A ROTA DOS VINHOS DO TEJO! CONHEÇA UM POUCO MAIS DESTA REGIÃO E DESTES VINHOS!

ROTA DOS VINHOS DO TEJO
ROTA DOS VINHOS DO TEJO

Tal como propus desde que se iniciou este trabalho sobre os vinhos, prometi aos nossos caros leitores /seguidores, bem como aos produtores contactados, que iríamos aqui reportar e tentar promover as várias ROTAS DO VINHO em Portugal. Iniciámos esta «corrida» pelo Alentejo e terminaremos com os Vinhos de Tràs-os- Montes.

A Região do Tejo, embora, a meu parecer, não tão afamada a nível de divulgação, em nada fica a dever ás outras regiões. índice

Como ficou prometido, aqui se inicia a ROTA DOS VINHOS DO TEJO, onde, mais uma vez, queria deixar os meus agradecimentos aos produtores e entidades contactadas, de forma a tornar possível este trabalho.

queria, em nome do ROTEIROSEVENTOS e em meu nome pessoal, dar a todos os meus parabéns pelo trabalho desenvolvido de forma a produzirem estes maravilhosos néctares e também pela sua colaboração para este trabalho.

BOA LEITURA E O NOSSO MUITO OBRIGADO!

JOSÉ MARTINS, ROTEIROSEVENTOSVinhoTejo

Terá sido por volta de 2000 a.C. que os Tartessos trouxeram a vinha e o vinho para o que viria a ser 3 mil anos depois Portugal. De resto a história daquele que foi apelidado néctar dos deuses e o país de Afonso Henriques faz-se de uma comunhão quase perfeita em que o Ribatejo é fio condutor. O próprio fundador da nacionalidade deixou no Foral de Santarém [1170] referência aos vinhos da região. Cimentada pelo rio Tejo que a faz pulsar de vida, a região vitivinícola cresceu assente nas suas idiossincrasias produtivas.

Os vinhos com Denominação de Origem “Do Tejo” têm de ser provenientes exclusivamente de uvas produzidas dentro da área Geográfica da DO “Do Tejo” e vinificados dentro da região.

São produzidos a partir de um conjunto de castas autorizadas pela DO e a sua produção é limitada, não sendo admitido mais do que 80 hl/ha para as uvas tintas e a 90 hl/ha para as uvas brancas.vinhos_do_tejo

Todos os lotes de vinho candidatos à DO “Do Tejo” são sujeitos a rigorosos ensaios de qualidade por parte da CVRTEJO, sendo que para atingirem este patamar terão que obter pelo menos 60 pontos na Análise Sensorial.

Para além da DO os vinhos podem também candidatar-se à utilização de designativos de qualidade superior como por exemplo Reserva, Colheita Selecionada, Escolha ou Garrafeira, sendo que neste caso a exigência em termos de análise sensorial é ainda superior, tendo que ser atingidos pelo menos 65 pontos.

O principal acidente orográfico existente no Tejo é a Serra de Aires e Candeeiros, delimitando o que podemos chamar de Alto e Baixo Tejo e em termos hidrográficos o Rio Tejo, pela sua dimensão e pela sua irregularidade (cheias) continua a condicionar as atividades agrícolas da Região. A vinha, ainda assim, é por norma a cultura menos afetada pelas cheias que ocorrem cada vez com menos frequência, graças à gestão dos caudais feitas pelas diversas barragens.

Na Região encontramos três zonas distintas de produção, os terroirs, conhecidos como  Campo, Bairro e Charneca.

A Charneca localiza-se a sul do campo, na margem esquerda do Rio Tejo, com solos arenosos e medianamente férteis tem potencialidades tanto para a produção de vinhos tintos como vinhos brancos.IMG_4529-1x15

O Bairro situa-se entre o Vale do Tejo e os contrafortes dos maciços de Porto de Mós, Candeeiros e Montejunto, com solos argilo-calcários, é um terroir ideal para as castas tintas.

O Campo situa-se nas extensas planícies adjacentes ao rio Tejo sujeitas a inundações periódicas. Estas são responsáveis pelo elevado índice de fertilidade dos solos e torna esta uma zona de excelência para a produção de vinhos brancos. A fertilidade natural da região obriga a uma viticultura de precisão.

