A ROTA DOS FRUTOS VERMELHOS E PEQUENOS FRUTOS EM PORTUGAL

 

EIS A ROTA DOS FRUTOS VERMELHOS E PEQUENOS FRUTOS EM PORTUGAL…VAMOS DESCOBRIR O SECTOR E DAR VOZ AOS PRODUTORES DO SECTOR!

 

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O PEQUENOS FRUTOS E FRUTOS VERMELHOS ESTÃO, NESTA ALTURA A FLORIR. NÃO TARDARÃO VÁRIOS EVENTOS E FESTIVAIS UM POUCO ESPALHADOS POR ESTE NOSSO PEQUENOS MAS FÉRTIL PAÍS, ONDE OS PEQUENOS FRUTOS SERÃO OREI DO FESTIVAL, DE ONDE SE DESTACA SEVER DO VOUGA, COMO A CAPITAL DO MIRTILO.

O ROTEIROSEVENTOS, CUJAS REPORTAGENS E PROMOÇÕES DO QUE SE PRODUZ NO MUNDO RURAL E AGRÍCOLA, NÃO PODERIA DEIXAR  EM CLARO ESTE SECTOR APAIXONANTE.

EIS A ROTA DOS FRUTOS VERMELHO E PEQUENOS FRUTOS, ONDE QUEREMOS APRESENTAR AOS NOSSOS LEITORES A SITUAÇÃO ACTUAL DO SECTOR, OUVIR OS SEUS VALENTES PROTAGONISTAS E DAR A CONHECER AO MUNDO O QUE SE FAZ E BEM NO SECTOR EM PORTUGAL, DANDO A VÓS AOS PRODUTORES.

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Os Pequenos Frutos

Os pequenos frutos, pela sua cor intensa e sabor muito característico, foram desde sempre utilizados para consumo em fresco e na confecção de doces, compotas, bebidas fermentadas, licores, iogurtes, gelados e ainda na obtenção de aromatizantes e especialidades farmacêuticas. Estes frutos, frescos ou transformados, ocupam um lugar de destaque na dieta e na culinária tradicional de vários países.

Portugal apresenta uma diversidade de condições climáticas e pedológicas, que permitem a cultura de pequenos frutos ao ar livre e, graças aos Invernos amenos da sua orla costeira, em especial no Algarve, Alentejo e Oeste, é possível a cultura protegida para produção fora de época ao longo do Outono, Inverno e Primavera.

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De entre os vários géneros e espécies normalmente englobados sob a designação de ‘’pequenos frutos’’, destacam-se, pelo seu apreciável valor económico, o mirtilo,  a  framboesa, a amora, e a groselha (e também o morango, que, pela sua importância económica no nosso país, foi abordado num artigo próprio). Não havia em Portugal a noção do cultivo destas espécies, tendo os primeiros ensaios sido instalados em 1985. Dois anos mais tarde surgiram as primeiras duas empresas agrícolas a produzir framboesas e amoras. Actualmente a produção encontra-se pulverizada por todo o país, desde o Algarve até ao Minho e destina-se tanto ao mercado interno como ao externo – para consumo em fresco ou congelação.

mirtilo (Vaccinium myrtillus), também conhecido como arando, é um arbusto que pertence à família das Ericáceas e que cresce em sub-bosques de florestas temperadas na Europa. Vive em regiões nas quais o Inverno é bastante rigoroso – em Portugal  é na zona do médio Vouga que se encontra o local ideal para a produção deste fruto, nos concelhos de Oliveira de Frades, Sever do Vouga e Albergaria-a-Velha.

O mirtilo é uma planta medicinal, da qual se podem usar quase todas as partes da planta, flores, folhas, fruto e raízes, sendo o fruto que contém mais antioxidantes, que actuam na prevenção dos sinais do envelhecimento. É conhecido pela sua riqueza em diversas vitaminas como a A, B, C e PP, possuindo ainda sais minerais, magnésio, potássio, cálcio, fósforo, ferro, manganês, açucares, pectina, tanino, ácidos cítrico, málico e tartárico.

A versatilidade culinária é uma característica que lhe está associada – combina com caça, saladas e outros pratos, tartes, bolos, pudins, biscoitos, gelados, batidos, é usado no fabrico de rebuçados, não podendo deixar de salientar o licor destas pequenas bagas.


framboesa (Rubus idaeus) é originária da Europa, onde cresce de um modo selvagem nos locais frescos. Pertence à família das Rosáceas e necessita de zonas temperadas, com Verões frescos. Embora resista bem ao frio, não suporta o frio excessivo nem as geadas. Para poderem adquirir todo o seu sabor, as framboesas devem amadurecer na planta. Diferentemente da amora, a framboesa é um fruto oco.

Conhecida como a “rainha das bagas,” possui uma cor rosada e um aspecto guloso. A  framboesa  pode ser consumida ou preparada da mesma forma que o morango, embora seja muito menos usada entre nós.

É um fruto naturalmente rico em vitamina C que promove um efeito antioxidante e protector do sistema imunológico. Além disso, contém minerais como cálcio, potássio, magnésio e ferro, este último muito útil na absorção da vitamina C. Boa fonte de fibras, é também rico em água, o que o torna indicado para casos de obstipação e níveis altos de ácido úrico.

Tradicionalmente usa-se na confecção de doces, gelados, mousses, mas pode optar por saborer-se ao natural.

amora (Rubus fruticosus) é o fruto (pseudobaga) de arbustos vulgarmente designados como silvas, da família das Rosáceas. Os frutos são usados para a composição de sobremesas, compotas e, por vezes, vinho. São muitos os tipos do que é vulgarmente designado como “amora” – incluindo muitas cultivares híbridas, com mais de duas espécies ancestrais. A amora silvestre é designada como pseudobaga já que é, de facto, um fruto agregado, constituído pela reunião de diversas drupas.

Fruto naturalmente rico em vitamina E e ferro, promove o bom funcionamento do sistema circulatório e protege contra a anemia e, descoberto recentemente, contra a doença de Alzheimer. Pode ser consumido fresco, em sumos, compotas e em geleias.

groselha (Phyllanthus distichusé uma fruta quase desconhecida e pouco utilizada entre nós, constituída por pequenas bagas vermelhas que crescem em cacho. É utilizada principalmente na forma de xarope, que serve de base para diversas bebidas. Em algumas regiões, é usada para a confecção de molhos que acompanham carneiro, aves e caça. É igualmente usada para compotas.

As groselhas facilitam a digestão e acalmam cólicas e enxaquecas, razão pela qual são usadas na Suécia como produto farmacêutico. Podem ser ingeridas fresco ou em geleia. Estes frutos são oriundos da Ásia e da Europa e podem ser encontrados no seu estado selvagem em margens de caminhos., normalmente em terreno húmidos. Actualmente, cultivam-se espécies com fins comerciais, sendo os principais produtores a Itália, a Bélgica, a Holanda e a Inglaterra.

Estes frutos possuem baixo valor calórico, pelo seu escasso aporte em hidratos de carbono. São especialmente ricas em vitamina C as groselhas negras e as vermelhas, que possuem quantidades maiores que alguns citrinos. Quando estão mais verdes, são ricos em taninos, o que lhes confere uma sensação de aspereza e o paladar resulta adstringente e refrescante, no entanto, uma vez atingida a maturação, os taninos diminuem e os frutos adquirem propriedade laxantes, tónicas e depurativas.

Os pequenos frutos, em geral, são um produto de elevado valor acrescentado, com considerável incorporação de mão-de-obra, estando associados a pequenas empresas, na sua maioria, tipo familiar. Por este motivo é extremamente difícil quantificar áreas e produções. Contudo, as estimativas apontam para uma produção nacional anual, para consumo em fresco,  de 500 toneladas   para a framboesa e 400 tons de mirtilo. Para a indústria, produzem-se 50 toneladas de amora silvestre e 22 de framboesa.

Em Portugal, a produção de pequenos frutos tem vindo a aumentar desde há uma dezena de anos, devido às excelentes condições climáticas de algumas regiões do país, em especial para a produção fora de época, berma como ao aumento da procura nos mercados europeus nesses períodos.

A amenidade do clima, especialmente no período de Outono-Inverno possibilita a obtenção de produções de elevada qualidade, a custos unitários relativamente baixos. Destes quatro frutos, a framboesa e o mirtilo são as espécies mais importantes para consumo em fresco. A estrutura produtiva é maioritariamente empresarial, havendo também alguns produtores individuais com expressão. Em Trás-os-Montes, a produção de framboesa e de amora silvestre destina-se, na quase totalidade, à indústria da congelação.

Em cultura protegida consegue-se produzir framboesa durante praticamente todo o ano nas regiões do litoral alentejano, Algarve e Ribatejo e Oeste. No caso do mirtilo, o calendário de produção estende-se de Março a Dezembro no litoral alentejano e de Abril a Agosto no Ribatejo e Oeste na Beira Litoral.

Na cultura de ar livre, é possível obter produção de framboesa entre Abril e Setembro e de mirtilo entre Maio e Setembro, em quase todas as regiões, Portugal tem condições para produzir framboesa entre Outubro e Dezembro, período em que nenhum país consegue produzir. Esta é uma das mais valias que faz com que o sector tenha grande rentabilidade, sendo também uma das razões pelas quais as empresas de capital estrangeiros se têm vindo a instalar no nosso país.

