A ROTA DOS QUEIJOS DE PORTUGAL… CONHEÇA ALGUNS DOS MELHORES QUEIJOS DO MUNDO!

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Tal como o ROTEIROSEVENTOS tem vindo a fazer, reportando o bom que se faz em portugal ligado ao mundo agrícola e da terra, chegou a hora de abordar os QUEIJOS DE PORTUAL.

Conheça os mais tradicionais queijos portugueses, feitos, alguns artesanalmente, nas melhores “rouparias” do País.

Portugal é um País de bons pastos e a pastorícia sempre esteve presente, quer como modo de subsistência, quer como actividade tradicional importante. É claro que em terras de rebanho, o queijo é rei.

Dos vários tipos de queijo existentes, fabricados com leite de ovelha, vaca, cabra ou de mistura, a consistência da pasta, o paladar e o grau de gordura, variam de região para região.images

Fazer queijo é uma arte, que surge à mesa como importante elemento da gastronomia da região e que revela a perícia das mãos que lhe dão forma.

Há quem continue a afirmar que “é o queijo que faz o queijeiro e não o contrário”.
De uma forma ou de outra, o segredo vai passando de geração em geração e é assim que ainda hoje o queijo é feito: “à mão”.
A candeia passou de moda mas o sabor permanece.
É no sentido de continuar a preservá-lo que foram criadas “Áreas Geográficas de Produção”.
Actualmente são onze as “Denominações de Origem Protegida” (DOP) e uma “Indicação Geográfica” (IG), sendo:
Queijo de Azeitão, queijo da Beira Baixa, queijo de Cabra Transmontano, queijo Serra da Estrela, queijo de Évora, queijo de Nisa, queijo do Pico, queijo Rabaçal, queijo Serpa, queijo de S. Jorge e queijo Terrincho.

O queijo pode ser o mais antigo alimento processado da Humanidade. Passados os tempos da caça, da pesca, da recolecção de frutos e legumes, depois de dominado o segredo do fogo, terá aparecido o Queijo. Documentos históricos situam a sua génese no vale dos dois rios e no Egipto, cerca de 3500 anos antes de Cristo. Em Portugal faz-se, seguramente, desde os tempos neolíticos.

A categoria dos queijos representa 25 por cento do sector de lacticínios em geral, cujo volume de negócios ronda os 1.800 milhões de euros. O mercado Angolano representa, em valor, cerca de 30 por cento do total de exportações da categoria queijo.

A balança comercial [na categoria dos queijos] é bastante deficitária, tal como no sector de lacticínios em geral, apresentando um défice em quantidade de cerca 25 mil toneladas anuais, ou seja, 30 por cento da produção nacional. Contudo, esse défice tem vindo a ser reduzido nos últimos anos.index

  Aindústria nacional tem feito grandes esforços no reforço da sua competitividade externa, através da promoção das suas marcas e adaptação às exigências dos diversos mercados de destino.

Pretendemos, com esta ROTA DOS QUEIJOS, dar a conhecer um pouco mais aprofundado alguns dos produtores de quijos das várias regiões, salientando as diferenças de região para região e tentando promover um pouco mais este sector ao nossos leitores espalhados pelos 4 cantos do mundo.

A QUINTA DA VEIGUINHA, SITUADA EM VILAS BOAS, VILA FLOR, CORAÇÃO DA TERRA QUENTE TRANSMONTANA, INICIOU A SUA ACTIVIDADE DE PRIÇÃO DO QUEIJO TERRINCHO EM 1997, PELA NECESSIDADE EM ESCOAR O LEITE DA EXPLORAÇÃO DE OVELHAS EXISTENTE NA QUINTA

Lugar do Barreal - Vilas Boas, S/N 5360 - 493 Vila Flor Trás-os-Montes Portugal
Lugar do Barreal – Vilas Boas, S/N
5360 – 493 Vila Flor
Trás-os-Montes
Portugal
«Porque é que elevamos o fado, os castelos, as zonas históricas a património material e imaterial, e não damos o devido reconhecimento aos produtos tradicionais portugueses?» , questiona Telmo Ramos, o produtor  do queija Terrincho da QUINTA DA VEIGUINHA:gr_ouro 2012
ROTEIROSEVENTOS R.E. – Há quanto tempo e como surgiu a vossa queijaria?
TELMO RAMOS T.R. –  A Quinta da Veiguinha, insere-se no sopé da serra denominada “Faro” e estendendo-se a seus pés uma mancha de olival que vai até ao primeiro casario da aldeia de Vilas Boas, freguesia do concelho de Vila Flor, “coração”
da Terra Quente Transmontana, área perfeitamente central a toda a “mancha” do Solar do Queijo Terrincho”.
Constitui-se por um edifício resultante da adaptação de uma antiga corriça de gado, erigida em alvenarias de xisto e granito.

