A FEIRA NACIONAL DO MIRTILO… ENTRE OS DIAS 23 E 26 DE JUNHO, VISITE SEVER DO VOUGA E APRECIE OS PEQUENOS FRUTOS ONDE O MIRTILO É REI

ENTRE OS DIAS 23 E 26 DE JUNHO, SEVER DO VOUGA RELAIZA A 9ª EDIÇÃO DA FEIRA NACIONAL DO MIRTILO

 

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A edição de 2016 da Feira Nacional do Mirtilo vai realizar-se em Sever do Vouga entre 23 e 26 de junho. A Capital do Mirtilo acolhe a 9.ª edição deste que é o evento de referência em Portugal para a fileira do mirtilo.

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À semelhança dos anos anteriores, a Feira Nacional do Mirtilo terá uma vincada componente técnica com a realização de dois dias de palestras temáticas (dias 24 e 25), bem como uma área onde os agentes que operam na fileira do mirtilo mostram os seus produtos e serviços. Durante os quatro dias do evento, de entrada gratuita, o Parque Urbano da Vila de Sever do Vouga conta receber várias dezenas de milhares de pessoas para visitar os cerca de 100 expositores presentes esta ano, desde as artes e ofícios, passando pelos técnicos, viveiristas e produtores que vendem o mirtilo em fresco e seus derivados, não esquecendo a gastronomia local e outros pequenos frutos, desde a framboesa, a amora  physalis. Além da componente profissional da Feira, a organização está a preparar um programa lúdico e de animação destinado às famílias que se desloquem a Sever do Vouga. Animação musical, animação para os mais novos, viagens em comboio turístico, visitas a plantações de mirtilos, apanha do mirtilo, showcookings, entre muitas outras actividades, estarão ao dispor dos visitantes durante os quatro dias da Feira Nacional do Mirtilo.

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MAIS UMA VEZ, O ROTEIROSEVENTOS NÃO PODERIA DEIXAR DE PROMOVER E DIVULGAR UM DOS MAIORES EVENTOS DO PAÍS A NÍVEL DOS PEQUENOS FRUTOS, ONDE SEVER DO VOUGA SE AFIRMA COMO A CAPITAL DO MIRTILO.

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Feira Nacional do Mirtilo volta a Sever do Vouga de 23 a 26 de junho

Sever do Vouga volta a acolher a Feira Nacional do Mirtilo entre os dias 23 e 26 de junho.

Ao longo dos quatro dias desta que será a 9.ª edição do evento são esperados na “Capital do Mirtilo” várias dezenas de milhar de visitantes que poderão apreciar os cerca de uma centena de expositores presentes e participar nas inúmeras atividades propostas pela organização.AF_flyer_10x20_FNM_2016_3

A Feira Nacional do Mirtilo, uma organização da Câmara Municipal de Sever do Vouga, que se realiza no Parque Urbano da vila, um espaço verde no centro de Sever do Vouga, continua a ter entrada gratuita e volta a aliar um programa direcionado a profissionais da fileira do mirtilo a um programa de animação com propostas para toda a família.

Na componente profissional, destaque para as cerca de duas dezenas de empresas presentes, todas ligadas à fileira do mirtilo e dos pequenos frutos, e ao programa de palestras técnicas que se estende pelos dias de sexta e sábado (24 e 25 de junho). Para tal, a organização preparou este ano uma tenda específica para estas palestras, situada junto ao setor dos expositores técnicos. Será também nesta Tenda Técnica que se irá realizar a cerimónia de inauguração da Feira Nacional do Mirtilo, no dia 23, pelas 11.30 horas, e que contará com a presença do Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira.

Visitas técnicas a pomares de mirtilos e ao Campo Experimental de Pequenos Frutos da Agim também fazem parte da componente profissional da Feira Nacional do Mirtilo.

Relativamente à animação da Feira, as propostas são muitas e variadas, desde a animação musical diária com bandas e DJ’s, com destaque para Quim Barreiros e a DJ Mendinha (Rita Mendes), ambos no dia 26 à tarde, showcookings diários para crianças e adultos (destaque para a presença da chef Ann-Kristin no dia 26), animação itinerante pelo recinto, animação infantil, comboio turístico, apanha do mirtilo, desfile das crianças dos jardins-de-infância do concelho, vários eventos desportivos e gastronomia. Destaque ainda para uma Feira do Livro, a decorrer no recinto, e às visitas gratuitas ao Museu Municipal de Sever do Vouga, situado nas proximidades e que estará aberto nos dias da feira.

Relativamente à área de exposição, a Feira Nacional do Mirtilo dividiu os cerca de 100 expositores presentes em vários setores: produtores e comercializadores de fruto e viveiristas, expositores técnicos, artesanato, gastronomia e bares.

Parques de estacionamento e transporte gratuito

A organização da Feira Nacional do Mirtilo coloca ao dispor dos visitantes dois parques de estacionamento: um na entrada Sul da vila e outro na entrada Norte, na Zona Industrial dos Padrões. A organização vai colocar ao dispor dos visitantes o “Mirtilo Bus”, um transporte gratuito que irá fazer a ligação entre estes dois parques de estacionamento e o recinto da Feira Nacional do Mirtilo e que irá funcionar continuamente. O local de paragem do “Mirtilo Bus” estará devidamente assinalado junto aos parques de estacionamento e numa das entradas da Feira.

Pretende-se melhorar substancialmente as acessibilidades ao evento, facilitar o acesso à Feira e reduzir o congestionamento de trânsito que afeta Sever do Vouga nos dias da Feira Nacional do Mirtilo.

350 crianças em desfile pelas ruas da vila

Como habitualmente, a Feira Nacional do Mirtilo abre com o Desfile dos Mirtilitos, no dia 23 de junho, às 10.30 horas. Este ano, serão cerca de 350 crianças de todos os jardins-de-infância, creches e ATL do concelho de Sever do Vouga que, com as fantasias feitas por eles, vão dar um colorido especial às ruas do centro da vila. Como não poderia deixar de ser, o tema do desfile é o mirtilo e está lançado o mote para que a edição de 2016 da Feira Nacional do Mirtilo seja inaugurada da melhor forma.

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91ª Ignite Portugal – 25 de junho – Feira Nacional do Mirtilo (Sever do Vouga)

Sever do Vouga vai acolher a 91ª edição do Ignite Portugal. O evento está inserido na programação da Feira Nacional do Mirtilo e vai decorrer no dia 25 de junho, a partir das 19.30 horas, na Tenda Técnica da Feira Nacional do Mirtilo.

Ignite Portugal é um conjunto de eventos abertos à participação de todos e giram em torno de apresentações sobre temas como inovação, criatividade, empreendedorismo ou tecnologia, em que os apresentadores têm apenas 5 minutos para falar, com 20 slides que rodam automaticamente a cada 15 segundos.

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Quem quiser partilhar uma ideia, uma história, uma curiosidade, uma teoria, uma experiência, uma paixão, etç, pode fazer a sua inscrição em http://igniteportugal.blogspot.pt/p/become-speaker.html.

Pretendem-se candidatos com apresentações interessantes e originais, que não vendam nenhum tipo de negócio e que queiram fazer intervenções únicas e divertidas para inspirar as pessoas.

A verba adquirida com a venda dos bilhetes reverte para uma instituição de caráter social do concelho de Sever do Vouga.

A organização está a cargo da Agim, Casa de Severi e Forinova/Segmaz.

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PRETENDEMOS ASSIM, TRAÇAR UMA ROTA ONDE OS NOSSOS LEITORES FICARÃO A CONHECER ALGUNS DOS PRODUTORES DE MIRTILOS E DE OUTROS PEQUENOS FRUTOS EM PORTUGAL, BEM COMO UMA PEQUENA VISITA GUIADA A SEVER DO VOUGA, INDICANDO ALGUNS LOCAIS A VISITAR E ONDE COMER E FICAR A REPOUSAR NO SEIO DAS MARAVILHOSAS PAISAGENS QUE A NATUREZA OFERECE NA REGIÃO.

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Sever do Vouga

O concelho de Sever do Vouga localiza-se nas margens do rio Vouga, distrito de Aveiro, e é constituído por nove freguesias com cerca de 15 000 habitantes. É o ponto de passagem na ligação ao resto da Europa através da A25. Um local marcado por uma grande beleza natural, que quer afirmar-se como um destino turístico, pretendendo ser um concelho desenvolvido ao nível da pequena indústria e coesão social.

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O seu património arquitectónico é muito rico e variado, destacando-se a gravura em pedra conhecida por Fornos dos Mouros, as capelas de S. Macário, de S. Brás e S. Tiago e a Igreja Matriz de N. Sra. Da Assunção, a anta da Cerqueira (ver imagem), a via romana e o pelourinho de Sever do Vouga, junto ao antigo edifício da Câmara. Sever do Vouga é também conhecido pelos seus eventos e actividades desportivas, tais como a Prova Nocturna de Fórmula Roll Sever (esta prova decorre durante a “Semana da Lampreia”), provas de todo-o-terreno, BTT e canoagem. O artesanato é composto por trabalhos de cestaria e do ferro. Recentemente, o Mirtilo tem chamado a atenção para a excelência e potencialidade do concelho.