A colheita destes frutos é realizada manualmente, sendo precisamente a mão-de-obra o factor de produção com maior peso nestas culturas. O grau de maturação à colheita depende das espécies e do destino da produção. Assim, as framboesas destinadas ao mercado interno ou à transformação colhem-se na maturação fisiológica, isto é, quando os frutos apresentam uma boa coloração e o grau de açúcar atingiu o seu ponto máximo. As framboesas destinadas à exportação são colhidas um pouco mais cedo, quando a cor das bagas ainda é rosada, pois nesta fase a sua resistência ao manuseamento e ao transporte é maior. As amoras e os mirtilos, mais resistentes do que as framboesas, são colhidos maduros.

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No nosso país, as grandes superfícies de venda, as gelatarias e as confeitarias são os principais clientes para estes produtos. Cerca de 95% da produção, tanto em fresco, como congelada destina-se ao mercado externo e apenas 5% ao mercado interno.

Os preços pagos ao produtor variam consoante a época de produção, atingindo valores máximos entre Outubro e Dezembro e valores mínimos entre Março e Maio. Em Portugal, os preços ao consumidor são muito elevados, em consequência das elevadas margens de comercialização da distribuição, o que tem impedido, de certo modo, o aumento do consumo nacional deste tipo de frutos.

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A PRODUÇÃO DE PHISALLYS EM PORTUGAL COMEÇA AGORA A DAR OS SEUS PASSOS DE FORMA SUSTENTÁVEL

A cultura dos pequenos frutos (groselhas, framboesas, mirtilos e amoras) pode, em várias regiões do País, ser uma excelente alternativa à fruticultura tradicional. Portugal pela sua dimensão, não pode ser um importante competidor em volumes de produção, mas pode ocupar uma razoável faixa de mercado com produções de qualidade, em especial se os custos de produção forem pouco elevados.

Agentes ligados ao sector estimam, para o período 2009-2018, uma aumento na produção de framboesa de cerca de 300%. Todos os mercados do leste europeu são uma boa aposta para Portugal, pois têm elevados hábitos de consumo de pequenos frutos e não os conseguem produzir fora de época devido ao clima.

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Já com vários anos de experiência e um leque alargado de clientes, a Articold dá mais enfoque na área da refrigeração industrial, realizando câmaras frigoríficas de conservação e de atmosfera controlada para agricultores e cooperativas adequando os projetos às necessidades dos clientes, tendo como objetivo principal realizar instalações ao gosto do nosso cliente e que sejam económicas energeticamente.img1

Paulo Sérgio, gerente da ARTICOLD entende que por vezes não é o preço do equipamento a montar o mais importante na escolha, pois o essencial é o que se pode poupar a nível das facturas de energia eléctrica. Assim, a ARTICOLD dispõe de um serviço de estudo e aconselhamento, proondo uma solução ajustada a cada caso.

Paulo Sérgio explica um pouco dos serviços da sua empresa: ”

Com mais de 20 anos de experiência fazemos câmaras frigoríficas para os mais variados produtos como frutas, vegetais, carnes, peixes, etc., sendo a nossa especialidade projectar e construir câmaras para fruta.img1 (1)

Desde 1998 que comercializamos equipamentos que permitem fazer a gestão dos valores de Oxigénio e Dioxido de Carbono presentes na atmosfera que permite criar condições especiais que são propicias à boa conservação do produto durante periodos mais longos mantendo as suas caracteristicas originais (cor e sabor) durante toda a campanha de forma automática sem ser necessário intervenção uma vez que as máquinas são ligadas e parametrizadas.
Com já mais de uma centena de câmaras de atmosfera controlada instaladas em todo o pais possuímos técnicos especializados na área que fazem desde a instalação do sistema e parametrizações até manutenção das câmaras e máquinas ao longo do seu período de funcionamento”.

 

VAMOS CONHECER OS PRODUTORES DE NORTE A SUL, TRAÇANDO UMA ROTA DOS PRODUTORES E DAR-LHES A SUA VOZ:

 

 

 

 

EM PENAFIEL, MARTA JARDIM E FIRMINO COSTA RENDERAM-SE AO MIRTILO E CRIARAM A BAGGA FM – MIRTILOS ORGÂNICOS. 

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CONTACTOS: 939 440 049 mirtilo.quintadapereira@gmail.com https://www.facebook.com/Bagga-fm-mirtilos-orgânicos

 

Respeitar e viver em harmonia com a natureza

 

Em 2010, Marta e Firmino decidiram voltar às origens e decidiram dedicar-se à agricultura, num terreno familiar. Estavam mais focados na plantação e produção de framboesas e gojis. no entanto, pela curiosidade e experiência no campo, decidiram plantar uns 30 pés de mirtilos.

Num ano, a paixão pelo mirtilo estava vincada, tal como o gosto pela agricultura. A partir desse momento, com o caminho traçado, começaram os primeiros passos para este empreendimento, onde o cultivo em modo biológico é uma filosofia de vida!

Em 2012, o casal avançou com o projecto, aprovado em 2013 e concluído no ano passado.Estava então criada a BAGGA FM.

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«SER AGRICULTOR É UMA GRANDE RESPONSABILIDADE»,  conta-nos Marta Jardim, que nos fala um pouco mais da BAGGA FM, do sector e da sua visão sobre o mercado:

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ROTEIROSEVENTOS (R.E.) – Como está o sector em Portugal e quais as maiores dificuldades que o sector enfrenta?

MARTA JARDIM (M.J.) – Na cultura do mirtilo, visto que já existe uma produção significativa em Portugal, a dificuldade poderá ser a comercialização a nível nacional.
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R.E. – Qual a vossa área de plantação e média de produção ?
M.J. – Temos uma área aproximada de 1,2ha . Quanto à produção  média por hectare na nossa exploração ainda não temos números reais.  Estimamos uma quantidade modesta para este ano, visto que a maioria das plantas vão produzir em 2016 pela primeira vez(cerca de 6000) as restantes será o segundo ano.
R.E. – A Exportação, é um atractivo para as empresas do sector? quais as maiores dificuldades para entrar no mercado competitivo?

M.J. – Na nossa opinião, a Exportação é o caminho para qualquer produtor de mirtilos. O mercado nacional é pequeno para a produção actual.

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R.E. –  A aposta no modo biológico é uma aposta interessante?

M.J. – Produzir em modo biológico, para nós, não é uma aposta, mas sim, uma filosofia de vida! Queremos oferecer ao consumidor um produto orgânico de máxima qualidade. É uma questão de consciência e crescimento pessoal. Ser agricultor é uma grande responsabilidade. Respeitar e viver em harmonia com a natureza, é o lema!

 

 

 

 

BAGAS DO MONTE, EM CASAL DE ARÃO, CONCELHO DE VALE DE CAMBRA PREVÊ DUPLICAR A SUA PRODUÇÃO ESTE ANO, NA SUA TERCEIRA COLHEITA, ATINGINDO AS 7 TONELADAS DE MIRTILOS

 

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BAGAS DO MONTE CONTACTOS: Ilídio Gomes +351 934 794 436 skype: igsgomes Andreia Francisco +351 932 003 282 skype: andreiamarfrancisco Rua da Travessa, Nº22 – Casal de Arão 3730-373 Vale de Cambra Portugal http://www.facebook.com/bagasdomonte http://www.bagasdomonte.com

 

 

«A produção de pequenos frutos não pode ser encarada como um hobby/trabalho de fim-de-semana (…) No caso da produção de mirtilos em Modo de Produção Biológica (que é o caso da Bagas do Monte), temos vindo a observar um aumento do consumo, sem que a isso corresponda um aumento exponencial da oferta. A percentagem de produtores em modo convencional ainda continua a ser a “fatia maior do bolo” dos produtores de mirtilos.»

 

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ANDREIA FRANCISCO E ILÍDIO GOMES FALAM-NOS UM POUCO SOBRE AS BAGAS DO MONTE, O SEU EMPREENDIMENTO E SOBRE O MERCADO DO MIRTILO EM GERAL:

ROTEIRSOEVENTOS R.E.- Há quanto tempo e como surgiu a Bagas do Monte e que balanço faz?

ANDREIA FRANCISCO (A.F.) – A Bagas do Monte é uma exploração agrícola com cerca de 1ha, localizada na aldeia de Casal de Arão, concelho de Vale de Cambra e surgiu no âmbito de uma candidatura ao PRODER, em 2012.

Este projecto surgiu da vontade de ter um negócio próprio e de rentabilizar terrenos que pertenciam à família e que estavam abandonados há alguns anos.
O balanço é positivo até agora, mas ainda não é lucrativo, uma vez que ainda não atingimos a capacidade máxima de produção da exploração. 2016 será o 3º ano de colheita e prevemos duplicar a quantidade produzida relativamente ao ano anterior, atingindo cerca de 7 toneladas.
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R.E. Além da produção de pequenos frutos, que outros serviços/produtos tem a empresa ao dispor dos seus clientes?

A.F. – Neste momento, o nosso core é a produção de mirtilos para consumo em fresco. Não obstante, fizemos algumas experiências bem sucedidas, no ano transacto, de produtos transformados (compotas, licores, etc.).

R.E. –  Como está o sector em Portugal e quais as maiores dificuldades que o sector enfrenta?

