A ROTA DA CERVEJA ARTESANAL

A ROTA DA CERVEJA ARTESANAL

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Em semelhança ao que o roteiroseventos fez com o mel, decidiu se desta vez mostrar aos nossos estimados leitores e seguidores o mundo da cerveja artesanal em Portugal. Há bem pouco tempo atrás, pouca gente ouviria falar de fabricar cerveja artesanal. O roteiroseventos baseia todo o seu trabalho em divulgar o que se produz neste país. O facto de se falar bastante da cerveja artesanal é  a prova evidente que este é uma actividade em expansão. Além do mais, este ano, põe exemplo, houve mais de dez festivais onde a cerveja artesanal era a rainha do evento.

Forma contactados mais de 95 por cento dos produtores de cerveja artesanal do país para criar esta rota. Espero que estas horas tenham contribuído para dar a conhecer um pouco mais a vida é a realidade destes cervejeiros.

A todos eles o meu muito obrigado, pois sem eles este trabalho não ia ser possível.

Boa leitura,

José Martins, Roteiroseventos

O mercado português de cerveja é dominado por dois gigantes, mas não é desse negócio de milhões que se fala quando se ouvem histórias dos que, primeiro em casa, depois em pequenas fábricas, se envolvem no fabrico de cerveja artesanal. Actores incontornáveis no cenário cultural e empresarial de muitos países, as microcrevejeiras são ainda uma raridade em Portugal. Mas o sector está a mexer.

Pelos vistos, é fácil. E o investimento, pelo menos ao nível amador, é mais de tempo do que financeiro. A recompensa pode ser muito gratificante. E até pode abrir perspectivas de negócio numa altura em que a vida anda difícil para quase todos. Então como é que se explica o facto de haver tão pouca gente a fazer cerveja artesanal no nosso país? Agora que o Verão se instala em força, as grandes marcas estão a funcionar a todo o vapor, mas não é tanto para esse lado que vamos olhar. Vamos à procura das alternativas. Em alguns países e regiões da Europa, seria fácil. Em Portugal, é preciso procurar bem para encontrar os cervejeiros que produzem à escala micro.

Em volume de negócios, a Unicer (49%) e a Sociedade Central de Cervejas (48,7%) esmagam completamente a concorrência no mercado interno. Sobram apenas 2% para todos os outros operadores, um cenário que pode ser complicado para grandes empresas, mas que se torna irrelevante para os pequenos produtores, sejam eles caseiros ou de pequenas unidades industriais. Estamos a falar de universos diferentes.

O grande trabalho, portanto, para estes “pioneiros” é divulgar as cervejas artesanais.

É claro que a crise não passa ao lado desta gente, para mais num sector onde o mercado tem encolhido de forma dramática: o consumo médio de cerveja em Portugal desceu de 61 litros per capita em 2008 para números que deverão rondar os 50 litros este ano. Há mais de duas décadas que não se bebia tão pouca cerveja em Portugal. Os grandes actores do mercado, que exportam uma parte importante da sua produção, conseguem dessa forma relativizar este facto, mas para os cervejeiros artesanais, para já, ainda não estão nessa luta.

O processo industrial procura criar a melhor cerveja possível tendo em atenção a estrutura de custos. O processo artesanal procurar criar a melhor cerveja possível. Em termos simplistas, é assim que se pode definir, à partida, a diferença entre estas duas realidades. O artesão, mesmo que se torne um comerciante, sabe que só pela diferença e pela qualidade pode conquistar algum espaço. E, afinal, o segredo da cerveja está na simplicidade com que se faz e na qualidade das matérias-primas e na inovação.

Cerveja em quatro passos

Então, como se faz? Para começar, já há lojas dedicadas a esta actividade que podem aconselhar os candidatos a cervejeiros e fornecer todos os materiais e produtos necessários. Basicamente, existem quatro passos no fabrico de cerveja artesanal: a moagem dos cereais (e este pode ser anulado se comprarmos a matéria-prima já preparada), a elaboração do mosto (com água quente extraem-se os açúcares fermentáveis do malte), a sua fervura (é acrescentado o lúpulo, depois retirado, e o mosto é arrefecido) e a fermentação. Se até aqui o processo levou horas, a fermentação mede-se em semanas.

Ao contrário das suas parentes industriais, as cervejas artesanais não são filtradas (daí mostrarem-se, normalmente, mais turvas) nem pasteurizadas. A água utilizada, os cereais, eventualmente outros “condimentos” que sejam acrescentados, tudo isso mexe com o sabor final. Bem como a duração da fermentação e as condições em que decorre. Mesmo à escala industrial, cada cuba de cerveja é um produto único. Mas se os grandes produtores se preocupam em padronizar o seu produto, para os artesanais há mesmo um certo gozo em ir procurando subtis novidades.

Se a ideia é procurar sabores, aromas, corpo, então a resposta está na cerveja artesanal e na imensa variedade que pode proporcionar. Aliás, só a inexistência de um sector minimamente representativo a este nível explica que tenham sido as próprias gigantes cervejeiras a lançar produtos alternativos, como a Bohemia, a Sagres Preta Chocolate, a Sagres Puro Malte, a Abadia, a Super Bock Stout, a Super Bock Classic. E por aí fora.

Mas algo está a mexer. Em tempo de crise, é difícil dizer às pessoas que terão de pagar mais, porque, naturalmente, as cervejas artesanais são mais caras. Só que o grande desafio é a novidade e são cada vez mais os sinais de que muita gente procura fugir à massificação. Para começar, nota-se um maior interesse dos candidatos a produtores, atraídos por um mundo fascinante, como a cozinha, em que dá para fazer tudo, inventar e reinventar.

E pode ser, também, uma actividade económica interessante, capaz de reavivar terras e tradições.

Serão estes sinais de que vem aí uma era diferente, uma época em que poderemos encontrar cervejas artesanais sem ter de andar a pesquisar na Internet? Há uma quota de mercado a explorar. Em Espanha o fenómeno tem uns cinco anos e já há mais de 100 produtores.

Há uns tempos atrás,  Filipe Macieira dizia que “Daqui a dois/três anos, cada região do país terá a sua cerveja regional. E as pessoas terão curiosidade, vão experimentar, ora cá está  o Roteiroseventos a fazer a rota da cerveja artesanal.

CERVEJA MARTIR, A CERVEJA DA TERRA QUENTE TRANSMONTANA

4 Bicas Cervejeiros, tel. 938569731 4bicas.cervejeiros@gmail.com
4 Bicas Cervejeiros, tel. 938569731 4bicas.cervejeiros@gmail.com

DURANTE MUITO ANOS, ALFANDEGA DA FÉ FOI CONSIDERADA A CAPITAL DA CEREJA.AINDA HOJE, ESTE MUNICÍPIO PROMOVE  A FESTA DA CEREJA ANUALMENTE  NO INICIO DE JUNHO, E É  UM DOS PRINCIPAIS EVENTOS DA ZONA. BASEANDO-SE NO QUE SE PRODUZ DE BOM NA REGIÃO, A CERVEJA MARTIR LANÇOU HÁ  POUCO UMA CERVEJA COM SABOR A CEREJA, PROMOVENDO OS PRODUZ OS DA TERRA.

Mário, Luís e Daniel, 3 amigos de Alfândega da Fé resolveram começar numa brincadeira a fazer cerveja para os amigos e num instante, vendo ali uma oportunidade de negócio face ao feed back que iam recebendo dos amigos e de quem a provava, resolveram ir em frente neste projecto, que lhes valeu um prémio de empreendedorismo patrocinado pela EDP. Neste momento já produzem  cerca de 4 mil litros em facilmente os encontrará nas mais conhecidas festas em feiras de produtos endógenos de Trás os Montes.

Mário Legoinha,  um dos sócios, fala – nos um pouco mais das QUATRO BICAS CERVEJEIROS e da CERVEJA MARTIR.

ROTEIROSEVENTOS R.E. – Há  quanto tempo surgiu a Martir e como surgiu a ideia?

MARIO LEGOINHA  M.L. – A Mártir surge em 2012 em Alfândega da Fé, no seio de um grupo de amigos que como hobby decidiu experimentar fazer cerveja. Elaboramos 1 e outra vez, os amigos foram provando e aprovando e  o negócio expandiu-se. É uma micro cervejaria que em plena Terra Quente Transmontana tenta levar ao resto do pais um bocadinho da cultura Transmontana.

R.E. – Qual a produção média neste momento?

M.L. – A produção da Mártir é realizada de forma totalmente artesanal, apesar de ser 100% licenciada. Priveligiamos o contacto directo com os ingredientes e intervimos durante todo o processo de fabrico. Actualmente produzimos 3 tipos de cerveja diferentes e ao longo do ano diria que produzimos cerca de 4000 litros. É pouco comparativamente com outros, mas o objectivo é dar a conhecer cervejas diferentes com ingredientes Trasmontanos.

Mario, Luis e Daniel, Cerveja MARTIR
Mario, Luis e Daniel, Cerveja MARTIR

R.E. – Quais as principais características que destacaria na vossa cerveja?

M.L. – A principal caracteristica das nossas cervejas é que utiliza ingredientes seleccionados e de origem local para o fabrico de cervejas únicas. Exemplos disso é a Mártir Cereja produzida recorrendo a cereja e não a qualquer estrato ou aroma, naquela que em tempos foi a Capital da Cereja Portuguesa. No fundo é uma cereja que se bebe. As ervas aromáticas em estado selvagem que abundam no Nordeste Transmontano são outra caracteristica que existe nas nossas cervejas.

R.E – Como analisa o mercado?

MARTIR, a CERVEJA de Tràs os Montes, Alfândega da Fé
MARTIR, a CERVEJA de Tràs os Montes, Alfândega da Fé

M.L. – O mercado existe, está a crescer e tem potencial, no entanto com o crescimento do mercado cresceu também a oferta que elevou os padrões de qualidade do consumidor. Isso é bom, para que possamos também fazer crescer a qualidade das cervejas artesanais em Portugal e fomentar o culto da cerveja artesanal. No entanto como em quase tudo, no nosso Pais quando há uma galinha com ovos de ouro todos querem ter essa galinha o que acaba por prejudicar todos. Esperemos que assim não seja e que definitivamente se olha para a cerveja artesanal como um bem local, com características bem Portuguesas, que tem de tudo para poder afirmar-se como mais um cartão de visita deste nosso pequeno Portugal. Além do mercado interno, por esse mundo fora existem milhões de consumidores de cerveja que serão em breve o alvo das cervejeiras artesanais nacionais especialmente os países de língua Portuguesa em franca expansão económica.

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MARIO LEGOINHA  M.L. – A Mártir surge em 2012 em Alfândega da Fé, no seio de um grupo de amigos que como hobby decidiu experimentar fazer cerveja. Elaboramos 1 e outra vez, os amigos foram provando e aprovando e  o negócio expandiu-se. É uma micro cervejaria que em plena Terra Quente Transmontana tenta levar ao resto do pais um bocadinho da cultura Transmontana.

R.E. – Qual a produção média neste momento?

M.L. – A produção da Mártir é realizada de forma totalmente artesanal, apesar de ser 100% licenciada. Priveligiamos o contacto directo com os ingredientes e intervimos durante todo o processo de fabrico. Actualmente produzimos 3 tipos de cerveja diferentes e ao longo do ano diria que produzimos cerca de 4000 litros. É pouco comparativamente com outros, mas o objectivo é dar a conhecer cervejas diferentes com ingredientes Trasmontanos.

GILBERTO PINTADO, EM FREIXO DE ESPADA À CINTA PRODUZ CERVEJA ARTESANAL E O SEU PRÓPRIO LÚPULO.

