. – Produzo e comercializo  um pouco de pólen, propolis, agua mel, cera e favos com mel.
Tambem vendo alguns dos meus Enxames com rainhas selecionadas.

APIF ILDEBRANDO CONTA COM CERCA DE 400 COLMEIAS

A exploração de cera, derivado à escassez, deve merecer a atenção dos apicultores, refere nos Ildebrando Ferreira, apicultor e produtor do mel SERRA DE DORNES, bem como Presidente da APIF, que aceitou partilhar connosco a sua opinião e experiência no sector.

ROTEIROSEVENTOS  R.E. – Como está a decorrer a campanha de colheita deste ano?

ILDEBRANDO FERREIRA – A campanha apícola este ano é muito fraca nesta região, o tempo muito variável não permitiu que as abelhas produzissem a colheita normal, no entanto fizeram o seu trabalho principal que foi a polinização e assim toda a população deve agradecer às abelhas a produção de alimentos necessários a nossa sobrevivência.
Neste momento possuo uma exploração com 400 colmeias .

Mel Serra de Dornes Ildebrando Ferreira Ildebrando.ferreira@gmail.com
Mel Serra de Dornes
Ildebrando Ferreira
Ildebrando.ferreira@gmail.com

R.E. – Quais as principais características do mel produzido na zona?
I.F. – O meu mel é produzido naturalmente pelas abelhas(Apis mellifera sp. iberica) a partir de néctar das flores da região. Predomina o queiró, uma urze que ocorre normalmente em zonas mais montanhosas, origina um mel de cor escura e castanho claro quando cristalizado, é intensamente perfumado.
Como temos algumas linhas de água, as abelhas também produzem algum própolis de grande qualidade e pólen nas zonas de mais esteva.

R.E. – Na sua opinião,  a apicultura pode ser um modo de vida para fixar pessoas na terra?

I.F. – A apicultura é sem duvida uma actividade económica de grande valor, em grande expansão onde qualquer investidor pode criar a sua empresa e valorizar todos os ramos da agricultura em geral, devendo também os agricultores serem sensibilizados para a importância deste insecto indispensável no ambiente que deve merecer o maior respeito, carinho e atenção.
Voltar a terra vale a pena, produzir alguma coisa nosso é criar riqueza para todos.

R.E. – Como analisa o escoamento e o mercado para o mel?

I.F. – O escoamento  dos produtos da apicultura em território nacional não é problema.
No meu caso a produção de mel vai para a Alemanha e uma pequena quantidade é colocada no mercado nacional regional em quatro posto de venda e ainda ajudo alguns amigos apicultores a vender o mel deles.

R.E. – Têm  surgido novos projectos apícolas  na vossa zona?

I.F.- Temos na zona um grupo de jovens apicultores com projectos muito interessantes, não direi que todos fiquem na apicultura mas alguns de certo que vão abraçar esta actividade.

R.E. – Além do mel, que outros produtos da colmeia,  produz e comercializa?

I.F. – Na minha exploração além de mel, produzo pólen, própolis, geleia real, abelhas (enxames) mães (rainha) e cera.
A produção de cera com a cotação que está a ter derivado a falta no mercado internacional é uma exploração que deve merecer a atenção dos apicultores.

MEL DOCE PAIXAO EM PROENÇA A NOVA

No concelho de Proença  a nova consegue se produzir 3 tipos de mel diferentes, LUIS FARINHA, um apicultor que herdou a experiência e sabedoria na apicultura com os tempos dos seus avós, já eles também apicultores. Este apicultor fala na primeira pessoa sobre o seu mel e o que se produz de bom na zona.

Mel Doce Ppaixão
Mel Doce Paixão

“Somos duma região onde a apicultura tem uma grande tradição, Proença-a-Nova era conhecida por Cortiçada pela forte presença dos chamados cortiços e onde o doce típico inclui o mel como ingrediente: as tigeladas de Proença-a-Nova (bem diferentes das mais comuns e típicas de Abrantes).

A paixão pela apicultura vem desde cedo, transmitida pelos avós e dai deriva o nome da nossa marca. Ainda é apenas um hobby mas em crescimento derivado á procura que felizmente vamos tendo. O numero total de colmeias anda na ordem das 40, mas apenas umas 30 dedicadas á produção, que num ano normal anda na ordem dos 600kg, este ano infelizmente foi menos derivado ao calor extremo que afetou as plantas em plena floração e condicionou em muito a produção.

