PORTUGAL PRODUZ DOS MELHORES AZEITES DO MUNDO QUER CONHECÊ-LOS?

Bem-vindo ao mundo do azeite em Portugal. Neste cantinho da Europa produzem-se, além de outros produtos que vamos abordando no ROTEIROSEVENTOS, alguns dos melhores azeites do mundo.

Pretendemos, com este trabalho, dar a conhecer aos nossos leitores e seguidores (ontem estreámo-nos com oito leitores na CHINA), alguns dos melhores azeites do mundo, referindo um ou dois produtores de cada região, onde o azeite é a excelência.

A produção de azeite é uma tradição ancestral e nos países da bacia do Mediterrâneo é um saber que remonta a 3000 a.C..

Em Portugal, os vestígios da cultura da oliveira datam do “Código Visigótico” de 506 d.C., que punia quem arrancasse uma oliveira alheia.

No entanto, foram os Árabes quando conquistaram a Península Ibérica no século XVII, os grandes impulsionadores do cultivo e exploração da olivicultura do país. Aperfeiçoaram tanto técnicas de produção como de extração de azeite e colocaram a oliveira acima das outras árvores em termos de valor.

A palavra azeite tem a sua origem no vocabulário árabe; az-zait significa sumo de azeitona, o que demonstra uma vez mais a influência ancestral do povo árabe na olivicultura.

Em 1555 o consumo do azeite aumentou significativamente numa altura em que começou a ser utilizado com frequência na iluminação. A olivicultura generalizou-se a nível nacional, os ofícios daí decorrentes ganharam maior importância económica e social para o país e Portugal começou a vender uma grande quantidade de azeite dentro e fora do reino para mercados do Norte da Europa e par ao ultramar, em especial para a Índia.

Assim, pode dizer-se que o azeite sempre teve um papel importante na economia do país, estando desde cedo presente na vida dos portugueses. Por esta razão, é um sector no qual se tem investido bastante em novas plantações, modernização das plantações mais antigas e melhoria contínua dos processos de colheita e extração. Encontramos no sector olivícola em Portugal uma mistura da cultura milenar com a inovação tecnológica, o que nos permite produzir mais e melhor mas mantendo a tradição.

O azeite é um alimento clássico e omnipresente na dieta mediterrânea, que já conquistou outros continentes e cozinhas. O azeite é uma gordura vegetal por vezes mais cara do que os óleos, sendo muitas vezes chamado de ouro líquido, pois em tempos longínquos foi utilizado como moeda de troca entre os povos do Mediterrâneo e os povos do Médio Oriente.

Cientificamente, o azeite (extra) virgem é o sumo oleoso extraído de azeitonas sãs e em perfeitas condições de maturação, o azeite extraído pelo proceso mecânico do lagar que conhecemos é sempre azeite virgem. Depois de ser classificado química e organolepticamente este azeite é chamado de Virgem Extra, Virgem ou Lampante.

O azeite extra virgem é um produto 100% natural e é considerado a gordura mais saudável, devido à sua composição rica em ácidos gordos monoinsaturados e polifenóis com propriedades antioxidantes.

Além dos benefícios para a saúde, o azeite adiciona à comida um sabor e aroma peculiares.

Em semelhança com o que estamos a fazer com outros produtos endógenos produzidos em Portugal e que caracterizam um pouco a nossa economia e o mundo rural, pretendemos neste espaço dar a conhecer aos nossos leitores a realidade do bom azeite que se produz em Portugal, abordando um produtor de cada região, onde este liquido dourado é OURO!

 

AZEITE  ACUSHLA, PRODUZIDO COM TODA A PAIXÃO NA QUINTA DO PRADO, EM VILA FLOR, É UM DOS MELHORES EXEMPLOS DO QUE O DOURO TEM PARA OFERECER.

 

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Acushla S.A. Sede Rua Frei Leão de Santo Tomás, 468 B 4785-154 Ervosa – Trofa – Portugal Telefone: +351 252 490 010 Fax: +351 252 490 019 Email: acushla@acushla.com

 

Um azeite virgem extra biológico DOP Trás-os-Montes com qualidade de excelência e um design único.

Azeite Biológico Acushla

Extraído de variedades de oliveiras típicas da zona de Trás-os-Montes – cobrançosa, madural, verdeal e cordovil –, o ACUSHLA é um azeite equilibrado, frutado médio com um amargo e picante ligeiros. Apresenta uma cor verde-amarelada.

Proveniente de Denominação de Origem Protegida de Trás-os-Montes, trata-se de um produto de elevada qualidade, virgem extra, com um baixo grau de acidez. Para lá da textura e paladar excelentes, o ACUSHLA é recomendável do ponto de vista nutricional e revela em todas as fases da sua produção uma preocupação ambiental distintiva. É indicado para servir à mesa, mas também para a confecção de pratos com chancela gourmet. O ACUSHLA é um azeite requintado, dedicado a um consumidor contemporâneo que procura padrões de excelência à mesa.

À conversa com JOAQUIM MOREIRA, permite-nos conhecer o AZEITE ACUSHLA, um dos mais medalhados a nível europeu.

 Azeite Acushla Quinta do Prado 5360-080 Lodões Douro Superior - Vila Flor - Portugal Coordenadas Geográficas: 41º20'11.7''N 7º05'54.5''W Telefone: +351 278 107 372 Fax: +351 278 107 371

Azeite Acushla
Quinta do Prado
5360-080 Lodões
Douro Superior – Vila Flor – Portugal
Coordenadas Geográficas:
41º20’11.7”N
7º05’54.5”W
Telefone: +351 278 107 372
Fax: +351 278 107 371

ROTEIROSEVENTOS R.E. – Como vai ser a colheita deste ano a nível de Quantidade e qualidade já há uma previsão?

JOAQUIM MOREIRA J.M. -Prevemos a mesma quantidade do ano passado mas com uma qualidade muito superior pois iniciamos a colheita mais cedo .IMG_9408

ROTEIROSEVENTOS R.E. –   Qual a média da vossa produção e qual a area de olival plantado? o que significam para a Acushla os prémios que vão amealhando?

 

 

 

 

J.M. – A nossa média de produção ronda os  25.000L em 214 ha de Olival plantado, sendo que 14 ha são de olival centenário, 200 de olival novo. 

Os prémios são o reflexo do empenho e da dedicação em produzirmos um dos melhores azeites do mundo. Manter a qualidade é o patamar mínimo, o nosso objectivo é ir sempre mais longe.

R.E. –  Lançou ou vai  lançar algum azeite novo no mercado?