FREIXO BEER gilberto.pintado@gmail.com
FREIXO BEER
gilberto.pintado@gmail.com

NESTE MOMENTO JÁ PRODUZ LUPULO SUFICIENTE PARA A SUA CERVEJA E PREVÊ EM BREVE COMERCIALIZÁ-LO EM MODO BIOLÓGICO

A ideia surgiu há vários anos quando vivi em Quintanilha/Bragança, onde existiam na altura, vários campos de lúpulo e, que aos sábados e domingos íamos quase por brincadeira apanhar os gomos floridos, onde já na altura algumas pessoas mais velhas faziam cerveja artesanal, CONTA-NOS GILBERTO PINTADO.

GILBERTO PINTADO
GILBERTO PINTADO
ROTEIROSEVENTOS R.E. – Há quanto tempo iniciou a produção desta cerveja e como nasceu a ideia?

GILBERTO PINTADO G.P –  Em 2012 desloquei-me a Quintanilha arranjar rizomas do lúpulo HN3, para plantar em Freixo Espada Cinta e, nesse mesmo ano efetuei várias experiências de laboração e aperfeiçoamento dos 2 tipos de Cerveja: Branca e Preta.

Gilberto Pintado. Av. 25 de Abril, nº7. 5180 – 126 Freixo de Espada à Cinta. Tel:279 653065 * Fax:279 652865.
Gilberto Pintado. Av. 25 de Abril, nº7. 5180 – 126 Freixo de Espada à Cinta. Tel:279 653065 * Fax:279 652865.
 R.E. – Quais as características que destacaria na vossa cerveja?
G.P. – Apresenta um Sabor Intenso a cevada e corpo equilibrado, resultante da utilização de 50% de Cevada natural e 50% de Cevada maltada a 80ºgraus. O uso dos gomos dos lúpulos HN3 a 60% e Nuget´s a 40%, colhidos da planta e secos ao natural permite na infusão, extrair ao máximo os ingredientes da lupulina, sob a conjugação dos efeitos florais destas variedades.
R.E. – É também produtor do próprio lúpulo. sabendo a falta desta matéria prima, consegue produzir para auto consumo, ou tem condições para o comercializar?
G.P –  Em 2013 produzimos 50% do lúpulo que utilizámos na produção da FREIXO-BEER e, em 2014 tornámo-nos autónomos na produção do lúpulo e, em 2015 já estamos a preparar a comercialização destas variedades e, com certificação em modo biológico. 
R.E. – Como está o mercado da cerveja artesanal em Portugal?
G.P –  O mercado da cerveja artesanal está a emergir muito rapidamente, não estou a igualar ao kraft beer revolution dos Estados Unidos, mas estão cada vez mais a surgir novas micro-cervejarias, com cervejas de qualidade e de variados aromas e sabores muito distintos.  
R.E. – Sabendo que apenas numa região de Trás os Montes há condições para o cultivo do lúpulo e face à falta desta matéria prima, pensa que seria um bom nicho de mercado?Cerveja_Artezanal_Stout
G.P. – Sim, até porque possuímos condições edafo-climáticas excelentes para a produção do Lupulo. Tem é que se adaptar a plantação à redução dos custos de produção, nomeadamente a instalação de rega gota-a-gota, minimizando os efeitos de estufa e a propagação dos afídios, evitando a aplicação de inseticidas. Nós em Freixo apenas efetuamos uma aplicação por ano de Calda Bordaleza, como prevenção para o mildio.
R.E. –  O que faz uma boa cerveja artesanal?
G.P. – O mais importante a referir é o facto de que  não são os equipamentos caríssimos que fazem uma boa cerveja artesanal, mas sim os seus ingredientes e a paixão da pessoa que a faz. A base essencial e principal é uma boa água, com um ph adequado, pois 90 a 95% da cerveja é água e, se virmos a história das Cervejeiras famosas estão todas localizadas junto de recursos hídricos naturais. De seguida mas não menos importante, a cevada e o lúpulo de secagem ao natural e, se for possível em modo de produção biológico. Por fim a paixão com que o Mestre Cervejeiro, dedica ao fabrico do lote da sua Cerveja.

CERVEJA MALDITA, CONSIDERADA A MELHOR DA EUROPA!

CERVEJA MALDITA www.maldita.pt marketing@maldita.pt
CERVEJA MALDITA http://www.maldita.pt marketing@maldita.pt

A Faustino Microcervejeira, vai fazer 3 anos no dia 13 de Dezembro de 2015, tem neste momento uma capacidade de produção de 4000 litros mensais.

em 2014, eleita a melhor cerveja da europa “Europe’s Best Beers 2014” na categoria Best Barley Wine no World Beer Awards e já em 2015 a  Robust Porter foi considerada a 2ª melhor do mundo “Silver Award Winner”, Class 2, Internacional Dark Beer Competition no Internacional Brewing Awards 2015 e mais recentemente foram divulgados os vencedores do International Beer Challenge, competição realizada há 19 anos na Inglaterra e um dos concursos mais importantes do mundo. Na edição deste ano, a Maldita conquistou mais duas medalhas uma de Prata com a Barley Wine e uma de bronze com a Robust Porter, conta-nos João Sousa, sócio e responsável pelo departamento de marketing.

ROTEIROSEVENTOS R.E. –      Como surgiu a ideia de produzir cerveja artesanal e há 11 ano tempo iniciaram?

JOÃO SOUSA J.S. – A ideia deste projecto surgiu já em 2007, quando ainda estudante, Gonçalo começou a apreciar cerveja. Não gostava de beber cerveja, mas sim de apreciar o que desde cedo o levou a querer ser “Juiz” e apreciador de cerveja. Dada a pouca variedade na oferta de cervejas artesanais em Portugal, começou em 2008 a produzir estilos que queria experimentar, aqueles que mais gostava. Resultado, começou a fazer as suas próprias receitas. Dessas receitas surgiram as 3 Malditas… e a ideia de criar a sua própria empresa, da ideia ao projecto foi um passo e com a ajuda da Incubadora de Empresas da Universidade de Aveiro (IEUA) tornou-se uma realidade em Dezembro de 2012.

A Faustino Microcervejeira, vai fazer 3 anos no dia 13 de Dezembro de 2015, tem neste momento uma capacidade de produção de 4000 litros mensais.

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R.E.- O que destacaria nas vossas cervejas?

J.S. – A diferença está na filosofia de fabrico e na maneira de ver a cerveja como um alimento e não apenas como uma bebida. Nunca nos passaria pela cabeça introduzir um aroma, sabor ou corante para alterar uma cerveja. O processo de produção é bastante criterioso e controlo tudo até ao mais ínfimo pormenor. Fermentamos na garrafa e não adicionamos dióxido de carbono. A cerveja não é filtrada e, como mantemos a levedura viva na garrafa, a cerveja envelhece bastante bem. Só usamos ingredientes naturais e somos fieis às cerveja de tempos antigos em que se usava o que havia.

Dá imenso trabalho mas o resultado compensa, e uma prova disso são os prémios internacionais que a Maldita      tem conquistado, nomeadamente, foi logo em 2014, eleita a melhor cerveja da europa “Europe’s Best Beers 2014” na categoria Best Barley Wine no World Beer Awards e já em 2015 a  Robust Porter foi considerada a 2ª melhor do mundo “Silver Award Winner”, Class 2, Internacional Dark Beer Competition no Internacional Brewing Awards 2015 e mais recentemente foram divulgados os vencedores do International Beer Challenge, competição realizada há 19 anos na Inglaterra e um dos concursos mais importantes do mundo. Na edição deste ano, a Maldita conquistou mais duas medalhas uma de Prata com a Barley Wine e uma de bronze com a Robust Porter.

 

R.E. – Como vê  o mercado de escoamento?

J.S. – Neste momento e dada a proliferação de marcas e projectos, torna-se fácil o acesso a cervejas. Tudo é novidade e a variedade de produtos apresentados faz com que as pessoas sintam curiosidade. Penso que esta curiosidade vai dar lugar a critérios mais objectivos que vão fazer uma selecção na procura, logo condicionando a oferta.

Gonçalo Faustino, o cervejeiro
Gonçalo Faustino, o cervejeiro

R.E. –  A exportação,  é  um objectivo a breve prazo?

J.S. – O mercado nacional representa 99% do nosso destino. Estamos com alguns projectos para exportação, temos alguns contactos em fase embrionária em alguns países. Em Espanha fomos recentemente contactados para uma possível parceria, vamos aguardar…

R.E. – Quais as principais dificuldades no ramo?

J.S. –  As Burocracias e a falta de maturidade do sector.

 

 

 

 

 

2C ARTE CERVEJEIRA – A CERVEJA ARTESANAL DO MARÃO

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ARTE CERVEJEIRA ESTREOU SE COMERCIALMENTE EM DEZEMBRO DE 2013, APÓS ALGUNS ESTAGIOS E FORMACOES NA ALEMANHA E INGLATERRA.

Ricardo Santos, proprietário da marca, refere que a principal preocupação na produção da sua cerveja é o sabor. Neste momento produz cerca de 1400 litros por mês em Amarante.  À  conversa com este empreendedor, relata nos um pouco da sua experiência e fala nos um pouco da sua cerveja na primeira pessoa. ..

ROTEIROSEVENTOS  R.E. – Há  quanto tempo surgiu a vossa cerveja e como surgiu a ideia?

RICARDO SANTOS  R.S. – A ideia de criar uma marca de cerveja artesanal surge em finais de 2012 inícios de 2013. Já tinha tido contacto com o fabrico de cerveja de maneira mais tradicional em 2005 com um mestre cervejeiro alemão reformado que me convidou a participar numa das suas sessões de produção em casa. Isto foi fora de Portugal, nessa altura por cá pouco ou nada se fazia mas ficou a ideia, adormecida mas não esquecida. Quando resolvi voltar ao tema percebi que cá já existiam movimentações no que à cerveja artesanal diz respeito e decidi que era isto que queria fazer. Fui fazer formação a Inglaterra para complementar os conhecimentos que tinha como produtor caseiro. Em Dezembro de 2013 foi a estreia comercial.

R.E. – Qual a produção média neste momento?

R.S. – De momento a média de produção ronda os 1400 litros por mês.

R.E. – Quais as principais características que destacaria na vossa cerveja?

R.S. – Para além de, tal como as demais cervejas que temos no nosso mercado, ser produzida sem recurso a corantes, conservantes, CO2 artificial, etc., as nossas cervejas são feitas a pensar apenas e só numa coisa, o sabor! Não existe na nossa fábrica maquinas que façam o trabalho por nós, todo o processo é manual e isso permite-nos controlar tudo desde o início ao fim. Isto ajuda ao sabor. Não usamos extratos de malte ou açucares que não sejam os do cereal para dar álcool ou refermentar a cerveja. Isto tem também um grande impacto no produto final.

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R.E. – Como analisa o mercado?

R.S. – Isto é um pouco complicado de responder já que penso que o mercado ainda está a surgir. Se os cervejeiros de uma forma geral ainda estão a dar os primeiros passos o mercado anda apenas gatinha. Contudo é interessante perceber a imensa curiosidade que tem surgido à volta da cerveja artesanal. Existe um numero ainda muito pequeno, muito pequenos mesmo, de apreciadores mas o número de curiosos já começa a ter alguma visibilidade, basta ver os festivais de cerveja que têm existido.

R.E. – Quais as principais dificuldades de um produtor de cerveja artesanal?

R.S. – O facto da actividade ser muito recente é o maior obstáculo. Este facto tem uma ampla influência, que se estende desde o planeamento do negócio ao licenciamento. Não há dados, qualquer pessoa que pretenda investir nesta área está a dar um tiro no escuro. A outra é a falta de acesso à formação porque cá simplesmente não há formação de cervejeiros. Existem workshops de iniciação à produção de cerveja caseira mas isso não chega para quem quer iniciar uma produção comercial séria.

