A ROTA DOS VINHOS DO ALGARVE

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APÓS AS VÁRIAS ROTAS DOS VINHOS EM PORTUGAL, DECIDIMOS DAR TAMBÉM A CONHECER AOS LEITORES DO ROTEIROSEVENTOS ESPALHADOS UM POUCO PELOS 5 CONTINENTES… EIS A ROTA DOS VINHOS DO ALGARVE… VENHA DAÍ CONNOSCO DESCOBRIR UM POUCO MAIS DESTES VINHOS E DOS SEUS PRODUTORES!

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Muitas vezes considerado o paraíso turístico de Portugal, o Algarve é uma região onde a área de vinha decresceu nos últimos anos. A indústria turística ocupou grande parte da área dos terrenos agrícolas e o vinho algarvio esteve próximo da extinção. Hoje, há de novo interesse vitivinícola na região e investe-se no desenvolvimento deste sector.

Nos últimos anos, a região está a receber investimentos para revitalizar o sector vitivinícola. Iniciou-se a replantação de castas, a modernização das adegas e praticaram-se novos métodos de produção de vinhos.

 

No extremo Sul de Portugal Continental, o Algarve é uma zona bem definida, um compartimento com feições características, conferidas pela proximidade do mar, pelo clima, pela vegetação natural e pela cultura marcada pela longa ocupação árabe.

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A região demarcada do Algarve data de 1980, produzindo vinhos tinto, branco, rosado e licorosos.
Os vinhos brancos e tintos caracterizam-se pelos aromas a frutos bem maduros e sabor aveludado e quente.

Vinhos I.G. “Algarve”

Os vinhos regionais da região Algarvia caracterizam-se por serem macios, pouco acídulos e ligeiramente alcoólicos, sendo os tintos de cor definida ou granada e os brancos de cor palha.
Incluído no Vinho Regional Algarve produz-se também nesta região um vinho licoroso, de grande tradição, com a indicação geográfica Algarve.

Vinhos de Denominação de Origem

No Algarve existem quatro Regiões que produzem vinho com Denominação de Origem, sendo elas Lagoa, Lagos, Portimão e Tavira.

 

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AS CASTAS

No Algarve existem quatro Denominações de Origem (Lagoa, Lagos, Portimão e Tavira), ainda que a maior parte do vinho seja vendido sob a designação de Indicação Geográfica.

Para além das castas tradicionais, principalmente as tintas Castelão e Negra Mole e as brancas Arinto e Síria, nos últimos tempos têm obtido grande sucesso as variedades da Touriga Nacional e principalmente a Syrah, uma casta de renome internacional, que se adaptou muito bem às condições climáticas particulares do Algarve.

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Os novos projectos, todos em vinha ao alto, apostam na tinta Aragonez, na Touriga Nacional e na branca Verdelho, juntamente às castas internacionais mais prestigiadas como Chardonnay e, a já referenciada, Syrah.

 

 

 

 QUINTA DA VINHA (LAGOA WINE) LANÇOU  O CABRITA MOSCATEL – SWEET WINE, UM VINHO QUE SE REVELA UMA AUTÊNTICA EXPLOSÃO DE AROMAS, COM MINERALIDADE E FRESCURA CROCANTE

 

Os vinhos Cabrita são a pura expressão da terra Algarvia. 


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O vinho Cabrita provém da pitoresca Quinta da Vinha, propriedade da família Cabrita. Situada no concelho de Silves, não tem mais do que 6,6 hectares, o que em termos de propriedade vitivinícola poderia ser considerado como uma produção familiar. E, em parte, é. A tradição do vinho Cabrita já remonta a 1977. Foi nesse ano que José André, comerciante de frutas, adquiriu a quinta e produziu uvas tradicionais algarvias como Crato, Manteúdo, Negra-Mole e Castelão, dando origem ao seu vinho “caseiro”.

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VINHOS CABRITA José Manuel Cabrita Quinta da Vinha Sitio da Vala, 8300-032 Silves Tel: 917236030

 

 

ROTEIROSEVENTOS (R.E.) –  Como foi a última campanha a nível de quantidade e qualidade?