 

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LOCAIS A VISITAR

  • Miradouro de Santa Maria da Serra onde se vislumbra a Costa Lagunar. Situado na freguesia de Talhadas.
  • Miradouro da Nossa Senhora da Penha com vista para a Costa de Aveiro. Situado na Freguesia de Silva Escura
  • Miradouro do Poço de Santiago com vista para o Rio Vouga. Freguesia do Pessegueiro do Vouga
  • Praia Fluvial da Quinta do Barco junto a um dos mais vastos lençóis de água deste rio. Freguesia de Paradela do Vouga.
  • Cascata da Cabreia onde abundam imensos cursos hídricos. Freguesia de Silva Escura.

 

 

ARTICOLD PROJECT TEM AS MELHORES SOLUÇÕES PARA ARMAZENAMENTO EM FRIO  DOS SEUS PEQUENOS FRUTOS!

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Já com vários anos de experiência e um leque alargado de clientes, a Articold dá mais enfoque na área da refrigeração industrial, realizando câmaras frigoríficas de conservação e de atmosfera controlada para agricultores e cooperativas adequando os projetos às necessidades dos clientes, tendo como objetivo principal realizar instalações ao gosto do nosso cliente e que sejam económicas energeticamente.img1

Paulo Sérgio, gerente da ARTICOLD entende que por vezes não é o preço do equipamento a montar o mais importante na escolha, pois o essencial é o que se pode poupar a nível das facturas de energia eléctrica. Assim, a ARTICOLD dispõe de um serviço de estudo e aconselhamento, proondo uma solução ajustada a cada caso.

Paulo Sérgio explica um pouco dos serviços da sua empresa: ”

Com mais de 20 anos de experiência fazemos câmaras frigoríficas para os mais variados produtos como frutas, vegetais, carnes, peixes, etc., sendo a nossa especialidade projectar e construir câmaras para fruta.img1 (1)

Desde 1998 que comercializamos equipamentos que permitem fazer a gestão dos valores de Oxigénio e Dioxido de Carbono presentes na atmosfera que permite criar condições especiais que são propicias à boa conservação do produto durante periodos mais longos mantendo as suas caracteristicas originais (cor e sabor) durante toda a campanha de forma automática sem ser necessário intervenção uma vez que as máquinas são ligadas e parametrizadas.
Com já mais de uma centena de câmaras de atmosfera controlada instaladas em todo o pais possuímos técnicos especializados na área que fazem desde a instalação do sistema e parametrizações até manutenção das câmaras e máquinas ao longo do seu período de funcionamento”.

 

 

VAMOS CONHECER ALGUNS DOS PRODUTORES DE PEQUENOS FRUTOS E DE MIRTILOS EM PORTUGAL:

 

 

AGIM, EM SEVER DO VOUGA, É A ASSOCIAÇÃO QUE ENVOLVE TODOS OS INTERVENIENTES DA FILEIRA DOS PEQUENOS FRUTOS. CONTA, NESTE MOMENTO COM 160 ASSOCIADOS, ONDE O ESCOAMENTO E A GARANTIA DOS PREÇOS SÃO ALGUMAS DAS SUAS PREOCUPAÇÕES

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Agim Associação para os Pequenos Frutos e Inovação Empresarial Lugar da Estação – Edifício Vougapark, piso 2 3740-070 Paradela SVV Telef/fax: 234 597 020 e-mail: agim@agim.pt

A AGIM é uma associação sócio profissional de direito privado, sem fins lucrativos, que abrange todos os intervenientes da fileira dos pequenos frutos em Portugal, sejam eles produtores, técnicos e organizações de comercialização, e que quer assumir-se como entidade que representa e defende os seus interesses socioprofissionais, principalmente junto do Ministério da Agricultura, mercado e sociedade em geral, tanto a nível nacional como internacional, sendo o catalisador e o ponto de encontro de todos os seus players, com o objectivo de melhorarem os seus negócios e alcançarem uma posição de destaque no panorama económico nacional.

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EM SETEMBRO DE 2013, A AGIM INAUGUROU O CAMPO EXPERIMENTAL DE PEQUENOS FRUTOS. COM UMA ÁREA DE SEIS MIL METROS QUADRADOS, ESTE CAMPO VAI PERMITIR UM AUMENTO NO CONHECIMENTO TÉCNICO-CIENTÍFICO DE TODA A FILEIRA DOS PEQUENOS FRUTOS.

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Localizado no centro de Sever do Vouga, o Campo Experimental é uma fonte de investigação e um instrumento de trabalho que permite a realização de ensaios e experiências que produzam conhecimento para toda a fileira dos pequenos frutos, em especial para o mirtilo. Através deste aumento de conhecimento técnico e científico, espera-se que se encontrem soluções e respostas para alguns dos problemas das culturas dos pequenos frutos, além de poder ajudar técnicos e produtores nas suas tomadas de decisões quanto à eleição das cultivares, dos compassos a adoptar, do sistema de produção, do tipo de rega, dos materiais a utilizar, do tipo de fertilização, dos tratamentos fitossanitários a realizar e das práticas culturais a adoptar.

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SANDRA SANTOS, COORDENADORA GERAL DA AGIM, FALA-NOS UM POUCO DA ASSOCIAÇÃO E DO SECTOR:

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R.E. – Qual o número de associados da AGIM e a média de produção comercialização anual?
SANDRA SANTOS (S.S.) – A AGIM reune cerca de 160 associados distribuidos por todo o país.
R.E. – Já há uma perspectiva em relação à colheita deste ano? vai ser uma boa campanha?
S.S. – Tudo indica que sim. Os produtores estão empenhados, procuram cada vez mais apoio técnico e os resultados têm-se notado. Existem muitos, sobretudo jovens agricultores, que ainda estarão no seu primeiro ou segundo ano de campanha e, por isso, ainda não vão colher o esperado, mas o importante é ir dando os passos certos e, para isso, está cá a AGIM para dar todo o apoio técnico.
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R.E. – como está o sector? ainda se pode considerar uma aposta aliciante?
S.S. – Claro que sim. O importante é trabalhar bem. Se assim for os resultados serão sempre animadores.
R.E. – Quais as maiores dificuldades sentidas pelos produtores?
S.S. – Essencialmente o escoamento e a garantia de preços. São estas as maiores preocupações.

 

 

 EM Santo Aleixo, CONCELHO DE VALE DE CAMBRA, A MIRTILOSBIO PRODUZ E COMERCIALIZA MIRTILOS EM MODO BIOLÓGICO

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Produtor de Mirtilos Biológicos http://www.facebook.com/mirtilosbio cajor@mirtilosbio.pt geral@mirtilosbio.pt Sede: Exploração: 3720-091 Macinhata da Seixa Santo Aleixo –Macieira de Cambra Oliveira de Azeméis 3730-310 Vale de Cambra Telm.[+351]966 268 078
MirtilosBio é uma empresa familiar que se dedica à produção e comercialização de mirtilos em modo Biológico.

A MirtilosBio iniciou a actividade em 2010, com cerca de mil metros quadrados. em outubro de 2012, Carlos Ferreira ampliou a produção para um hectare, onde produz cinco variedades diferentes de mirtilos. neste momento, foram já dados os primeiros passos para o sector de transformação do produto, iniciando a produção de licores, de marmelada e de doce de mirtilo.

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ROTEIRSOEVENTOS R.E.- Há quanto tempo e como surgiu a MirtilosBio e que balanço faz?

CAROS FERREIRA (C.F.) – Mirtilosbio é uma empresa familiar que se dedica à produção e comercialização de mirtilos em modo Biológico. A exploração agrícola, existe desde Fevereiro de 2010 e  está localizada Santo Aleixo concelho de Vale de Cambra, com 0,10 hectar. Estão em produção 100 plantas de 2 variedades Duke e Bluecrop. Em Outubro de 2012 ampliamos a produção para 1,00 hectar 3000 plantas com 5 novas variedades,400 Draper, 800 Liberty, 600 Camélia, 600 Rebel e 600 Suziblue. A exploração está em Modo Produção Biológica e globalGAP implementado. A colheita dos frutos é toda manualmente, posteriormente os mesmos são sujeitos a uma rigorosa seleção para comercialização local e exportação. Faço um balanço positivo quem gosta do que faz não pode esperar outra coisa. Adoramos a vida do campo.

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R.E.  Além da produção de pequenos frutos, que outros serviços/produtos tem a empresa ao dispor dos seus clientes?

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C.F. – Estamos a expandir para a parte da transformação , nomeadamente licor, marmelada e doce de mirtilo.

Temos 8 castanheiros onde colhemos castanhas de excelente qualidade e este anos vamos certificar como BIO, contamos com 37 Medronheiros e varias árvores de fruta.