CERVEJA LETRA – FERMENTUM-ENGENHARIA LDA, A CERVEJA ARTESANAL MINHOTA

QUANDO FILIPE MACEIRA E FRANCISCO PEREIRA DECIDIRAM PREPARAR O SEU MESTRADO NA ÁREA DA PRODUÇÃO DA CERVEJA, ESTAVA TRAÇADO O RUMO PARA O FABRICO DE CERVEJA ARTESANAL, QUE SE COMPLEMENTOU  DEPOIS COM ESTÁGIOS NA REPUBLICA CHECA, NO CASO DO PRIMEIRO, E NA MAIOR INDÚSTRIA DE CERVEJA NACIONAIS,  NO SEGUNDO.

 

EM JUNHO DESTE ANO, A CERVEJA LETRA ABRIU O ESPAÇO LETRARIA, ONDE OS CONSUMIDORES  PODEM ASSISTIR AO PROCESSO DE PRODUÇÃO  DA CERVEJA ENQUANTO SABOREIAM UMA REFEIÇÃO ACOMPANHADA COM UMA DAS SUAS CERVEJAS.

FERMENTUM Cerveja LETRA filipemacieira@cervejaletra.pt 939348069
FERMENTUM Cerveja LETRA filipemacieira@cervejaletra.pt
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ROTEIROSEVENTOS  R.E. – Há  quanto tempo surgiu a cerveja Letras e como surgiu a ideia?

FILIPE MACIEIRA F.M. – A ideia surgiu em 2010, momento em que tanto eu (Filipe Macieira) como o Francisco Pereira estávamos a realizar investigação na Universidade do Minho. Ambos estudamos engenharia Biológica e as nossas Teses de Mestrado tiveram temas associados à produção de cerveja. No meu caso fiz Erasmus na Republica Checa e o Francisco esteve na maior cervejeira Portuguesa. Desde esse momento ganhamos interesse na industria cervejeira e sabíamos que havia uma oportunidade de entrada de novas cervejas produzidas pelo método artesanal com sabores e aromas mais intensos. Começava a verificar-se o aparecimento de bastantes cervejas oriundas da Bélgica e Alemanha. Como tanto eu como o Francisco estivemos envolvidos em negócios familiares, foi rápido passar da ideia à ação, foi aí que criamos a nossa empresa a Fermentum-Engenharia das Fermentações, Lda  e lançamos protótipos da cerveja, que se viria a chamar LETRA-Cerveja Artesanal Minhota.

R.E. – Qual a produção média neste momento?

F.M. – Neste momento temos uma capacidade instalada que nos permite produzir cerca de 9000 Litros por mês, produto este vendido em garrafa de 33cL, 75cL e em barris de 20 e 30L.

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R.E.  – Quais as principais características que destacaria na vossa cerveja?

F.M. – Acima de tudo a LETRA pretende educar o consumidor à medida que este vai seguindo o Abecedário, onde cada LETRA diz respeito a um estilo de cerveja. Esta dinâmica da marca torna o nosso produto bastante diferenciado, mas a principal diferença está no produto dentro de cada garrafa. O sabor aroma e texturas foram desenvolvidos em cada cerveja por forma a que o momento do consumo de cada LETRA se tornem num prazer sensorial que revelam uma qualidade aumentada. Nesse sentido as nossas cervejas têm mais sabor e mais aroma que pretende gerar uma sensação de prazer no consumidor.

CEVEJA LETRA, a cerveja minhota
CEVEJA LETRA, a cerveja minhota

R.E.  – Como analisa o mercado?

F.M. – Este mercado está em expansão por todo o mundo, a educação gastronómica dos consumidores está cada vez mais aperfeiçoada, onde a tendência é de consumir menos vezes, mas com mais qualidade. Tal como os produtos de nicho as cervejas artesanais são mais caras, mas é algo que gera prazer ao consumidor, e apesar do consumo não ser tão frequente como uma cerveja industrial, existem cada vez mais pessoas a consumir cervejas artesanais da sua localidade. A LETRA abriu em Junho de 2015 o espaço LETRARIA que pretende atrair os consumidores à Fábrica para observarem o processo enquanto estão confortáveis a ter uma refeição e a degustar a sua cerveja artesanal favorita da gama LETRA. Este espaço sensibiliza as pessoas para a realidade das cervejas artesanais e dão uma dimensão diferente ao nosso projecto, atraindo cada vez mais consumidores.

CERVEJA MALDITA É PROMOVIDA PELOS SABORES MONÁSTICOS, SOB A MARCA ALMA DE MONGE

Cerveja MALDITA - Alma do Monge 918759528
Cerveja MALDITA – Alma do Monge 918759528

Os Sabores monásticos é  uma empresa onde são promovidos os produtos regionais e biológicos de portugal. Recentemente adquiriram um espaço no Porto, onde, para além da Alma do Monge, os visitantes poderão  encontrar outros produtos regionais. À conversa  com Rui Ferreira, mentor e gerente deste projecto muito interessante, conta nos um pouco mais sobre a cerveja MALDITA e sobre a ALMA DE MONGE

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ROTEIROSEVENTOS  R.E –  Como surgiu a ideia de produzir cerveja artesanal e há quanto tempo iniciaram?

RUI FERREIRA R.F. –   A ideia, surge dentro do espirito da SABORES MONASTICOS, empresa que pretende afirmar-se na divulgação e promoção dos produtos regionais e biológicos portugueses. ALMA DE MONGE, nasceu acerca de um ano e meio. Não somos produtores, mas sim parceiros de negocio com a MALDITA, a nossa cerveja é produzida pelo mestre cervejeiro, Gonçalo, da cerveja MALDITA. O produto é produzido exclusivamente para nós. A ALMA DE MONGE é uma marca registada de cerveja artesanal que pretende promover uma região onde os monges foram o mote predominante durante séculos. A região chama-se vale do Varosa – Salzedas – Tarouca. Alem de uma humilde taberna em Salzedas, temos uma loja que recentemente abrimos na Rua Faria Guimarães, nº 7 – Porto.

SABORES MONÁSTICOS, Rua Faria Guimarães,nº7 PORTO
SABORES MONÁSTICOS, Rua Faria Guimarães,nº7 PORTO

R.E.  –  O que destacaria nas vossas cervejas?

R.F. –  Desde a elevada qualidade do produto ao aroma muito característico de uma boa cerveja artesanal. O designer do rotulo, a garrafa e o próprio nome são elementos simples mas de uma excelente elegância.

R.E. –  Como vê  o mercado de escoamento?

R.F. –   Em crescimento. Apesar das inúmeras marcas que surgem no dia a dia, creio que o mercado vai selecionando o produto.

R.E.  –  A exportação,  é  um objectivo a breve prazo?

R.F. –  Estamos a trabalhar nesse sentido, mas primeiro temos que adquirir bases solidas para dar esse salto.

R.E. – Qual a vossa produção em média?

R.F.  – Como iniciamos há pouco tempo não temos ainda um numero certo. Mas nos últimos 7 meses foi produzida e vendida cerca de 800 litros de cerveja.

R.E. – Quais as principais dificuldades no ramo?

R.F. –   O preço!!

CERVEJA BUJA vai lançar em Setembro uma cerveja com caracteristicas tipo IPA

Neste tipo de arte, tem que haver muita paixão e alma, além de muito trabalho, como é óbvio, conta nos Hugo Silva, uma dos sócios da cerveja Buja, que neste momento já produz cerca de dez mil litros por mês.

CERVEJA BUJA- Ninfa&Sereias,lda. tel. 917147356 i nfo@buja.pt
CERVEJA BUJA- Ninfa&Sereias,lda. tel. 917147356 i
nfo@buja.pt

ROTEIROSEVENTOS R.E. – Há  quanto tempo surgiu a Buja e como surgiu a ideia?

Hugo Silva H.S. – A nossa empresa é constituída por 2 sócios, Hugo Silva e Carlos campos. Produzimos cerveja artesanal desde 2011, iniciamos de uma forma muito caseira (amigos, conhecidos…), após várias (pequenas) produções e pelo feed back de quem as provava, decidimos desenvolver e criar receitas para comercialização.

Durante 3 anos desenvolvemos e testamos as receitas que estamos a comercializar. Investimos e desenvolvemos equipamentos que nos permite ter uma produção até 10.000 litros/mês.

CERVEJA BUJA www.buja.com
CERVEJA BUJA
http://www.buja.com

R.E. –  Qual a produção média neste momento?

H.S. – Conforme disse na resposta anterior, desenvolvemos os nossos equipamentos de produção e apenas ficaram concluídos este ano, ou seja, a nível de comercialização é ainda recente. Temos uma capacidade de produção de 10.000LT mensais.

R.E. –  Quais as principais características que destacaria na vossa cerveja?

H.S. – A nossa cerveja é produzida a partir de métodos artesanais e elaborada unicamente com água, malte, lúpulo e levedura, sem corantes nem conservantes e com carbonatação natural produzida pela levedura, seguindo com rigor as receitas tradicionais, enriquecidas e apuradas através de um laborioso trabalho de seleção que acompanha todas as fases de produção, desde a descoberta dos sabores e aromas do malte e do lúpulo até à fermentação.

Regularmente são produzidos três tipos de cerveja: Pilsner, Stout e Trigo e sazonalmente produzidas edições especiais, nomeadamente a cerveja de Natal. Em setembro iremos iniciar com o tipo de cerveja IPA.Utilizamos equipamentos de produção e maturação desenvolvidos por nós, conferindo características únicas.

Com estas características, garantimos que o sabor original da cerveja não é alterado, resultando numa cerveja encorpada, muito mais rica em sabores e aromas distintos.

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visite-nos em http://www.buja.com

R.E.  – Como analisa o mercado?

H.S. – Em Portugal, o mercado da cerveja artesanal tem crescido de forma visível, vive-se uma “revolução das cervejas artesanais”, à semelhança de outros países onde este tipo de cerveja já tem uma forte presença no mercado. Mas ainda representa uma ínfima parte do consumo da bebida. As diferenças entre as cervejas artesanais e industriais são muitas, as principais características que fazem desta cerveja é a seleção rigorosa dos ingredientes e a sua grande qualidade.

O mercado da cerveja artesanal está em crescimento, mas ainda não é rentável. A exportação é um dos nossos objetivos. Neste tipo de arte “tem que haver uma grande paixão e alma e, claro, muitas horas de trabalho.

 

 

CERVEJA TOIRA VAI SER IMPLEMENTADA NO CENTRO DA BAIRRADA AINDA ESTE ANO

CERVEJA TOIRA pedrofigueiredo@toira.pt
CERVEJA TOIRA pedrofigueiredo@toira.pt
“O mercado da cerveja artesanal está numa fase embrionária.
O público em geral começa agora a ouvir falar pela primeira vez neste conceito.”, conta-nos Pedro Figueiredo, responsável por este projecto, que de seguida nos fala um pouco mais da CERVEJA TOIRA e do futuro.
A TOIRA nasceu nos finais de 2013, embora apenas tenha sido lançada para o mercado em Fevereiro de 2014.
A produção de cerveja começou em Janeiro de 2013 e a partir desse momento o interesse dos amigos em adquirir garrafas era enorme.
Surgiu então a ideia de negócio, que juntamente com o gosto infinito por produzir cervejas diferentes tem dado imensos frutos.
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A produção da TOIRA ainda é caseira, em lotes pequenos e em condições não ideais.
O projecto da nova cervejaria já está elaborado à mais de um ano, mas tem sofrido algumas alterações, paralelamente com a evolução dos detalhes que estou constantemente a aprender.
Irá ser implantado no centro da Bairrada ainda durante este ano.
Aquilo que mais gosto de salientar quando me refiro às TOIRAS é a polivalência.
Produzo constantemente cervejas diferentes, arrojadas e para todos os gostos, tentando sempre fazer o seu carácter único e não me deixando levar por características pré-definidas.
O objectivo principal é produzir cervejas agradáveis e bebíveis.
Eis as TOIRAS
Eis as TOIRAS
O mercado da cerveja artesanal está numa fase embrionária.
O público em geral começa agora a ouvir falar pela primeira vez neste conceito.
Existem, no entanto, dois tipos de consumidores: os que sentem vontade de experimentar e os que não se querem dar ao trabalho de gastar meia dúzia de euros para saber o que é.
Os últimos são os mais difíceis de conquistar, e é com uma estratégia mais conservadora e não tão técnica que os devemos abordar.
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Sinceramente, não aconselho a ninguém, neste momento, a empreender nesta área.
Dentro de um ou dois anos teremos as condições ideais de mercado para começar um projecto.