O nosso concelho tem felizmente boas zonas distintas onde se consegue extrair 3 tipos de méis. A zona sul é em planície e rica em rosmaninho, possibilitando assim a colheita de mel monofloral de rosmaninho. Já a norte, a flora é bem distinta devido a ser uma zona mais de montanha, sendo a produção dessa zona de um mel monofloral de urze. Temos igualmente outro apiário mais a oeste onde pela variedade de flora, o mel é multifloral.

O mel português é de excelente qualidade, e por isso é muito procurado pelos mercados internacionais e exigentes como Alemanha. Ao nível nacional, o consumidor vai tomando consciência dessa qualidade e já vão procurando adquirir diretamente ao apicultor, criando assim uma boa relação de confiança. Graças a isso, metade da nossa produção destina-se a encomendas que são feitas dum ano para o outro. Também vamos participando em pequenas feiras nos concelhos limítrofes, nomeadamente uma que percorre os 5 concelhos associados da PinhalMaior, intitulada “Os Quintais nas Praças do Pinhal”

Se analisarmos a oferta existente no mercado dos supermercados, vemos que a maioria não é mel português mas sim misturas de méis CE e não CE e o consumidor começa a reconhecer a diferença entre esse e o comprado diretamente ao apicultor. Alem do que é nacional, muitos procuram igualmente o que é local, por essa razão, pertencemos à Marca Origem Proença-a-Nova, que certifica os produtos produzidos no concelho.

Além do mel, produzimos igualmente pólen que tem aumentado a procura derivado à maior divulgação dos seus benefícios e também própolis(em pequena quantidade) que vendemos a empresas produtoras de soluções de própolis.

 

 

APILEGRE NISA

A Apilegre é uma associação de apicultores situada em Nisa, que começou há cerca de 17 anos, com 20 apicultores e neste momento conta com cerca de 400. Ao Roteiroseventos,  Dulce Alves, técnica da Apilegre, conta nos que, com as novas regras do ProDeR,  tem se assistido a um decréscimo de projectos apícolas na região.

Rua São Tiago. 6050- 365 Nisa tel. 245413658 960272973
Rua São Tiago. 6050- 365
Nisa tel. 245413658
960272973

A Apilegre existe de Outubro de 1998, fundada por um grupo de 20 Apicultores, atualmente são cerca de 400 sócios.
«Na nossa região o mel é variado com predominância de méis monoflorais, devido à especificidade de cada local, predominantemente monofloral de rosmaninho e soagem, também se podem encontrar meladas de azinheira e sobreiro.
A campanha deste ano correu muito mal, o inverno foi pouco chuvoso e a primavera muito seca e curta, deixando a produção muito abaixo das espectativas dos apicultores. Em média anual a 10 anos cada colmeia deveria produzir cerca de 10-15 kg por colmeia, este ano a produção situou-se entre os 5 – 7,5kg de mel por colmeia.
Desde a alteração das regras ao proder no novo quadro comunitário, diminuíram as candidaturas aos projetos de jovens agricultores.
A Apilegre não comercializa o mel dos associados, ajuda na promoção e serve de ponto de ligação nos negócios. A Apilegre presta serviços de assistência técnica, visita as explorações para aconselhamento sanitário e de maneio. Produz rainhas selecionadas da raça Apis melífera iberiensis.
Tem havido uma procura cada vez maior por outras produções. Os associados da Apilegre já produzem com bastante expressão pólen, própolis, rainhas e enxames.».

A APICULTURA DE CORUCHE, MONTADO CORUCHE, CONTA COM 95 COLMEIAS E VAI AMPLIANDO DE FORMA A TORNAR ESTA DEDICACAO ÀS  ABELHAS NUM PROJECTO SUSTENTAVEL.
“É  importante que o público em geral conheça um pouco à actividade apícola,  os derivados da colmeia e reconheça a importância das abelhas para a sustentabilidade do planeta”, conta- nos Edite Ferreira, a Apicultora de Coruche

A Apicultora de Coruche
A Apicultora de Coruche

ROTEIROSEVENTOS R.E. – Como analisa a campanha de colheita deste ano?

EDITE FERREIRA E.F -A Extracção de 2015 ficou muito para alem do previsto, tendo sido um ano muito seco a floração durou pouco tempo dificultando os trabalhos das obreiras na recolha de néctar, obrigando-as a voar para junto as margens de agua onde alguma floração se mantem.