Tal edifício é um complexo, perfeitamente integrado na paisagem, albergando a queijaria propriamente dita, um armazém de apoio geral e duas habitações ao nível do 1º piso. Ocupa uma área coberta de 650 m2. A Queijaria Artesanal Quinta da Veiguinha iniciou a sua atividade em 1997 tendo surgido da necessidade que havia em escoar o leite da exploração de ovelhas que existia na quinta.

Email: geral@quintadaveiguinha.pt Site: www.quintadaveiguinha.pt Facebook: www.facebook.com/#!/queijaria.artesanal.3
Email: geral@quintadaveiguinha.pt
Site: http://www.quintadaveiguinha.pt
Facebook: http://www.facebook.com/#!/queijaria.artesanal.3
R.E. –  O que distinguiria nos queijos produzidos pela vossa queijaria?
T.R. – A queijaria dispõe das necessárias dependências à receção do leite, à sua transformação, cura,
embalamento e expedição.
A mais moderna tecnologia permite conservar a riqueza microbiológica do leite crú, o qual, após rececionado (sem refrigeração e pasteurização), é imediatamente transformado, permitindo assim tirar partido de todas as características intrínsecas do leite crú das ovelhas Churras da Terra Quente/ Terrinchas.
O cumprimento estrito dos rigorosos padrões de higiene e controlo microbiológico assegura a qualidade extra do produto final – Queijo Terrincho DOP.

R.E. Há falta de matéria prima para a produção dos vossos queijos?

T.R. – Na actual situação em que se encontra o sector Agro-alimentar em Portugal e especificamente na nossa região, há uma clara falta de matéria prima para a produção do Queijo Terrincho DOP. Na minha opinião, isto deve-se ao facto de ser uma atividade pouco atrativa por parte dos jovens e os produtores existentes já se encontram com uma idade bastante avançada. Nesse sentido, o abandono das explorações é eminente e cada vez mais é um facto com o qual temos que lidar.
R.E. –  O que falta para melhorar o sector?

T.R. – No sector dos queijos tradicionais, falta, na minha opinião, uma aposta por parte não só das empresas, mas também das entidades publicas em divulgar e “acarinhar” um produto único mo mundo. Quando falamos de uma DOP, ETG, IGP, entre outras menções de protecção, falamos de produtos, que não só, não podem ser “copiados”, como são produtos de elevado valor patrimonial e tradicional da região onde se inserem. Um exemplo que eu costumo dar, porque é que elevamos o fado, os castelos, as zonas históricas a património material e imaterial, e não damos o devido reconhecimento aos produtos tradicionais portugueses? A classificação de DOP, ETG, IGP, por si só, não garantem devidamente a sua protecção e o seu reconhecimento enquanto produto de qualidade.