POST SCRIPTUM BREWERY

Pedro Sousa já produzia cerveja artesanal com 14 anos de idade, segundo nos conta, hoje em dia nota se uma maior preocupação no consumidor pela qualidade. À conversa com este empreendedor no ramo, Pedro Sousa, gerente da marca POST SCRIPTUM BREWERY,  conta nos um pouco da sua aventura até atingir este patamar onde produz várias dezenas de milhares de litros por mês.

ROTEIROSEVENTOS  R.E. –  Há  quanto tempo surgiu a Post Scriptum e como surgiu a ideia?

PEDRO SOUSA P.S. –  Apesar de 8 anos de carreira no ensino, já produzo cerveja desde os 14 anos (uma longa história). Fiz um estágio prático na Alemanha e mais tarde fui convidado a ser sócio-fundador de um projecto nesta área. Quando coercivamente abandonei esse projecto decidi continuar a fazer o que sempre foi a minha paixão. Viajei em busca de equipamento à minha medida, dediquei-me à consultoria na área e fornecimento de matéria-prima a outros projectos de cerveja. Simultaneamente trabalhei na distribuição de cerveja enquanto montava a minha unidade de produção.

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A empresa nasceu em Setembro de 2013 tendo arrancado a produção apenas este ano, em meados de Fevereiro e já a 100% da capacidade produtiva.

R.E. –  Qual a produção média neste momento?

P.S. – Produzo dezenas de milhares de litros, por mês!

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R.E.- Quais as principais características que destacaria na vossa cerveja?

P.S. – A melhor referência que se pode dar é  o facto dela ser feita pelo Pedro Sousa!

R.E. – Como analisa o mercado?

P.S –  A cerveja artesanal está na moda neste momento. Quando estudava na Universidade, fazer cerveja era visto como uma actividade “geek”, mas agora não. Há muita malta a introduzir-se nesta área sem ter noção do trabalho e dedicação que exige. Esqueçam Sábados e Domingos…

Já no consumidor, há mais procura  e preocupacao pela qualidade agora, do que há 4 anos atrás. Os consumidores já não bebem cervejas mal fermentadas e com defeitos. Reclamam! E é melhor ficar por aqui…

CERVEJA BURGUESA

Felizmente, já lá vai o tempo em que a cerveja só acompanhava bem o tremoço e o amendoim. Hoje em dia, uma boa cerveja pode tornar se numa combinação perfeita com variados pratos,  conta nos Hugo Rocha, o produtor da Cerveja Burguesa.

Cerveja BURGUESA geral@burguesa.pt
Cerveja BURGUESA
geral@burguesa.pt

ROTEIROSEVENTOS R.E. – Há quanto tempo surgiu a vossa cerveja e como surgiu a ideia?

HUGO ROCHA H.R. – A Cerveja Artesanal Burguesa nasceu na “InBicta”, na Rua das Flores,  e é comercializada do ponto de vista legal desde o verão de 2014.

A Burguesa nasceu em 2013 apenas como hobby e para degustação de algunsamigos. Em 2014, Hugo Rocha decide apostar num projeto empreendedor que permitisse satisfação pessoal e complemento à sua atividade profissional, criando a Burguesa Microcervejaria Unipessoal, Lda.

R.E.  –  Qual a produção média neste momento?

H.R.  – Neste momento produzimos cerca de 750 litros por mês. Cerca de 80% da produção em garrafas e os restantes 20% comercializados em barril. O objetivo é aumentar a produção até ao final do ano.

R.E – Quais as principais características que destacaria na vossa cerveja?

H.R. – A nossa cerveja é elaborada de forma 100% artesanal e sem adição de qualquer tipo de corante ou conservante. Para tal são usados apenas maltes, água, lúpulos e leveduras, resultando em características únicas e especiais.

A Burguesa®, à semelhança de outras cervejas artesanais, sofre uma segunda fermentação em garrafa, que lhe confere o gás que tanto apreciamos numa cerveja.

Pretendemos desta forma apostar num produto que se diferencie não só pela qualidade mas também pela variedade de diferentes estilos. Produzimos estilos bem diferentes, distintos no aroma e no paladar, com o intuito de preencher o gosto e a satisfação dos clientes, são eles: a Burguesa Weissbier, Burguesa Strong Bitter, Burguesa Belgian Dubbel, Burguesa Scotch Ale, Burguesa Belgian Tripel e uma Burguesa Imperial Índia Pale Ale.

Sazonalmente poderão ser  lançados estilos diferentes em edições especiais como por exemplo no Natal.

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R.E. –  Como analisa o mercado?

H.R. – Na minha opinião, já lá vai o tempo em que a cerveja apenas acompanhava bem o tremoço e amendoins. Felizmente hoje temos uma oferta que está cada vez mais a ser apreciada e diferenciada dentro do mercado nacional. Tal como o vinho, apreciar uma cerveja distinta em diferentes momentos começa finalmente a ser mais comum, quer em cervejarias, bares, cafés ou até mesmo restaurantes. A combinação entre uma cerveja e um belo prato à mesa, poderá tornar-se a combinação perfeita de aromas e sabores.

Assim esta opção está a torna-se cada vez mais válida, e dentro dos diferentes estilos encontramos aromas e sabores tão peculiares, que julgo estarem a entrar lentamente no mercado, mas acredito que para ficarem.

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R.E – Quais as principais dificuldades de um produtor de cerveja Artesanal?

H.R. – O investimento num projeto destes é elevado e exige tempo e muita dedicação.

Após a fase de legalização, de aperfeiçoamento de receitas e de produção julgo que o reconhecimento no mercado é o objetivo a alcançar. A dificuldade prende-se então em dar a conhecer a marca e fazer com que se destaque pela qualidade e garanta desta forma uma produtividade crescente e a sua continuidade no mercado.

CINCO CHAGAS – CERVEJA ARTESANAL   

CERVEJA CINCO CHAGAS www.cincochagas.pt geral@cincochagas.pt
CERVEJA CINCO CHAGAS http://www.cincochagas.pt geral@cincochagas.pt

Cerveja Artesanal CINCO CHAGAS vai produzir uma IPA Estilo americano no espaço de um mê, com aromas de maracujá e manga. Ricardo Almeida, um dos cinco amigos que formaram a Cinco Chagas, fala nos um pouco desta cerveja é dos seus novos projectos.

Como começou:

“Somos cinco amigos com um grande gosto em comum, a cerveja artesanal.

Este projeto começou em 2011, apenas como uma brincadeira entre amigos que gostavam de cerveja artesanal e decidiram fazer a sua própria cerveja para ser consumida por amigos próximos e familiares em datas especiais. Mas o feedback destes foi tão positivo que começamos a pensar ” porque não levar a nossa cerveja a toda a gente?”. E depois de muita pesquisa e muitos ensaios, decidimos que estávamos prontos a elevar a Cinco Chagas ao nível comercial. E assim fizemos, em 2014, registámos a marca Cinco Chagas e começámos a produção”.

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A ACTUALIDADE E O FUTURO

“A filosofia da Cinco Chagas é  proporcionar momentos de prazer na degustação de uma boa cerveja artesanal e, para além disso, inovar e elevar a qualidade da cerveja artesanal portuguesa ao nível de outras marcas  internacionais, colocando-nos no mapa das melhores cervejas artesanais, ou seja, “dar cartas” nesta área a nível mundial.

Neste momento temos quatro tipos de cerveja, as quatro chagas – Trigo, Blanc (uma witbier), IPA estilo inglês e a Bohemian Pilsener, e daqui a um mês uma IPA estilo americano, com aromas de maracujá e manga. E na fase final de estágio, a caminho da pupitre temos a nossa quinta Chaga, a Brut de Chagas – a primeira cerveja portuguesa elaborada pelo método champanhês, a fusão de um dos maiores ícones da Bairrada com a cerveja.”

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O nosso facebook é: http://www.facebook.com/cincochagas

O mercado está em larga expansão no que toca a cerveja artesanal, sendo o nosso país pequeno, parte da solução tem de ser enviar para o estrangeiro, pois todos os dias aparecem marcas de cerveja artesanal. No entanto o que penso que irá acontecer é haver pequenas cervejeiras locais, ou pequenos produtores a vender a cerveja mais localmente e não tanto globalmente.

CERVEJA AMNESIA  RUI BENTO

CERVEJA AMNESIA PRODUZ CERCA DE 2500 LITROS DE CERVEJA POR ANO. ESTE ANO, A AMNESIA BREWERY, COM A AMNESIA SMOKIN,  GANHOU O PRIMEIRO LUGAR NO TERCEIRO CONCURSO DE CERVEJA ARTESANAL E CASEIRAS  DE LISBOA, QUE DECORREU  NA CERVETECA ,  ONDE ESTIVERAM PRESENTES  37 CERVEJEIROS E MAIS DE 70 MARCAS

CERVEJA ARTESANAL AMNESIA TEL. 963661856 amnesiacraftbeer@gmail.com

ROTEIROSEVENTOS  R.E.- Como surgiu a ideia de produzir cerveja artesanal e há quanto tempo iniciaram?

RUI BENTO R.B. – A Amnésia Brewery é um projecto a solo. Até Abril de 2014 eu não bebia álcool. Provei uma Cerveja Artesanal e fiquei fascinado. Foi amor ao primeiro gole! A partir dai provei o máximo de estilos que consegui, fui aos festivais que tive oportunidade e, em Setembro de 2014, fiz um Workshop de Elaboração de Cerveja Artesanal na Oficina da Cerveja /Fernando Gonçalves (8.ª Colina). Basicamente foi aqui que aprendi o básico.

Depois disso comprei algum material, fiz 3 cervejas em kit para me habituar e consolidar técnicas de sanitização. Dia 1 de Novembro produzi a minha 1.ª cerveja 100% grão, uma “Vanilla Imperial Stout”.

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R.E.- O que destacaria nas vossas cervejas?

R.B. – Existe uma frase que caracteriza basicamente as cervejas que produzo:

“Think outside the box”. Basicamente é experimentação, utilização de novos ingredientes, sempre com o foco na absoluta qualidade da matéria prima.

R.E. – Como vê  o mercado de escoamento?

R.B. – Em termos de consumidor final, há mercado e cada vez haverá mais.

Existe algo a melhorar no que diz respeito à  distribuição, mas é normal nesta fase ainda embrionária.

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R.E. – A exportação, é um objectivo a breve prazo?

R.B. – A breve prazo o objectivo é apenas apostar no mercado Local/Nacional, (até pelo volume actual de produção), e consolidar a marca. Mas a médio/longo prazo… quem sabe…

R.E. – Qual a vossa produção em média?

R.B. –  Produzo cerca de 2500L/ano

R.E. – Quais as principais dificuldades no ramo?

R.B. – Há varias dificuldades a vários níveis, nomeadamente nos aspectos burocráticos. Há alguma falta de conhecimento por parte das entidades que regulam a actividade, mas estamos todos a crescer juntos. Incontornavelmente tenho que falar no IVA do vinho (13%) e da cerveja (23%). Não faz sentido

 

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CERVEJA BORDALLO  A CERVEJA DO OESTE

A cerveja Bordallo nasceu de uma insatisfação sentida pelos seus fundadores face à homogeneidade das cervejas portuguesas, conta-nos Paulo Bastos, um dos sócios deste projecto

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CERVEJA BORDALLO

ROTEIROSEVENTOS  R.E. – Há  quanto tempo surgiu a vossa cerveja e como surgiu a ideia?