QUINTA DA LAPA LANÇOU UMA EDIÇÃO ESPECIAL«MAGNUM TINTO RESERVA 2013»

Morada Agrovia, Sociedade Agro-Pecuária, SA Quinta da Lapa 2065 - 360 Manique do Intendente
Morada
Agrovia, Sociedade Agro-Pecuária, SA
Quinta da Lapa
2065 – 360 Manique do Intendente

SILVIA CANAS DA COSTA: «OS VINHOS DA QUINTA DA LAPA SÃO VINHOS COM CARÁCTER, COM GRANDE POTENCIAL DE ENVELHECIMENTO».lapa

À conversa com Sílvia Costa, da QUINTA DA LAPA, em Manique do Intendente, possibilitou-nos conhecer um pouco melhor os vinhos ali produzidos

Escritório T. +351 214 210 517 M. +351 911 039 906 Quinta T. +351 263 486 214 M. +351 917 584 256 Email geral@quintadalapa-wines.com
Escritório
T. +351 214 210 517
M. +351 911 039 906
Quinta
T. +351 263 486 214
M. +351 917 584 256
Email
geral@quintadalapa-wines.com
ROTEIROSEVENTOS R.E. – Como Foi a campanha deste ano a nível de quantidade e qualidade?
SÍLVIA COSTA S.C. – Vai ser um ano de excelente qualidade e quantidade, um dos melhores!images
R.E. –  Qual a área de plantação e média de produção das vossas vinhas?
S.C. –  Produzimos cerca de 200 000 garrafas/ano. Temos 30 hect de vinha entre 15 a 25 anos e + 18 hect de vinha nova, perfazendo um total de cerca de 48 hectares.
R.E. –  Lançaram ou vão lançar em breve algum vinho no mercado?
S.C.  – Sim, a Magnum Tinto Reserva 2013, é uma edição especial.

R.E. – Quais as castas mais predominantes na zona, e quais as características que salientaria nos seus vinhos?

Quinta da Lapa
Sílvia Canas da Costa Wine Producer http://www.quintadalapa-wines.com Tel. +351 919 437 632
S.C. – Os vinhos da Quinta da Lapa são vinhos com “carácter”, pela sua localização e “terroir” único, confere aos vinhos frescura e acidez, são vinhos de grande potencial de envelhecimento. As castas tintas predominantes são a Touriga Nacional, Aragonês, Merlot, Cabernet Sauvignon e Syrah, que permitem afinar os vinhos num perfil clássico. As Brancas são Arinto e Tamarez, para já, mas em breve daremos um grande salto nos brancos, com a nova vinha.
R.E. – Acha, na sua opinião que a marca «Vinhos do Tejo» é uma mais valia para a comercialização do s vinhos da região?
S.C.  – Aqui está um ponto sensível, mas o mais engraçado é que a marca dos vinhos Tejo, começa agora a constituir uma mais valia, fruto de um grande esforço conjunto, tanto na qualidade como na divulgação.

QUINTA DE SANTO ANDRÉ, EM CORUCHE , PRODUZ CERCA DE 310 TONELADAS DE UVAS

jdsalema@sapo.pt
jdsalema@sapo.pt
«Os Vinhos do Tejo constituem um novo mundo para descobrir, e obviamente a marca é uma mais valia para a comercialização.» ,conta-nos José Salema, da QUINTA DE SANTO ANDRÉ.10858476_743849932352559_8526048315072552685_n

ROTEIROSEVENTOS R.E. – Como vai ser a colheita deste ano a nível de Quantidade e qualidade?

JOSÉ SALEMA J.S. – A colheita deste ano em quantidade foi ligeiramente inferior à do ano passado. Já em termos de qualidade, é grande o entusiasmo, tratou-se de uma colheita muito boa. Um ano particularmente quente e uma vindima sem chuva, permitiram a maturação das uvas nas melhores condições.Foto garrafa Reserva Tinto 2013 (2)

R.E. – Qual a média da vossa produção e qual a área de vinha plantada?

J.S. – A média da produção ronda as 9 toneladas por hectare, para uma área total de vinhas de 34 hectares.

R.E.-  Lançou ou vai lançar algum vinho novo no mercado?