A.F. – Da nossa perspectiva, o consumo (ainda que muito reduzido, quando comparado com outras países da Europa) tem vindo a aumentar, ao longo dos últimos anos. No entanto, a oferta aumentou exponencialmente, o que leva a que o mercado nacional não seja suficiente para escoar todo o produto nacional. Desse modo, a exportação torna-se o canal de escoamento preferido. A aliar ao reduzido consumo, os preços de compra nos canais de exportação são muito mais apetecíveis do que no mercado nacional.IMG_20140610_092052.jpg

No caso da produção de mirtilos em Modo de Produção Biológica (que é o caso da Bagas do Monte), temos vindo a observar um aumento do consumo, sem que a isso corresponda um aumento exponencial da oferta. A percentagem de produtores em modo convencional ainda continua a ser a “fatia maior do bolo” dos produtores de mirtilos.
Relativamente às dificuldades, podemos enumerar algumas:
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– terrenos de minifúndio, em certas zonas do país, como é o caso da nossa exploração;
– falta de apoio das autarquias (quer para electrificação externa à exploração, quer na manutenção de caminhos públicos de acesso, quer na melhoria das vias de acesso, etc);
– o consumo nacional ser ainda reduzido comparativamente com outros países europeus;
– o amadorismo de muitos produtores, que não encarando a actividade como uma empresa, acabam por comercializar o produto a preços inferiores ao custo de produção, alterando a percepção do mercado (para quem compra);
– pouca qualidade da fruta (isto deve-se, numa primeira fase a incorrecta instalação dos pomares, errados planos de fertilização, e, posteriormente, à forma como a fruta é colhida e seleccionada);
– dificuldade em obter mão-de-obra para o período da colheita, com o pagamento de valores comportáveis (por exemplo, este ano, teremos que recorrer a cerca de 20 trabalhadores durante cerca de 2 a 3 meses).
 
 
R.E. –  Pode ainda considerar-se um atractivo investir neste sector em Portugal?
A.F. – Consideramos que sim, mas de uma forma completamente estruturada e empresarial. A produção de pequenos frutos não pode ser encarada como um hobby/trabalho de fim-de-semana.
A exportação terá que ser o foco principal, a redução de custos ao máximo (através de uso de energias renováveis, etc) e a opção pelo associativismo (no sentido de ganhar escala, indispensável para exportar).
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R.E. – qual a área de plantação e média de produção dos vários pequenos frutos que produzem?

A.F. – A exploração tem cerca de 1 ha (com 3500 plantas, sendo que 200 dela só foram plantadas no ano transacto e só entrarão em produção em 2017). Em 2012 foi feita a plantação. Em 2013 optamos pela monda de flores (pelo que não tivemos qualquer produção). Em 2014 tivemos cerca de 800 kg. Em 2015, mais que duplicamos a produção, atingindo as 3 toneladas. Para o ano de 2016, estimamos atingir as 7 toneladas.

A produção irá aumentar ainda nos próximos 2 a 3 anos, até atingirmos o ano cruzeiro.

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R.E. –  A Exportação, é um atractivo para as empresas do sector? quais as maiores dificuldades para entrar no mercado competitivo?

A.F. – A exportação é, sem dúvida, o maior atractivo para as empresas deste sector, uma vez que, como já referimos acima, o consumo nacional ainda não é suficiente para escoar tudo o que é produzido nacionalmente.

Mas, para exportar, é necessário ganhar escala, através do associativismo (visto que as áreas médias das explorações agrícolas de pequenos frutos são, em regra geral, pequenas).
No caso da exportação é também de relevante importância a escolha adequada das variedades (são melhores as variedades precoces e com “tempo de prateleira” mais alargado).
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 EM Santo Aleixo, CONCELHO DE VALE DE CAMBRA, A MIRTILOSBIO PRODUZ E COMERCIALIZA MIRTILOS EM MODO BIOLÓGICO

 

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Produtor de Mirtilos Biológicos http://www.facebook.com/mirtilosbio cajor@mirtilosbio.pt geral@mirtilosbio.pt Sede: Exploração: 3720-091 Macinhata da Seixa Santo Aleixo –Macieira de Cambra Oliveira de Azeméis 3730-310 Vale de Cambra Telm.[+351]966 268 078

MirtilosBio é uma empresa familiar que se dedica à produção e comercialização de mirtilos em modo Biológico.

A MirtilosBio iniciou a actividade em 2010, com cerca de mil metros quadrados. em outubro de 2012, Carlos Ferreira ampliou a produção para um hectare, onde produz cinco variedades diferentes de mirtilos. neste momento, foram já dados os primeiros passos para o sector de transformação do produto, iniciando a produção de licores, de marmelada e de doce de mirtilo.

 

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ROTEIRSOEVENTOS R.E.- Há quanto tempo e como surgiu a MirtilosBio e que balanço faz?

 

CAROS FERREIRA (C.F.) – Mirtilosbio é uma empresa familiar que se dedica à produção e comercialização de mirtilos em modo Biológico. A exploração agrícola, existe desde Fevereiro de 2010 e  está localizada Santo Aleixo concelho de Vale de Cambra, com 0,10 hectar. Estão em produção 100 plantas de 2 variedades Duke e Bluecrop. Em Outubro de 2012 ampliamos a produção para 1,00 hectar 3000 plantas com 5 novas variedades,400 Draper, 800 Liberty, 600 Camélia, 600 Rebel e 600 Suziblue. A exploração está em Modo Produção Biológica e globalGAP implementado. A colheita dos frutos é toda manualmente, posteriormente os mesmos são sujeitos a uma rigorosa seleção para comercialização local e exportação. Faço um balanço positivo quem gosta do que faz não pode esperar outra coisa. Adoramos a vida do campo.

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R.E.  Além da produção de pequenos frutos, que outros serviços/produtos tem a empresa ao dispor dos seus clientes?

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C.F. – Estamos a expandir para a parte da transformação , nomeadamente licor, marmelada e doce de mirtilo.

Temos 8 castanheiros onde colhemos castanhas de excelente qualidade e este anos vamos certificar como BIO, contamos com 37 Medronheiros e varias árvores de fruta.

 

R.E. –  Como está o sector em Portugal e quais as maiores dificuldades que o sector enfrenta?

C.F. – Penso que ainda há lugar para todos, no entanto, cada vez mais se vê novas explorações.

As dificuldades  surgem daí mesmo e muitos vezes por falta de procura de novos mercados.

Dependendo das quantidades, o escoamento local não é o suficiente( embora tenhamos tido bons resultados na venda local), o que provoca a descida de preços , tipo saldos, acabando por prejudicar outros produtores.  

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R.E. –  Pode ainda considerar-se um atractivo investir neste sector em Portugal?

C.F. – Penso que sim, mas seleccionando bem as variedades para prolongar o tempo de produção.DSC_0275

 

 

R.E. – Qual a área de plantação e média de produção dos vários pequenos frutos que produzem?

C.F. – Temos 1ha. O ano passado foi o 2º ano de produção, tivemos cerca de 1900kg, Este ano um pouco atribulado com o clima, estamos a prever 4000  kgs.

 

R.E. –  A Exportação, é um atractivo para as empresas do sector? quais as maiores dificuldades para entrar no mercado competitivo?

 

C.F. – Sim , a exportação continua a ser um grande atractivo mas, com tendência a decrescer, pensamos nós.

Uma das dificuldades para entrar no mercado competitivo é a questão das quantidades e bons contactos.

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R.E, –  A aposta no modo biológico é uma mais valia?

C.F. – Sim , sem dúvida.

Cada vez mais as pessoas procuram o biológico, mesmo a um custo mais elevado.

É mais trabalhoso, tem muitos mais custos associados, principalmente mão de obra, no entanto, conseguimos também pela variedade das plantas , um fruto de excelente qualidade, e isso é o mais importante.

 

 

 AGIM, EM SEVER DO VOUGA, É A ASSOCIAÇÃO QUE ENVOLVE TODOS OS INTERVENIENTES DA FILEIRA DOS PEQUENOS FRUTOS. CONTA, NESTE MOMENTO COM 160 ASSOCIADOS, ONDE O ESCOAMENTO E A GARANTIA DOS PREÇOS SÃO ALGUMAS DAS SUAS PREOCUPAÇÕES

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Agim Associação para os Pequenos Frutos e Inovação Empresarial Lugar da Estação – Edifício Vougapark, piso 2 3740-070 Paradela SVV Telef/fax: 234 597 020 e-mail: agim@agim.pt

 

A AGIM é uma associação sócio profissional de direito privado, sem fins lucrativos, que abrange todos os intervenientes da fileira dos pequenos frutos em Portugal, sejam eles produtores, técnicos e organizações de comercialização, e que quer assumir-se como entidade que representa e defende os seus interesses socioprofissionais, principalmente junto do Ministério da Agricultura, mercado e sociedade em geral, tanto a nível nacional como internacional, sendo o catalisador e o ponto de encontro de todos os seus players, com o objectivo de melhorarem os seus negócios e alcançarem uma posição de destaque no panorama económico nacional.

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EM SETEMBRO DE 2013, A AGIM INAUGUROU O CAMPO EXPERIMENTAL DE PEQUENOS FRUTOS. COM UMA ÁREA DE SEIS MIL METROS QUADRADOS, ESTE CAMPO VAI PERMITIR UM AUMENTO NO CONHECIMENTO TÉCNICO-CIENTÍFICO DE TODA A FILEIRA DOS PEQUENOS FRUTOS.