PAULO BASTOS  P.B. – O projecto da cerveja artesanal Bordallo começou no final de 2012 quando um grupo de amigos (Miguel Morais, Paulo Bastos, Pedro Azevedo, Ricardo Azevedo) das Caldas da Rainha, insatisfeitos com a homogeneidade das cervejas que conseguiam encontrar na região e com a curiosidade e espirito critico para entrar numa nova aventura, começaram a produzir a sua própria cerveja.

Inicialmente a produção de cerveja servia como pretexto para estarmos juntos a passar um bom bocado, mas rapidamente apercebemo-nos que podíamos dar a possibilidade de mais pessoas poderem ter a experiência de beber as nossas criações, uma vez que vários amigos (e amigos dos amigos) que iam provando davam feedbacks geralmente muito positivos, e cada vez mais pessoas nos pediam para vir provar.

No segundo semestre de 2014 achamos que era a altura, não perdendo oconceito inicial do divertimento, de tornarmos a nossa brincadeira num produto comercial.  Em 2015 entrou um novo sócio (Pedro Silva) e com ele deu-se inicio da constituição da empresa (Real Cervejeira Caldense, LDA) e da obtenção de um espaço, através de um concurso regional de empreendorismo, onde montamos a nossa unidade produtiva.

R.E. – Qual a produção média neste momento?

P.B. – A nossa produção de momento é bastante limitada, no entanto estamos a avaliar investimentos para aumentar a nossa capacidade produtiva. De momento, a média são 500 litros/mês.

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R.E. – Quais as principais características que destacaria na vossa cerveja?

P.B. – As receitas são baseadas em estilos amplamente conhecidos, mas tentamos dar-lhe sempre um toque pessoal de acordo com as as preferências de cada um dos elementos integrantes. Para além das cervejas base do nosso catálogo, criamos pequenas produções de teste que podem servir como produtos sazonais de edições muito limitadas. Como somos vários e temos alguns gostos diferentes, acaba por ser uma experiência muito interessante.

Para além disso, assumimos desde muito cedo que pretendemos implementar o conceito de uma microcervejaria regional, focarmos o nosso mercado apenas região e não no país inteiro.

Quem quiser beber das nossas cervejas, terão que obrigatoriamente fazer uma visita até ao Oeste.

CERVEJA PASSAROLA  ANDRE PINTADO

Encaramos o negócio da cerveja artesanal como uma forma de expressar a nossa criatividade, conta nos André Pintado, um dos sócios da Cerveja PASSAROLA.

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CERVEJA PASSAROLA

ROTEIROSEVENTOS  R.E. – Há  quanto tempo surgiu a vossa cerveja e como surgiu a ideia?

ANDRE PINTADO – A ideia surgiu em Lisboa, onde o meio cervejeiro continua pequeno e onde toda a gente se conhece, em Abril de 2014. Entre planeamento e lotes de teste, só apresentámos a nossa cerveja pela primeira vez em Setembro 2014, no mercado da cerveja em Cascais. A ideia borbulhou da junção de uma paixão a uma oportunidade de negócio.

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R.E. – Qual a produção média neste momento?

A.P. – A produção média mensal situa-se perto dos 3000L.

R.E. – Quais as principais características que destacaria na vossa cerveja?

A.P. – Oferecemos actualmente e regularmente 3 cervejas com características diferentes. São 3 ales: uma India Pale Ale, que é uma cerveja amarga mas aromática (~6%), uma Double Oatmeal Stout, que é uma verdadeira stout com aveia (~8%), e uma Amber Rye Ale que é uma cerveja de centeio de fácil consumo (~5%). Vamos regularmente apresentando cervejas artesanais e cervejas feitas em colaboração com outras cervejeiras. Encaramos o negócio como uma forma de expressão da nossa criatividade.

R.E.  – Como analisa o mercado?

A.P. – O mercado está muito interessante. Para já há lugar para todas, e a curto prazo também creio que sim. Os portugueses estão a querer experimentar todas as cervejas artesanais. A médio prazo, algumas terão de desaparecer por várias razões: falta de qualidade, falta de produção, falta de investimento em marketing, etc. O longo prazo é difícil de prever, mas olhando para o mercado internacional, podemos prever eventuais fusões ou aquisições, e até a entrada de marcas fábricas estrangeiras em Portugal.

R.E. – Quais as principais dificuldades de um produtor de cerveja artesanal?

A.P. – Há muitas dificuldades. Pelo facto das nossas produções não serem produções muito grandes, e pelo facto de haver poucos produtores em Portugal, o preço da matéria prima, que é aliás, praticamente toda importada, é elevado, e isso é transportado depois para o preço final ao consumidor. À semelhança de outros países mundiais como a Inglaterra e Estados-Unidos, seria muito importante Portugal baixar a carga fiscal exercida sobre pequenos produtores de cerveja. É a única forma de promover diversidade e uma competição saudável entre todos os produtores. Por fim, a questão de sempre, o IVA. Não faz sentido para um consumidor de cerveja artesanal pagar 23% de IVA sobre uma garrafa de 75cl de uma imperial stout envelhecida em cascos de carvalho, e pagar 13% de IVA sobre uma garrafa de 75cl de um vinho tinto reserva.

 

 

CERVEJA ARTESANAL RAPADA, UMA CERVEJA ÀS PORTAS DA SERRA DA ESTRELA

CERVEJA RAPADA cervejarapada@gmail.com Tel. 936409689 Penalva do Alva
CERVEJA RAPADA cervejarapada@gmail.com Tel. 936409689
Penalva do Alva

CERVEJA RAPADA PRODUZ CERCA DE 1600 LITROS POR MÊS, TRATA SE DE UMA CERVEJA QUE ACOMPANHA BEM OS QUEIJO DA SUA REGIÃO, OU SEJA, OS QUEIJO DA SERRA DA ESTRELA.
“Há  ainda muita burocracia para o licenciamento da cerveja artesanal, bem como falta de matéria prima em Portuga”l, refere nos Rui Figueiredo, um dos sócios, que conversou um pouco com o roteiroseventos sobre a cerveja Rapada.

ROTEIROSEVENTOS  R.E.  – Há  quanto tempo surgiu a vossa cerveja e como surgiu a ideia?

RUI FIGUEIREDO R.F. – Temos cerca de 8 meses e surgiu por mero acaso, somos apreciadores de cerveja (os três sócios) e um dia um de nós estava a beber uma stout genérica, a determinada altura veio à memoria o cheiro e a imagem do café de cevada que a mãe costuma fazer e que depois bebia  acompanhando com requeijão ou queijo.
Ora se uma cerveja genérica trás esta imagem tão saudosa, criando uma cerveja de raiz que possa fazer essa harmonização, pode resultar. Juntámos-nos os três e deitamos mão à obra.

R.E.  – Qual a produção média neste momento?

R.F. -Neste momento produzimos cerca de 1600lts mês.

R.E.  – Quais as principais características que destacaria na vossa cerveja?

R.F. – O facto de ser uma cerveja de qualidade reconhecida e de alguma forma de sabor “consensual”, temos uma cerveja criada para acompanhar bem os queijos da nossa região a Serra da Estrela, mas que também harmoniza muito bem com outros alimentos.

Cerveja RAPADA ,Rosa &Figueiredo, Lda.
Cerveja RAPADA ,Rosa &Figueiredo, Lda.

R.E. – Como analisa o mercado?

R.F.- No segmento de cervejas os 2 grandes players esmagam completamente a concorrência no mercado interno. Sobram apenas uma pequena fatia para todos os outros operadores, um cenário que pode ser complicado para grandes empresas, mas que na nossa opinião se torna irrelevante para os pequenos produtores.
A intensidade da competição entre os concorrentes no setor de cervejas artesanais tem criado um aumento do potencial deste mercado beneficiando os negócios neste ramo como um todo.
A diversidade desses concorrentes decorrentes das diferentes características e estratégias usadas pelas microcervejarias também intensifica a competição.
De acordo com esta avaliação parece-nos que o mercado de cervejas artesanais, encontra-se atualmente quente, passando por um processo de crescimento de forma que estas oportunidades de negócios possuem boas perspectivas de prosperidade.

R.E.  – Quais as principais dificuldades de um produtor de cerveja artesanal?

R.F. – Genericamente podemos afirmar que se prendem com estes factores:
Burocracia nos licenciamentos;
Escassez de matéria prima no País;
Desconhecimento por parte da maioria da população em relação às cervejas artesanais.

CERVEJA ARTESANAL 5 E MEIO

CERVEJA ARTESANAL 5 E MEIO
CERVEJA ARTESANAL 5 E MEIO

Apesar de ter efectuado a primeira produção experimental em 2013, a cerveja 5 e Meio apenas nasceu em Outubro de 20 14. À Conversa com Andreia Silva, podemos concluir que a produção de cerveja artesanal ainda tem um árduo percurso a percorrer para atingir o patamar de outros produtos regionais, pois ainda não há o registo de cerveja artesanal portuguesa e a comercialização requer um trabalho muito longo que envolve o produtor no sentido de sensibilizar o consumidor para as diferenças entre o fabrico artesanal e as cervejas resultantes das grandes industrias cervejeiras.

ROTEIROSEVENTOS  R.E. – Como surgiu a ideia de produzir cerveja artesanal e há quanto tempo iniciaram?

ANDREIA SILVA A.S – A ideia surgiu em Junho de 2013 por parte dos dois sócios-fundadores, que em conversa sobre Empreendorismo e tendo como ponto comum gostarem de cerveja decidiram experimentar produzir cerveja artesanal. Adquirimos um kit básico e efectuámos a primeira produção em Agosto de 2013.  No entanto, a «5 e meio» enquanto fabricante de cerveja artesanal, apenas nasceu oficialmente em Outubro de 2014.

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R.E. – O que destacaria nas vossas cervejas?

A.S. – Todas as nossas cervejas têm o nosso toque pessoal, pretendendo ir ao encontro dos nossos objetivos estratégicos. Obviamente, fazemos o nosso estudo e pesquisa quanto a receitas já criadas e que tenham boas críticas, mas procuramos dar-lhes sempre a nossa identidade fazendo alterações que consideramos ir ao encontro do que pretendemos para a «5 e meio».

R.E. – Como vê o mercado de escoamento?

A.S. – O mercado começa a estar alerta e receptivo a este tipo de produtos, havendo, no entanto, um longo caminho a percorrer, quer pelos produtores, quer pelos consumidores. Num país que tem sido dominado pelo sector vinícola, a cerveja assumiu uma posição muito secundária relativamente a outros países na Europa. O produtor tem de conseguir explicar o seu produto ao cliente e o cliente tem de perceber que o que está a beber é em tudo diferente de uma cerveja industrial. Os passos dados pelos produtores são pequenos mas firmes e os clientes acabarão por descobrir o potencial da cerveja artesanal.

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R.E – A exportação, é um objectivo a breve prazo?

A.S. – Ao contrário daquilo que seria de esperar, e de que é exemplo o vinho, a cerveja ainda não é um bem exportável. Para isso, teria de primeiro ser reconhecida como «cerveja artesanal portuguesa» e estar enquadrada nos produtos regionais, não podendo ser comparável com as cervejas alemãs ou checas, cuja tradição lhes permite serem identificadas. Portugal ainda não tem essa identificação para ser procurado enquanto produtor de cerveja.

R.E  – Qual a vossa produção em média?

A.S. – A «5 e meio» tem o estatuto de microcervejeira e a produção é feita apenas em pequenos lotes com limitação anual de 2500L, o que a torna mais exclusiva, pelo que o preço nunca será comparável ao de uma cerveja industrial.

R.E  – Quais as principais dificuldades no ramo?

A.S. – As principais dificuldades ocorrem principalmente no licenciamento da actividade, já que o sector ainda não se encontra organizado. Existe a Associação Portuguesa de Produção de Cerveja da qual até há poucos meses atrás apenas pertenciam os dois gigantes portugueses. Entretanto, algumas das cervejeiras artesanais foram convidadas a entrar mas ainda assim, apenas aquelas que têm mais expressão e notoriedade no mercado. Para os restantes é difícil entrar no meio em questão.