J.S. – Tencionamos lançar as colheitas novas, continuando a apostar nas marcas que temos, na expectativa de que sejam bem aceites.

R.E. –  Quais as castas predominantes e o que destacaria nos seus vinhos?

J.S. – O Quinta de Santo André Branco, no qual predominam as castas Fernão Pires, Trincadeira das Pratas e Chardonnay, é um vinho jovem, fresco e com boa acidez. Ideal para acompanhar refeições leves e proporcionar momentos descontraídos.

O Quinta de Santo André Tinto, com predominância das castas Castelão, Trincadeira Preta, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon, é um vinho redondo e equilibrado com perfil gastronómico. Versátil, de longo final, constitui uma boa escolha para uma grande variedade de ocasiões e consumidores.

243 617 173 ou 93 964 94 51
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Já o Quinta de Santo André Reserva Tinto, no qual pontificam as castas Castelão, Trincadeira Preta e Cabernet Sauvignon, é um vinho mais encorpado e complexo, de final persistente e que valoriza sobremaneira os alimentos de qualquer refeição.

R.E. – Como está o mercado? A marca Vinhos do Tejo constitui uma mais valia para a comercialização?

J.S. – O mercado “Wine and Spirits” está particularmente mexido, nota-se uma procura constante por “coisas” novas. No que aos vinhos diz respeito, o consumidor já conhece bem os vinhos do Douro e do Alentejo, por exemplo, mas encontra-se aberto a explorar produções diferentes. Nesse sentido, os Vinhos do Tejo constituem um novo mundo para descobrir, e obviamente a marca é uma mais valia para a comercialização.

FIUZA AND BRIGHT NASCEU DA FUSÃO DE UMA TRADIÇÃO SECULAR NA VITICULTURA, ALIADA AO ENÓLOGO AUSTRALIANO PETER BRIGHT

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FIUZA & BRIGHT, LDA. MoradaTravessa do Vareta, nº11 2080 - 184 ALMEIRIM Telefone (351) 243 597 491 Fax (351) 243 579 247 EmailEmailinfo@fiuzabright.pt
FIUZA & BRIGHT, LDA.
MoradaTravessa do Vareta, nº11
2080 – 184 ALMEIRIM
Telefone (351) 243 597 491
Fax (351) 243 579 247
EmailEmailinfo@fiuzabright.pt

A família Mascarenhas Fiuza é herdeira de uma tradição secular na Viticultura e na produção de vinhos.0001
Possuidor de vinhas situadas no Ribatejo, na região demarcada de Santarém, e com castas plantadas exclusivamente portuguesas, nomeadamente Touriga Nacional, Aragonês, Vital, Castelão e Fernão Pires entre outras, Joaquim Mascarenhas Fiuza adquire a Quinta da Granja. Aqui decide plantar castas de origem francesa, sendo elas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Neste conjunto de vinhas são produzidos vinhos de monocastas francesas e vinhos com castas portuguesas.
Da parceria entre Joaquim Mascarenhas Fiuza, produtor de vinhos, e Peter Bright, enólogo australiano, nasce a empresa Fiuza & Bright.
Pioneiros na produção das castas francesas em Portugal, obtêm prémios e medalhas de prestígio a nivel nacional e internacional.vinhos-geral

À conversa com Giovanni Nigra, fomos descobri uma pouco mais destes excelentes vinhos, produzidos na zona de Almeirim e Azambuja.

ROTEIROSEVENTOS R.E. – Como vai ser a colheita deste ano a nível de Quantidade e qualidade?

GIOVANNI NIGRA G.N. – Muito boa qualidade, tanto nos tintos, como nos brancos.

R.E. –   Qual a média da vossa produção e qual a área de vinha plantada?

G.N. –  A média de produção das nossas vinhas ronda os  6 000 kg por hectare. Possuímos cerca de 105 hectares.img19

R.E. –  Lançou ou vai  lançar algum vinho novo no mercado?

G.N. – Não lançamos novos vinhos , mas simplesmente mudamos a nosso imagem.

R.E. – Quais as castas predominantes e o que destacaria nos seus vinhos?

G.N. – Somos uma empresa especialista em monocastas  e temos uma relação preço qualidade muito atraente.

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