 

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Localizado no centro de Sever do Vouga, o Campo Experimental é uma fonte de investigação e um instrumento de trabalho que permite a realização de ensaios e experiências que produzam conhecimento para toda a fileira dos pequenos frutos, em especial para o mirtilo. Através deste aumento de conhecimento técnico e científico, espera-se que se encontrem soluções e respostas para alguns dos problemas das culturas dos pequenos frutos, além de poder ajudar técnicos e produtores nas suas tomadas de decisões quanto à eleição das cultivares, dos compassos a adoptar, do sistema de produção, do tipo de rega, dos materiais a utilizar, do tipo de fertilização, dos tratamentos fitossanitários a realizar e das práticas culturais a adoptar.

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SANDRA SANTOS, COORDENADORA GERAL DA AGIM, FALA-NOS UM POUCO DA ASSOCIAÇÃO E DO SECTOR:

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R.E. – Qual o número de associados da AGIM e a média de produção comercialização anual?
SANDRA SANTOS (S.S.) – A AGIM reune cerca de 160 associados distribuidos por todo o país.
R.E. – Já há uma perspectiva em relação à colheita deste ano? vai ser uma boa campanha?
S.S. – Tudo indica que sim. Os produtores estão empenhados, procuram cada vez mais apoio técnico e os resultados têm-se notado. Existem muitos, sobretudo jovens agricultores, que ainda estarão no seu primeiro ou segundo ano de campanha e, por isso, ainda não vão colher o esperado, mas o importante é ir dando os passos certos e, para isso, está cá a AGIM para dar todo o apoio técnico.
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R.E. – como está o sector? ainda se pode considerar uma aposta aliciante?
S.S. – Claro que sim. O importante é trabalhar bem. Se assim for os resultados serão sempre animadores.
R.E. – Quais as maiores dificuldades sentidas pelos produtores?
S.S. – Essencialmente o escoamento e a garantia de preços. São estas as maiores preocupações.

 

 

 

O’BAGA, EM POVOLIDE –  VISEU POSSUI 4,5 HECTARES DE PEQUENOS FRUTOS. NESTE MOMENTO, TÊM CERCA DE 18 PRODUTORES ASSOCIADOS, O QUE PERMITE ATINGIR CERCA DE 25 hECTARES DE PLANTAÇÃO E ESTÁ DISPONÍVEL PARA ABSORVER MAIS ALGUNS PRODUTORES

 

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CONTACTOS: QUINTA VINHA DO VALE, Nº20 3505 -247 POVOLIDE -VISEU HTTP://WWW.OBAGA.PT HTTP://WWW.FACEBOOK.COM/OBAGA.PT INFO@OBAGA.PT

 A O’BAGA SURGIU DE UM PROJECTO CONJUNTO DE ANDRÉ E DIOGO OLIVEIRA E DA SUA PAIXÃO PELA AGRICULTURA.

COM UMA QUINTA A RONDAR OS 6 HECTARES, ONDE APENAS UM ESTAVA DEVIDAMENTE APROVEITADO, OS DOIS IRMÃOS DECIDIRAM LANÇAR ESTE PROJECTO COM PLANTAÇÃO DE PEQUENOS FRUTOS, ONDE, ALÉM DA FRAMBOESA, DA AMORA E DA GROSELHA, SE DESTACA O MIRTILO.

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EM 2015, CRIARAM A SUA MARCA PRÓPRIA, A O’BAGA, DE FORMA A EXPANDIR O NEGÓCIO E PODER CHEGAR A OUTROS MERCADOS.

NESTE MOMENTO, A O’BAGA CONSEGUE JÁ ABSORVER A PRODUÇÃO DE CERCA DE 18 PEQUENOS PRODUTORES E ENCONTRA-SE ABERTO PARA ABSORVER MAIS ALGUNS DOS NOVOS PRODUTORES.

A SUA FRUTA, PRODUZIDA EM MODO BIOLÓGICO, MANTÉM O SABOR E AS PROPRIEDADES GENUÍNAS. A COLHEITA É EFECTUADA NO MÁXIMO DOIS DIAS ANTES DE SER EXPEDIDA PARA O CONSUMIDOR.

ALIADO À PRODUÇÃO  DOS PEQUENOS FRUTOS, A O’BAGA JÁ INTRODUZIU A PRODUÇÃO DE LICORES E COMPOTAS, DE FORMA A PODER RENTABILIZAR AO MÁXIMO OS SEUS PRODUTOS.

 

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ROTEIRSOEVENTOS R.E.- Há quanto tempo e como surgiu a O Baga e que balanço faz?
ANDRÉ OLIVEIRA (A.O) – A O´baga surgiu em 2015 fruto de uma necessidade de escoamento da fruta a um preço justo para a produtor. Inicialmente criamos para escoar o nosso fruto e actualmente já trabalhamos com cerca de 18 produtores.
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R.E. Além da produção de pequenos frutos, que outros serviços presta a empresa, nomeadamente na área de consultoria e formação?11258024_1583097108615291_7957240738846513590_n
A.O. – Além dos pequenos frutos também temos derivados nomeadamente compotas e licores. Prestamos apoio aos produtores que trabalham connosco porque defendemos a máxima de que o sucesso dos produtores e o nosso sucesso.

R.E. –  Como está o sector em Portugal e quais as maiores dificuldades que o sector enfrenta?
A.O. – O sector em Portugal esta a dar os primeiros passos, notamos alguma desorganização tanto a nível dos produtores como do mercado. O maior desafio que enfrentamos é de valorizarmos os produtos que temos quer pela elevada qualidade quer pela escolha criteriosa que fazemos, desta forma pretendemos dar mais prestigio ao sector.
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R.E. –  Pode ainda considerar-se um atractivo investir neste sector em Portugal?
A.O. – Sim, apesar do aumento de explorações que ocorreu nos últimos anos e o mercado só devera estabilizar nos próximos 2 a 4 anos, achamos que ainda é atractivo investir no sector para quem tiver aptidões e conhecimento do mercado de forma a garantir o escoamento do fruto.

R.E. – Qual a área de plantação e média de produção dos vários pequenos frutos que produzem?
A.O. – Neste momento a nossa plantação é de 4,5 hectares e estamos a trabalhar com cerca de 18 produtores em media com 1 hectare cada um, devemos rondar os 25 hectares neste momento mas estamos abertos a novos produtores.
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R.E. –  A Exportação, é um atractivo para as empresas do sector? quais as maiores dificuldades para entrar no mercado competitivo?
A.O. – O futuro passa pela exportação. A maior dificuldade que encontramos é em criarmos escala de forma a conseguirmos ir de encontro a procura externa e diluir os custos de logística. Primeiro ter qualidade depois criar escala para conseguirmos chegarmos aos mercados europeus que são mais atractivos.

R.E. –  A aposta no modo biológico tem compensado?
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A.O. – Sim, a fruta biológica tem um sabor distinto da fruta convencional, no modo de produção biológico tentamos interferir o mínimo na natureza o que faz com que o fruto tenha um sabor distinto e o mercado também tem reconhecido isso. A procura da fruta biológica tem aumentado tanto a nível nacional como europeu. Apesar do modo de produção biológico ter outros custos e uma baixa produção em comparação com uma produção convencional, a diferença de preço aliada a qualidade do fruto são bons indicadores para ter sucesso.

 

 

 

 

 

 PHYSALUSA, EM LEIRIA, FOI A PRIMEIRA EMPRESA EM PORTUGAL A PRODUZIR PHYSALIS.

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PHYSALUSA Contactos: Site – http://physalusa.pt/ Blogue – http://physalisperuvian.blogspot.pt/ email – physalusa@gmail.com

 

 

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NESTE MOMENTO, FACE AO SUCESSO QUE UM ARQUITECTO PAISAGÍSTICO ENCONTROU NESTE SECTOR, A PHYSALUSA APOIA E ABSORVE A PRODUÇÃO DE OUTROS PEQUENOS PRODUTORES E CRIOU UMA NOVA EMPRESA, A LUSOEXOCTICS  PARA A COMERCIALIZAÇÃO QUER A NÍVEL INTERNO, QUER PARA A EXPORTAÇÃO

 

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LUSOEXOCTICS Site – http://www.lusoexoctics.com email- geral@lusoexotics.com

 

FINDO O CURSO DE ARQUITECTURA PAISAGÍSTICA NA UNIVERSIDADE DE ÉVORA E COM A CRISE QUE ATRAVESSAVA O SECTOR DA CONSTRUÇÃO, LUÍS MANSO «TROPEÇOU» NUMA FURTA DELICIOSA, COM ASPECTO CURIOSO… FOI O PASSO PARA O NASCIMENTO DA PHYSALUSA.

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DEPOIS DE UM ÁRDUO TRABALHO, UMA VEZ QUE EM PORTUGAL AINDA ESCASSEAVA INFORMAÇÃO SOBRE ESTA PRODUÇÃO, LUÍS MANSO TEVE QUE PERCORRER TODO O PERCURSO SOZINHO.