CERVEJA REGIA

CERVEJA REGIA cervejaregia@hotmail.com
CERVEJA REGIA cervejaregia@hotmail.com

AINDA HÁ  POUCO CONSUMIDORES DE CERVEJA ARTESANAL E O PARECE NÃO AJUDA, conta-nos Armando Magalhães, que iniciou o fabrico de alguma cerveja caseira com malte por si produzido e que, quando teve conhecimento que a Sovina estava a produzir cerveja artesanal, decidiu importar malte e partir para a produção numa escala superior ao anteriormente.

ROTEIROSEVENTOS  R.E. – Há  quanto tempo surgiu a vossa cerveja e como surgiu a ideia?

ARMANDO MAGALHÃES  A.M. – Tudo começou em 2012 com a produção de algum malte em casa, e com o qual fiz as primeiras cervejas, mais tarde com o conhecimento da existência da Sovina iniciei a produção de cerveja com maltes importados.

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R.E. – Quais as principais características que destacaria na vossa cerveja?

A.M. – Trata-se de uma Cerveja que não segue os estilos internacionais e que pretende agradar a um grande número de pessoas.

R.E. – Como analisa o mercado?

A.M. – O mercado Português é muito complicado, ainda há poucos apreciadores de cerveja artesanal e o custo final não ajuda.

R.E. – Quais as principais dificuldades de um produtor de cerveja artesanal?

A.M. – As principais dificuldades são: o custo do equipamento e a colocação no mercado, devido ao preço final da cerveja.

CERVEJA NAU – NOTHING AS UNIQUE

DIOGO FERNANDES, BRUNO PINTO E PEDRO CARVALHO SÃO OS FUNDADORES DESTA MARCA DE CERVEJA E OS 3 PARTILHAVAM UM SONHO COMUM – TRABALHAR NUMA EMPRESA PROPRIA  E COM CONDIÇÕES DE PROSPERAR.
Pedro Carvalho fala da sua marca na primeira pessoa, dando nos a conhecer um pouco mais desta iniciativa.

CERVEJA NAU cervejanau@gmail.com
CERVEJA NAU cervejanau@gmail.com

A Cerveja NAU deu os seus primeiros passos em 2014 numa disciplina de empreendedorismo do Mestrado de Gestão na Católica Lisbon School of Business & Economics, onde tivemos a ideia de criar uma cerveja premium, que pudesse estar à mesa onde o vinho normalmente está. Assim, a marca NAU – Nothing As Unique ®, posteriormente criada no início de 2015, teve dois grandes factores que potencializaram a sua origem: por um lado, uma vontade por parte dos fundadores de criar uma empresa em que os mesmos quisessem trabalhar e dedicar a sua paixão para a fazer prosperar e, por outro lado a descoberta de um espaço no mercado que acreditamos não estar preenchido até ao momento e que, consequentemente tem potencial para crescer e providenciar uma oferta diferenciadora aos consumidores. No fim do dia, temos aprendido imenso e ganho experiência de gestão o que é uma mais valia para nós profissionalmente e pessoalmente.

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Dado o posicionamento que mencionámos acima, a Cerveja NAU é um produto de nicho, e como tal até ao momento (em 6 meses) produzimos dois lotes, cada um com cerca de 400 garrafas de 0,75L.
Atualmente, a Cerveja NAU tem apenas uma variedade. A cerveja NAU é do tipo dark strong ale, possui aromas e sabor distintivos, corpo encorpado, um nível alcoólico elevado para uma cerveja (10% ABV) e o seu sabor único traz consigo um novo conceito de cerveja e torna-a ideal para certos momentos de uma refeição ou de um convívio entre amigos, casais e/ou familiares. O foodpairing é também distintivo dado o sabor forte da Cerveja NAU, ficando extremamente bem com pratos de sabor igualmente forte, como bifes, e também como acompanhamento para entradas, como charcutaria e queijos nacionais.

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No que concerne o mercado de cerveja em Portugal, podemos afirmar que é dominado por duas grandes marcas e com raízes muito grandes nos hábitos portugueses. No entanto, ao longo dos últimos anos principalmente tem existido um crescente interesse por produtos exclusivos/gourmet e que fujam ao industrial e massificado. A nosso ver, a Cervejas Artesanais vêm complementar esta oferta, nunca esquecendo no entanto que a qualidade das cervejas artesanais é alta e a diferenciação é grande pelo que é procurada por apreciadores de cerveja e todos aqueles que procuram novas experiências sensoriais. No geral, o mercado existe e tem vindo a crescer o que pode ser comprovado com a variedade e número crescente de marcas artesanais de cerveja que existem em Portugal actualmente e também em outros países.
As principais dificuldades são primeiramente dar a conhecer e conseguir aceitação e retenção por parte das pessoas/clientes dado o status quo implementado em Portugal onde apenas quase são conhecidas duas grandes marcas no mercado; e em segundo lugar, transformar a mentalidade de que uma cerveja é uma bebida “leviana” e não um produto diferenciado – queremos passar a ideia de que a cerveja também se degusta!

CERVEJA ARTESANAL VITRIOL

CERVEJA VITRIOL SURGIU POR UMA PAIXAO PELA CERVEJA E PELOS DESASSOSSEGO COM O QUE EXISTIA  SENTARAM PELOS SEUS SÓCIOS JOAQUIM PIMENTÃO E LUIS BARREIRA
“Temos que ter o cuidado de não transformar a cerveja artesanal num produto banal e sem qualidade”, refere nos Joaquim Pimentão, um dos sócios da marca, que nos descreve um pouco à VITRIOL e nos relata um pouco da sua visão sobre o sector.

CERVEJA ARTESANAL VITRIOL geral@vitriol.pt
CERVEJA ARTESANAL VITRIOL geral@vitriol.pt

ROTEIROSEVENTOS R.E. – Como é quando surgiu a Cerveja VITRIOL?

JOAQUIM PIMENTÃO  J.P. – A nossa cerveja começou a brotar nas nossas cabeças ha cerca de dois anos. Inicialmente de forma muito caseira, como a grande maioria de nós. Pouco a pouco a ideia consolidou-se e decidimos avançar com a colocação da VITRIOL no mercado, há cerca de 4 meses. Como é que surgiu? Julgo que como tudo na vida: uma certa paixão pelas coisas e um desassossego com o que existe.

R.E. – Qual a produção média neste momento?

J.P.  – Neste momento encontramo-nos em fase de transição na qual estamos em
vias de abrir uma nova fabrica que nos irá permitir produzir até 5400
litros por mês. Mas é evidente que iremos iniciar de forma muito mais
suave, com cerca de 1000 litros mês.

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R.E. – Quais as principais características da vossa cerveja que salientaria?

J.P.  – Essa pergunta é complexa em ser respondida, e quem lhe responder de
forma fácil está errado! Cada cerveja artesanal tem a sua complexidade, se
bem feita, ela comporta uma imensidão de características próprias
difíceis de serem copiadas. A forma de brassagem pode diferir em inúmeras
etapas, assim como a ebulição, a fermentação, a maturação diferem de
produtor para produtor. Para não falar da matéria prima, nesse campo ainda
se torna mais complexa. No caso da VITRIOL as características são próprias
de uma cerveja artesanal feita de forma a respeitar os princípios da “lei
da puridade”, sem filtragem nem pasteurização, usando agua do rio Mondego
que é uma das melhores para o efeito.

R.E. – Como analisa o mercado?

J.P. – O mercado tem vindo a crescer, de mês para mês, isso só pode ser
positivo. Temos conseguido despertar as mentes para novas experiências e
novos sabores no que concerne a cerveja, quebramos em pouco tempo a
dualidade de sabores que existia no país. O aumento das “feiras” demostra
o interesse.  Todavia temos de ter cuidado em não tornar o produto
“cerveja artesanal” num produto banal e sem qualidade. Esse é realmente o
meu receio. Multiplicar “feiras” e “festivais” de cerveja em tudo que é
“aldeia” não pode ser um objectivo. Por outro lado, um cervejeiro (vamos
chamar-lhe assim) que se preze cuida da sua receita e do seu método,
demora o tempo que for necessário para obter um produto de qualidade.
Hoje, infelizmente, já se vê gente a entrar no mercado após um curso de
uma semana… E isso pode ditar um fim prematuro de algo de bom (como
alias acontece em todos os sectores em Portugal, o Português é mesmo
assim…).

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R.E. – Quais as principais dificuldades deste sector?

J.P. – A maior dificuldade de todas é obter um produto de qualidade.  É ver,
a VITRIOL existe há quase dois anos e continuamos a melhorar os nossos
processos. De resto Existe alguma burocracia é certo, mas nada que assuste
quem realmente quer iniciar. Outro problema será mesmo o custo de dar o
salto, isto é, passar de 20 litros para bem mais. Deixar de fazer em casa
para produzir numa verdadeira microcervejeira. Para ter uma real hipótese
de conquistar um lugar no mercado é necessário, para alem de um bom
produto, investir fortemente em equipamento de qualidade, nunca menos de
80 mil euros.

CERVEJA CRAFT OPO 74 BREWING Co.

OPO. 74 BREWING Co.   FOI O RESULTADO DAS VIAGENS DE DOIS DOS SEUS SÓCIOS QUE EFECTUAVAM POR MOTIVO DAS SUAS PROFISSÕES E QUE LHES PERMITIDO SABOREAR AS CRAFT BEER.

joao.rilo@opo74.com
info@opo74.com

” A cerveja que criámos foi desenhada para ser apreciada tanto como bebida a solo como a acompanhar muitos dos nossos petiscos portugueses, os mais apetitosos, e é ideal para todo o ano”, conta- nos João Rilo, um dos sócios da marca

ROTEIROSEVENTOS  R.E.  – Há  quanto tempo surgiu a vossa cerveja e como surgiu a ideia?

JOAO  RILO J.R. – A ideia de criar a OPO 74 Brewing Co. surgiu no início de 2014. Dois dos 4 fundadores, pelas actividades profissionais que desempenhavam, sempre viajaram muito para várias partes do mundo e, como apreciadores de cerveja de longa data, foram tomando conhecimento do crescimento do movimento Craft Beer. Desta análise e do potencial que representa o mercado, decidimos avançar com a criação da nossa marca no sentido de oferecer ao mercado, cervejas de qualidade em alternativa à apática oferta que temos em Portugal.

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R.E. – Qual a produção média neste momento?

J.R. – Estamos a trabalhar apenas há cerca de 3 meses e falar em produções médias não fará muito sentido. Podemos no entanto adiantar que produzimos até agora perto de 7.000 litros.

R.E. – Quais as principais características que destacaria na vossa cerveja?

J.R. – A versatilidade. A cerveja que criámos foi desenhada para ser apreciada tanto como bebida a solo como a acompanhar muitos dos nossos petiscos portugueses, os mais apetitosos, e é ideal para todo o ano.

R.E. – Como analisa o mercado?

J.R. – Em Portugal estamos ainda no início do movimento com todas as particularidades que um novo mercado tem. Olhando para outros, mais maduros, podemos prever que haverá ajustamentos normais que terão impactos positivos para todos os agentes.

Neste momento o desafio passa por alargar o mercado de consumidores. Acreditamos que irá crescer bastante nos próximos anos e mudar o paradigma do consumo de cerveja no nosso país.

R.E.  – Aconselharia alguém neste momento a tomar se empreendedor nesta área?

J.R. – Acho que qualquer área de negócio é de potencial investimento se tivermos a capacidade de acrescentar algo ao mercado. Acreditamos que pelo potencial de crescimento haverá espaço para novos produtores e marcas. O que aconselho a quem pensa em investir nesta área é olhar lá para fora, para mercados mais maduros, estudar e analisar o que correu bem mas, principalmente, o que correu mal e porque é que correu mal.