 

JOSÉ MANUEL CABRITA (J.M.C.)  – Foi um ano inesperado com algumas alterações climáticas. Temos tintos muito sólidos em cor e em riqueza aromática  onde se destaca a Touriga Nacional que de ano para ano está a mostrar o seu real potencial e valor nos solos e clima do Algarve. Os brancos foram uma grande revelação com a surpresa de um 100% Moscatel, com grande mineralidade e uma complexidade aromática surpreendente e um Negra Mole assente em aromas primários da casta e sua autenticidade.

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R.E. – Qual a área de plantação e a média de produção?
J.M.C. –  A  Área de plantação das nossas vinhas ronda os 5.5 ha.
Produção média por ha – 4 a 5 toneladas, onde efectuamos uma poda muito curta e na altura do pintor uma monda de cachos de 40-50% dependendo do ano e produção de cada cepa.
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R.E. – Em que patamar colocaria os vinho do Algarve no cenário nacional?

J.M.C. – Os nosso vinhos  têm uma grande vantagem relativamente ao panorama Nacional. O Algarve tem uma temperatura média durante a época de maturação das uvas ideal, que pouco se encontra nas outras região de grande valor. Para além disso a influência do mar e dos ares do norte África criam as condições ideais para o desenvolvimento e maturação de cachos de uvas ricos em cor, estrutura e frescura. Acreditamos que um bom vinho a nível mundial só se obtém com grandes uvas, e a região tem grande qualidade no seu terroir.

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R.E. –  Lançou ou vai lançar algum vinho no mercado? em caso afirmativo, qual e o que destacaria nele?

J.M.C. – O nosso Cabrita Moscatel – Sweet Wine, é a jóia e revelação para aos brancos deste ano. Fomos absolutamente surpreendidos por estas uvas que já na vinha se mostravam bem diferentes do habitual moscatel. Uma aromática muito vegetal com grande mineralidade. O vinho é uma explosão de aroma, com uma mineralidade e frescura crocante. 

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R.E. –  Quais as principais lacuna/dificuldades dos produtores de vinho na região, o que se poderia fazer para melhorar o cenário?
J.M.C. – O mercado Algarvio, reconhece os vinhos Cabrita como seus, e abraçou deste do primeiro dia os nossos vinhos, estamos representados nos melhores restaurantes da região e nos pontos de venda mais frequentados do Algarve. Somos uma referência de vinhos de qualidade e consistência tanto no mercado nacional como internacional.
É verdade que de inicio não foi um mercado fácil de penetrar, mas olhamos essas dificuldades como novos desafios e conseguimos supera-los rapidamente através do reconhecimento e qualidade dos nossos vinhos.

 

R.E. – O que destacaria nos seus vinhos, e como está o mercado dos vinhos do Algarve?
 J.M.C. – Os vinhos Cabrita são o reflexo do terroir Algarvio, que existe no projecto desde o inicio. As vinhas foram plantadas na quinta da família na zona de Silves e são a razão principal do estilo dos vinhos Cabrita. Apenas se utiliza castas portugueses e autóctones da região. O reforço no projecto de uma enologia de topo onde não olhamos a custos para garantir a protecção e valorização da uva e do vinho.
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As nossas uvas são bem acarinhadas na vinha, temos produções muito baixas por ha, o que nos garante uvas de grande qualidade. A vindima das uvas é manual com equipas que selecionam na vinha alguma uva que não esteja perfeita. Utilizamos sistemas de frio para o controlo da fermentação, somos adeptos de uma enologia não intervertida, acreditando sempre no potencial das nossas uvas e do terroir do Algarve. Os vinhos Cabrita são a pura expressão da terra Algarvia.

 

 

 

ADEGA QUINTA DO FRANCÊS LANÇOU NO MERCADO UM NOVO ROSÉ –   O  QUINTA DO FRANCÊS ROSÉ 2015, DE COR CLARA E LÍMPIDA, COM SABORES A FRUTOS TROPICAIS E FRUTOS VERMELHOS

 

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QUINTA DO FRANCES ESTATE FAMILY PATRICK AGOSTINI, Lda Sítio da Dobra Odelouca Cx P 862H 8300-037 SILVES – PORTUGAL GPS:37° 13′ 1.52” N 8° 30′ 32.53” W (Para informação, alguns GPS não chegam a adega, é aconselhado imprimir as direções!) Tel: + 351 282 106 303 E-mail: quintadofrances@gmail.com

A Quinta do Francês é uma propriedade familiar, com 8 hectares de vinha, situada nos vales de Silves, a caminho da Serra de Monchique, na ribeira de Odelouca, na região mais ao sul de Portugal, o Algarve. 