R.E. –  Como está o sector em Portugal e quais as maiores dificuldades que o sector enfrenta?

C.F. – Penso que ainda há lugar para todos, no entanto, cada vez mais se vê novas explorações.

As dificuldades  surgem daí mesmo e muitos vezes por falta de procura de novos mercados.

Dependendo das quantidades, o escoamento local não é o suficiente( embora tenhamos tido bons resultados na venda local), o que provoca a descida de preços , tipo saldos, acabando por prejudicar outros produtores.  

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R.E. –  Pode ainda considerar-se um atractivo investir neste sector em Portugal?

C.F. – Penso que sim, mas seleccionando bem as variedades para prolongar o tempo de produção.DSC_0275

R.E. – Qual a área de plantação e média de produção dos vários pequenos frutos que produzem?

C.F. – Temos 1ha. O ano passado foi o 2º ano de produção, tivemos cerca de 1900kg, Este ano um pouco atribulado com o clima, estamos a prever 4000  kgs.

R.E. –  A Exportação, é um atractivo para as empresas do sector? quais as maiores dificuldades para entrar no mercado competitivo?

C.F. – Sim , a exportação continua a ser um grande atractivo mas, com tendência a decrescer, pensamos nós.

Uma das dificuldades para entrar no mercado competitivo é a questão das quantidades e bons contactos.

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R.E, –  A aposta no modo biológico é uma mais valia?

C.F. – Sim , sem dúvida.

Cada vez mais as pessoas procuram o biológico, mesmo a um custo mais elevado.

É mais trabalhoso, tem muitos mais custos associados, principalmente mão de obra, no entanto, conseguimos também pela variedade das plantas , um fruto de excelente qualidade, e isso é o mais importante.

 

 

O’BAGA, EM POVOLIDE –  VISEU POSSUI 4,5 HECTARES DE PEQUENOS FRUTOS. NESTE MOMENTO, TÊM CERCA DE 18 PRODUTORES ASSOCIADOS, O QUE PERMITE ATINGIR CERCA DE 25 hECTARES DE PLANTAÇÃO E ESTÁ DISPONÍVEL PARA ABSORVER MAIS ALGUNS PRODUTORES

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CONTACTOS: QUINTA VINHA DO VALE, Nº20 3505 -247 POVOLIDE -VISEU HTTP://WWW.OBAGA.PT HTTP://WWW.FACEBOOK.COM/OBAGA.PT INFO@OBAGA.PT

 A O’BAGA SURGIU DE UM PROJECTO CONJUNTO DE ANDRÉ E DIOGO OLIVEIRA E DA SUA PAIXÃO PELA AGRICULTURA.

COM UMA QUINTA A RONDAR OS 6 HECTARES, ONDE APENAS UM ESTAVA DEVIDAMENTE APROVEITADO, OS DOIS IRMÃOS DECIDIRAM LANÇAR ESTE PROJECTO COM PLANTAÇÃO DE PEQUENOS FRUTOS, ONDE, ALÉM DA FRAMBOESA, DA AMORA E DA GROSELHA, SE DESTACA O MIRTILO.

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EM 2015, CRIARAM A SUA MARCA PRÓPRIA, A O’BAGA, DE FORMA A EXPANDIR O NEGÓCIO E PODER CHEGAR A OUTROS MERCADOS.

NESTE MOMENTO, A O’BAGA CONSEGUE JÁ ABSORVER A PRODUÇÃO DE CERCA DE 18 PEQUENOS PRODUTORES E ENCONTRA-SE ABERTO PARA ABSORVER MAIS ALGUNS DOS NOVOS PRODUTORES.

A SUA FRUTA, PRODUZIDA EM MODO BIOLÓGICO, MANTÉM O SABOR E AS PROPRIEDADES GENUÍNAS. A COLHEITA É EFECTUADA NO MÁXIMO DOIS DIAS ANTES DE SER EXPEDIDA PARA O CONSUMIDOR.

ALIADO À PRODUÇÃO  DOS PEQUENOS FRUTOS, A O’BAGA JÁ INTRODUZIU A PRODUÇÃO DE LICORES E COMPOTAS, DE FORMA A PODER RENTABILIZAR AO MÁXIMO OS SEUS PRODUTOS.

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ROTEIRSOEVENTOS R.E.- Há quanto tempo e como surgiu a O Baga e que balanço faz?
ANDRÉ OLIVEIRA (A.O) – A O´baga surgiu em 2015 fruto de uma necessidade de escoamento da fruta a um preço justo para a produtor. Inicialmente criamos para escoar o nosso fruto e actualmente já trabalhamos com cerca de 18 produtores.
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R.E. Além da produção de pequenos frutos, que outros serviços presta a empresa, nomeadamente na área de consultoria e formação?11258024_1583097108615291_7957240738846513590_n
A.O. – Além dos pequenos frutos também temos derivados nomeadamente compotas e licores. Prestamos apoio aos produtores que trabalham connosco porque defendemos a máxima de que o sucesso dos produtores e o nosso sucesso.

R.E. –  Como está o sector em Portugal e quais as maiores dificuldades que o sector enfrenta?
A.O. – O sector em Portugal esta a dar os primeiros passos, notamos alguma desorganização tanto a nível dos produtores como do mercado. O maior desafio que enfrentamos é de valorizarmos os produtos que temos quer pela elevada qualidade quer pela escolha criteriosa que fazemos, desta forma pretendemos dar mais prestigio ao sector.
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R.E. –  Pode ainda considerar-se um atractivo investir neste sector em Portugal?
A.O. – Sim, apesar do aumento de explorações que ocorreu nos últimos anos e o mercado só devera estabilizar nos próximos 2 a 4 anos, achamos que ainda é atractivo investir no sector para quem tiver aptidões e conhecimento do mercado de forma a garantir o escoamento do fruto.

R.E. – Qual a área de plantação e média de produção dos vários pequenos frutos que produzem?
A.O. – Neste momento a nossa plantação é de 4,5 hectares e estamos a trabalhar com cerca de 18 produtores em media com 1 hectare cada um, devemos rondar os 25 hectares neste momento mas estamos abertos a novos produtores.
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R.E. –  A Exportação, é um atractivo para as empresas do sector? quais as maiores dificuldades para entrar no mercado competitivo?
A.O. – O futuro passa pela exportação. A maior dificuldade que encontramos é em criarmos escala de forma a conseguirmos ir de encontro a procura externa e diluir os custos de logística. Primeiro ter qualidade depois criar escala para conseguirmos chegarmos aos mercados europeus que são mais atractivos.

R.E. –  A aposta no modo biológico tem compensado?
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A.O. – Sim, a fruta biológica tem um sabor distinto da fruta convencional, no modo de produção biológico tentamos interferir o mínimo na natureza o que faz com que o fruto tenha um sabor distinto e o mercado também tem reconhecido isso. A procura da fruta biológica tem aumentado tanto a nível nacional como europeu. Apesar do modo de produção biológico ter outros custos e uma baixa produção em comparação com uma produção convencional, a diferença de preço aliada a qualidade do fruto são bons indicadores para ter sucesso.

 PHYSALUSA, EM LEIRIA, FOI A PRIMEIRA EMPRESA EM PORTUGAL A PRODUZIR PHYSALIS.

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PHYSALUSA Contactos: Site – http://physalusa.pt/ Blogue – http://physalisperuvian.blogspot.pt/ email – physalusa@gmail.com

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NESTE MOMENTO, FACE AO SUCESSO QUE UM ARQUITECTO PAISAGÍSTICO ENCONTROU NESTE SECTOR, A PHYSALUSA APOIA E ABSORVE A PRODUÇÃO DE OUTROS PEQUENOS PRODUTORES E CRIOU UMA NOVA EMPRESA, A LUSOEXOCTICS  PARA A COMERCIALIZAÇÃO QUER A NÍVEL INTERNO, QUER PARA A EXPORTAÇÃO

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LUSOEXOCTICS Site – http://www.lusoexoctics.com email- geral@lusoexotics.com

FINDO O CURSO DE ARQUITECTURA PAISAGÍSTICA NA UNIVERSIDADE DE ÉVORA E COM A CRISE QUE ATRAVESSAVA O SECTOR DA CONSTRUÇÃO, LUÍS MANSO «TROPEÇOU» NUMA FURTA DELICIOSA, COM ASPECTO CURIOSO… FOI O PASSO PARA O NASCIMENTO DA PHYSALUSA.

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DEPOIS DE UM ÁRDUO TRABALHO, UMA VEZ QUE EM PORTUGAL AINDA ESCASSEAVA INFORMAÇÃO SOBRE ESTA PRODUÇÃO, LUÍS MANSO TEVE QUE PERCORRER TODO O PERCURSO SOZINHO.