Telef:00 351 27 851 1071 Fax:00 351 27 851 1041
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R.E. –  Nota-se uma viragem para aposta no que se produz no sector primário. O queijo, pode ser um dos sectores onde se deve apostar?
T.R. – Contrariamente ao que passa na comunicação social, dando a sensação que a agro-industria está em grande expansão, na realidade não é isso que acontece. Têm aparecido situações pontuais e isoladas de expansão e empreendedorismo nesta área. passar de 0 a 100% ou mais onde não havia nada, é relativamente fácil e é neste contexto que dão enfoque aos novos projectos que vão aparecendo. O sector dos lacticínios, não é, nem nunca foi um sector em que muita gente quis apostar, isto devido ao facto das grandes empresas instaladas e que dominam quase a totalidade do mercado. Nos queijos propriamente ditos, existe ainda alguma abertura no mercado para produtos de altíssima qualidade, sendo que nesta área ainda se pode dizer que é uma boa aposta.
QUEIJARIA SOTA, EM VALE DO POÇO, SERPA, PRODUZ QUEIJOS HÁ CERCA DE 18 ANOS6247784_orig
As pessoas mais novas vão para o queijo fatiado que é baratíssimo, e  os mais velho , são  os diabetes, tensão, colesterol e as dietas para não engordar e tudo serve de desculpa para não comprar, estamos no mercado porque já existimos há anos. Se fosse agora eu não abria, sabendo o que sei e como isto está, esqueçam, conta-nos João Sota, propritetário desta queijaria
ROTEIROSEVENTOS R.E. – Há quanto tempo produz queijo na sua queijaria e como começou este desafio?
JOÃO SOTA J.S. –  A queijaria existe há cerca de 18 anos, foi aberta porque a minha mãe já fazia queijos em casa com se fazia antigamente sem documentos sem nada depois o negócio evoluiu e licenciou a queijaria. Eu comecei a trabalhar a par dela  e mais tarde a minha mulher,  na altura, namorada. A minha mãe reformou-se há 11anos aí eu casei e tomei conta da queijaria, que é gerida com auxilio da minha mulher visto que eu tenho agricultura e não tenho tempo para estar. Lá colocámos duas empregadas e vamos assim trabalhando.
 R.E.  – O que destacaria nos seus queijos?
 J.S. – Os nossos queijos estão abrangidos no queijo Serpa são feitos ainda à mão e são distinguidos pela marca da casa ” Queijaria Sota” apesar  de  casa para casa, todos fazem diferença,  cada um tem seu segredo.
R.E. – Ainda consegue encontrar matéria prima suficiente ou já sente escassez?
J.S. –  Por enquanto vai havendo mas não está fácil cada vez há menos explorações de leite há muita burocracia e as pessoas não aguentam.
R.E. –  Na sua opinião, o que poderia ser feito para melhorar o sector?
J.S. – Para melhorar o sector era mesmo acabar a crise que vivemos.
R.E. –  Aconselharia alguém a apostar neste sector, numa altura em que, face à situação sócio-económica que atravessamos, a dedicação ao mundo rural e à agricultura se tem revelado numa aposta?
J.S. –  Apostar neste sector neste momento é ” um tiro no escuro” porque há exigências demais e somos obrigados a pagar tanta coisa, que está complicadíssimo:  fiscalizações a toda a hora por tudo e por nada e isto não é bem de primeira necessidade.  As pessoas não têm dinheiro, não há poder de compra. As pessoas mais novas vão para o queijo fatiado que é baratíssimo, e  os mais velho , são  os diabetes, tensão, colesterol e as dietas para não engordar e tudo serve de desculpa para não comprar, estamos no mercado porque já existimos há anos. Se fosse agora eu não abria, sabendo o que sei e como isto está, esqueçam. 

QUEIJOS QUINTA DOS AÇORES SURGIRAM COMO FORMA DE APROVEITAR O LEITE PRODUZIDO NUMA EXPLORAÇÃO DE ANIMAIS HOLSTEIN FRISIA

A Quinta dos Açores está localizada à entrada 
da Cidade de Angra do Heroísmo, no Pico Redondo 149, São Bento. 9700-211 ANGRA DO HEROÍSMO
A Quinta dos Açores está localizada à entrada 
da Cidade de Angra do Heroísmo, no Pico Redondo 149, São Bento.
9700-211 ANGRA DO HEROÍSMO
À CONVERSA COM HELGA BARCELOS, GESTORA  DA MARCA, POSSIBILITOU-NOS COMPREENDER UM POUCO MAIS SOBRE OS SEUS QUEIJOS E SOBRE A REALIDADE QUE ATRAVESSA A PRODUÇÃO DE QUEIJO.

Neste momento estão a chegar a Portugal, barras de Gouda, Emental entre outros queijos, da Holanda, Alemanha, entre outros países, a 2 € e a 2.50 €/kg, ora se geralmente precisamos de cerca de 8 a 10 litros de leite para fazer um quilo de queijo (falamos de queijo feito de leite e não de outras matérias-primas) e se o leite é pago na Europa a 0.30 €/litro, é impossível vender-se queijo a 2.00 €/kg (HELGA BARCELOS)

geral@grupobarcelos.com
geral@grupobarcelos.com

ROTEIROSEVENTOS R.E. –   Há quanto tempo e como surgiram os Queijos QUINTA DOS AÇORES?