ENTRETANTO, COMO SE APERCEBEU QUE A PRODUZIR SOZINHO, ERA UMA PROJECTO LIMITADO, DECIDIU «DAR UMA MÃO» AOS PEQUENOS PRODUTORES DA REGIÃO, DE FORMA A GARANTIR O ESCOAMENTO. NESSE SENTIDO FORMOU A NOVA EMPRESA, VIRADA PARA A COMERCIALIZAÇÃO DO PHYSALIS E DE OUTROS PRODUTOS AGRÍCOLAS DA REGIÃO.

EM BREVE, LUÍS MANSO, TEM COMO OBJECTIVO CRIAR A ORGANIZAÇÃO DE PRODUTORES (O.P.)E PONDERA TAMBÉM INICIAR A PRODUÇÃO EM MODO BIOLÓGICO

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Ao ROTEIROSEVENTOS, Luís Manso fala-nos um pouco dos seus projectos, do sector em geral e da sua experiência:

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ROTEIRSOEVENTOS R.E.- Há quanto tempo e como surgiu o vosso empreendimento e que balanço faz?

 

LUÍS MANSO (L.M.) – O projecto produção de physalis nasceu em 2010 ano em que findei o curso de Arquitectura Paisagista pela Universidade de Évora e regressei a casa dos meus pais em Leiria. Nesse momento estávamos em crise na construção civil o que fez com que a oportunidades de emprego na área fossem poucas ou muito pouco interessantes. Deste modo decidi investir na agricultura uma vez que não pretendia emigrar.

A escolha da physalis surge no momento em que um dia “tropeço” nesta fruta de aspecto curioso e delicado. Decidi ir investigar a dita e percebi que não havia nada em português  na internet e que o mercado português importava tudo devido à falta de produção em Portugal. A fruta já existe em Portugal há largos anos mas como produção comercial de relevo ela não ocorria. Apenas havia alguns apontamentos nas ilhas, Açores e Madeira. 

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Ao abraçar este empreendimento, pensei eu ingenuamente, que seria muito fácil pois ninguém o estava a fazer; logo não haveria concorrência e como tal, o mercado seria só meu. Primeiro grande erro de estratégia. Começar algo é sempre difícil, especialmente porque não se pode apreender com os erros dos outros ou aproveitar “caminhos já trilhados por outros”. Este processo tem de ser feito de raiz e demora muito mais tempo que prevemos e o retorno é sempre mas demorado do que o esperado.

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Neste processo comecei a perceber que sozinho não iria muito longe, pois não é fácil fazer toneladas quando o nosso objecto de trabalho pesa em média 5 gramas. Deste modo decidi começar a divulgação do projecto e do processo de produção, o que levou ao aparecimento de novos produtores.

 

Com o aparecimento de novas forças produtivas, ocorreu a necessidade de criar uma entidade capaz de abarcar e organizar estes novos produtores. Nasce assim a Physalusa unipessoal lda em 2014… esta empresa teve como objectivo tornar-se uma referência na produção e comercialização de physalis em Portugal.

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Actualmente há a necessidade de organizar a exportação e como tal decidimos criar uma nova empresa LUSOEXOCTIS, que será responsável pelo processo de internacionalização da nossa produção. Esta nova entidade será responsável pela comercialização de todos os frutos exóticos que Portugal produz ou que venha a produzir e que estejam interessados em colaborar com o nosso esforço. De momento temos já em produção e comercialização, physalis, maracujá, chuchu, pitaya e figo da índia. Sendo que com o tempo iremos adicionar novos produtos agrícolas tendo como premissa o carácter exótico dos mesmos, neste processo as nossas ilhas terão alguma relevo. 

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R.E. Além da produção de pequenos frutos, (principalmente  a physalis) que outros serviços presta a empresa, nomeadamente na área de consultoria e formação?

 

L.M.   – A physalusa dedica-se ao processo de produtivo, sendo que a nova empresa Lusoexoctis se dedicará ao processo de comercialização dos produtos agrícolas e dos factores de produção para as referidas culturas. Há sempre uma grande preocupação em acompanhar o processo produtivo dos nossos parceiros de forma a conseguir obter o melhor rendimento, desta forma irá acontecer um processo de acompanhamento em campo, à produção. Pretendemos dar os primeiros passos para um agrupamento de produtores que no futuro possa ser considerado uma O.P.

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R.E. –  Como está o sector em Portugal e quais as maiores dificuldades que o sector enfrenta? A aposta na produção e comercialização do physalis em Portugal é relativamente recente… porquê esta demora?

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L.M. – O processo de produção de physalis está em franca expansão. Quando comecei apenas estava eu a produzir e tinha dificuldade em vender 30kgs por mês. Neste ano que passou, 2015, tivemos 40 produtores associados ao nosso esforço produtivo, distribuídos de norte a sul do país. E tivemos semanas com vendas de 1000kgs semanais, só em contexto nacional. 

Das principais dificuldades destaco, a falta de produtos fito fármacos homologados e o facto de ainda existir muito desconhecimento sobre os processos de cultivo, a falta de produtores profissionais.

A organização de comercialização ainda está a dar os primeiros passos e como tal ainda existir muita coisa a organizar e certificar para poder exportar. 

A produção de physalis em Portugal tem demorado a implantar por não existir uma tradição de produção e consumo.

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Gosto de fazer uma analogia ao mirtilo há 15 anos atrás ou ao kiwi há 30 anos, nessas alturas muito poucos conheciam o mirtilo ou o kiwi, mas agora já são reconhecidos por todos os consumidores, o mesmo se está a passar com a physalis está no inicio do processo. No fundo alguém tem de começar para se acreditar que é possível fazer bem e vender melhor.   

 

R.E. –  Pode ainda considerar-se um atractivo investir neste sector em Portugal?

 

L.M. – Sim é atractivo e lucrativo, contudo o novo produtor tem de ter noção que leva tempo a dominar a cultura e os factores de produção. Todos os que abarquem o mundo agrícola têm de ter noção que não há dois anos iguais em termos produtivos, que gerir uma exploração não é o mesmo que planear uma exploração numa folha de Excel e que trabalhar na agricultura não é ter um emprego das 9 as 17h00. É um estilo de vida. Para se ter sucesso nesta área tem de se ter muita dedicação e bastante sorte, que por sinal dá muito trabalho .

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R.E. – Qual a área de plantação e média de produção dos vários pequenos frutos que produzem?

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L.M. – Neste caso não somos grandes individualmente mas sim em grupo, tanto a physalusa como agora a lusoexoctis trabalham na força do grupo. 

Se a physalusa não possui mais de 8500m2 de produção, o conjunto dos produtores que agora vão integrar a Lusoexoctics, supera os 20ha. 

Com esta força de grupo temos a ousadia de sonhar com a exportação de forma regular. 

 

 

 

R.E. –  A Exportação, é um atractivo para as empresas do sector? quais as maiores dificuldades para entrar no mercado competitivo?

 

L.M. – Sim é atractivo pois temos um mercado gigantesco que nos permite total escoamento e não estarmos sujeitos a preços especulativos. transferir

A  principal dificuldade centra-se em organizar todos os novos produtores, ter a fruta padronizada e lidar com a grande dispersão geográfica das explorações.

 

R.E. –  A aposta no modo biológico tem compensado?

 

L.M. – É algo que de momento não temos apostado pois não teríamos dimensão suficiente para exportar e o mercado nacional é demasiado pequeno para receber ou valorizar a produção em modo biológico, pois produzir biológico tem de obedecer a uma panóplia de regras rígidas que muitos dos nossos colaboradores não podem cumprir de momento. Mas é algo que estamos seriamente a pensar, temos alguns produtores que já praticam a produção biológica. O grosso da produção segue o modo de produção de protecção integrada. 

 

 

 

EM ORJAIS, A DEZ KM DA COVILHÃ, A MIRTIBÉRICA CONTA PRODUZIR ESTE ANO MAIS DE 3 TONELADAS DE MITRILOS EM MODO BIOLÓGICO

 

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MIRTIBÉRICA Contactos: Mirtibérica – Frutos Silvestres. http://www.mirtiberica.com.pt Facebook: Mirtibérica mirtiberica@hotmail.com Telm. 963025301 Orjais, Covilhã

EM 2012, NA SEQUÊNCIA DO INÍCIO DOS PROJECTOS JOVENS AGRICULTORES A MIRTIBÉRICA NASCEU DA NECESSIDADE E VONTADE EM RENTABILIZAR TERRENOS QUE NÃO ESTAVAM A PRODUZIR, APOSTANDO NA ÁREA DOS PEQUENOS FRUTOS.

NESTE MOMENTO, A MIRTIBÉRICA , ALÉM DA PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DOS SEUS PRODUTOS, FORNECE TAMBÉM AS DIVERSAS PLANTAS, OS MATERIAIS AGRÍCOLAS NECESSÁRIOS PARA A EXPLORAÇÃO, BEM COMO PRESTA APOIO EM TERMOS DE MANUTENÇÃO DOS POMARES.

EM 21015 INICIOU A PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DO MORANGO ALBINO, DESTINADO AO MERCADO GOURMET.

ESTE ANO, ENCONTRAM-SE NA FASE INICIAL DA APOSTA NAS BAGAS DE SABUGUEIRO

 

 

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SÉRGIO ALMEIDA, RESPONSÁVEL PELO SECTOR DE MARKETING DA MIRTIBÉRICA, FALA-NOS UM POUCO DESTE EMPREENDIMENTOS E DA SUA VISÃO SOBRE O SECTOR EM GERAL:
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R.E.- Há quanto tempo e como surgiu a MIRTIBÉRICA e que balanço faz?