J.M. – Temos algumas novidades para 2016…

O Lagar Acushla obteve a certificação FSSC 22000 no âmbito da produção e embalamento de azeite. Um objectivo almejado pela empresa e que reflecte a qualidade do sistema de gestão de segurança alimentar implementado
O Lagar Acushla obteve a certificação FSSC 22000 no âmbito da produção e embalamento de azeite. Um objectivo almejado pela empresa e que reflecte a qualidade do sistema de gestão de segurança alimentar implementado

R.E. –  Quais as principais dificuldades do produtor de azeite no contexto sócio económico que se atravessa?

J.M. – A não valorização dos azeites Extra-Virgem Bio , e o congelamento dos apoios nos projectos  PDR 2020, são a nosso ver alguns entraves para os produtores de azeite.

R.E. –  Como está o mercado a nível global? A exportação é uma das formas mais eficientes para garantir o escoamento?

J.M. – O projecto Acushla nasceu para ser um projecto global e nesse sentido apostamos fortemente na internacionalização. O mercado é promissor e com um produto bem posicionado e com qualidade de excelência, temos condições reunidas para a expansão.Untitled-1

O Lagar Acushla foi inaugurado em finais de 2013 fruto da evolução do projecto e com o objectivo de passar a controlar a 100% todo o processo produtivo. Equipado com a mais avançada tecnologia, o lagar conta ainda com a especialização de uma equipa motivada e empenhada em produzir um dos melhores azeites do mundo. Desde o acompanhamento do olival até à recepção da azeitona, passando pela transformação e embalamento, todas as operações de controlo de qualidade são rigorosamente cumpridas.
Desde 2013, o lagar Acushla, situado na Quinta do Prado em Vila Flor, presta serviços a vários produtores da região de Trás-os-Montes pautando-se hoje e sempre pelo rigor, qualidade e segurança.

 

 

EM SÃO PEDRO VALE DO CONDE, MIRANDELA PRODUZ-SE AZEITE EXTRA VIRGEM DE QUALIDADE RECONHECIDA MUNDIALMENTE

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QUINTA VALE DO CONDE CONTACTOS: Rua da Igreja 113 | S.Pedro Vale do Conde 5370-160 Mirandela Portugal T.: +351 966942165 http://www.quintavaledoconde.pt http://www.facebook.com/azeitequintavaledoconde

 

O Olival centenário e a experiência de muitas gerações dedicadas ao azeite e às terras de São Pedro Vale do Conde, um lugar privilegiado dentro da região DOP Trás-os-Montes, permitem produzir este Azeite Virgem Extra de aromas intensos, sabor frutado e extrema complexidade, cuja qualidade tem sido destacada pelos mais prestigiados especialistas.

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O azeite Extra Virgem Quinta Vale do Conde é um azeite especial. Especial porque fruto da seleção das melhores árvores, fruto da laboração mais precoce, em Outubro, de forma a permitir a obtenção de um azeite mais frutado, com aromas intensos, e notas de amargo e picante.

Muito rico em polifenóis.

A extração é realizada imediatamente após a colheita, em lagar certificado, a frio (inferior a 25ºC), de forma a melhor preservar todas as propriedades da azeitona.

Os prémios ganhos nos mais prestigiados concursos, nacionais e internacionais, reconhecem o trabalho desenvolvido.

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Lúcia Gomes de Sá fala-nos um pouco do seu azeite, desta Quinta com várias gerações e das características únicas do azeite da região:

 

ROTEIROSEVENTOS (R.E.) – Há quanto tempo começou e como surgiu a ideia de apostar no azeite?

LÚCIA GOMES SÁ (L.G.S.) – A Quinta Vale do Conde produz azeite há muitas gerações!

No entanto a criação da marca é recente e impôs-se num mercado cada vez mais competitivo, no qual nós nos queremos diferenciar.

 

R.E. – Como foi a última campanha? Já há perspectivas sobre a colheita que se aproxima?

L.G.S. – A última campanha, em termos de quantidade esteve dentro da média e em termos de qualidade foi acima da média. Todos os lotes produzidos, até ao final da campanha, foram extra virgem!

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R.E. –  A marca «Azeite de Trás os Montes » ou «Azeite de Mirandela» é uma mais valia para a comercialização?

L.G.S.- Sim. O azeite produzido nesta região, com os cultivares autóctones, tem um perfil sensorial único, que é muito apreciado. Isso explica que nos concursos mais consagrados da especialidade, os azeites transmontanos estejam normalmente entre os vencedores.

 

R.E. –  Sente que o esforço do munícipio, bem como as acções a AOTAD e APITAD têm contribuido para um melhor conhecimentos do azeite da região?

L.G.S. – Sim. Muito se tem feito em prol do reconhecimento da qualidade do azeite.

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R.E. O que representam, para a Quinta Vale do Conde os prémios amealhados?

L.G.S. – Representam o reconhecimento do trabalho desenvolvido.

 

R.E. – O que destacaria nas características do vosso azeite?

L.G:S. –  O AZEITE QUINTA do VALE do CONDE é um Azeite Equilibrado. Frutado. Fresco.

 

 

 

AZEITE MAGNEA ÓLEA, EM VALE DE MADEIRO – MIRANDELA, PRODUZ  MAIS DE 70 TONELADAS DE AZEITONA, NUMA ÁREA DE 48 HECTARES DE OLIVAL, OBTENDO UMA AZEITE VIRGEM EXTRA, UM AZEITE COMPLEXO, QUE TORNA A SUA DEGUSTAÇÃO NUMA EXPERIÊNCIA ÚNICA .

 

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CONTACTOS Localização Quinta da Fonte Vale de Madeiro Mirandela Trás-Os-Montes Portugal Telefone + 351 938 736 316 Maria do Pilar de Abreu e Lima E-mail info@magnaolea.com Produtor Jerónimo Pedro Mendonça de Abreu e Lima

 

 

Sediada em Vale de Madeiro, Mirandela, a exploração resulta da fusão entre as propriedades de duas famílias com uma longa tradição na exploração agrícola, a família Andrade e a família Gama. Depois de 1989 a exploração foi cuidadosamente reestruturada e é vista, actualmente, como um bom exemplo de desenvolvimento sustentado e crescimento progressivo.

Com mais de 100 ha de floresta de sobreiros, e 20 ha destinados a outros usos da terra, o principal tesouro da exploração emerge de 48 modestos hectares de olival, referentes a cerca de 8000 oliveiras, as quais são, desde 2006, exclusivamente trabalhadas pelo produtor, Jerónimo Pedro Mendonça de Abreu e Lima, de acordo com as melhores práticas sendo, dessa forma, assegurada a mais alta competência em todas as etápas.

Tal dedicação resulta num dos mais elegantes e exclusivos azeites presentes no mercado, raro, puro, intenso, cheio de personalidade, tal como os diversos prémios internacionais podem comprovar.