Ter um excelente produto é fundamental para o sucesso mas não chega. Um investimento desajustado pode ditar o fracasso do projecto. Mas havendo meios e qualidade, pensamos ser do interesse de todos que apareçam mais projectos no sentido de conquistar mais consumidores para o mundo das cervejas de qualidade.

CERVEJA GALDERIA  JÁ ANDA NA BOCA DE MUITA GENTE

CERVEJA GALDERIA walter.carvalho@galderia.pt
CERVEJA GALDERIA walter.carvalho@galderia.pt

Walter Carvalho, um do sócios fundadores da Cerveja GALDÉRIA, conta-nosna primeira pessoa como tudo começou e fala-nos um pouco da sua cerveja:

A Galdéria surge no inicio de 2015. Criamos uma empresa, only for genius, lda, em Viana do Castelo, a qual será a responsavel pela produção e comercialização da nossa cerveja.
Durante os ultimos 2 anos, eu e mais 4 amigos faziamos cerveja para as nossas festas, o que nos serviu de teste ás nossas receitas e opiniões sobre a noosa cerveja.
O nome Galdéria surge num comentário meu na qual digo que ” a nossa cerveja já anda na boca de muita gente, está a tornar-se uma galdéria” e achamos que deveriamos registar como marca para que no futuro fosse comercializada.
Neste momento a nossa produção ainda é pequena, cerca de 1500 litros mes. Brevemente aumentaremos a produção com compra de mais equipamento.
Produzimos duas cervezas uma Dubbel e uma IPA. Estas são os estilos que apreciamos razão pela qual a produzimos. Estamos a desenvolver outra receita uma Porter, que possilvelmente estara aprovada no incio do ano 2016.

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Referente ao mercado da cerveja artesanal, considero um mercado de nicho. Nós em Portugal não temos uma cultura cervejeira, mas com os eventos que estão a ser proporcionados aos consumidores, eles descobrem que a cerveja tem outras carateristicas interessantes como o sabor e o aroma.
Acredito que no futuro os nossos bares vao querer ter uma oferta mais alargada aos seus clientes e aí será o cliente que contribuira para o crescimento do mercado, exigindo onde quer que esteja uma boa cerveja.

CERVEJA SAUDADE, A CERVEJA ARTESANAL DE LOURES, QUE NASCEU DO GOSTO DE JOAO SILVA POR CERVEJA DE SABORES DIFERENTES.

CERVEJA SAUDADE jolas.geral@gmail.com
CERVEJA SAUDADE jolas.geral@gmail.com

Somos, e queremos ser, em toda a linha, uma cerveja de cariz artesanal, desde o equipamento de produção à rotulagem, que foi concebido e construído por nós., afirma Cristina Silva, uma das fundadoras da Cerveja SAUDADE, juntamente com João Silva.

ROTEIROSEVENTOS  R.E.  – Há  quanto tempo surgiu a vossa cerveja e como surgiu a ideia?

CRISTINA SILVA C.S. – O projecto Saudade Cerveja Artesanal foi iniciado por João e Cristina Silva, residentes na zona de Loures.
Numa tentativa de conciliar a vida profissional com o gosto pela cerveja artesanal, o João, que sempre foi apreciador de cervejas especiais,conseguiu participar numa formação na área para consolidar conhecimentos. Desde aí (2013), temos produzido, ainda em pequenas quantidades, as cervejas cujas receitas já temos definidas, enquanto vamos fazendo experiências com outras receitas, das tantas possíveis… são um mundo inteiro de sabores aromas e cores a experimentar…

R.E.  – Qual a produção média neste momento?

C.S. – No imediato temos uma produção muito limitada, 25 litros por lote, o que nos tem permitido aperfeiçoar receitas agora que nos aproximamos do lançamento, previsto para este Setembro. As quantidades pequenas podem ser ajustadas à procura, que felizmente tem sido cada vez maior, mas dá-nos a preparação para passar ao próximo passo do projecto que envolve, para além de uma produção em maior escala, outras valências que a seu tempo divulgaremos.

R.E. – Quais as principais características que destacaria na vossa cerveja?

C.S. – Somos, e queremos ser, em toda a linha, uma cerveja de cariz artesanal, desde o equipamento de produção à rotulagem, que foi concebido e construído por nós. Mesmo com a perspectiva de crescimento futuro,  queremos manter-nos uma marca que esteja perto do consumidor final, de produção local, o mais possível com recurso a fornecedores nacionais, e acessível a todos os apreciadores e curiosos.
As Cervejas Saudade são 100% naturais, elaboradas com maltes selecionados, água, lúpulos e fermentos. Sendo cervejas que não são filtradas ou pasteurizadas, são naturalmente mais turvas e com prazo de validade mais curto, mas também mais ricas em vitaminas e sais minerais, de aroma e sabor intensos, com nuances únicas. As Saudades não contêm corantes, conservantes ou estabilizantes e o gás presente nas cervejas é exclusivamente produzido pelo CO₂ libertado pela fermentação que se dá no estágio em garrafa.
Neste momento as 4 receitas que já temos definidas são as Saudades Weiss, Belgian Dubbel, IPA e Pale Ale. Todas bastante diferentes entre si, mas que agradam a diferentes palatos e se enquadram nas mais diferentes ocasiões, desde uma simples degustação até ao acompanhar de uma refeição.

R.E. – Como analisa o mercado?

C.S. – Criou-se um nicho na área das cervejas artesanais que está rapidamente a ser preenchido por várias marcas de cerveja artesanal, e grande parte delas com muito sucesso. A receptividade crescente e tão repentina é sinal que existe realmente um mercado muito versátil que cria oportunidades para vários produtores, com cervejas diferenciadas, e receitas não faltam(!), e permite alcançar os mais variados tipos de consumidores.

CERVEJA SAUDADE
CERVEJA SAUDADE Cristina Silva- 968744302

R.E.  – Quais as principais dificuldades de um produtor de cerveja artesanal?

C.S. – Neste momento consideramos que as burocracias e exigências legais e fiscais são o que mais atrasa o arranque de qualquer produtor/empreendedor. Sendo uma área de negócio recente no país, o desconhecimento dos procedimentos a tomar por parte dos agentes do estado ainda é significativo. Persistência é a chave.
Outro problema com que lidámos foi a oferta praticamente inexistente de materiais, equipamentos e matérias primas disponíveis no nosso país.

CERVEJA GÍRIA  PRETENDE ACIMA DE TUDO APOSTAR  NA QUALIDADE,  POIS SERÁ ESTE O ASPECTO QUE MARCARA A DIFERENCA E PERMITIRA EXPORTA BEM O NICHO DE MERCADO E A TRATA OS CONSUMIDORES PARA A CERVEJA ARTESANAL.

“As cervejas não são para serem vendias como “loiras”, “ruivas” ou “pretas”, mas sim pelos estilos indicativos, a preguiça é muitas vezes nossa inimiga, quer preguiça nossa, dos produtores, quer dos nossos revendedores e também do consumidor final”, afirma Luis Eleuterio, fundador da marca e que nos relata um pouco da sua experiência e nos fala um pouco da sua cerveja.

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GIRIA CRAFT BEER geral@giria.pt

A ideia de criar a minha própria marca surgiu em Junho de 2014, tendo começado a tratar das burocarcias no mês seguinte, para chegar ao Mercado em Março de 2015. A ideia surgiu  primeiramente pelo incentivo que me era dado pelos amigos que íam provando as minhas produções, depois disso a ideia foi-se interiorizando, até que finalmente eclodiu.
Neste momento produzimos em  Média cerca de  200L/mês, estamos a aumentar gradualmente, o nosso objectivo é no final de 2016 estar já nos 600L/mês.11822673_1598457680414936_1995270307146839189_n-1
A nossa gama de cervejas actual é composta por 4 estilos, uma American Pale Ale, uma Dubbel, uma Witbier e uma Robust Porter, são estilos completamente diferentes uns dos outros por isso não se pode dizer que haja um traço comum nas minhas cervejas. Mas desde ínicio que o objectivo foi dar algo diferente (qb.) do esperado, não para as demarcar do estilo mas para as diferenciar de outras do mesmo estilo.
Em relação ao mercado, vejo-o em crescimento, e os indicadores apontam para uma mudança de mentalidade em relação ao tipo de produtos consumidos, hoje já uma grande percentagem de pessoas aposta em consumir produtos “premium” e “super-premium” por isso o que nos resta é atrair essas pessoas para o lado da Cerveja. Mas sempre que existe um “Boom” os problemas aparecem. O mercado está a ser inundado de cervejas e algumas de qualidade duvidosa, ou mesmo falta dela, o que pode levar ao afastamento de uma boa percentagem de consumidores. Outro dos problemas é, que a falta de informação é imensa, pois as cervejas não são para serem vendias como “loiras”, “ruivas” ou “pretas”, mas sim pelos estilos indicativos, a preguiça é muitas vezes nossa inimiga, quer preguiça nossa, dos produtores, quer dos nossos revendedores e também do consumidor final.

CERVEJA DOIS CORVOS, UMA IDEIA QUE NASCEU EM SEATTLE

CERVEJA DOIS CORVOS susana@doiscorvos.pt www.doiscorvos.pt
CERVEJA DOIS CORVOS

“Os portugueses gostam de comer bem, dão valor aos produtos regionais e caseiros, os queijos, a doçaria, o pão – agora começam a descobrir que há um mundo de cerveja que vai para além da oferta até agora existente”, conta-nos Susana Cascais, proprietária da marca DOIS CORVOS, que nos adianta em baixo mais um pouco deste empreendimento.

ROTEIROSEVENTOS  R.E. – Há  quanto tempo surgiu a vossa cerveja e como surgiu a ideia?
A Dois Corvos foi fundada em Novembro de 2013. Desde aí, até ao lançamento, em Julho deste ano, foi um caminho de cerca de um ano e meio para adequar o espaço à produção de cerveja, instalar e testar o equipamento e desenvolver as receitas. A ideia começou como uma brincadeira – vivíamos em Seattle, nos EUA, onde a variedade de cervejas artesanais de grande qualidade é imensa. Quando nos mudámos para Lisboa, trouxemos o nosso equipamento para fazer cerveja caseira. A partir daí foi um salto até a ideia nascer. A família e os amigos encorajaram-nos muito a arrancar com a ideia, e nessa altura em Portugal ainda se ouvia falar muito pouco em cerveja artesanal. Foi assim que tudo começou.

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SUSANA CASCAIS S.C. – Qual a produção média neste momento?
Estamos ainda a arrancar com a produção. De momento temos quatro cervejas no mercado. A Avenida, uma Blonde, que faz parte do nosso alinhamento permanente, e três  cervejas da nossa série sazonal/ocasional, a que chamamos Marvila Series, por estarmos localizados precisamente em Marvila: uma Belgian Blonde, uma Saison e uma American Wheat. A receptividade está a ser muito positiva. No nosso alinhamento permanente vamos ter mais algumas cervejas, que serão lançadas até ao final do ano.

R.E. – Quais as principais características que destacaria na vossa cerveja?

S.C. – Através da nossa experiência internacional, trazemos uma perspectiva aprofundada da cerveja artesanal, e procuramos moldar aquilo que fazemos à luz do que melhor se faz internacionalmente. As nossas cervejas são feitas à mão, segundo os métodos tradicionais e com ingredientes naturais, com um foco na qualidade dos ingredientes e na inovação, dando uma interpretação nossa a estilos tradicionais.

R.E. – como analisa o mercado?

S.C. – O mercado de cerveja artesanal está a começar a despontar. Embora haja ainda um desconhecimento por parte do público com relação aos diferentes estilos de cerveja, há já uma curiosidade grande, e uma abertura a provar novos sabores e aromas, e isso é o ponto de partida principal. Os portugueses gostam de comer bem, dão valor aos produtos regionais e caseiros, os queijos, a doçaria, o pão – agora começam a descobrir que há um mundo de cerveja que vai para além da oferta até agora existente.