SÉRIGIO ALMEIDA (S.A.). – A MIRTIBÉRICA surgiu no início de 2012 na sequência do início dos projectos de jovens agricultores, apostando nesta área dos pequenos frutos silvestres, neste caso o mirtilo.

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Surgiu da necessidade de ter um negócio próprio e de rentabilizar terrenos que não produziam.

A exploração localiza-se em Orjais, a 10kms da Covilhã.

Na altura pouco se ouvia falar no mirtilo fora da região de Sever do Vouga. 

No País, haviam poucas formações, entidades formadoras, muito menos aqui na região, por isso tivemos de recorrer à pesquisa e estudo pela internet.

Nesse tempo havia muito pouca credibilidade na implementação deste tipo de explorações “estranhas” fora daquela região de Sever do Vouga.

Foi um trabalho iniciado de raíz e implementado com as pesquisas feitas. No geral, resultou bem.

A exploração foi para o terreno e está a produzir, sendo que neste 3º ano esperam-se mais de 3 Toneladas, concentradas de Junho a Agosto. Houve retirada da flor no 1.º ano, tal como uma boa poda de formação já em 2016. Em modo BIO certificado.

No geral, o balanço é positivo, apesar da crise que teima em não deixar o País, e na enorme burocracia que envolve o dia a dia de quem inicia uma dada actividade.

É positivo também porque a vida de campo é a melhor e saudável.

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R.E. Além da produção de pequenos frutos e frutos vermelhos,, que outros serviços/produtos tem a empresa ao dispor dos seus clientes?
S.A. – A MIRTIBÉRICA fornece também as diversas plantas, os materiais agrícolas necessários às explorações, e apoio em termos de manutenção dos pomares.
Produzimos já em 2015 também o morango albino (rosado) em menor quantidade, embalado, e destinado ao comércio gourmet. É muito aromático, doce e paladar a abacaxi. É ainda uma espécie pouco conhecida em Portugal, mas quem já provou gostou e recomenda-se.
Já em 2016 estamos em fase inicial da Baga de Sabugueiro e em curso o conhecido Morango.
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Desses frutos produzimos doces (fruta inteira BIO), licores (com aguardente, e consequente entreposto fiscal de álcool), desidratados e chás. 
Produzimos produtos relacionados com estes frutos a pedido de clientes interessados noutros sabores.
 
Em parceria com outros produtores, comercializamos em embalagens ou a granel, frutos secos ou desidratados, tais como amêndoas, avelãs, nozes, pinhão, gojis, ……. tal como a fruta congelada.
À medida que surgem novos clientes, trabalhamos em agrupamento com pequenos produtores regionais para minimizar a logística.
O trabalho em equipa resulta.
 
Temos a seguinte loja online, onde o cliente poderá ver os nossos produtos e poderá enviar um e-mail com os artigos que pretender:  https://www.facebook.com/Mirtiberica/app/519984624691308/
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R.E. –  Como está o sector em Portugal e quais as maiores dificuldades que o sector enfrenta?
S.A. – O sector dos pequenos frutos em Portugal encontra-se em crescimento sustentado, com aumento de quantidades exportadas reduzindo as quantidades importadas anualmente.
Ainda se consomem poucos pequenos frutos, quando comparamos com muitos países da Europa.SAM_1546a.jpg
Este sector enfrenta actualmente problemas tais como: 
– falta de associativismo
– exploração aos pequenos produtores pagando-lhes valores irrisórios que em muitos casos não superam os valores de colheita muito menos os de manutenção e produtos associados,
– pouca logística de transporte em frio para pequenas quantidades, 
– para quem está em modo BIO (o nosso caso, por exemplo), o valor pago pelos clientes é o mesmo do que em modo convencional apesar dos custos de mão de obra serem muito mais elevados.
– do ponto de vista do consumidor final, os pequenos frutos são caros. A principal razão está nas elevadas margens dos intermediários. Solução simples: o consumidor final deverá comprar directamente aos produtores regionais, a cerca de 1/3 a 1/6 do valor que encontra nas montras dos supermercados.
A fruta cara origina o problema de menor consumo e maior desconhecimento. Em 2016, ainda muitas pessoas não os conhecem.
– existe ainda a dificuldade em recrutar mão de obra qualificada para a colheita destes frutos. Na mesma altura de colheita temos as colheitas da cereja, pêssego, maçã e pêra. O que torna a mão de obra mais cara.
 
Julgamos que ano após ano estes problemas irão desaparecer.
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R.E. –  Pode ainda considerar-se um atractivo investir neste sector em Portugal?
S.A. – Já foi mais atractivo, tendo agora maiores riscos.
Os pequenos frutos implicam muita mão de obra por hectare, sabendo que a mão de obra está cada vez mais cara e obrigando a mais contratos de curta duração, segurança social, ….., a preços/kg cada vez mais baixos.
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A agricultura é ainda vista por muitos “jovens agricultores” como um passatempo, uma forma de receber um “prémio” de instalação, tendo alguns já verificado 2, 3, 4 anos depois que não é bem assim. Muitos já deixaram cair os braços e estão agora a pagar por incumprimento (devolução de verbas + juros).
Hoje em dia, a agricultura deve ser encarada com dedicação, acompanhamento da exploração de sol a sol (não são 35h de trabalho semanais) todo o ano, simplificação de trabalhos para obter um maior rendimento. Não é trabalho de fim de semana.
Sendo frutos cuja colheita deverá ser efectuada pela fresca, é quase impossível conseguir mão de obra que faça um turno de manhã e outro turno ao final do dia, o que implica um maior recurso à mão de obra local e a um preço mais alto.
Quem se estabeleceu deverá ganhar novo fôlego, seguir em frente e não voltar atrás.
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R.E. – Qual a área de plantação e média de produção dos vários pequenos frutos que produzem?
S.A. – Como se referiu, é um pequeno projecto agrícola, na ordem dos 2Ha, com compassos reduzidos, em que a prioridade seria pôr a terra dar o máximo de fruto ao longo dos anos. Abdicou-se, por exemplo, de espaços de 3m nas entrelinhas para tractores (tal como acontece em projectos aprovados da mesma ordem de grandeza).
R.E. –  A Exportação, é um atractivo para as empresas do sector? quais as maiores dificuldades para entrar no mercado competitivo?
S.A. – Sim, é sempre um atractivo, pois os preços são muito melhores.
Deverá existir o tal agrupamento de produtores (fiel aos produtores), para ganhar volume e conseguir melhores mercados.
É diferente um agrupamento exportar 100Ton, do que 4 agricultores exportarem cada um 25Ton.
A maior dificuldade estará sempre em encontrar a linha de escoamento certa.
Grandes explorações em Marrocos e Espanha irão competir em grande escala com a produção em Portugal. Temos de estar preparados e de apostar na qualidade.

 

 

 

 

 

BEIRABAGA… A PRODUZIR E COMERCIALIZAR PEQUENOS FRUTOS DESDE HÁ MAIS DE 20 ANOS… DA COVA DA BEIRA (FUNDÃO) PARA O MUNDO

 

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BEIRABAGA Contactos Telefónicos (+351) 275 772 433 Fax (+351) 275 776 360 Email beirabagafundao@gmail.com Site http://www.beirabaga.pt/default.asp Facebook https://www.facebook.com/beirabaga?fref=ts Morada Quinta do Olival Grande, 6230-473 Fundão Coordenadas Latitude: 40.137963 | Longitude: -7.50107730000002

 

A Beirabaga produz os seus frutos silvestres, desde 1990, na região da Cova da Beira, contando também recentemente com plantações no sul de Portugal para produzir estes frutos durante todos os meses do ano.

Há pouco mais de 20 anos atrás, dois irmãos, já na altura dedicados ao ramo agro-alimentar, decidiram apostar na produção de pequenos frutos, ampliando a sua área de intervenção no sector.

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A Beirabaga fornece durante todo o ano, framboesa, amora, mirtilo e groselha, podendo entregar encomendas em qualquer ponto do país no prazo de 12 a 24 horas. A sua produção anual é de cerca de 120.000kg de framboesa, 40.000kg de amora e 20.000kg de groselha. Parte dela destina-se ao mercado nacional e parte é exportada para Inglaterra, França, Bélgica e Holanda. Com o objetivo de oferecer aos  clientes produtos mais alta qualidade, são implementados nos vários locais de produção, um conjunto de normas, desde as fases de produção de plantas até ao embalamento da fruta, de modo a procurar satisfazer as mais altas exigências do mercado.

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ROTEIRSOEVENTOS R.E.- Há quanto tempo e como surgiu a Beirabaga e que balanço faz?

SOFIA HORGAN (S.H.) – A Beirabaga surgiu há pouco mais de 20 anos. Nasceu da vontade de dois irmãos, na altura já dedicados ao sector agro-alimentar, diversificarem a sua área de atividade. Foi a empresa pioneira nos pequenos frutos em Portugal e como tal um completo tiro no escuro. Um tiro dado por dois irmãos, jovens, empreendedores, e sem medo de arriscar. Os primeiros anos foram anos de ouro, uma vez que era ainda um nicho de mercado e como tal muito valorizado. Desde há muitos anos para cá isso deu uma volta de 160 graus. A caminhar para os 180! 