 

HELGA BARCELOS H.B. – Os queijos da Quinta dos Açores, surgiram em Julho de 2013. O meu pai têm uma exploração de animais Holstein Frisia, desde há muitos anos e sempre tivemos o sonho de vir a trabalhar o leite das nossas vacas em produtos de valor acrescentado. Em 2012 montámos a industria de lacticínios da Quinta dos Açores, com a intenção de produzir diversos produtos lácteos, nomeadamente leite fresco, iogurtes, gelados, queijos fresco, requeijão e queijos curados. Fomos avançando com cada produto da sua vez e o queijo foi o último produto a ser desenvolvido, iniciando-se a sua produção e comercialização em Julho de 2013.

 Telefone Sede/Fábrica 295 215 818

Telefone Sede/Fábrica
295 215 818

R.E.  O que distinguiria nos queijos que produzem?A marca «Açores» é uma mais valia para a comercialização?

 

H.B. – Actualmente temos 4 artigos distintos. O queijo Morião, que ganhou o titulo de melhor queijo da vaca cura prolongada no concurso de Queijos de Portugal de 2014, um queijo de vaca com mais de 2 meses de cura, mas que não tem um sabor demasiado intenso, ou seja, é um curado, mas de sabor relativamente suave.

O queijo Quinta é um queijo amanteigado e que para o meu gosto particular está muito bem conseguido, o queijo Quinta Picante é um amanteigado com pimenta da terra, ou seja, picante e o Mina  é um pasta mole, com um sabor ligeiramente acidificado.

Os queijos produzidos nos Açores, têm efectivamente características diferentes, nomeadamente uma cor mais amarelada resultante do leite de animais alimentados à base da pastagem e um sabor característico a manteiga. São muito bem aceites no mercado Continental e estão muito bem conotados. A marca Açores é uma mais valia na comercialização, apesar de o sector dos queijos está a atravessar uma fase mais complicada.índice
R.E.-  O que falta para melhorar o sector?images1

 

H.B. – Pagarem o justo valor pelo produto. O queijo é um produto bastante trabalhoso, que tem uma série de custos associados derivados do rendimento do leite e da própria cura e o mercado dos queijos actualmente está a ser invadido por produtos que estão certamente a ser vendidos muito abaixo do preço de custo e que lotam o mercado aos restantes. Neste momento estão a chegar a Portugal, barras de Gouda, Emental entre outros queijos, da Holanda, Alemanha, entre outros países, a 2 € e a 2.50 €/kg, ora se geralmente precisamos de cerca de 8 a 10 litros de leite para fazer um quilo de queijo (falamos de queijo feito de leite e não de outras matérias-primas) e se o leite é pago na Europa a 0.30 €/litro, é impossível vender-se queijo a 2.00 €/kg. Com essa postura de mercado, desvalorizamos todo o produto e respectiva cadeia. É importante termos em atenção que estamos a falar de artigos que têm um prazo de validade e que não podem aguardar melhores dias.images
R.E. –  Nota-se uma viragem para aposta no que se produz no sector primário. O queijo, pode ser um dos sectores onde se deve apostar?

H.B. – Enquanto não se tomar as devidas diligências a nível Europa para proteger o sector primário e nomeadamente os produtos lácteos e enquanto houver a actual instabilidade no mercado da oferta e de procura dos lácteos, aconselharia a tomarem as devidas precauções antes de avançarem com qualquer aposta neste sector.

 

 