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«Infelizmente ainda existem muitos mitos sobre o que é o azeite e, mais ainda, distinguir um bom azeite. Falta talvez informação, mais eventos que promovam a qualidade e os produtos da terra», conta-nos  Maria do Pilar Abreu e Lima, que numa breve conversa connosco, fala-nos mais um pouco do Azeite MAGNEA OLEA, e do sector em geral:
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ROTEIROSEVENTOS (R.E.) –  Como decorreu a última campanha a nível de qualidade e quantidade?
PILAR ABREU E LIMA (P.A.L.) – A última campanha ao nível da quantidade ficou um pouco abaixo da média produtiva do nosso olival, tendo-se ficado pelas 60 toneladas de azeitona. Ao nível da qualidade manteve-se em linha com os anos anteriores. Cada ano é um caso, mas uma vez que os princípios e as práticas são as mesmas, só podemos esperar elevada qualidade. Magna Olea photo
R:E: – Qual a Área de olival e a média de produção?
P.A.L. – A área de olival é de 48ha e a média de produção 70 toneladas de azeitona. É preciso destacar que desta média de produção em azeitona sã resulta um azeite virgem extra onde o rendimento ronda apenas os 10%, fruto da extracção a frio.
R.E. – O que destacaria no azeite que produzem?
P.A.L. – O “Magna Olea” surge de um conjunto de elementos que o diferenciam. Comecemos pelo “terroir” que se materializa nas mais diversas vertentes e condições que o micro-clima da região proporciona. Depois temos toda a cultura em si, tradicional em regime de sequeiro, com variedades autóctones (99% Cobrançosa) e com total liberdade em equilíbrio com o eco sistema. A nossa interferência é mínima mas entregamo-nos com paixão e dedicação. Do que ali colhemos e que consideramos são é o que produzimos, nem mais, nem menos. Graças à apanha atempada e a uma extracção a frio, o azeite é rico em polifenóis. E é todo este processo e cuidado que torna o nosso azeite complexo e a sua degustação uma experiência única.
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R.E. – Como está o sector e o que poderia contribuir para que se tornasse um sector mais interessante e rentável?
P.A.L. – Infelizmente ainda existem muitos mitos sobre o que é o azeite e, mais ainda, distinguir um bom azeite. Falta talvez informação, mais eventos que promovam a qualidade e os produtos da terra. A rentabilidade está na promoção da qualidade, na valorização do que temos e na forma como o vendemos lá fora. Somos pequenos, sobretudo quando falamos da realidade de Trás-os-Montes, feita em grande parte de minifúndios. Somos pequenos, mas falta o trabalho de grupo. Não podemos ter a preocupação de produzir sobretudo em quantidade, mas sim apostar na qualidade e distinção. Hoje temos azeite a ser produzido até no Brasil. Não nos podemos bater noutros mercados se não soubermos que o que fazemos é-o ao melhor nível e a uma escala que é única, a nossa.
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R.E. –  O que representam, para vós, os prémios amealhados?
P.A.L. – O número de prémios não nos interessa. Interessa-nos que aos 3 ou 4 concursos a que vamos todos os anos, consigamos trazer o reconhecimento de um trabalho árduo. É esta consistência ao longo dos anos que nos distingue. Não podemos competir com lotes especiais e com o top dos premiados a nível mundial, quando em centenas de concursos só vamos àquela ínfima parte. Aos que vamos, aos que cremos serem os mais importantes, mostramos o que temos, um lote que é o único que comercializamos como Magna Olea.
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R.E. –  A Marca “Trás-os-Montes” e nomeadamente azeite de Trás-os-Montes são uma mais valia para a valorização do produto?
P.A.L. – Tem de ser uma mais valia, considerando que a região tem no seu conjunto dos melhores azeites do mundo. São vários os que o produzem e a região, mais uma vez pelas suas características, deve-se valer pelo seu valor de diferenciação. A questão é que o DOP não é ainda sinónimo de qualidade. Para obter o selo DOP depende-se unicamente de parâmetros químicos que não são os únicos a determinar a qualidade. Depois há o investimento no selo, direccionado para as grandes marcas mas pouco ajustado à capacidade financeira das pequenas marcas.
R.E. – Os vários festivais e Feiras promovidas quer pelo município de Mirandela, quer os municipios vizinhos para promover os produtos regionais têm contribuído para o prestígio desses produtos?
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P.A.L. – Sem dúvida que os eventos municipais têm contribuído enormemente para a divulgação, educação e reconhecimento dos produtos. É necessário no entanto fazer-se um trabalho de maior alcance, um pouco em linha com o que se estava a fazer com o “Terra Olea”. Porque não, antes de tudo, um “Terra Olea” nacional para podermos exportar o que de melhor temos no País? São necessários mais festivais, mais momentos para poder esclarecer a opinião pública. Não nos podemos esquecer que em 10 anos se melhorou imenso e o azeite hoje está na moda, mas é preciso separar o trigo do joio e fiscalizar.
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R.E. – A Exportação é uma das formas mais atractivas para o escoamento da vossa produção?
P.A.L. – Sem dúvida. Vemos na exportação o futuro para escoarmos a nossa produção que, embora limitada, se destina a um mercado muito exigente onde o preço não é determinante para a escolha. Não conseguimos competir com outras marcas em supermercado. O nosso target são lojas da especialidade e de produtos seleccionados.

 

 

 

 

AZEITE BIO- FREIXO, O AZEITE BIOLÓGICO PRODUZIDO EM FREIXO DE ESPADA À CINTA

AZEITE BIO-FREIXO GILBERTO PINTADO gilberto.pintado@gmail.com telem. 917040805
AZEITE BIO-FREIXO
GILBERTO PINTADO
gilberto.pintado@gmail.com
telem. 917040805

No Azeite BIO-FREIXO temos 2 gamas, um que é o Azeite Verde que laboramos com Azeitona em verde, nesta data e, que lhe dá um aroma frutado intenso e um sabor a azeitonas verdes e a outra gama de azeite com azeitonas maduras, que é laborado final de dezembro e Janeiro, conta-nos Gilberto Pintado, produtor de azeite e vinho em modo biológico em Freixo de Espada à Cinta.

Contactos Telefónicos(+351) 279 653 076 Fax (+351) 279 652 865 Email gilberto.pintado@gmail.com Morada VALE DO PRADO 5180-126 - FREIXO ESPADA CINTA
Contactos Telefónicos (+351) 279 653 076
Fax (+351) 279 652 865
Email gilberto.pintado@gmail.com
Morada VALE DO PRADO 5180-126 – FREIXO ESPADA CINTA

Gilberto Pintado, um empreendedor na área da agricultura em modo biológico, além dos seu vinho, azeite e vinagre produzidos em modo biológico, com vários prémios de qualidade conquistados, gere também ele um Centro de Gestão de projectos Agrícolas em Freixo de Espada à Cinta, onde promove cursos de formação agrícolas, bem como desenvolve projectos de implantação na àrea do sector primário. Conheçamos então um pouco mais do AZEITE BIO-FREIXO  para esta Rota.