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O PRODUTORE PATRICK AGOSTINI:

Nascido em França, de uma família italiana do Piemonte com uma tradição de produção de vinho, Patrick Agostini tornou-se médico de Anatomia Patológica.

 Aos 33 anos, com a sua esposa de origem portuguesa, Fátima Santos, decidiram deixar a França para vir viver em Portugal. Aí encontrou a propriedade que lhe permitiu seguir a sua paixão de produzir grandes vinhos.

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O terreno que ele escolheu, no vale da ribeira de Odelouca, no Algarve, com encostas viradas a sul, com um solo xistoso e com as castas plantadas, Trincadeira (Tinta Amarela), Aragonês (Tinta Roriz), Cabernet Sauvignon e Syrah, fazem deste vinhedo um “terroir” ideal com condições perfeitas para produzir grandes vinhos.

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Patrick produz um vinho topo de gama “Quinta do Francês”, e o segundo vinho, Odelouca”. Ambos os vinhos foram muito bem aceites, ganhando medalhas em famosos concursos internacionais, como Bruxelas e Londres e, atraindo críticas muito favoráveis na imprensa nacional e internacional.

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FÁTIMA SANTOS FALA-NOS UM POUCO MAIS DOS SEUS VINHOS E NA REGIÃO, EM GERAL  E TAMBÉM DE ALGUMAS DIFICULDADES:
 «As nossas vinhas estão mais a norte no Algarve, em terreno único de Xisto pedregoso, que dão carácter único e destacável aos nosso vinhos…. Sentimos a falta de apoio do ponto de vista marketing, vendas e promoção pela comissão vitivinícola do Algarve e pelo Turismo do Algarve».
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ROTEIROSEVENTOS R.E. – Como foi a última campanha a nível de quantidade e qualidade?
FÁTIMA SANTOS (F.S. ) –  Podemos dizer que foi um ano de quantidade razoável, mas  um bom ano em termos de qualidade.
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R.E. – Qual a área de plantação e a média de produção?
F.S. – Temos  8 Ha de vinha plantada,  e produção de 35 – 40 toneladas.
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R.E. – Em que patamar colocaria os vinho do Algarve no cenário nacional?
F.S. – Os vinhos do Algarve tem uma qualidade média-alta e alta.
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R.E. – Lançou ou vai lançar algum vinho no mercado? em caso afirmativo, qual e o que destacaria nele?
F.S. – Além das marcas existentes que já temos, o ODELOUCA branco e tinto, e o QUINTA DO FRANCÊS branco, tinto e Syrah, este ano lançamos o QUINTA DO FRANCÊS rosé 2015. Este rosé tem uma cor clara e límpida, com sabores a frutos vermelhos e frutos tropicais e com um teor em álcool de 12%.
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R.E. – Quais as principais lacuna/dificuldades dos produtores de vinho na região, o que se poderia fazer para melhorar o cenário?
F.S.  – Falta de apoio do ponto de vista marketing, vendas e promoção pela comissão vitivinícola do Algarve e pelo Turismo do Algarve.

R.E. – O que destacaria nos seus vinhos, e como está o mercado dos vinhos do Algarve?
F.S. – As nossas vinhas estão mais a norte no Algarve, em terreno único de Xisto pedregoso, que dão carácter único e destacável aos nosso vinhos.
O mercado dos vinhos do Algarve é principalmente no Algarve e cresce quando cresce o turismo do Algarve. Estamos cada vez mais presentes aqui nos restaurantes e garrafeiras. A nível nacional, os vinhos do Algarve ainda não estão reconhecidos como vinhos de qualidade, o que torna difícil a distribuição a centro e Norte de Portugal.

 

 

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