QUEIJARIA FRANCISCO PACHECO & FILHOS,  EM BEJA FOI EM 2015 NOVAMENTE MEDALAHADA COM OURO NO CONCURSO NACIONAL DE QUEIJOS NA CATEGORIA QUEIJO DE OVELHA
Filomena Soudo fala-nos um pouco sobre o seu queijo e a sua forma de ver o sector:
A Queijaria Francisco Pacheco & Filhos, Lda é uma empresa familiar, que tem passado de geração em geração, existindo há mais de 100 anos. Obviamente, que se tem modernizado procurando estar actual nos vários aspectos que consideramos importantes, mas trata-se, essencialmente, de uma queijaria tradicional.
Produzimos queijos unicamente de ovelha, com leite crú e com o processo tradicional, de fabrico manual e com a flor do cardo, como antigamente. È este, um dos aspectos fundamentais de diferenciação do nosso queijo.
Embora fornecendo as grandes superfícies, não somos uma queijaria de fabrico de queijo em massa, mas sim fabrico tradicional, onde todo o processo influencia o sabor e qualidade do nosso produto. Cerca de  90% da nossa produção, destina-se ao fabrico do Queijo Serpa D.O.P, sendo nós das primeiras queijarias a ser certificada pela Certis neste fabrico.
Fomos medalhados, em 2015, novamente, com a Medalha de Ouro no Concurso Nacional de Queijos nesta categoria.
Neste sector, a principal preocupação é ter fornecedores de matéria-prima de alta qualidade – Leite de Ovelha –  pois a quantidade de criadores de gado para este efeito tem diminuído, e as queijarias tem tido alguma dificuldade, principalmente a nível Regional.
 Por outro lado, o preço do litro do leite tem aumentado bastante todos os anos, o que tem dificultado a sobrevivência das queijarias face ao preço de compra que das Grandes Superfícies.
Vários aspectos há  a melhorar neste sentido.
SABORES DA SERRA, EM CELORICO DA BEIRA É REFERÊNCIA NO QUEIJO DE CELORICO DA BEIRA, CONSIDERADA A CAPITAL DO QUEIJO DA SERRA 
sabores da serra
Sabores da Serra Rua Sacadura Cabral, 63 6360-350 Celorico da Beira Tel: 911 537 700 Email: geral@saboresdaserra.com
Tiago Nascimento, gestor da marca «Sabores da Serra» pode considerar-se um visionário… apercebeu-se que a marca «Serra da Estrela»  é uma mais- valia a nível de procura de produtos regionais. Aliando esta realidade ao facto de se prever uma aumento turístico para a região, bem como a respectiva valorização dos produtos regionais, decidiu abrir um espaço onde promove os produtos «Serra da Estrela» . Aqui poderá encontrar, além do Queijo de Celorico, o azeite, os enchidos e o presunto da região.
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ROTEIROSEVENTOS R.E. –  Como está o sector do queijo da serra em Celorico?

 

TIAGO NASCIMENTO T.N. – Tendo o concelho de Celorico da Beira conquistado há muito a fama de Capital do Queijo da Serra, a produção do queijo neste concelho tem o maior número de produtores ao nível dos concelhos vizinhos. sabores_1

 

R.E. –  Ainda há matéria prima suficiente para garantir a produção?

 

T.N. – Sim, ainda existe matéria-prima suficiente para o fabrico e a procura é muita, originado a uma peregrinação turística a Celorico da Beira, havendo turistas com hábitos de vir procurar o apaladado queijo presente na cultura e da história da terra.

 

 

R.E. –  Como surgiu e quando a ideia de criar os «Sabores da Serra»?

 

Em 2012, segundo estatísticas no setor de turismo iria crescer nos próximos anos sensivelmente 25%, bem como os consumidores de produtos regionais previa crescer aproximadamente 35% a 40%, dado isto, resolvi criar a loja Sabores da Serra que comercializa produtos serra da estrela em B2C e B2B.

Recentemente foi registada a marca Queijo Celorico da Beira tendo adquirido parcerias com alguns produtores levando a um crescimento gradual de notoriedade e desenvolvimento local.logo

 

R.E. –  Além do queijo, que outros produtos da região tem os Sabores da Serra à disposição dos seus clientes?

 

T.N. – Só disponibilizamos produtos Serra da Estrela e é de destacar o Queijo Celorico da Beira como produto de mais procura.

Além do queijo, também se pode encontrar uma variedade de outros produtos de fabrico da região, como enchidos, presunto beirão, azeite, mel, licores, bolos tradicionais, doces artesanais e vinhos das beiras e Dão.

 

R.E.. –  Quais as principais dificuldades sentidas pelos produtores? o que poderia ser melhorado?

 

T.N. – Existem várias dificuldades sentidas pelos produtores de queijo, as exigências são muitas no controlo HACCP e nas análises periódicas ao leite de ovinos, as queijarias têm que ser certificadas e trazem despesas inerentes.

Também o envelhecimento dos produtores é um fator revelante na produção, verificando-se nas explorações agrícolas de tipologia mais pequena o abandono da produção.

Existe ainda alguma dependência financeira face aos subsídios que os produtores recebem de forma a incentivar a produção do queijo.

 

 

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