ROTEIROSEVENTOS R.E. – A aposta nos produtos biológicos tem-se revelado uma boa aposta e mais valia?

GILBERTO PINTADO  G.P. –  Sim, porque além de ser uma prática cultural benéfica ao ambiente é, também uma garantia de qualidade para o consumidor. Embora seja um produto mais caro, devido aos custos de produção e certificação, são uma mais valia para um determinado público alvo que procura produtos de qualidade.biofr
 
R.E.Quais as características que destacaria no seu azeite?
G.P. –  É um azeite elaborado 100% com “Negrinha de Freixo” – variedade de Azeitona de Mesa, ao qual no Azeite Verde, extraído a frio, além de ser um Azeite de categoria superior, Virgem Extra, com apenas 0.2 de acidez, muito fino é ao mesmo tempo muito frutado a azeitonas verdes. O Azeite Maduro mais macio, é também um azeite de categoria superior.
R.E.- Como analisa o mercado? este ano vai ser um bom ano para o azeite?bi1
G.B. – Este ano no Douro Superior, existe quebra de produção de mais de 40%, devido ao ano seco, mas que vai ser um bom ano de azeite extra virgem.
AZEITE DO MONDEGO, PRODUZIDO NA REGIÃO DA GUARDA POR MANUEL CUNHA
Telef: 917515149
Telef: 917515149
Manuel Gaspar da Cunha é um olivicultor, que já nasceu no seio da agricultura e da olivicultura. No entanto, sente que a sua paixão pela produção de azeite desenvolveu-se mais acentuadamente a partir de 1992. Possui cerca de 22 Ha de olival, produzindo em média 4 mil litros de azeite, uma vez que 18 Ha da propriedade estão plantadas com oliveiras novas, o que lhe permite prevês uma duplicação da produção nos próximos anos
ROTEIROSEVENTOS R.E. – Como vai ser este ano a colheita a nível de qualidade e quantidade?

MANUEL CUNHA M.C. –  A colheita deste ano do azeite no distrito da Guarda calculo que pode ser avaliada em duas parte. Uma ligada ao azeite proveniente  da cultivar GALEGA (qualidade de excelência) que será normal. Já o que diz respeito a outras variedades haverá uma quebra de cerca de 50%  motivada a uma queda de granizo ocorrida em junho no fim da floração. A qualidade provem sempre de pragas e doenças e outras. Não podemos dizer que foi um ano adverso ,mas alguns percalços que quem os não combateu vai sofrer  na qualidade e quantidade.

No cômputo geral podemos dizer que a qualidade será boa.rotulo-quadrado-costas-712x640

R.E. – Quantos hectares de plantação tem neste momento e qual a média de produção anual?

M.C. –  Tenho 22 hª de olival, dos quais 18 são novos , com cerca de 10 % da produção normal .Pratico uma agricultura sã com rega gota-gota e em proteção integrada, que garante qualidade.

A minha produção é de cerca 3 a 4000 litros, mas que de futuro passará a duplicar anualmente.

R.E. – Há quantos anos se dedica à olivicultura e como surgiu essa dedicação?

M.C. –  Sou filho de agricultor e olivicultor , mas o forte gosto pela olivicultura foi a partir de 1992.

R.E. – Como está o mercado de escoamento? há dificuldade para garantir o escoamento?logotipo-azeite-mondego-jpg

M.C. –  As dificuldades são várias desde a falta de mão de obra, elevados custos de produção, etc.  A dificuldade do escoamento é grande, mas motivada por vários fatores . Fomos o primeiro país a exigir o uso do galheteiro inviolável e a seguir a nós só a Espanha e isto acarreta capacidade económica que só  poucas empresas podem suportar. Exige-se (dizem)

Galheteiro para defesa de qualidade , mas na cozinha usa-se o óleo alimentar que pouco se sabe o que é. A comunicação social não explica aos consumidores como escolher o azeite que quer adquirir,  etc. etc.

Muitas dificuldades existem por interesses instalados.

 

 

 

 

AZEITES CASA DA ANADIA, EM ALFERRAREDE… A QUALIDADE OBTIDA PELA EXPERIÊNCIA  E TRADIÇÃO DE 3 SÉCULOS

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CASA ANADIA (Sede – Gavião) – Polistock, LDA Herdade do Polvorão, 6040 – 999 Gavião | PORTUGAL Tel.: +351 210 415 964 | Fax: +351 210 415 929 | Email: info@casaanadia.pt

 

 

 

A Quinta do Bom Sucesso tem história de produção de azeites no Ribatejo, pelo menos desde o Séc. XVII.

Este know-how secular, fazem com que a Quinta do Bom Sucesso (Casa Anadia) seja uma das quintas com registos e maior antiguidade na produção de azeite, a nível mundial.

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Produzidos na Quinta do Bom Sucesso, em Alferrarede, pelo menos desde o Séc. XVII, os azeites Casa Anadia são provenientes de 3 diferentes terroirs de terrenos argilosos, calcários e xistosos, com a combinação de variedades internacionais também existentes na Quinta, Picual, Arbequina, Frontoio, Koroneiki e variedades Portuguesas, Galega e Cobrançosa, que dão origem a azeites com Denominação de Origem Protegida, (D.O.P.) do Ribatejo.
Os azeites Casa Anadia são naturais, não filtrados e resultam de uma alquimia perfeita entre as variedades o solo correspondente e o know-how com centenas de anos.
Na apanha, o melhor dos processos mecânicos é aliado da tradição antiga de varejar e ripar a oliveira em que as azeitonas nunca entram em contacto com o solo, mantendo intactas e puras as suas características.
O processo de extracção a frio, inicia poucas horas após a colheita, preservando assim as melhores, mais puras e frescas características do azeite.
Esta tradição dá origem ano após ano, a azeites Virgem Extra muito frutados, frescos com uma acidez sempre baixa.Azeite Private Collection_L.jpg

O azeite Casa Anadia é herdeiro de uma antiga tradição que remonta pelo menos ao séc. XVII, época da construção do antigo Solar com capela, hoje integrado na Quinta do Bom Sucesso, em Alferrarede.
Este Solar foi edificado em terras do antigo vínculo dos Almeida, Alcaides Mores de Abrantes, e a sua arquitectura reflecte uma clara vocação rural, com as dependências agrícolas, como o lagar ainda hoje existente, instaladas no piso térreo.