ENTRETANTO, COMO SE APERCEBEU QUE A PRODUZIR SOZINHO, ERA UMA PROJECTO LIMITADO, DECIDIU «DAR UMA MÃO» AOS PEQUENOS PRODUTORES DA REGIÃO, DE FORMA A GARANTIR O ESCOAMENTO. NESSE SENTIDO FORMOU A NOVA EMPRESA, VIRADA PARA A COMERCIALIZAÇÃO DO PHYSALIS E DE OUTROS PRODUTOS AGRÍCOLAS DA REGIÃO.

EM BREVE, LUÍS MANSO, TEM COMO OBJECTIVO CRIAR A ORGANIZAÇÃO DE PRODUTORES (O.P.)E PONDERA TAMBÉM INICIAR A PRODUÇÃO EM MODO BIOLÓGICO

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Ao ROTEIROSEVENTOS, Luís Manso fala-nos um pouco dos seus projectos, do sector em geral e da sua experiência:

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ROTEIRSOEVENTOS R.E.- Há quanto tempo e como surgiu o vosso empreendimento e que balanço faz?

LUÍS MANSO (L.M.) – O projecto produção de physalis nasceu em 2010 ano em que findei o curso de Arquitectura Paisagista pela Universidade de Évora e regressei a casa dos meus pais em Leiria. Nesse momento estávamos em crise na construção civil o que fez com que a oportunidades de emprego na área fossem poucas ou muito pouco interessantes. Deste modo decidi investir na agricultura uma vez que não pretendia emigrar.

A escolha da physalis surge no momento em que um dia “tropeço” nesta fruta de aspecto curioso e delicado. Decidi ir investigar a dita e percebi que não havia nada em português  na internet e que o mercado português importava tudo devido à falta de produção em Portugal. A fruta já existe em Portugal há largos anos mas como produção comercial de relevo ela não ocorria. Apenas havia alguns apontamentos nas ilhas, Açores e Madeira. 

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Ao abraçar este empreendimento, pensei eu ingenuamente, que seria muito fácil pois ninguém o estava a fazer; logo não haveria concorrência e como tal, o mercado seria só meu. Primeiro grande erro de estratégia. Começar algo é sempre difícil, especialmente porque não se pode apreender com os erros dos outros ou aproveitar “caminhos já trilhados por outros”. Este processo tem de ser feito de raiz e demora muito mais tempo que prevemos e o retorno é sempre mas demorado do que o esperado.

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Neste processo comecei a perceber que sozinho não iria muito longe, pois não é fácil fazer toneladas quando o nosso objecto de trabalho pesa em média 5 gramas. Deste modo decidi começar a divulgação do projecto e do processo de produção, o que levou ao aparecimento de novos produtores.

Com o aparecimento de novas forças produtivas, ocorreu a necessidade de criar uma entidade capaz de abarcar e organizar estes novos produtores. Nasce assim a Physalusa unipessoal lda em 2014… esta empresa teve como objectivo tornar-se uma referência na produção e comercialização de physalis em Portugal.

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Actualmente há a necessidade de organizar a exportação e como tal decidimos criar uma nova empresa LUSOEXOCTIS, que será responsável pelo processo de internacionalização da nossa produção. Esta nova entidade será responsável pela comercialização de todos os frutos exóticos que Portugal produz ou que venha a produzir e que estejam interessados em colaborar com o nosso esforço. De momento temos já em produção e comercialização, physalis, maracujá, chuchu, pitaya e figo da índia. Sendo que com o tempo iremos adicionar novos produtos agrícolas tendo como premissa o carácter exótico dos mesmos, neste processo as nossas ilhas terão alguma relevo. 

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R.E. Além da produção de pequenos frutos, (principalmente  a physalis) que outros serviços presta a empresa, nomeadamente na área de consultoria e formação?

L.M.   – A physalusa dedica-se ao processo de produtivo, sendo que a nova empresa Lusoexoctis se dedicará ao processo de comercialização dos produtos agrícolas e dos factores de produção para as referidas culturas. Há sempre uma grande preocupação em acompanhar o processo produtivo dos nossos parceiros de forma a conseguir obter o melhor rendimento, desta forma irá acontecer um processo de acompanhamento em campo, à produção. Pretendemos dar os primeiros passos para um agrupamento de produtores que no futuro possa ser considerado uma O.P.

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R.E. –  Como está o sector em Portugal e quais as maiores dificuldades que o sector enfrenta? A aposta na produção e comercialização do physalis em Portugal é relativamente recente… porquê esta demora?

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L.M. – O processo de produção de physalis está em franca expansão. Quando comecei apenas estava eu a produzir e tinha dificuldade em vender 30kgs por mês. Neste ano que passou, 2015, tivemos 40 produtores associados ao nosso esforço produtivo, distribuídos de norte a sul do país. E tivemos semanas com vendas de 1000kgs semanais, só em contexto nacional. 

Das principais dificuldades destaco, a falta de produtos fito fármacos homologados e o facto de ainda existir muito desconhecimento sobre os processos de cultivo, a falta de produtores profissionais.

A organização de comercialização ainda está a dar os primeiros passos e como tal ainda existir muita coisa a organizar e certificar para poder exportar. 

A produção de physalis em Portugal tem demorado a implantar por não existir uma tradição de produção e consumo.

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Gosto de fazer uma analogia ao mirtilo há 15 anos atrás ou ao kiwi há 30 anos, nessas alturas muito poucos conheciam o mirtilo ou o kiwi, mas agora já são reconhecidos por todos os consumidores, o mesmo se está a passar com a physalis está no inicio do processo. No fundo alguém tem de começar para se acreditar que é possível fazer bem e vender melhor.   

R.E. –  Pode ainda considerar-se um atractivo investir neste sector em Portugal?

L.M. – Sim é atractivo e lucrativo, contudo o novo produtor tem de ter noção que leva tempo a dominar a cultura e os factores de produção. Todos os que abarquem o mundo agrícola têm de ter noção que não há dois anos iguais em termos produtivos, que gerir uma exploração não é o mesmo que planear uma exploração numa folha de Excel e que trabalhar na agricultura não é ter um emprego das 9 as 17h00. É um estilo de vida. Para se ter sucesso nesta área tem de se ter muita dedicação e bastante sorte, que por sinal dá muito trabalho .

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R.E. – Qual a área de plantação e média de produção dos vários pequenos frutos que produzem?

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L.M. – Neste caso não somos grandes individualmente mas sim em grupo, tanto a physalusa como agora a lusoexoctis trabalham na força do grupo. 

Se a physalusa não possui mais de 8500m2 de produção, o conjunto dos produtores que agora vão integrar a Lusoexoctics, supera os 20ha. 

Com esta força de grupo temos a ousadia de sonhar com a exportação de forma regular. 

R.E. –  A Exportação, é um atractivo para as empresas do sector? quais as maiores dificuldades para entrar no mercado competitivo?

L.M. – Sim é atractivo pois temos um mercado gigantesco que nos permite total escoamento e não estarmos sujeitos a preços especulativos. transferir

A  principal dificuldade centra-se em organizar todos os novos produtores, ter a fruta padronizada e lidar com a grande dispersão geográfica das explorações.

R.E. –  A aposta no modo biológico tem compensado?

L.M. – É algo que de momento não temos apostado pois não teríamos dimensão suficiente para exportar e o mercado nacional é demasiado pequeno para receber ou valorizar a produção em modo biológico, pois produzir biológico tem de obedecer a uma panóplia de regras rígidas que muitos dos nossos colaboradores não podem cumprir de momento. Mas é algo que estamos seriamente a pensar, temos alguns produtores que já praticam a produção biológica. O grosso da produção segue o modo de produção de protecção integrada. 

 

 

EM ORJAIS, A DEZ KM DA COVILHÃ, A MIRTIBÉRICA CONTA PRODUZIR ESTE ANO MAIS DE 3 TONELADAS DE MITRILOS EM MODO BIOLÓGICO

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MIRTIBÉRICA Contactos: Mirtibérica – Frutos Silvestres. http://www.mirtiberica.com.pt Facebook: Mirtibérica mirtiberica@hotmail.com Telm. 963025301 Orjais, Covilhã

EM 2012, NA SEQUÊNCIA DO INÍCIO DOS PROJECTOS JOVENS AGRICULTORES A MIRTIBÉRICA NASCEU DA NECESSIDADE E VONTADE EM RENTABILIZAR TERRENOS QUE NÃO ESTAVAM A PRODUZIR, APOSTANDO NA ÁREA DOS PEQUENOS FRUTOS.

NESTE MOMENTO, A MIRTIBÉRICA , ALÉM DA PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DOS SEUS PRODUTOS, FORNECE TAMBÉM AS DIVERSAS PLANTAS, OS MATERIAIS AGRÍCOLAS NECESSÁRIOS PARA A EXPLORAÇÃO, BEM COMO PRESTA APOIO EM TERMOS DE MANUTENÇÃO DOS POMARES.

EM 21015 INICIOU A PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DO MORANGO ALBINO, DESTINADO AO MERCADO GOURMET.