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R.E. Além da produção de pequenos frutos, que outros serviços/produtos tem a empresa ao dispôr dos seus clientes ?

 

S.H. – A Beirabaga produz e comercializa pequenos frutos. Nada mais, pelo menos até agora.

 

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R.E. –  Como está o sector em Portugal e quais as maiores dificuldades que o sector enfrenta?

S.H. – É um sector cada vez mais competitivo. Com os fundos europeus, e precisamente porque há 20 anos foi um sector que se mostrou muito rentável, muita gente investiu nesta área. E claro, como em tudo na vida, também aqui quem dita o caminha é a lei da oferta e da procura.

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R.E. –  Pode ainda considerar-se um atractivo investir neste sector em Portugal?

S.H. – Certas zonas do país têm muito boas condições climatéricas que favorecem a produção destes frutos – e de outros. Mas são questões distintas: Uma é se considero atractivo investir neste sector em Portugal; Outra é se considero um atractivo investir neste sector.

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R.E. – Qual a área de plantação e média de produção dos vários pequenos frutos que produzem?

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S.H. – Temos neste momento cerca de 50 hectares

 

R.E. –  A Exportação, é um atractivo para as empresas do sector? quais as maiores dificuldades para entrar no mercado competitivo?

S.H. – Eu diria que a exportação é uma condição imprescindível à sobrevivência do sector.

 

 

 

 

MIRTISUL, EM GRÂNDOLA POSSUI UM POMAR DE 14HA DE MIRTILOS EM MODO DE PRDUÇÃO BIOLÓGICO, 3 HA DE ESTUFAS DE GROSELHAS E 250 m² DE ESTUFAS DE AMORAS

 

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MIRTISUL, Lda Aldeia do Pico RIC 2119 7570-333 Grândola http://www.mirtisul.com Anne Bournot 912 266 504

 

Foi em 1995 que surgiu a ideia conjunta a de dois cidadãos franceses, um produtor e um comerciante de frutos vermelhos, de instalar uma produção em Portugal com intuito de entrar no mercado mais cedo. O Alentejo em particular foi escolhido, porque responde aos critérios exigidos pelas culturas.

A plantação dos arbustos de mirtilos foi feita em Janeiro de 2001 na Aldeia do Pico em Grândola. Após dez anos de existência, a MIRTISUL é a maior exploração de modo de produção biológico de mirtilos em Portugal.

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EM 2014, A MIRTISUL CRIOU UMA NOVA PARCERIA COM A SPECIAL FRUIT, UMA EMPRESA BELGA, O QUE  CRIOU UM ENORME IMPULSO NAS SUAS VENDAS E FAZ COM QUE A MIRTISUL, NESTE MOMENTO ESTEJA À PROCURA DE PRODUTORES DE MIRTILOS  DE FORMA BIOLÓGICA CERTIFICADOS PARA CONSEGUIR SATISFAZER AS ENCOMENDAS

 

Conheçamos um pouco melhor a MIRTISUL com ANNE BOURNOT:

ROTEIRSOEVENTOS R.E.- Há quanto tempo e como surgiu o vosso empreendimento e que balanço faz?
ANNE BOURNOT (A.B.) – Foi em 1995 que surgiu a ideia conjunta  de dois cidadãos franceses, um produtor e um comerciante de frutos vermelhos, de instalar uma produção em Portugal com intuito de entrar no mercado mais cedo. O Alentejo em particular foi escolhido, porque responde aos critérios exigidos pelas culturas.
Em 2014, a empresa belga SpecialFruit entrou na empresa.
Esta nova parceria deu um impulso enorme nas vendas da nossa fruta biológica a nível internacional. Neste momento, estamos mesmo à procura de mais mirtilos biológicos certificadas para vender.

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R.E. Além da produção de pequenos frutos,( mirtilos) que outros serviços presta a empresa, nomeadamente na área de consultoria e formação?

A.B. – Temos um serviço de “ajuda técnica” para os produtores  da nossa zona.  Promovemos também algumas formações pontuais em parceria com outros atores da filiera.
Mas de momento decidimos  focar-nos essencialmente na nossa produção.
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R.E. –  Como está o sector em Portugal e quais as maiores dificuldades que o sector enfrenta? A aposta na produção e comercialização dos pequenos frutos em Portugal é relativamente recente… porquê esta demora?
A.B. – O sector dos frutos vermelhos esta em plena expansão.

Na minha opinião, a fileira vai ter que enfrentar 2 problemas maiores : a mão de obra para a colheita e no “pós colheita”,  a logística do transporte e a organização das vendas, seja ao nível nacional ou internacional.special

R.E. –  Pode ainda considerar-se um atractivo investir neste sector em Portugal?
A.B. – Depende muito do seu parceiro comercial !
R.E. – Qual a área de plantação e média de produção dos vários pequenos frutos que produzem? Já há uma perpectiva de como vai ser a colheita deste ano?
A.B.  – Temos um pomar de 14 hectares de mirtilos biológicos em ar livre e 3 hectares de estufas com amoras convencional. A colheita vai estar na media : não é um ano extraordinário em termo de quantidade. 
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R.E. –  A Exportação, é um atractivo para as empresas do sector? quais as maiores dificuldades para entrar no mercado competitivo?
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A.B.  – Vou responder da mesma forma: depende muito do seu parceiro comercial.
A exportação é um passo obrigatório a partir do momento que a produção ultrapassa as possibilidades das vendas localmente. 
Mas logo que entremos no internacional, temos que seguir as necessidades dos clientes em termo de embalagens, etiquetas, prazo de entrega, quantidades,… Isto vai ser difícil para as pequenas explorações agrícolas que não estão organizadas.

NO ALGARVE A MADREFRUTA – ORGANIZAÇÃO DE PRODUTORES, PRODUZ FRUTOS VERMELHOS EM PARCERIA COM A MULTINACIONAL DRISCOLL’S, TENDO COMO UM DOS SEUS SÓCIOS A HUBEL AGRÍCOLA, UM PRODUTOR TECNOLÓGICAMENTE AVANÇADO ESPECIALIZADO NA PRODUÇÃO DE FRUTOS VERMELHOS.

 

 

 

A MADRE FRUTA

 

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Constituída em 1996, a Madre Fruta [O.P.] teve a sua origem na necessidade de concertar esforços entre produtores hortícolas locais, com o propósito de ultrapassar condicionalismos e satisfazer exigências comerciais resultantes de um mercado aberto e sem fronteiras.

Desde cedo a estratégia foi de concentração e adaptação da produção à procura, associada a uma prestação de serviços técnicos qualificados, visando a melhoria continuada da qualidade dos produtos e de implementação de técnicas respeitadoras do ambiente.

Com o objetivo de aumentar a rentabilidade dos seus sócios, a Madre Fruta, aposta cada vez mais na pesquisa e desenvolvimento de técnicas de produção inovadoras.

Actualmente a Madre Fruta apresenta uma estabilidade económica e financeira, uma consolidação e coesão dos seus sócios produtores, e um relacionamento regular com os seus principais parceiros.

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A Madrefruta, organização de produtores no conjunto dos seus sócios, tem 127Ha de produção de frutos vermelhos em estufas, cujas quantidades previsionais de produção são: (framboesa 2500 toneladas, Morango 30 Toneladas, Mirtilo 1 Tonelada e Amora 5 toneladas).

 

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TIAGO ANDRADE FALA-NOS UM POUCO SOBRE  O HUBEL AGRÍCOLA , A MADREFRUTA,  E DO SECTOR NO ALGARVE:

 

ROTEIRSOEVENTOS R.E.- Há quanto tempo e como surgiu a HUBEL e que balanço faz?

 

TIAGO ANDRADE (T.A) – O Grupo Hubel foi fundado em 1982 ligado às áreas da água e da electricidade. Em 1982 expandiu a sua actividade às áreas de nutrição, irrigação e produção agrícola, tendo estado inicialmente focado nas culturas da meloa e do tomate. O Grupo Hubel foi pioneiro na utilização de métodos de cultivo por hidroponia em Portugal, aquando da sua introdução em 1992. Em 1996, em associação com outros agricultores, o Grupo Hubel criou a Madre Fruta, Organização de Produtores cujo principal propósito é o escoamento e a venda em escala da produção dos seus vários associados. Hoje em dia, a Madre Fruta reúne a maioria dos produtores de frutos vermelhos (framboesa, morango e amora) da região do Algarve. Em 2002, a Hubel Agrícola deu início à sua cooperação com a Driscoll’s, líder mundial na distribuição de frutos vermelhos. Impulsionada por esta parceria, até ao ano de 2011 a Hubel Agrícola aumentou a sua área de cultivo em estufa para 13,1 Hectares para os actuais 49 Há de Produção de frutos vermelhos.

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Desde cedo, o grupo apostou fortemente numa agricultura moderna, colocando os meios tecnológicos e informáticos ao serviço da agricultura, o que faz com que hoje as nossas estufas seja totalmente automatizadas com controle e monitorização através de plataformas Web.

 

 

 

R.E. Além da produção de pequenos frutos e frutos vermelhos,, que outros serviços/produtos tem a empresa ao dispôr dos seus clientes.