R.E. – Quantas colmeias possui neste momento e qual qual a produção média?

E.F. -Nesta altura conta com 95 colmeias, sendo 20 delas novos enxames.
Não consigo calcular a produção meia dos anos normais, visto que a minha actividade profissional oficialmente iniciou-se em 2013 e desde então tenho vindo a aumentar o efectivo de forma a tornar esta actividade sustentável.

R.E. – Quais as características do mel produzido na região?

E.F. – Na região em que me encero o mel produzido é Multifloral, alecrim, rosmaninho e algum Eucalipto.

R.E. – Quais as maiores dificuldades do apicultor, no seu entender?

E.F. – As maiores adversidades dos apicultores são o controlo das doenças, os diversos predadores e as alterações climatéricas. Julgo que há também outros factores que devem ser dignos de relevo, tal como o a falta de conhecimento do público em geral, da actividade apícula para a valorização dos produtos da colmeia, bem como o desconhecimento da importância do insecto na sustentabilidade do planeta.

Recolha de meleiras A Apicultora de Coruche
Recolha de meleiras A Apicultora de Coruche

R.E. – Como analisa o mercado de escoamento? A exportação é um objectivo?

E.F. – A exportação só é possível em parceria, mas como o mel a granel é tão baixo, o escoamento faz-se em eventos e outas actividades promocionais.

R.E. – Além do mel, que outros produtos da colmeia produz e comercializa?

E.F. –  Produzo mel, pólen, própolis, geleia real e cera.

A ABELHA MÁGICA, UM PROJECTO DE REFERENCIA NO LADOEIRO E EM IDANHA-A-NOVA  CONTA COM MAIS DE 300 COLMEIAS E PREPARA-SE PARA A EXPORTACAO E GRANDE SUPERFICIES NACIONAIS
A apicultura já vem de uma tradição com mais detalhe 30 anos na família, conta-nos João Durão

Abelha Mágica
Abelha Mágica

ROTEIROSEVENTOS R.E. – Como vê a campanha de colheita deste ano?

JOAO DURAO J.D. – Derivado das flutuações climatéricas o ano de 2015 não foi muito favorável para os apicultores. Notamos que a produção teve uma queda que ultrapassou os 30% comparativamente a anos anteriores o que para as pequenas explorações como a nossa tem um impacto brutal no momento da extracção.

R.E. – Há quantos anos se dedica à apicultura e quantas colmeias tem neste momento?

J.D. – A Apicultura é uma actividade que já existe na nossa família há mais de 30 anos quando o meu pai se dedicou a construir as próprias colmeias em modo reversível e chegou a ter um efectivo de 90 colmeias, com o projecto da Abelha Mágica nasce a ideia de dar a conhecer o excelente mel que se faz na nossa zona e também divulgar a nossa aldeia e concelho (Ladoeiro – Idanha a Nova) até onde o nosso produto chegar. Actualmente temos um efectivo que já ultrapassa as 300 colmeias e que fica localizadado em varias zonas (Idanha a Nova, Figueira da Foz e Palmela).

R.E. –  Que tipo de mel se produz na zona? Multifloral, rosmaninho, urze carvalho castanheiro ou outros ?

J.D.- O nosso mel é predominantemente de Rosmaninho mas com a cresta (momento de extracção do mel) a acontecer no final do mês de Junho também já podemos encontrar outras características dai consideramos o nosso mel como Multifloral.

R.E. – Quais as principais dificuldades de um apicultor?

J.D. – Em Portugal os apoios para à apicultura são muito deficientes, o estado devia apostar mais nas associações para que estas tivessem uma maior capacidade de intervenção na area que gerem. Não somos sensibilizados para nada e todo o trabalho feito é à custa do nosso investimento e espírito de sacrifício (muito necessário para praticar esta actividade).

R.E. – Em relação ao escoamento, como está o mercado? A exportação é  um objectivo ou já é uma realidade?

J.D. – A nossa produção será maioritariamente para exportação a países do norte da Europa, actualmente já estamos a fazer contactos mas como a nossa produção ainda é relativamente baixa apenas para 2016/2017 faremos as nossas primeiras transacções. Em Portugal pretendemos vender nas grandes superfícies onde também já estamos em campo com a apresentação do nosso mel.

R.E. – Além do mel, que outros produtos da colmeia produz ou comercializa?