ESTE ANO, ENCONTRAM-SE NA FASE INICIAL DA APOSTA NAS BAGAS DE SABUGUEIRO

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SÉRGIO ALMEIDA, RESPONSÁVEL PELO SECTOR DE MARKETING DA MIRTIBÉRICA, FALA-NOS UM POUCO DESTE EMPREENDIMENTOS E DA SUA VISÃO SOBRE O SECTOR EM GERAL:
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R.E.- Há quanto tempo e como surgiu a MIRTIBÉRICA e que balanço faz?

SÉRIGIO ALMEIDA (S.A.). – A MIRTIBÉRICA surgiu no início de 2012 na sequência do início dos projectos de jovens agricultores, apostando nesta área dos pequenos frutos silvestres, neste caso o mirtilo.

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Surgiu da necessidade de ter um negócio próprio e de rentabilizar terrenos que não produziam.

A exploração localiza-se em Orjais, a 10kms da Covilhã.

Na altura pouco se ouvia falar no mirtilo fora da região de Sever do Vouga. 

No País, haviam poucas formações, entidades formadoras, muito menos aqui na região, por isso tivemos de recorrer à pesquisa e estudo pela internet.

Nesse tempo havia muito pouca credibilidade na implementação deste tipo de explorações “estranhas” fora daquela região de Sever do Vouga.

Foi um trabalho iniciado de raíz e implementado com as pesquisas feitas. No geral, resultou bem.

A exploração foi para o terreno e está a produzir, sendo que neste 3º ano esperam-se mais de 3 Toneladas, concentradas de Junho a Agosto. Houve retirada da flor no 1.º ano, tal como uma boa poda de formação já em 2016. Em modo BIO certificado.

No geral, o balanço é positivo, apesar da crise que teima em não deixar o País, e na enorme burocracia que envolve o dia a dia de quem inicia uma dada actividade.

É positivo também porque a vida de campo é a melhor e saudável.

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R.E. Além da produção de pequenos frutos e frutos vermelhos,, que outros serviços/produtos tem a empresa ao dispor dos seus clientes?
S.A. – A MIRTIBÉRICA fornece também as diversas plantas, os materiais agrícolas necessários às explorações, e apoio em termos de manutenção dos pomares.
Produzimos já em 2015 também o morango albino (rosado) em menor quantidade, embalado, e destinado ao comércio gourmet. É muito aromático, doce e paladar a abacaxi. É ainda uma espécie pouco conhecida em Portugal, mas quem já provou gostou e recomenda-se.
Já em 2016 estamos em fase inicial da Baga de Sabugueiro e em curso o conhecido Morango.
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Desses frutos produzimos doces (fruta inteira BIO), licores (com aguardente, e consequente entreposto fiscal de álcool), desidratados e chás. 
Produzimos produtos relacionados com estes frutos a pedido de clientes interessados noutros sabores.
 
Em parceria com outros produtores, comercializamos em embalagens ou a granel, frutos secos ou desidratados, tais como amêndoas, avelãs, nozes, pinhão, gojis, ……. tal como a fruta congelada.
À medida que surgem novos clientes, trabalhamos em agrupamento com pequenos produtores regionais para minimizar a logística.
O trabalho em equipa resulta.
 
Temos a seguinte loja online, onde o cliente poderá ver os nossos produtos e poderá enviar um e-mail com os artigos que pretender:  https://www.facebook.com/Mirtiberica/app/519984624691308/
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R.E. –  Como está o sector em Portugal e quais as maiores dificuldades que o sector enfrenta?
S.A. – O sector dos pequenos frutos em Portugal encontra-se em crescimento sustentado, com aumento de quantidades exportadas reduzindo as quantidades importadas anualmente.
Ainda se consomem poucos pequenos frutos, quando comparamos com muitos países da Europa.SAM_1546a.jpg
Este sector enfrenta actualmente problemas tais como: 
– falta de associativismo
– exploração aos pequenos produtores pagando-lhes valores irrisórios que em muitos casos não superam os valores de colheita muito menos os de manutenção e produtos associados,
– pouca logística de transporte em frio para pequenas quantidades, 
– para quem está em modo BIO (o nosso caso, por exemplo), o valor pago pelos clientes é o mesmo do que em modo convencional apesar dos custos de mão de obra serem muito mais elevados.
– do ponto de vista do consumidor final, os pequenos frutos são caros. A principal razão está nas elevadas margens dos intermediários. Solução simples: o consumidor final deverá comprar directamente aos produtores regionais, a cerca de 1/3 a 1/6 do valor que encontra nas montras dos supermercados.
A fruta cara origina o problema de menor consumo e maior desconhecimento. Em 2016, ainda muitas pessoas não os conhecem.
– existe ainda a dificuldade em recrutar mão de obra qualificada para a colheita destes frutos. Na mesma altura de colheita temos as colheitas da cereja, pêssego, maçã e pêra. O que torna a mão de obra mais cara.
 
Julgamos que ano após ano estes problemas irão desaparecer.
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R.E. –  Pode ainda considerar-se um atractivo investir neste sector em Portugal?
S.A. – Já foi mais atractivo, tendo agora maiores riscos.
Os pequenos frutos implicam muita mão de obra por hectare, sabendo que a mão de obra está cada vez mais cara e obrigando a mais contratos de curta duração, segurança social, ….., a preços/kg cada vez mais baixos.
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A agricultura é ainda vista por muitos “jovens agricultores” como um passatempo, uma forma de receber um “prémio” de instalação, tendo alguns já verificado 2, 3, 4 anos depois que não é bem assim. Muitos já deixaram cair os braços e estão agora a pagar por incumprimento (devolução de verbas + juros).
Hoje em dia, a agricultura deve ser encarada com dedicação, acompanhamento da exploração de sol a sol (não são 35h de trabalho semanais) todo o ano, simplificação de trabalhos para obter um maior rendimento. Não é trabalho de fim de semana.
Sendo frutos cuja colheita deverá ser efectuada pela fresca, é quase impossível conseguir mão de obra que faça um turno de manhã e outro turno ao final do dia, o que implica um maior recurso à mão de obra local e a um preço mais alto.
Quem se estabeleceu deverá ganhar novo fôlego, seguir em frente e não voltar atrás.
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R.E. – Qual a área de plantação e média de produção dos vários pequenos frutos que produzem?
S.A. – Como se referiu, é um pequeno projecto agrícola, na ordem dos 2Ha, com compassos reduzidos, em que a prioridade seria pôr a terra dar o máximo de fruto ao longo dos anos. Abdicou-se, por exemplo, de espaços de 3m nas entrelinhas para tractores (tal como acontece em projectos aprovados da mesma ordem de grandeza).
R.E. –  A Exportação, é um atractivo para as empresas do sector? quais as maiores dificuldades para entrar no mercado competitivo?
S.A. – Sim, é sempre um atractivo, pois os preços são muito melhores.
Deverá existir o tal agrupamento de produtores (fiel aos produtores), para ganhar volume e conseguir melhores mercados.
É diferente um agrupamento exportar 100Ton, do que 4 agricultores exportarem cada um 25Ton.
A maior dificuldade estará sempre em encontrar a linha de escoamento certa.
Grandes explorações em Marrocos e Espanha irão competir em grande escala com a produção em Portugal. Temos de estar preparados e de apostar na qualidade.

NO ALGARVE A MADREFRUTA – ORGANIZAÇÃO DE PRODUTORES, PRODUZ FRUTOS VERMELHOS EM PARCERIA COM A MULTINACIONAL DRISCOLL’S, TENDO COMO UM DOS SEUS SÓCIOS A HUBEL AGRÍCOLA, UM PRODUTOR TECNOLÓGICAMENTE AVANÇADO ESPECIALIZADO NA PRODUÇÃO DE FRUTOS VERMELHOS.

A MADRE FRUTA

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Constituída em 1996, a Madre Fruta [O.P.] teve a sua origem na necessidade de concertar esforços entre produtores hortícolas locais, com o propósito de ultrapassar condicionalismos e satisfazer exigências comerciais resultantes de um mercado aberto e sem fronteiras.

Desde cedo a estratégia foi de concentração e adaptação da produção à procura, associada a uma prestação de serviços técnicos qualificados, visando a melhoria continuada da qualidade dos produtos e de implementação de técnicas respeitadoras do ambiente.

Com o objetivo de aumentar a rentabilidade dos seus sócios, a Madre Fruta, aposta cada vez mais na pesquisa e desenvolvimento de técnicas de produção inovadoras.

Actualmente a Madre Fruta apresenta uma estabilidade económica e financeira, uma consolidação e coesão dos seus sócios produtores, e um relacionamento regular com os seus principais parceiros.

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A Madrefruta, organização de produtores no conjunto dos seus sócios, tem 127Ha de produção de frutos vermelhos em estufas, cujas quantidades previsionais de produção são: (framboesa 2500 toneladas, Morango 30 Toneladas, Mirtilo 1 Tonelada e Amora 5 toneladas).