O azeite Casa Anadia é pois o continuador de uma ligação centenária à cultura do azeite. Esta tem grande relevância no presente e para o futuro pois, num mundo que corre veloz, as raízes são cada vez mais um importante factor distintivo. A tradição traduz-se por um “saber fazer” que dá personalidade aos produtos, oferece confiança aos consumidores, e representa uma clara mais valia para ambos.
Os olivais presentes na quinta ocupam uma área de 100ha, entre olivais tradicionais e olivais intensivos são produzidas variedades internacionais e Portuguesas, estas ultimas, dão origem a azeites de Denominação de Origem Protegida (D.O.P.) do Ribatejo.
Algumas das variedades existentes: Galega, Cobrançosa , Picual, Arbequina, etc.
Existem ainda na produção azeitonas provenientes de oliveiras centenárias localizadas na quinta.
Os azeites Casa Anadia são o resultado de três diferentes terroirs em Alferrarede, com terrenos argilosos, calcários e xisto a norte. O resultado são azeites de lote único, de uma alquimia perfeita entre as variedades e o solo correspondente.

DAVID MAGARREIRO, DIRECTOR DO DEPARTAMENTO DE MARKETING E VENDAS, fala-nos um pouco do sector, da história da QUINTA DO BOM SUCESSO E DO AZEITE CASA ANADIA:

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ROTEIROSEVENTOS (RE) – Há quanto tempo existe e como surgiu a marca de azeite «Casa Anadia»?

DAVID MAGARREIRO (D.M.) – Os azeites Casa Anadia são produzidos na Quinta do Bom Sucesso, propriedade da família dos Condes de Anadia.

A Quinta do Bom Sucesso tem história de produção de azeites no Ribatejo, pelo menos desde o Séc. XVII.

Este know-how secular, fazem com que a Quinta do Bom Sucesso (Casa Anadia) seja uma das quintas com registos e maior antiguidade na produção de azeite, a nível mundial.

Há alguns anos foi feito um esforço pela família no sentido de levar a sua marca “Casa Anadia” e o seu azeite, a mais cantos no mundo, incluindo mais lares portugueses.

 

R.E. – Qual a área de plantação e média de produção?

D.M. –  Temos uma área que ronda os 100 Ha , atingindo uma produção aproximadamente  na ordem dos 75.000 L

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R.E. – Como decorreu a última campanha a nível de quantidade e qualidade?

D.M. – Foi bastante positiva tanto a nível qualitativo como quantitativo. Foi um ano excepcional, se fizermos a comparação com o ano anterior que foi um ano atípico, este foi um ano verdadeiramente bom.

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R.E. – Quais as características que salientaria no vosso azeite?

D.M. – São azeites tipicamente ribatejanos, onde se salientam os médios a intensos aromas de frutado verde a maduro, níveis equilibrados de picantes e amargos, as notas verdes de folha de oliveira, erva e maça. E os finais persistentes de frutos secos.

No entanto produzimos diversos lotes, com as suas características próprias, mas carregados de personalidade e história.DSC_0046.JPG

 

R.E. – Como está o sector em Portugal e o que poderia contribuir para que o sector melhorasse?

D.M. – Apesar de mercado maduro, tem sofrido algumas alterações e diversas apostas no sentido de o tornar mais profissional e de subir na qualidade.

No entanto a maioria dos consumidores ainda está longe de entender a complexidade e as diferenças entre azeites.

Existe a necessidade de formar e dar mais conhecimentos e ferramentas de decisão aos consumidores.

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R.E. –  A marca «azeite de Portugal» continua a ser uma mais valia para o mercado global?

D.M. – Depende muito dos países. Se falarmos de mercados com a respectiva ligação à língua Portuguesa, temos a devida reputação.

Na maioria dos restantes mercados ainda temos uma imagem a construir e muito trabalho a fazer, comparativamente a outros países produtores de azeite.

Ao contrario do que pensamos, existe ainda muito desconhecimento no exterior em relação a azeites Portugueses.QBS4

 

R.E. –  O que representam para a Casa Anadia os prémios que vão amealhando?

D.M. – São um dos significados de que temos feito até ao dia de hoje um bom trabalho, mas também de responsabilidade.

Não nos deixamos no entanto influenciar apenas pelos prémios, procuramos perceber e recolher junto dos consumidores e dos nossos clientes todo o feedback qualitativo, para que possamos continuar a fazer um bom trabalho e melhorar como temos vindo a fazer até aos dias de hoje.

 

 

 

 

 

 

OLIVAIS DO SUL ATINGEM UMA PRODUÇÃO MÉDIA DE 4 MILHÕES DE LITROS DE  AZEITE

 Morada: Herdade da Azambuja – Monte do Trigo 7220-205 PORTEL – PORTUGAL Portel 7220-205 PORTUGAL
Morada:
Herdade da Azambuja – Monte do Trigo 7220-205 PORTEL – PORTUGAL
Portel
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PORTUGAL

EM BREVE SERÁ LANÇADO UM LOTE AZEITE ESPECIAL, O MOON EMOTIONS: «Tivemos agora em Setembro um evento comemorativo do nosso 10º Aniversário e no mesmo dia iniciamos a colheita com uma colheita noturna antecipada, aproveitando também a envolvência da lua cheia. O azeite proveniente desta colheita vai dar origem a um lote especial, Moon Emotions, que engarrafaremos apenas uma pequena quantidade.», CONTA-NOS MARIA MONTELLANO, responsável pelo sector comercial.

 Email: geral@olivaisdosul.com Telefone: +351 266 647 030 Fax: +351 266 647 088 http://www.olivaisdosul.com
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ROTEIROSEVENTOS R.E.  – Como vai ser a colheita deste ano a nível de Quantidade e qualidade já há uma previsão?

MARIA MONTELLANO M.M. – A colheita este ano prevê-se boa em termos de quantidade e qualidade. Quanto à quantidade, será bastante maior do que o ano passado. A nível de seca, nós temos sempre a garantia da água do Alqueva no nosso sistema de regadio, o que minimiza bastante os riscos de seca, ao contrário dos olivais tradicionais que estão mais expostos a este fator climatérico. Quanto à qualidade, esperamos também um ótimo ano, dado que foi um ano sem pragas, e pelo que temos visto no lagar, é bastante prometedor.

 

R.E. –  Qual a média da vossa produção e qual a área de olival plantado?

M.M. – A nossa média de produção é de cerca de 10 ton/h. Temos cerca de 650h no total, a herdade da Azambuja em Monte do Trigo com 300h e a herdade de Vale Morto em Campo Maior com 350h. Ao mesmo tempo, processamos azeitona de outros agricultores da região que não têm lagar, atingindo uma produção de 4M de litros.azeite_olivais_do_sul

R.E. – Os prémios que a  Olivais do Sul vai ganhando são efectivamente o reconhecimento pela vossa qualidade e pelo vosso esforço em manter essa qualidade?