J.D. – Para já estamos apenas a vender mel e própolis, no próximo ano iremos começar o tratamento de Pólen. Perspectivamos que em 2016 teremos disponíveis mel, pólen, própolis, cera e enxames com genética escolhida das nossas melhores colmeias.

MELARIA DA BRAVURA, EM PLENO ALGARVE, POSSUI CERCA DE 350 COLMEIAS, COM UMA PRODUÇÃO DE MEL ESSENCIALMENTE DE FLOR DE LARANJEIRA E DE ROSMANINHO QUE OSCILA ENTRE OS 7 E 8 MIL KG. 

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
telemovél:914528630 e-mail: melaria.da.bravura@gmail.com

O mel é a tradição nesta família desde os anos 70.  A extracção do mais puro mel tem sido sempre o  objectivo. Inicialmente apenas para consumo próprio, decidiu depois partilhar o sabor único do mel da Bravura.

A vegetação da zona torna este mel num mel doce, sedoso e com um sabor muito distinto consoante a zona onde estão as colmeias da Bravura. Laranjeira e rosmaninho são os sabores predominantes.

A  produção de mel continua a ser  totalmente artesanal.

O mel não é todo igual, prove o  Mel da Bravura.

Faça do Mel da Bravura um hábito e a sua vida será mais doce e mais saudável.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

ROTEIROSEVENTOS R.E. –  Há quanto tempo se dedica à apicultura e como surgiu a ideia? já era tradição na familia?

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Mel com Amêndoa torrada

MELARIA DA BRAVURA M.B. – – A apicultura já era tradição na nossa família, o meu pai, Manuel Rodrigo, é que iniciou a actividade por volta dos anos 70.

R.E. –  Quais as principais características do mel na vossa regiaõ? (cor, flora, etc)

M.B. – Em termos de flora no Algarve o predominante é o mel rosmaninho e o de laranjeira, conseguindo-se algum de eucalipto, medronheiro e de framboesa. Em relação à cor, bem esta varia consoante os anos (a chuva é um factor que influencia a cor do mesmo), chegando a assumir tons de laranja como o pôr do sol.

37377_melaria

R.E. –  Qual o número de colmeia que possui e a média de produção?

M.B. – Relativamente ao numero de colmeias activas varia entre as 300 e as 350. E logicamente que a produção também varia, mas podemos apontar entre os 7 e os 8 mil quilos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

R.E. –  Além do mel, que outros produtos da colmeia produz/comercializa?

M.B. – Além do mel, temos a água mel e o pólen. 5ª questão: Como está o mercado de escoamento? – Não sendo o mel um bem de primeira necessidade o escoamento deste encontra-se a crescer lentamente ano após ano.

NA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA PRODUZ-SE MEL DE EXCELENTE QUALIDADE E JÁ SE PRATICA O APITURISMO, UM CONCEITO QUE ALIA A APICULTURA AO TURISMO

Nova imagem

Na Madeira, a apicultura está bem e recomenda-se. ainda há pouco tempo se organizaram mostrar de mel onde se conseguiu reunir 80 qualidades de mel diferenciados e que motivou a visita de países estrangeiros.

12325388_1055373574502307_1737207779_n
https://www.facebook.com/A-Serra-do-Pai-997270036972835/timeline

«O que supostamente acontece são apicultores que compram mel do Continente e vendem como Regional , pois a nossa produção não dá para o nosso consumo interno», afirma-nos Carlos Pestana, um dos apicultores.

CARLOS PESTANA VAI PRODUZIR 10 MIL LITROS DE HIDROMEL DE QUALIDADE EXCELÊNCIA

12717553_10207283035609520_4597004890298248282_n

Pela qualidade do seu hidromel já comprovada, Carlos Pestana foi contactado pelo maior produtor de hidromel da UE.

NA EXPLORAÇÃO A SERRA DO PAI PRODUZ -SE  MEL EM MODO BIOLÓGICO NA MADEIRA

10984613_997278200305352_1313071745546156262_n

José Matias, um apicultor, com34 anos de dedicação à apicultura fala-nos um pouco sobre o mel que se produz neste cantinho do paraíso chamado ilha da Madeira.Nova imagem

Com cerca de 25 colmeias, este apicultor produz uma média de 400 kg de mel multifloral em modo biológico devidamente certificado.

Além do mel, José Matias, produz e comercializa também mel em favos, bastante apreciado na região.Nova imagem

Neste momento, há cerca de 500 apicultores registados nesta Região Autónoma.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s