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TIAGO ANDRADE FALA-NOS UM POUCO SOBRE  O HUBEL AGRÍCOLA , A MADREFRUTA,  E DO SECTOR NO ALGARVE:

ROTEIRSOEVENTOS R.E.- Há quanto tempo e como surgiu a HUBEL e que balanço faz?

TIAGO ANDRADE (T.A) – O Grupo Hubel foi fundado em 1982 ligado às áreas da água e da electricidade. Em 1982 expandiu a sua actividade às áreas de nutrição, irrigação e produção agrícola, tendo estado inicialmente focado nas culturas da meloa e do tomate. O Grupo Hubel foi pioneiro na utilização de métodos de cultivo por hidroponia em Portugal, aquando da sua introdução em 1992. Em 1996, em associação com outros agricultores, o Grupo Hubel criou a Madre Fruta, Organização de Produtores cujo principal propósito é o escoamento e a venda em escala da produção dos seus vários associados. Hoje em dia, a Madre Fruta reúne a maioria dos produtores de frutos vermelhos (framboesa, morango e amora) da região do Algarve. Em 2002, a Hubel Agrícola deu início à sua cooperação com a Driscoll’s, líder mundial na distribuição de frutos vermelhos. Impulsionada por esta parceria, até ao ano de 2011 a Hubel Agrícola aumentou a sua área de cultivo em estufa para 13,1 Hectares para os actuais 49 Há de Produção de frutos vermelhos.

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Desde cedo, o grupo apostou fortemente numa agricultura moderna, colocando os meios tecnológicos e informáticos ao serviço da agricultura, o que faz com que hoje as nossas estufas seja totalmente automatizadas com controle e monitorização através de plataformas Web.

R.E. Além da produção de pequenos frutos e frutos vermelhos,, que outros serviços/produtos tem a empresa ao dispôr dos seus clientes.

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T.A. – Na área agrícola o grupo dedica-se em exclusivo à produção de frutos vermelhos com grande incidência na produção de framboesa. Nos outros sectores do Grupo existe a Hubel Verde que dedica-se à comercialização de factores de produção para a agricultura, bem como, a assessoria agronómica à condução de culturas (Pequenos Frutos, Tomate, Citrinos, Pomóideas, Milho, Cereais, Olival, Abacate e Kiwi) e a Hubel Industria da Água direccionada para a comercialização de soluções, equipamentos e execução de obras para abastecimento e tratamento da água, com o objectivo de aumentar a sua disponibilidade e qualidade da mesma.

R.E. –  Como está o sector em Portugal e quais as maiores dificuldades que o sector enfrenta?

T.A. – O sector em Portugal está com um grande dinamismo, fruto de grande aumento de investimento de jovens e empresas jovens, que têm vindo a alterar o paradigma da agricultura nacional.0e05db32003505.5669f9dab400d

As principais dificuldades que vemos são ao nível do recrutamento de mão-de-obra quer técnica, quer indiferenciada para o trabalho agrícola. O trabalho agrícola tem uma grande sazonalidade e é necessária uma maior flexibilização laboral para adaptação do trabalho ao estado da cultura.

Outra dificuldade está na elevada burocratização ao nível dos licenciamentos das explorações agrícolas, quer ao nível da legislação de ordenamento do território que não está adaptada à agricultura moderna, bem como, a não existência de uma entidade única que apoie o respectivo licenciamento total.

R.E. –  Pode ainda considerar-se um atractivo investir neste sector em Portugal?

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T.A. –  Sim. Portugal tem uma geografia muito favorável à produção de algumas culturas e a qualidade dos nossos produtos são muito valorizados no estrangeiro.

R.E. – Qual a área de plantação e média de produção dos vários pequenos frutos que produzem?

T.A.  – A Madrefruta organização de produtores no conjunto dos seus sócios tem 127Ha de produção de frutos vermelhos em estufas, cujas quantidades previsionais de produção são: (framboesa 2500 toneladas, Morango 30 Toneladas, Mirtilo 1 Tonelada e Amora 5 toneladas).

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R.E. –  A Exportação, é um atractivo para as empresas do sector? quais as maiores dificuldades para entrar no mercado competitivo?

T.A. – É um grande atractivo. A qualidade dos produtos nacionais é excelente e isso é valorizado no estrangeiro. As maiores dificuldades por vezes é a escala para pudermos operar a nível internacional, tendo as organizações de produtores um papel fundamental nessa estratégia de internacionalização.

EM PORTIMÃO HÁ UM HECTARE DE PLANTAÇÃO DE AMORAS PRODUZIDAS PELA  AGRI-UNITED

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Agri-United, Lda. Portimão Tlm. 962213943 agri.united.lda@gmail.com

ALÉM DO HECTARE ONDE PRODUZ AMORAS, QUE AO SEGUNDO ANO SE ESTIMA UMA COLHEITA A RONDAR AS 18 TONELADAS, A AGRI UNITED PRODUZ TAMBÉM UVAS PINOT NOIR. O CARINHO ESPECIAL DE MARIA NOÉMIA RODRIGUES PELA AGRICULTURA LEVOU-A A APOSTAR NO SECTOR.

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FUNDADA EM 2014 E APÓS AS DIFICULDADES INICIAIS DEVIDO À FALTA DE INFORMAÇÃO E EXPERIÊNCIA EM PORTUGAL NO CULTIVO DA AMORA, A AGRI UNITED NÃO CRUZOU OS BRAÇOS E NESTE MOMENTO TEM UM PROJECTO APROVADO NO ÂMBITO DO PDR 2020 SOB A SIGLA  «A Europa investe nas zonas rurais», CONTEMPLANDO A PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DA AMORA E DA UVA PINOT NOIR, PARA PRODUÇÃO DE VINHO.

A EXPERIÊNCIA ADQUIRIDA DURANTE ESTE TEMPO POSSIBILITA QUE, EM BREVE, A AGRO-UNITED REÚNA CONDIÇÕES PARA GARANTIR APOIO TÉCNICO A OUTROS PRODUTORES

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MARIA NÓEMIA RODRIGUES (M.N.R.)  fala-nos um pouco da sua empresa, da sua experiência e um pouco do sector:

ROTEIRSOEVENTOS R.E.- Há quanto tempo e como surgiu a AGRI UNITED e que balanço faz?

MARIA NOÉMIA RODRIGUES (M.N.R.) – Agri-United é uma empresa recente, fundada em Fevereiro de 2014.

Há muitos anos que se conversava em família sobre a ideia de desenvolver um negócio.

Foram muitas as ideias que nos ocorreram, mas sempre tive um carinho muito especial pela agricultura, pois temos família ligada a esta área.

Neste momento o balanço não é muito positivo, pois tivemos um prejuízo considerável em 2015 devido a um ácaro, designado por Acalitus Essigi, que nos destruiu parte da produção.

Este ano já tomámos as devidas precauções, contamos que este ano corra melhor de forma a conseguirmos estabilizar a situação.

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R.E. Quais os pequenos frutos que produz e o que destacaria neles?

M.N.R. – Neste momento produzimos apenas amoras. Apesar de não ser um fruto de cultivo fácil, é um fruto muito apreciado pelo mundo fora. Pode ser utilizado para uma série de finalidades, pode ser consumido in natura (a forma mais saudável de ser consumido, pois está associado a uma série de benefícios para a saúde), pode ser utilizado para compotas, gelados, iogurtes, licores, produtos de cosmética, entre outros. É necessária muita mão-de-obra, principalmente na altura da colheita, pois não amadurecem todos de uma vez, ou seja é necessário passar na mesma planta todos os dias a partir do momento em que se começa a colheita.

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R.E. –  Como está o sector em Portugal e quais as maiores dificuldades que o sector enfrenta?

M.N.R. – Penso que não podemos generalizar os pequenos frutos, pois cada um deles tem as suas especificidades. No que se refere à cultura da amora, as principais dificuldades que sentimos, foram a falta de aconselhamento técnico inicial. No início entrámos em contacto com algumas empresas que fornecem este tipo de serviço, mas a resposta que tivemos era que não tinham experiência com este tipo de cultura.

No entanto, tivemos a oportunidade de ser acompanhados pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) e também tivemos a nossa própria formação profissional no terreno. Já aprendemos muito e continuamos a aprender. Penso que qualquer dia estaremos em condições de começar a prestar serviços de consultoria no âmbito do cultivo da amora.

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Além do aconselhamento técnico, existem outras dificuldades:

– O investimento inicial e os custos de produção são bastante elevados;

– A burocracia que envolve;

– O escoamento do produto;

– A mão-de-obra nacional disponível. Pelo menos, o que sentimos aqui no Algarve, provavelmente devido ao turismo, cuja época alta coincide com a época da colheita, é que as pessoas preferem não trabalhar no campo, pois têm possibilidade de trabalhar noutra área. Então recorremos a empresas de trabalho temporário, que nos apresentam trabalhadores estrangeiros. É certo que os custos são superiores, mas a verdade é que também ficamos mais descansados, porque eles trabalham bem, pelo menos foi essa a nossa experiência no ano passado.