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+351 914 440 326 susana@doiscorvos.pt http://www.doiscorvos.pt

R.E. – Quais as principais dificuldades de um produtor de cerveja artesanal?

S.C. -Tínhamos consciência que a distribuição seria um desafio, e o nosso trabalho será o que fazer chegar as nossas cervejas às mãos dos consumidores, ao mesmo tempo ajudando-os a navegar este mundo complexo e rico que é o da cerveja artesanal.

AGUALUSA  BREWERY  

AGUALUSA BREWERY
AGUALUSA BREWERY

“ESTAMOS A ESTUDAR, TESTAR E PRODUZIR UM PORTFOLIO DE ESTILO LIVRE, EM QUE AS CARACTERÍSTICAS DIFEREM TECNICAMENTE DAS DESIGNAÇÕES EXISTENTES. PRODUZIMOS O QUE GOSTAMOS”, afirma Elisa Ferreira, que nos conta um pouco mais do percurso da sua marca e da sua visão sobre o sector.

ROTEIROSEVENTOS  R.E.  – Há  quanto tempo surgiu a vossa cerveja e como surgiu a ideia?

ELISA FERREIRA  – A IDEIA BASE SURGIU EM 2014 NUMA VIAGEM A AMESTERDÃO. NA ALTURA VISITÁMOS UMA CERVEJARIA ARTESANAL QUE TINHA COMO BASE UM PROJECTO SOCIAL DE AJUDA A PESSOAS COM ALGUMA DEFICIÊNCIA. O PROJECTO ERA REALMENTE INTERESSANTE, COM UMA IMAGEM VINTAGE FORTE E SEM OBJECTIVOS FINANCEIROS POR DETRÁS DA SUA ORIGEM. TINHA TODAS AS BASES DE UM PROJECTO MOVIDO POR PAIXÃO. ALGO ESSENCIAL PARA UM PROJECTO DESTE TIPO.

TENDO EM CONTA QUE  JÁ CONTÁVAMOS COM 11 ANOS DE TRABALHO NA INDÚSTRIA CERVEJEIRA DE GRANDE CONSUMO, FORA DE PORTAS, E O INTERESSE POR PORTUGAL, POR CASCAIS E PELOS NOSSOS AMIGOS CONTINUAVA SEMPRE VIVO FALÁMOS COM UM AMIGO NOSSO QUE SE ENCONTRAVA DESEMPREGADO SE NÃO QUERIA AGARRAR ESTA OPORTUNIDADE DE CRIAR UMA CERVEJARIA REALMENTE ARTESANAL EM CASCAIS.

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geral@agualusabrewery.pt.

R.E.  – Qual a produção média neste momento?

E.L. – NESTE MOMENTO ESTAMOS EM FASE DE ARRANQUE. NO ENTANTO É UM PROJECTO PARA PRODUÇÕES MÍNIMAS, EXCLUSIVAS E DE GOSTO PECULIAR, POIS NÃO SERÁ PARA AGRADAR “GREGOS E TROIANOS”. NESTA FASE INICIAL TAMBÉM TEMOS OS LIMITES LEGAIS IMPOSTOS. NESSE ASPECTO NÃO VAMOS AGRADAR NEM A GREGOS, NEM A TROIANOS …. APENAS À TROIKA E SUA CORTE.

R.E. – Quais as principais características que destacaria na vossa cerveja?

E.F. – A PRINCIPAL CARACTERÍSTICA É QUE NÃO SEGUE NEM A LINHAGEM DAS CERVEJAS INDUSTRIAIS, NEM A HABITUAL DO MERCADO INTERNACIONAL DE CERVEJAS DESIGNADAS ARTESANAIS. NÃO VAMOS TER NEM AS HABITUAIS LAGER E STOUT, NEM AS PALE ALE, IPA´S, PORTER ETC.. ESTAMOS A ESTUDAR, TESTAR E PRODUZIR UM PORTFOLIO DE ESTILO LIVRE, EM QUE AS CARACTERÍSTICAS DIFEREM TECNICAMENTE DAS DESIGNAÇÕES EXISTENTES. PRODUZIMOS O QUE GOSTAMOS.

R.E. – Como analisa o mercado?

E.F. – O MERCADO DA CERVEJA EM PORTUGAL ESTA PRESO A GIGANTES INTERNACIONAIS. NO ENTANTO NOS ÚLTIMOS TEMPOS, TÊM SURGIDO VÁRIOS PROJECTOS INTERESSANTES NA VERTENTE ARTESANAL OU MINI-INDUSTRIAL. A GRANDE MAIORIA DESTES NOVOS PROJECTOS ESTÁ CHEIA DE MOTIVAÇÃO, ENERGIA, CONHECIMENTO TÉCNICO, SIMPATIA E HUMILDADE, O QUE JÁ COMEÇA A MOLDAR A MENTALIDADE DOS PORTUGUESES. A MÉDIO E LONGO PRAZO A PERCEPÇÃO DO QUE É APRECIAR UMA CERVEJA VAI MUDAR DRASTICAMENTE.

O MERCADO COMEÇA A FICAR AGITADO DE TAL FORMA QUE OS GIGANTES ACIMA MENCIONADOS JÁ COMEÇARAM A LANÇAR CERVEJAS DE IMAGEM ARTESANAL. SÓ ESSE PASSO É SINAL DA PREOCUPAÇÃO EXISTENTE QUE POSSA ACONTECER EM PORTUGAL O QUE JÁ SE PASSOU EM OUTROS PAISES,  COMO POR EXEMPLO NOS ESTADOS UNIDOS E INGLATERRA ..EM QUE A COTA DE MERCADO DAS CERVEJAS ARTESANAIS TEM DISPARADO ANO APÓS ANO.

OS PRÓXIMOS ANOS VÃO SER MUITO INTERESSANTES EM PORTUGAL PARA O SECTOR DAS CERVEJAS ARTESANAIS. PORTUGAL VAI DEIXAR DE PASSAR A ESTAR PRESENTE APENAS NO MUNDO VÍNICO COMO UMA REFERÊNCIA MAS TAMBÉM NO MUNDO CERVEJEIRO. PORTUGAL VAI DAR CARTAS E O PROJECTO AGUALUSA CASCAIS BREWERY QUER PARTICIPAR E AJUDAR NESSA MUDANÇA DE MENTALIDADE.

OITAVA COLINA CERVEJA ARTESANAL INICIOU  A PRODUÇÃO  PARA QUE OS PORTUGUESES COMEÇASSEM A BEBER CERVEJA DE QUALIDADE . NESTE MOMENTO PRODUZ CERCA DE 4 MIL LITROS POR MÊS.

www.oitavacolina.pt
http://www.oitavacolina.pt

À conversa com Inês Bolito, Directora administrativa, revela nos um pouco mais deste empreendimento

ROTEIROSEVENTOS R.E.  – Há quanto tempo surgiu a Oitava Colina e como surgiu a ideia?

INÊS BONITO I.B. –  A Oitava Colina foi criada em Julho de 2014 tendo iniciado as vendas em Fevereiro de 2015. A ideia surge pois alguns dos sócios faziam cerveja em casa (o nosso mestre cervejeiro faz cerveja há 15 anos e deu inúmeros cursos) e já existia uma paixão muito grande por Cerveja e pelo processo de criação de novas cervejas. O panorama nacional ao nível da cerveja artesanal desiludia-nos por completo pois, embora começassem a aparecer novas cervejeiras, a oferta era ainda muito inferior à que já existia noutros mercados. Assim decidimos começar a Oitava Colina com os objectivos de mudar a forma como os portugueses bebem Cerveja fazendo uma cerveja de qualidade.

ines.bolito@hop-gear.pt
ines.bolito@hop-gear.pt

R.E.  – Qual a produção média neste momento?

I.B. – Temos neste momento uma produção média de 4.000,00 Lts por mês.

R.E.  – Quais as principais características que destacaria na vossa cerveja?

I.B. – Quando criámos as nossas cervejas inspirámo-nos em cervejas de que todos nós gostamos e que achámos que fossem romper com o existente no panorama nacional e com o gosto dos portugueses. Tentámos fazer isto em dois níveis:
– Criar um produto com um sabor e com um aroma diferente, marcante – sabemos que nem toda a gente vai gostar de todas as nossas cervejas porque são cervejas com características fortes tanto ao nível do sabor como ao nível da côr, aroma;
– Criar um produto com uma imagem diferente, irreverente e com ilustrações portuguesas (do street artist Gonçalo Mar) que refletem a personalidade das nossas cervejas. Não gostamos que a cerveja artesanal esteja relacionada com uma imagem gourmet e quisemos fugir disso porque queremos que as pessoas não tenham medo de experimentar.

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R.E. – Como analisa o mercado?

O mercado da Cerveja Artesanal em Portugal está numa fase muito inicial sendo notório o crescimento nos últimos dois anos. Isso tem levado ao aparecimento de muitas novas empresas, algumas com qualidade, algumas com qualidade duvidosa…É uma altura sensível e o consumidor português está a experimentar o produto pela primeira vez e é fundamental que a experiência seja positiva. Para isso temos de ter cerveja de qualidade e temos de garantir que pelo menos alguma informação chega ao consumidor. Na Oitava Colina usamos os nossos rótulos e a formação nos nossos pontos de venda para colmatar isto mas é fundamental que todas as cervejeiras o façam pois só com um consumidor nacional informado é que vamos ter um verdadeiro mercado e o consumidor português ainda não está sensibilizado para este novo produto.

CERVEJA MEDIAVALIS , NASCIDA A 8 DE JANEIRO DE 2014, COM O OBJECTIVOS DE LEVAR PARA O MERCADO A VERDADEIRA CERVEJA ARTESANAL

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“A procura do público pela cerveja artesanal em Portugal está  a aumentar”, conta- nos Luis Santos, responsável pela marca MEDIAEVALIS

ROTEIROSEVENTOS  R.E.  – Há  quanto tempo surgiu a vossa cerveja e como surgiu a ideia?

LUIS SANTOS L.S. – A Mediaevalis e as suas cervejas nasceram antes de 2013, mas surgiu no mercado em 8 Janeiro de 2014. O projeto nasce da vontade de levar para o mercado a verdadeira cerveja artesanal, não esquecendo nunca a qualidade, segundo 3 linhas principais: Revenda à restauração e espaços da especialidade, a venda online do produto e venda em festivais medievais.

R.E. – Qual a produção média neste momento?

L.S. – Produção trimestral de 1200 litros, dividindo esta produção pelos dois estilos existentes.

R.E. – Quais as principais características que destacaria na vossa cerveja?

L.S. – As nossas cervejas são genuínas produzidas a partir da combinação de métodos artesanais e ingredientes 100% naturais, como água, cereais maltados, lúpulos e levedura. A carbonatação é natural, proveniente da 2ª fermentação em garrafa, logo sem qualquer injeção de CO2. Cada estilo Weissbier e Dunkel tem um carácter único e especial, que confere a quem bebe, aromas e características refinadas, onde o simples ato de beber passa a ser uma experiência inesquecível ao nível do palato.

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R.E. – Como analisa o mercado?

L.S. – O mercado da cerveja artesanal portuguesa está ainda no inicio, sendo por vezes complicado na venda explicar ao “cliente” as diferenças entre a dita cerveja comercial e a cerveja artesanal, no entanto cada vez mais as pessoas começam a perceber o “conceito” da cerveja artesanal e a sua qualidade. Estando cada vez mais a sua procura a aumentar.

R.E. – Quais as principais dificuldades de um produtor de cerveja artesanal?

L.S. – A nosso ver uma das principais dificuldades é o custo das matérias primas, maioritariamente a matéria prima que utilizamos vem do estrangeiro, em alguns caso por não existir em Portugal (Exemplo: Maltarias) em outros casos devido à quantidade mínima ser bastante elevada para a nossa produção.

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