 

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T.A. – Na área agrícola o grupo dedica-se em exclusivo à produção de frutos vermelhos com grande incidência na produção de framboesa. Nos outros sectores do Grupo existe a Hubel Verde que dedica-se à comercialização de factores de produção para a agricultura, bem como, a assessoria agronómica à condução de culturas (Pequenos Frutos, Tomate, Citrinos, Pomóideas, Milho, Cereais, Olival, Abacate e Kiwi) e a Hubel Industria da Água direccionada para a comercialização de soluções, equipamentos e execução de obras para abastecimento e tratamento da água, com o objectivo de aumentar a sua disponibilidade e qualidade da mesma.

 

R.E. –  Como está o sector em Portugal e quais as maiores dificuldades que o sector enfrenta?

 

T.A. – O sector em Portugal está com um grande dinamismo, fruto de grande aumento de investimento de jovens e empresas jovens, que têm vindo a alterar o paradigma da agricultura nacional.0e05db32003505.5669f9dab400d

As principais dificuldades que vemos são ao nível do recrutamento de mão-de-obra quer técnica, quer indiferenciada para o trabalho agrícola. O trabalho agrícola tem uma grande sazonalidade e é necessária uma maior flexibilização laboral para adaptação do trabalho ao estado da cultura.

Outra dificuldade está na elevada burocratização ao nível dos licenciamentos das explorações agrícolas, quer ao nível da legislação de ordenamento do território que não está adaptada à agricultura moderna, bem como, a não existência de uma entidade única que apoie o respectivo licenciamento total.

 

 

R.E. –  Pode ainda considerar-se um atractivo investir neste sector em Portugal?

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T.A. –  Sim. Portugal tem uma geografia muito favorável à produção de algumas culturas e a qualidade dos nossos produtos são muito valorizados no estrangeiro.

 

R.E. – Qual a área de plantação e média de produção dos vários pequenos frutos que produzem?

 

T.A.  – A Madrefruta organização de produtores no conjunto dos seus sócios tem 127Ha de produção de frutos vermelhos em estufas, cujas quantidades previsionais de produção são: (framboesa 2500 toneladas, Morango 30 Toneladas, Mirtilo 1 Tonelada e Amora 5 toneladas).

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R.E. –  A Exportação, é um atractivo para as empresas do sector? quais as maiores dificuldades para entrar no mercado competitivo?

 

T.A. – É um grande atractivo. A qualidade dos produtos nacionais é excelente e isso é valorizado no estrangeiro. As maiores dificuldades por vezes é a escala para pudermos operar a nível internacional, tendo as organizações de produtores um papel fundamental nessa estratégia de internacionalização.

 

 

 

 

EM PORTIMÃO HÁ UM HECTARE DE PLANTAÇÃO DE AMORAS PRODUZIDAS PELA  AGRI-UNITED

 

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Agri-United, Lda. Portimão Tlm. 962213943 agri.united.lda@gmail.com

 

 

ALÉM DO HECTARE ONDE PRODUZ AMORAS, QUE AO SEGUNDO ANO SE ESTIMA UMA COLHEITA A RONDAR AS 18 TONELADAS, A AGRI UNITED PRODUZ TAMBÉM UVAS PINOT NOIR. O CARINHO ESPECIAL DE MARIA NOÉMIA RODRIGUES PELA AGRICULTURA LEVOU-A A APOSTAR NO SECTOR.

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FUNDADA EM 2014 E APÓS AS DIFICULDADES INICIAIS DEVIDO À FALTA DE INFORMAÇÃO E EXPERIÊNCIA EM PORTUGAL NO CULTIVO DA AMORA, A AGRI UNITED NÃO CRUZOU OS BRAÇOS E NESTE MOMENTO TEM UM PROJECTO APROVADO NO ÂMBITO DO PDR 2020 SOB A SIGLA  «A Europa investe nas zonas rurais», CONTEMPLANDO A PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DA AMORA E DA UVA PINOT NOIR, PARA PRODUÇÃO DE VINHO.

A EXPERIÊNCIA ADQUIRIDA DURANTE ESTE TEMPO POSSIBILITA QUE, EM BREVE, A AGRO-UNITED REÚNA CONDIÇÕES PARA GARANTIR APOIO TÉCNICO A OUTROS PRODUTORES

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MARIA NÓEMIA RODRIGUES (M.N.R.)  fala-nos um pouco da sua empresa, da sua experiência e um pouco do sector:

 

ROTEIRSOEVENTOS R.E.- Há quanto tempo e como surgiu a AGRI UNITED e que balanço faz?

MARIA NOÉMIA RODRIGUES (M.N.R.) – Agri-United é uma empresa recente, fundada em Fevereiro de 2014.

Há muitos anos que se conversava em família sobre a ideia de desenvolver um negócio.

Foram muitas as ideias que nos ocorreram, mas sempre tive um carinho muito especial pela agricultura, pois temos família ligada a esta área.

Neste momento o balanço não é muito positivo, pois tivemos um prejuízo considerável em 2015 devido a um ácaro, designado por Acalitus Essigi, que nos destruiu parte da produção.

Este ano já tomámos as devidas precauções, contamos que este ano corra melhor de forma a conseguirmos estabilizar a situação.

 

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R.E. Quais os pequenos frutos que produz e o que destacaria neles?

M.N.R. – Neste momento produzimos apenas amoras. Apesar de não ser um fruto de cultivo fácil, é um fruto muito apreciado pelo mundo fora. Pode ser utilizado para uma série de finalidades, pode ser consumido in natura (a forma mais saudável de ser consumido, pois está associado a uma série de benefícios para a saúde), pode ser utilizado para compotas, gelados, iogurtes, licores, produtos de cosmética, entre outros. É necessária muita mão-de-obra, principalmente na altura da colheita, pois não amadurecem todos de uma vez, ou seja é necessário passar na mesma planta todos os dias a partir do momento em que se começa a colheita.

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R.E. –  Como está o sector em Portugal e quais as maiores dificuldades que o sector enfrenta?

M.N.R. – Penso que não podemos generalizar os pequenos frutos, pois cada um deles tem as suas especificidades. No que se refere à cultura da amora, as principais dificuldades que sentimos, foram a falta de aconselhamento técnico inicial. No início entrámos em contacto com algumas empresas que fornecem este tipo de serviço, mas a resposta que tivemos era que não tinham experiência com este tipo de cultura.

No entanto, tivemos a oportunidade de ser acompanhados pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) e também tivemos a nossa própria formação profissional no terreno. Já aprendemos muito e continuamos a aprender. Penso que qualquer dia estaremos em condições de começar a prestar serviços de consultoria no âmbito do cultivo da amora.

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Além do aconselhamento técnico, existem outras dificuldades:

– O investimento inicial e os custos de produção são bastante elevados;

– A burocracia que envolve;

– O escoamento do produto;

– A mão-de-obra nacional disponível. Pelo menos, o que sentimos aqui no Algarve, provavelmente devido ao turismo, cuja época alta coincide com a época da colheita, é que as pessoas preferem não trabalhar no campo, pois têm possibilidade de trabalhar noutra área. Então recorremos a empresas de trabalho temporário, que nos apresentam trabalhadores estrangeiros. É certo que os custos são superiores, mas a verdade é que também ficamos mais descansados, porque eles trabalham bem, pelo menos foi essa a nossa experiência no ano passado.

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R.E. –  Pode ainda considerar-se um atractivo investir neste sector em Portugal?

M.N.R. – Penso que sim, mas quem tiver a pensar em o fazer deve analisar muito bem o trabalho e os custos que implica. Além disso deve tentar prever ao máximo os contratempos que possam surgir, e não são poucos.

É muito importante que falem com outros produtores, saber o mais possível, estudar a fundo o assunto.

Há alguns procedimentos que são imprescindíveis, como é o caso da tutoragem, os túneis que já falámos (principalmente em locais com o clima semelhante ao algarvio), a rega e fertilização, e a mão-de-obra disponível.

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R.E. – Qual a área de plantação e média de produção dos vários pequenos frutos que produzem?

M.N.R. – Temos uma plantação de 1 hectare. A partir do segundo ano de produção a plantação atinge uma média de 18 toneladas.

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R.E. –  A Exportação, é um atractivo para as empresas do sector? quais as maiores dificuldades para entrar no mercado competitivo?

 

M.N.R. – Sim, a exportação é um atractivo, mas não é fácil entrar no mercado.

A amora é um fruto muito sensível, pelo que a prospecção de mercado tem que ser feita logo no início, para garantir o escoamento da produção, pois caso contrário, corre-se o risco de se sofrer um enorme prejuízo.

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R.E. – Pelo nosso conhecimento, há já um projecto aprovado no âmbito do PDR 2020, pode-nos falar um pouco sobre esse projecto?, nomeadamente nas suas características e a data prevista para estar pronto.

M.N.R. – Sim, é verdade, em Junho de 2014 submetemos uma candidatura ao Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), que entretanto transitou para o Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020 (PDR2020), no âmbito da medida “valorização da produção agrícola”, acção “investimento na exploração agrícola”.

Trata-se de um projecto no âmbito do Portugal 2020, apoiado por uma iniciativa comunitária promovida pelo PDR2020 e cofinanciada pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) cujo lema é “A Europa investe nas zonas rurais”.

O objectivo do projecto prende-se com a produção e comercialização de amora e de uva para produção de vinho.

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Contamos com um apoio público total de 37,06 % (subsídio não reembolsável) do valor total do investimento apresentado no projeto.

A data do termo da operação está prevista para Março de 2021.

 

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