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R.E. –  Pode ainda considerar-se um atractivo investir neste sector em Portugal?

M.N.R. – Penso que sim, mas quem tiver a pensar em o fazer deve analisar muito bem o trabalho e os custos que implica. Além disso deve tentar prever ao máximo os contratempos que possam surgir, e não são poucos.

É muito importante que falem com outros produtores, saber o mais possível, estudar a fundo o assunto.

Há alguns procedimentos que são imprescindíveis, como é o caso da tutoragem, os túneis que já falámos (principalmente em locais com o clima semelhante ao algarvio), a rega e fertilização, e a mão-de-obra disponível.

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R.E. – Qual a área de plantação e média de produção dos vários pequenos frutos que produzem?

M.N.R. – Temos uma plantação de 1 hectare. A partir do segundo ano de produção a plantação atinge uma média de 18 toneladas.

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R.E. –  A Exportação, é um atractivo para as empresas do sector? quais as maiores dificuldades para entrar no mercado competitivo?

M.N.R. – Sim, a exportação é um atractivo, mas não é fácil entrar no mercado.

A amora é um fruto muito sensível, pelo que a prospecção de mercado tem que ser feita logo no início, para garantir o escoamento da produção, pois caso contrário, corre-se o risco de se sofrer um enorme prejuízo.

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R.E. – Pelo nosso conhecimento, há já um projecto aprovado no âmbito do PDR 2020, pode-nos falar um pouco sobre esse projecto?, nomeadamente nas suas características e a data prevista para estar pronto.

M.N.R. – Sim, é verdade, em Junho de 2014 submetemos uma candidatura ao Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), que entretanto transitou para o Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020 (PDR2020), no âmbito da medida “valorização da produção agrícola”, acção “investimento na exploração agrícola”.

Trata-se de um projecto no âmbito do Portugal 2020, apoiado por uma iniciativa comunitária promovida pelo PDR2020 e cofinanciada pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) cujo lema é “A Europa investe nas zonas rurais”.

O objectivo do projecto prende-se com a produção e comercialização de amora e de uva para produção de vinho.

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Contamos com um apoio público total de 37,06 % (subsídio não reembolsável) do valor total do investimento apresentado no projeto.

A data do termo da operação está prevista para Março de 2021.

 

 

 

VENHA À FEIRA NACIONAL DO MIRTILO, EM SEVER DO VOUGA, CONHEÇA A REGIÃO E FIQUE POR CÁ UNS DIAS… NADA MELHOR DO QUE DESCANSAR NUMA COMBINAÇÃO PERFEITA ENTRE A NATUREZA E O CONFORTO DOS ESPAÇOS DE TURISMO RURAL QUE A REGIÃO TEM PARA LHE OFERECER:

 

 

 VISITE A REGIÃO DE LAFÕES, CONHEÇA AS MARAVILHOSAS PAISAGENS DE SEVER DO VOUGA, CAPITAL DO MIRTILO. A VOUGALDEIAS,EM COUTO DE ESTEVES, JUNTO À MARGEM DO RIO VOUGA, TEM AO SEU DISPOR 3 CASAS AO VOSSO DISPÕR PARA RELAXAR EM SINTONIA COM A NATUREZA.

CONHEÇA VOUZELA, CAPITAL DA VITELA DE LAFÕES, A SERRA DA FREITA, VALE DE CAMBRA E A REGIÃO DE CAMPIA EO  CARAMULO. AS MAGNÍFICAS PRAIAS DE AVEIRO FICAM ALI TÃO PERTO!

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SITUADO EM COUTO DE ESTEVES, NUMA DAS MARGENS DO RIO VOUGA,O EMPREENDIMENTO TURÍSTICO VOUGALDEIAS TEM AO SEU DISPÔR 3 CASAS RECONSTRUÍDAS PARA LHE OFERECER O CONFORTO NO SEIO DA NATUREZA E DO AR PURO . FIQUE POR CÁ DURANTE UMA SEMANA… NÃO LHE FALTARÃO LOCAIS LINDÍSSIMOS QUE A NATUREZA RESERVOU PARA SI!
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ONDE ESTAMOS PARA O RECEBER E OFERECER O NOSSO SERVIÇO Morada Lugar do Couto de Baixo 3740-036 Couto de Esteves Sever do Vouga Portugal Telefone +351 966 313 040 Email geral@vougaldeias.com GPS 40.752376, -8.305765

«A todos vocês que querem descobrir algo novo, a Vougaldeias convida-vos a respirar o ar puro da natureza que nos envolve, convida-vos a passear pelos trilhos outrora marcados pelos passos pesados de quem trabalha de sol a sol, a Vougaldeias convida-vos a viver! A todos aqueles que apenas querem escapar do tumulto da cidade e da confusão, a Vougaldeias convida-vos a entrar, desfrutar e esquecer o mundo lá fora». EIS O CONVITE DE PATRÍCIA CARDOSO PARA VISITAR A REGIÃO E FICAR NAS CASAS DE CAMPO DA VOUGALDEIAS

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ROTEIROSEVENTOS R.E. –  Há quanto tempo existe o vosso empreendimento enquanto casa de turismo rural e como surgiu a ideia de apostar no turismo rural?

PATRÍCIA CARDOSO (P.C.) – A Vougaldeias é um empreendimento turístico que, neste momento, conta com três casas reconstruídas, a Casa da Tulha e as Casas da Seara. Tudo começou com o gosto pelo espaço rural e com a oportunidade de criar algo diferente. O sonho de fazer “renascer” parte da nossa história deu origem ao início da criação/reconstrução de uma pequena aldeia na margem do rio Vouga. Aldeia essa que queremos que seja visitada por muitos e que esses muitos levem a bom porto a boa nova de que, em Couto de Esteves existe um empreendimento assim, diferente, e que traz mais vida e reconhecimento ao nosso país e ao nosso turismo. 

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R.E. –  Qual a capacidade de alojamento, serviços e actividades de que dispõem nos vossos turismos rurais?
P.C. – A oferta da Vougaldeias é, de certa forma, diferente já que os edifícios reconstruídos estão divididos por apartamentos o que permite aos hóspedes uma independência e organização diferentes. Temos disponíveis dois apartamentos de tipologia T2, oito apartamentos T1 e ainda uma suite independente que também pode ser utilizada como complemento a qualquer apartamento. Também como complemento, mas ao alojamento, temos ainda espaços interiores e exteriores de utilização comum, como o salão de convívio onde são servidas refeições e organizados alguns eventos e vários terraços e jardins ( alguns equipados com churrasqueiras) que proporcionam uma vista única sobre o rio ou até da montanha. 
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A Vougaldeias pretende ainda reabilitar outras três casas, que permitirão uma oferta de mais de 30 quartos. Neste momento, temos prevista a construção de um circuito de manutenção e já está em curso a construção de uma área de lazer comum às várias casas que inclui piscina com terraço, ginásio interior com sauna e jacuzzi e ainda um bar de apoio. A todas estas inúmeras possibilidades de diversão podemos ainda acrescentar as parcerias que temos com empresas locais de desportos radicais e as maravilhas desta nossa terra, como os trilhos da natureza ou as festas da zona, a Feira do Mirtilo ou a FicaVouga. 
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R.E. –  Como está o sector, e o que poderia melhorar para que o turismo rural se afirmasse mais como uma alternativa às ofertas de turismo?

P.C. – Neste momento o turismo rural é um sector que acreditamos estar em forte expansão, no entanto ainda não foram tomadas as devidas medidas para que o seu crescimento seja suficientemente forte e se faça sentir. A criação de rotas específicas de turismo rural traria segurança e conforto a quem escolhe onde passar as férias, mostra a confiança e presença do sector no meio turístico. A criação de diferentes actividades ou opções durante a estadia leva os hóspedes a prolongar as suas visitas à nossa terra/país e consequentemente a melhorar a economia local. Sem contar que quanto mais diversificadas forem as opções maior a probabilidade de atrair turistas nas épocas baixas. Consideramos necessário e urgente credibilizar o Turismo Rural com a legalização de todos os alojamentos. 

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R.E. –  A Câmara e o turismo de Vouzela e Municípios vizinhos, bem como a ADLAP têm contribuído para trazer o turismo à região?

P.C. – As entidades referidas não têm uma intervenção directa no trabalho da Vougaldeias, no entanto temos outras entidades como a Câmara Municipal de Sever do Vouga, a AGIM ou a ADRIMAG que realmente dão apoio a iniciativas como esta e fazem crescer o sector do turismo nesta zona. Podemos perceber por parte destas entidades um esforço adicional em promover e divulgar eventos que possam contribuir para o promoção desta região.
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ALÉM DA MAGNÍFICAS PAISAGENS QUE A NATUREZA NOS OFERECE NA REGIÃO, SEVER DO VOUGA PROMOVE, NUMA PARCERIA ENTRE A AGIM E O MUNICIPIO, A FEIRA NACIONAL DO MIRTILO. SEVER DO VOUGA ENCONTRA-SE TAMBÉM INSERIDO NA ROTA DA LAMPREIA.