M.M. – Sendo que somos uma empresa relativamente jovem, não temos o peso da tradição e não estamos no mercado há muitos anos, assumimos por isso a qualidade como nosso porta estandarte, e como elemento de diferenciação. Seguimos um rigoroso controlo de todo o processo da produção, assegurando que o produto final cumpre os mais altos requisitos. Temos uma aposta nas certificações exatamente como espelho da nossa qualidade e sustentabilidade, como é o caso da ISO 22.000 e IFS (norma internacional), ambos são Sistemas de Gestão da Segurança Alimentar e a ISO 14.000 relacionada com Sistemas de gestão ambiental  – Somos a única empresa a ter esta certificação tanto no campo como no lagar. Além da qualidade como já foi referido, temos uma grande preocupação com o meio ambiente, pelo que toda a nossa produção é integrada, com gestão dos recursos naturais e privilegiando a utilização dos mecanismos de regulação natural, contribuindo para uma agricultura sustentável.

 

 

R.E. –  Lançou ou vai  lançar algum azeite novo no mercado?

M.M. – Tivemos agora em Setembro um evento comemorativo do nosso 10º Aniversário e no mesmo dia iniciamos a colheita com uma colheita noturna antecipada, aproveitando também a envolvência da lua cheia. O azeite proveniente desta colheita vai dar origem a um lote especial, Moon Emotions, que engarrafaremos apenas uma pequena quantidade.art_soul_emotion

 

R.E. –  Quais as principais dificuldades do produtor de azeite no contexto socio económico que se atravessa?

M.M. – Por um lado temos a dificuldade de que Portugal não é conhecido nos mercados estrangeiros, face ao azeite italiano e o azeite espanhol, por outro lado, existe uma grande pressão por parte da distribuição para baixar os preços, chegando a estar por vezes no limite da rentabilidade. A irregularidade/oscilação nos preços é um grande inconveniente para nós.

 

R.E. –  Como está o mercado a nível global? A exportação é uma das formas mais eficientes para garantir o escoamento?_mg_6656_std

M.M. – O mercado está muito concorrido, mas à medida que os estudos relativos aos benefícios do consumo de azeite são conhecidos internacionalmente, o reconhecimento e procura do produto aumentam. A nível global o mercado está dominado pelas grandes marcas italianas e espanholas, principalmente, e ao mesmo tempo estão a aparecer muitos novos operadores no mercado o que dificulta o acesso aos mesmos. Por outro lado há um potencial enorme por explorar nos novos mercados que estão a descobrir que o azeite é uma das melhores gorduras quer do ponto de vista alimentar como do ponto de vista da saúde.

 

 

SABORES APURADOS, EM PONTE DE SOR,  POSSUI LAGAR COM CAPACIDADE DE PRODUZIR CERCA DE 300 MIL LITROS DE AZEITE

Contactos Tlm | 915 584 869 Tlf | 242 207 355 Email: geral@saboresapurados.pt
Contactos
Tlm | 915 584 869
Telf. 242098045
Email: geral@saboresapurados.pt

 

 

MERCADO FRANCÊS ABSORVE CERCA DE 60 % DO  AZEITE COURELA DO ZAMBUJEIRO 100% BIOLÓGICO

 

 

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CONTACTOS: COURELA DO ZAMBUJEIRO APARTADO 110, 7170 -107 REDONDO geral@coureladozambujeiro.com +351914983092 +33688038124 http://www.coureladozambujeiro.pt/

A COURELA DO ZAMBUJEIRO: DO SONHO E GOSTO DE MICHEL PELAS OLIVEIRAS E PELO SABOR TRADICIONAL , ALIADO À TRADIÇÃO DA FAMÍLIA DE EDUARDA NA PRODUÇÃO DE AZEITE E VINHO DO PORTO NO DOURO, RESULTOU NUM AZEITE DE EXCELÊNCIA PRODUZIDO NO REDONDO, ALENTEJO

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A Courela do Zambujeiro fica no Redondo. A quinta  dedica-se à produção de azeite e conta com cerca de 400 oliveiras com mais de 500 anos de existência. Paralelamente à produção de azeite, neste espaço funciona também um alojamento local com 8 quartos disponíveis. O vinho tinto Maria Rumiz nasce também na COURELA do ZAMBUJEIRO.
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Eduarda Tavares fala-nos um pouco deste sonho, do gosto pela terra e da paixão pelo azeite. aborda ainda o sector numa perspectiva mais global e a sua opinião em geral sobre o mundo do azeite.AZEITE
ROTEIROSEVENTOS (RE) – Há quanto tempo existe e como surgiu a Courela do Zambujeiro?

EDUARDA TAVARES (E.T.) –   A Courela do Zambujeiro foi criada em 24 de abril de 2009, surge após a compra da propriedade de 10 hectares com 400 oliveiras velhas. Fizemos os primeiros 100 litros de azeite que foram consumidos e oferecidos aos amigos e o retorno da procura de azeite nos ano seguinte levou-nos à decisão de concretizar um sonho de infância do Michel, o gosto pelas oliveiras. Plantamos 2400 oliveiras e posteriormente e parceria com proprietários da região fomos cultivando olivais que estavam quase abandonado, por já não serem rentáveis.

 

 

R.E. – Qual a área de plantação e média de produção?

E.T. – Temos cerca de 60 hectares de olival de sequeiro da variedade “Galega” e 10 hectares da Variedade Cobrançosa.

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RE. – Quais as características que salientaria no vosso azeite?

E.T. –  O azeite  da variedade é maduro ligeiramente frutado, ligeiramente picante,  acidez inferior a 5. O azeite “Galega Verde” é frutado, um pouco picante e ligeiramente amargo (proveniente de azeitona galega verde), acidez inferior a 5. O azeite de Cobrançosa é frutado, ligeiramente picante e amargo, acidez inferior a 3.

 

 

 

R.E. – Como decorreu a última campanha a nível de quantidade e qualidade?

E.T. –  A última campanha a nível de qualidade foi boa, a nível de quantidade um pouco fraca, pois na 2ª. semana de Novembro a azeitona ficou muito atacada pela gafa e tivemos de parar a apanha .

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R.E. – Como está o sector em Portugal e o que poderia contribuir para que o sector melhorasse?

E.T. –  Em Portugal o sector da olivicultura começa a ter notoriedade no mercado. O Olival tradicional continua com problemas pois as fracas colheitas, os custos de produção, e a pouca procura de azeite  de qualidade dificultam a vida dos produtores e a manutenção deste tipo de olival. Embora a qualidade do azeite das variedades típicas portuguesas, e de sequeiro, esteja comprovado, o consumidor precisa de adquirir o conhecimento das vantagens deste azeite.