Além destes festivais, a região proporciona-nos inúmeras variedades de actividades e locais a visitar:

Cascata da Cabreia

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Uma queda de água (proveniente do rio Mau) sobre uma bacia fluvial, envolta numa vegetação densa, onde o verde se estende até ao alcance da vista. A cascata da Cabreira, na serra com o nome homónimo, tem 25 metros de altura. Uma atmosfera romântica e convidativa, complementada com estruturas de apoio, como o parque de merendas.

Percursos pedestres

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O concelho de Sever do Vouga dispõe neste momento de 10 percursos pedestres.
3 desses percursos são na freguesia de Couto de Esteves perto da Vougaldeias, são esses o Trilho dos Amiais, o Trilho da Agualva e o Trilho da Pedra Moura.
O Trilho do Gresso também fica relativamente perto, na freguesia vizinha em Rocas do Vouga.

Ecopista de Sever do Vouga

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A Ecopista de Sever do Vouga resulta da parceria entre o município de Sever do Vouga e a Refer para a reabilitação da antiga Linha Ferroviária do Vouga (Serenada do Vouga – Viseu).
Com inicio no lugar da Foz, ao lado da foz do rio Mau, a Ecopista segue para norte sempre paralela ao rio Vouga e à EN 16. Passa o edifício da antiga estação de Paradela e continua até aos limites do concelho com Oliveira de Frades em Fontelas.

O percurso atravessa 5 túneis e uma ponte centenária, a ponte do Poço de Santiago, ponte monumental que é um símbolo de identidade de toda a região. O vale do rio Vouga proporciona paisagens magníficas.

O percurso pedonal é partilhado com bicicletas e também é permitido circular de patins, trotineta e skate.

 

 

A Quinta do Mosteiro é um local extremamente calmo e relaxante. A casa possui 3 lindos quartos, um deles uma suite privada, e 2 casas de banho. Está totalmente equipada com aquecimento central.

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No exterior da casa existe um grande terraço com churrasqueira, casa de banho exterior, uma mesa de ténis, matraquilhos e uma magnífica piscina de água salgada.

Características principais:

  • No exterior: churrasqueira, jardim e mobília de jardim, horta, piscina, terraço, 1 casa de banho, mesa de ténis, matraquilhos, mini-golfe com 3 buracos, estacionamento privativo…

  • No interior: cozinha/sala, com 55 metros quadrados, totalmente equipada, máquina de lavar roupa, máquina de lavar louça, aquecimento central, lareira e lenha, sala de jantar e estar, 3 quartos, 2 casas de banho, televisões, DVD, aparelhagem de música…

  • Serviços: permitem-se animais.

  • Localização: lugar isolado, fora da zona urbana.

CONHEÇA  A REGIÃO E FIQUE UNS DIAS NO MOSTEIRO SÃO CRISTOVÃO DE LAFÕES!

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Contactos Domingas Osswald Mosteiro de S. Cristóvão de Lafões S. Cristóvão de Lafões 3660-280 S. Pedro do Sul TM +351 962 406 244 T+351 232 798 076 F+351 232 798 060 E cristovao@mail.telepac.pt E – mosteirosaocristovao@gmail.com

A região de Lafões, fértil  e verde faixa de que o Vouga é bissectriz, oferece um riquíssimo património edificado, paisagens soberbas, aldeias de xisto, eventos culturais, festivais de arte popular, desportos tradicionais e radicais, riqueza gastronómica, enoturismo.

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Esta concentração de atractivos torna-a absolutamente digna de uma visita.  Venha ficar connosco, no Mosteiro de São Cristóvão de Lafões, numa habitação que reúne a monumentalidade do mosteiro  cisterciense ao moderno conforto e ao bom gosto da arte de bem receber. Nós ajudá-lo-emos a gozar os encantos de Lafões!, eis o desfio de  Domingas Osswald, do MOSTEIRO DE SÃO CRISTÓVÃO

«Em nosso entender, o sector deveria ser muito mais atraente. Para tal seria necessário que os serviços de Turismo, quer a nível geral (Turismo Centro de Portugal), quer a nível local (postos de turismo) dessem informação completa e verdadeira, sobre o grau de conforto e características das unidades, para evitar decepções e enganos. Também seria necessário manter actualizada a lista das unidades, já que é frequente continuarem a figurar unidades encerradas ou inactivas. A sinalética deve ser uniformizada e não referir a designação genérica de “Turismo de Habitação” ou “Rural” , mas também o nome da unidade em causa», CONTA-NOS  DOMINGAS OSSWALD,QUE EM BAIXO NOS RELATA UM POUCO MAIS SOBRE O MOSTEIRO E SOBRE A SUA VISÃO MUITO INTERESSANTE  EM RELAÇÃO AO TURISMO RURAL.

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O complexo monástico inclui o edifício construído em torno do claustro de estilo toscano (para habitação e serventia dos monges), a igreja conventual (hoje paroquial) e unida através de um amplo rossio, a fieira dos anexos onde se encontravam, no tempo dos monges, os estábulos, a carpintaria, a forja, a sala dos fornos, o lagar e a casa do irmãos conversos.

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A bela e singela arquitectura de estilo chão, a perfeição da cantaria (granito de grão fino) e a alvura do reboco contrastam com a verdura da vegetação que envolve o Mosteiro.

Ao todo encontram-se à disposição dos nossos hóspedes 5 quartos duplos (todos com banho privativo), 1 suite e uma casa (Casa dos Conversos).

Para além dos quartos, há salas de estar e de pequenos almoços, piscina exterior e recanto de brinquedos para crianças no jardim.

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ROTEIROSEVENTOS R.E. – Há quanto tempo existe o Mosteiro de São Cristóvão como turismo rural e como surgiu a ideia de apostar no turismo rural?

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DOMINGAS OSSWALD (D.O.) –      O mosteiro de São Cristóvão de Lafões tem uma longa e venerável história: fundado ao mesmo tempo que a nacionalidade, albergou monges brancos (cistercienses ou também chamados Bernardos) durante sete séculos. Caído em ruína por abandono e incúria, foi cuidadosamente restaurado, com pleno respeito pela traça primitiva, pelos presentes proprietários, que a partir de 2004 aí instalaram uma unidade de Turismo de Habitação, a fim de facultar a hóspedes a fruição de um espaço ímpar e de contribuir para a sustentabilidade do monumento.

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R.E. – Qual a capacidade de alojamento, serviços e actividades de que dispõe a Quinta?


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  D.O. –  Encontram-se à disposição dos nossos hóspedes uma SUITE com quarto de casal, sala com sofá cama e kitchenette,  banho;  cinco quartos duplos – três com cama de casal king size e dois twin, todos com banho privativo; uma casa (Casa dos Conversos), com dois quartos duplos (um com cama de casal e outro twin), 2 banhos, saleta, sala de jantar e estar, cozinha completa e pátio com saída para o jardim e piscina. Existem ainda salas de estar e pequenos almoços, recepção com pequeno bare piscina exterior nos jardins. A mata que se estende até ao rio Varoso oferece trilhos marcados e acesso a piscinas naturais, quedas de água, por ponte pedonal,à levada que conduz a água à aldeia da Paradela (3,5 km de trilho fácil).


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Existem jogos (ténis de mesa, matraquilhos, cesta de volei, jogos de cartas, poker e tabuleiro de xadrez e damas), wifi gratuito, bicicletas de montanha, aconselhamento turístico. Todos os hóspedes são convidados a visita guiada, com explicações históricas, arquitectónicas e artísticas.




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R.E. – Como está o sector, e o que poderia melhorar para que o turismo rural se afirmasse mais como uma alternativa às ofertas de turismo?


 D.O. –  Em nosso entender, o sector deveria ser muito mais atraente. Para tal seria necessário que os serviços de Turismo, quer a nível geral (Turismo Centro de Portugal), quer a nível local (postos de turismo) dessem informação completa e verdadeira, sobre o grau de conforto e características das unidades, para evitar decepções e enganos. Também seria necessário manter actualizada a lista das unidades, já que é frequente continuarem a figurar unidades encerradas ou inactivas. A sinalética deve ser uniformizada e não referir a designação genérica de “Turismo de Habitação” ou “Rural” , mas também o nome da unidade em causa. Finalmente, os sites na internet devem ser cuidadosamente elaborados, não se limitando a fotografias (geralmente bonitas) mas descrevendo com realismo o que a unidade é e oferece!


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R.E. – A Câmara e o turismo de  Vouzela e a região de Lafões  têm contribuído para trazer o turismo à região?


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 D.O. –  A  Câmara Municipal  de São Pedro do Sul  não tem meios para fazer muita promoção da região, circunscrevendo-se na prática  à promoção das suas Termas. Há com certeza boa vontade, mas a escassez de meios humanos e materiais; espera-se todavia que alguns sinais positivos (principalmente na sinalética da região) sejam percursores de um investimento muito mais consequente.

 
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