A educação do consumidor, dos patrões de loja, dos dirigentes é fundamental para uma melhoria do sector do olival tradicional em Portugal. Mais divulgação do Azeite Português, muito importante.

 

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R.E. –  A marca «azeite do Alentejo continua a ser uma mais valia para o mercado?

 E.T. –  No nosso caso pessoal verificamos que o azeite de Portugal, bem como a qualidade é quase desconhecida no mercado onde trabalhamos. Há surpresa pela qualidade, há surpresa pela região, pois o Alentejo é uma região desconhecida. Conhecem o Norte de Portugal, o Porto, Coimbra, Lisboa e Algarve, o Alentejo é muito associado a Espanha.

           O mercado Português continua a ter uma forte identificação com o Azeite do Norte transmontano, e não mostra muita apetência,  pela suavidade do azeite alentejano.

 

 

R.E. –  A exportação é uma boa alternativa para o escoamento?

  E.T –  – Para nós o mercado francês absorve 60% da nossa produção. Pensamos que a exportação é uma boa alternativa para o escoamento do azeite português.

 

 

 

 

 

AZEITE RISCA GRANDE,, PERTO DE BEJA EXPORTA MAIS DE 200 MIL GARRAFAS DE AZEITE

 

 

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A família Bernhard cidadãos de origem Suiça resolveram, em 2000 apostar no Alentejo e nas óptimas condições da região para produzir um dos melhores azeites do mundo

 

A herdade da RISCA GRANDE situa-se a sudeste da vila de Serpa e a cerca de 30 km a leste de Beja no Alentejo.

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A empresa é dirigida pelas famílias suíças Bernhard e Zehnder, que compraram a propriedade de na altura 92 hectares em 2000 e que começaram em 2002 com o cultivo do olival. Desde o início, o objectivo era cultivar o olival de acordo com as normas da agricultura biológica, para os quais as condições na região do Alentejo são óptimas.

 

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R.E. – Há quanto tempo existe e como surgiu a empresa Risca Grande?

G.Z. – Em 2000, a família suíça Bernhard adquiriu 90ha de olival perto da cidade de Serpa. A empresa foi constituída em 2007 pelas famílias Bernhard e Zehnder.

No início de 2016, a empresa decidiu de lançar a nova marca “Olival da Risca”, que hoje em dia é a única marca que dá a imagem aos produtos da empresa Risca Grande. No logótipo desta marca é utilizado uma das oliveiras mais antigas da herdade, localizado perto da entrada da propriedade.

Um mapa antigo designou a linha das colinas que fazem o seu caminho através do olival da propriedade com o nome “RISCA GRANDE”, um termo que há muito foi esquecido. As famílias decidiram na altura de adotar este nome para a sua empresa. A visão é desde sempre de produzir um azeite biológico de alta qualidade.201511_flosolei-capa

 

R.E. – Qual a área de plantação e média de produção?

 

Gregor Zemp (G.Z.) – O azeite “Olival da Risca” é proveniente de cerca de 200ha de olival. Produzimos 19 diferentes tipos de azeite, e exportamos anualmente cerca de 200.000 garrafas para vários países do mundo. Em primeiro lugar está o mercado europeu, sendo que temos cada vez mais clientes fora da Europa.

 

R.E. – Como decorreu a última campanha a nível de quantidade e qualidade?

 

Gregor Zemp (G.Z.) – Estamos muito contentes com a última colheita, quer a nível de quantidade, quer da qualidade. Tivemos uma quantidade recorde de azeitona, e a nossa satisfação relativamente à qualidade entretanto foi confirmada pelos prémios que ganhámos este ano (2º lugar na BioFach “Olive Oil Award”, Premio BIOL “Best organic olive oil of Portugal”).

 

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R.E. – Quais as características que salientaria no vosso azeite?

G.Z. – O nosso azeite é produzido sobretudo com variedades locais. Os prémios conseguidos demonstram que felizmente as variedades portuguesas permitem fazer um azeite de mais alta qualidade. O mais relevante guia internacional de azeite, FLOS OLEI, atribuiu-nos, pelo segundo ano consecutivo, 96 de um total de 100 pontos. Somos a única empresa em Portugal que obteve esta classificação, sendo esta cotação a mais alta atribuída a um produtor português.unnamed

O nosso produto tem a certificação demeter, ou seja, trata-se de um produto biodinâmico. Só há um grupo reduzido de produtores na Europa que possuem esta distinção, uma vez que a agricultura biodinâmica (ou Demeter) é ainda mais abrangente e rigorosa do que a agricultura biológica. Mas também possuímos as certificações EU-Bio e BioSuisse.

Porém, a produção de acordo com estas regras é mais do que um mero método. Trata-se – na nossa visão – de uma filosofia da vida. Por isso, para nós as regras para uma produção biológica não são uma imposição de uma entidade externa, mas antes uma indicação que seguimos de boa vontade. Nos próprio queremos comer um azeite que não contenha pesticidas, herbicidas ou fungicidas. Os nossos produtos não tem nada disso, queremos um azeite puro, que nós próprios queremos comer e dar aos nossos familiares porque sabemos que está cheio de elementos benéficos para a saúde.

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R.E. – Como está o sector em Portugal e o que poderia contribuir para que o sector melhorasse?

G.Z. – Mundialmente o consumo do azeite está a crescer, uma vez que há cada vez mais pessoas que apreciam as qualidades extraordinárias do azeite para a saúde. Isso reflete-se também em Portugal: A produção do azeite está em crescimento, e como consequência também a área de olival. Em muitos campos onde se cultivava antigamente trigo encontra-se hoje em dia olival.

A nossa contribuição está na nossa dedicação de posicionar o azeite de Portugal entre os melhores azeites do mundo. Antigamente, muitos consumidores pensavam que só da Itália vem um azeite de qualidade. Hoje em dia, este conceito está a mudar. Os consumidores começam a aperceber que também existem outras regiões no mundo que produzem um azeite de altíssima qualidade, como é o caso de Portugal.    

 

R.E. –  A marca «azeite do Alentejo continua a ser uma mais valia para o mercado?

G.Z – Infelizmente a marca “Azeite do Alentejo” não goza, na nossa opinião, de uma expressão significativa no estrangeiro, pelas seguintes razões: Muitos produtores fizeram a escolha de produzir azeite em granel e exportá-lo para outros países mediterrâneos, nomeadamente para a Espanha e a Itália. Este azeite não traz qualquer visibilidade ao nome de Portugal ou ao nome do Alentejo.

Para além disso, não existem iniciativas conjuntas com alguma relevância entre os produtores e entidades públicas que possam trazer mais notoriedade internacional à marca “Azeite do Alentejo”. Os viticultores estão mais avançados do que os produtores de azeite em relação à este tipo de parcerias.

Porém, sabe-se que o sector agro-alimentar do Alentejo tem empresas que produzem produtos ao mais alto nível mundial, não só na área do azeite. A água do Alqueva permitirá que futuramente a área com excelentes condições de produção irá aumentar. Ou seja, existe um potencial grande que ainda pode e deve ser explorado.

 

R.E. –  A exportação é uma boa alternativa para o escoamento?

G.Z. – Para a Risca Grande, a exportação nunca foi uma alternativa. Foi desde sempre o negócio principal. Mais do que 90% dos nossos produtos são vendidos fora de Portugal. Temos um produto de nicho, com compradores muito exigentes. Por conseguinte, procuramos sempre chegar a esta clientela com o nosso azeite, seja onde ela esteja.

 

 

 

EM PLENO SOTAVENTO ALGARVIO, NOMEADAMENTE EM MONCARAPACHO PRODUZ-SE UM AZEITE DA MAIS ALTA QUALIDADE –  O AZEITE  VIRGEM EXTRA MONTEROSA. VENHA CONHECÊ-LO CONNOSCO!

 

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CONTACTOS AZEITE E VIVEIROS MONTEROSA CONTACTOS: Viveiros Monterosa, Apartado 26, 8700-068, Moncarapacho – Portugal Tel.: +351 289 790 440 | Fax.: +351 289 792 463 Antonio Duarte Mob.: +351 914 293 184 | e-mail: order@monterosa.pt GPS: Viveiros Monterosa: N 37° 05′ 30″ ( N 37° 05,500′ ) | W 7° 46′ 59″ ( W 7° 46,999′ ) Lagar Monterosa: N 37° 05′ 19″ ( N 37° 05,310′ ) | W 7° 47′ 15″ ( W 7° 47,251′ )

. O Azeite Monterosa Virgem Extra provém dos 20 hectares de olival  em Moncarapacho.

As azeitonas são apanhadas à mão e transportadas de imediato para o lagar da própria Quinta. Aí, são moídas com mós de granito, num processo mecânico que remonta aos tempos romanos.

O azeite é extraído, filtrado, guardado em cubas de aço inoxidável e engarrafado, utilizando a mais moderna tecnologia.

O resultado é um azeite da mais alta qualidade: o Azeite Virgem Extra Monterosa.

Saiba mais, saboreie melhor.

 

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Tudo começou em 1969 com Detlev von Rosen que veio da Suécia para Portugal, para produzir hortícolas durante os meses de Inverno para os mercados do norte da Europa, onde estavam disponíveis apenas no Verão. O clima ameno da região do Algarve era ideal para tal.

Foi um sucesso, mas devido a dificuldades no transporte do produto para Londres, Hamburgo e Gotemburgo, mudou a produção para plantas ornamentais em 1972. Este era um mercado emergente e os produtos suportavam um tempo de transporte mais longo. A atividade prosperou ao longo dos anos, tornando-se num dos importantes viveiros de plantas ornamentais na Europa.

O olival veio mais tarde substituindo um laranjal como consequência de vários anos de seca. A oliveira que precisa de pouca rega, está presente no Algarve há milhares de anos, embora nos tempos modernos a tradição de fazer azeite na região estivesse quase perdida. Foi no ano 2000 que a empresa Monterosa se lançou neste desafio de produzir um Azeite de Quinta de alta qualidade no Algarve.

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Campanha da apanha de azeitona e lagar do azeite Monterosa Moncarapacho, 15 Setembro 2015 FOTO: VASCO CELIO/STILLS

 

ROTEIROSEVENTOS (RE) – Há quanto tempo existe e como surgiu a marca de azeite «azeite Monterosa»?

EDUARDO MARTINS (E.M.) –  Em 1972 começámos com os Viveiros Monterosa na produção de plantas ornamentais. Só em dois mil reconvertemos uma área de citrinos em Olival.

 

 

R.E. – Qual a área de plantação e média de produção?

 

E.M. – Temos 20 ha de olival com 5 variedades diferentes que foram plantadas entre os anos 2000 e 2006. Pensamos poder chegar a uma produção de 20.000 litros de azeite dentro de alguns anos.

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R.E. – Como decorreu a última campanha a nível de quantidade e qualidade?

 

E.M. – Produzimos, este ano, cerca 10.000 litros de muito boa qualidade.20150915 Monterosa_Monterosa_89Q2292

 

RE. – Quais as características que salientaria no vosso azeite?

 

 E.M. – Fazemos tudo com um único objectivo: produzir azeite de alta qualidade. Os resultados são azeites frescos, frutados, cheios de antioxidantes e por isso saudáveis.

 

R.E. – Como está o sector em Portugal e o que poderia contribuir para que o sector melhorasse?

 

E.M. – O sector está a evoluir com uma constante melhoria na qualidade dos azeites, respondendo ao desejo da parte dos consumidores de azeites apetecíveis, sem defeitos. 

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R.E. –  Além do azeite, que outros produtos e serviços presta a vossa empresa?

 

E.M. – O nosso “core business” são as plantas ornamentais em vaso da gama mediterrânica.

 

R.E. –  A exportação é uma boa alternativa para o escoamento?

 

E.M. –  Sim, tanto para as plantas como para o azeite.

 

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One thought on “PORTUGAL PRODUZ DOS MELHORES AZEITES DO MUNDO QUER CONHECÊ-LOS?

  1. Manuel Gaspar da Cunha 24 de Outubro de 2015 / 7:20

    AZEITE.
    No distrito da Guarda produze-se azeite de qualidade superior,onde predomina a variedade (GALEGA), que para alem das suas caratristicas de sabores,macias,aromaticas e outras. Tem outros fatores importantes como por exemplo a estabilidade das suas caratristicas por muito mais tempo em relação a outras cultivares e ainda indispensaveis para valorizar lotes de outras qualidades . Os azeites desta região teem sido pouco divulgados por pertencerem a olivicultores de propriedades “minifundio” de pequenas áreas o que por motivos de rentabilidade os fragiliza economicamente e quase proibe a publicidade. Tem-se publicitado mais a QUANTIDADE do que a QUALIDADE.
    Querem conhecer qualidade experimentem AZEITE DO MONDEGO-rua manuel conde 36- 6300-580 Guarda,Tm 917515149-manuel.g.cunha@sapo.pt.,só vende o que produz e em proteção integrada não discurando todos os meios de cultivo,colheita e fabrico do azeite para que ele não perca tudo o que de bom tem o verdadeiro e genuino.

    Gostar

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